Historicamente, governos brasileiros de diferentes espectros políticos apresentam uma tendência de expansão fiscal em anos eleitorais, fenômeno conhecido como "ciclo político-econômico"
. Abaixo, os dados consolidados de despesas totais ou primárias da União em anos de eleição presidencial, classificados por orientação ideológica predominante:
Esquerda (PT)
Governos focados em expansão de gastos sociais e investimentos, frequentemente registrando picos em anos de reeleição.
- 2006 (Lula): Despesas primárias em torno de R$ 416 bilhões (valores da época, em expansão).
- 2010 (Lula): Marcado pela capitalização da Petrobras e forte aceleração do PAC.
- 2014 (Dilma): Aumento real significativo das despesas discricionárias, com gastos totais da União próximos a R$ 2,2 trilhões.
- 2026 (Lula): Projeções indicam um pacote de medidas e gastos sociais injetando cerca de R$ 88 bilhões adicionais na economia especificamente para o ano eleitoral de 2026.
Centro / Centro-Direita (PMDB, PSDB)
Estes governos alternaram entre estabilização (Plano Real) e expansão moderada em anos eleitorais.
- 1994 (Itamar Franco/Centro): Foco na transição para o Real.
- 1998 (FHC/Centro-Direita): Despesas primárias totais aproximadas de R$ 200 bilhões (valores nominais históricos).
- 2002 (FHC/Centro-Direita): Ano marcado por crise de confiança e gastos controlados para cumprir metas do FMI.
- 2018 (Temer/Centro): Apesar da crise fiscal e do teto de gastos, houve incremento em despesas discricionárias através de receitas atípicas.
Direita / Centro-Direita (PRN, PL)
Caracterizados por tentativas de liberalismo econômico, mas com fortes picos de gastos emergenciais ou eleitorais.
- 1989 (Collor): Primeiro ano de eleição direta; despesas descontroladas pela hiperinflação.
- 2022 (Bolsonaro): Despesa total do governo atingiu R$ 4,63 trilhões (quase metade do PIB), impulsionada pela PEC dos Benefícios e gastos com auxílios em ano eleitoral.
Isso faz parte do jogo político .
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