sábado, 28 de março de 2026

Partido dos Trabalhadores .

   A  Operação Lava Jato enfraqueceu significativamente o Partido dos Trabalhadores (PT), pelo menos em um primeiro momento, tanto politicamente quanto financeiramente. 

Os principais impactos incluem:

Danos à Imagem e Associação com Corrupção: O PT foi o partido mais associado à corrupção na percepção popular em pesquisas realizadas durante o auge da operação. A narrativa de grandes esquemas de corrupção, como o "Petrolão", desgastou a imagem do partido, que tinha a honestidade como uma de suas bandeiras iniciais.

Perda de Filiados e Eleições: A operação resultou na maior perda de filiados da história do PT. Nas eleições municipais de 2016, o partido sofreu um grande baque e enfrentou dificuldades em redutos eleitorais tradicionais, como o ABC Paulista.

Dificuldades Financeiras: A prisão de executivos de empreiteiras que historicamente financiavam o partido fechou a torneira das doações, gerando graves problemas financeiros para a legenda.

Consequências Políticas e Jurídicas: As investigações e condenações de figuras proeminentes do partido, incluindo a prisão do ex-presidente Lula (mais tarde anulada pelo STF), interferiram diretamente nos rumos da política nacional, contribuindo para o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão de Jair Bolsonaro.

Questionamentos Posteriores: Com o passar do tempo e as revelações de conversas entre membros da força-tarefa (Vaza Jato), surgiram fortes críticas de que a operação foi seletiva e teve motivações políticas, o que levou a anulações de processos e permitiu que o PT recuperasse parte de sua força política, culminando com a eleição de Lula em 2022. 

A Lava Jato impôs desafios imensos ao PT, mas o partido demonstrou capacidade de recuperação e adaptação ao cenário político subsequente. 

No qie eu concorodo com analistas politicos, e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle do poder executivo por mais tempo, o que lhe garantiria maior influência e poder político.

Confira a dissertação da autora e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle do poder executivo por mais tempo, o que lhe garantiria maior influência 

Confira a dissertação da autora e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle congressual.

 Operação Lava Jato teve impactos predominantemente negativos e profundos no campo progressista brasileiro, atuando como um catalisador para uma crise política que resultou na perda de poder, na fragmentação de forças e na ascensão da extrema-direita no país. 

Os principais impactos foram:

Desgaste Político e Institucional: A operação mobilizou um forte discurso anticorrupção que foi, em grande parte, direcionado contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados, principais representantes do campo progressista na época. Isso resultou em uma perda massiva de capital político e na erosão da confiança nas instituições e líderes progressistas.

Impeachment e Prisão de Lideranças: A Lava Jato contribuiu diretamente para a criação de um clima político que culminou no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 e, posteriormente, na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prisão de Lula o impediu de concorrer nas eleições de 2018, o que alterou drasticamente o cenário eleitoral.

Ascensão da Direita e Extrema-Direita: Ao desestabilizar o cenário político tradicional e desacreditar a classe política, a operação abriu espaço para o surgimento de novas lideranças e discursos populistas de direita e extrema-direita, que capitalizaram o sentimento de repulsa à corrupção. O ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, figuras centrais da operação, ingressaram na política, o que reforçou essa dinâmica.

Fragmentação e Divisões Internas: O campo progressista enfrentou (e em certa medida, ainda enfrenta) debates internos sobre a melhor forma de lidar com as acusações e a condução da operação. Houve discussões sobre a existência de corrupção sistêmica e a necessidade de renovação interna, gerando fissuras e dificuldades de união.

Impacto Econômico e Social: Estudos, como os do DIEESE, apontam que a forma como a operação foi conduzida, especialmente na área de construção civil e óleo e gás, gerou a destruição de cadeias produtivas nacionais e a perda de milhões de empregos, impactando negativamente a economia. Essas consequências econômicas agravaram a situação social do país, o que também teve reflexos na base eleitoral progressista.

Percepção de Parcialidade: Com as revelações da "Vaza Jato", que expuseram conversas comprometedoras entre membros da força-tarefa, a operação perdeu credibilidade e sua parcialidade e seus métodos questionáveis se tornaram evidentes para muitos, o que gerou um movimento de defesa entre os progressistas. 

Em resumo, a Lava Jato foi um evento divisor de águas que reconfigurou o tabuleiro político brasileiro, enfraquecendo o campo progressista e criando as condições para a guinada à direita observada nos anos seguintes

Sem sem a Operação Lava Jato, o campo progressista (especialmente o PT) provavelmente teria mantido uma força política e eleitoral maior no Brasil. 

Os principais argumentos que sustentam essa tese incluem:

Desgaste Político e Institucional: A operação foi vista por muitos analistas como um instrumento que, embora se propusesse a combater a corrupção, teve um forte viés anti-PT, o que contribuiu significativamente para o desgaste da imagem do partido e de suas principais lideranças.

Prisão do Ex-Presidente Lula: A condenação e prisão do ex-presidente Lula, que era o principal candidato do campo progressista nas eleições de 2018, impediu sua participação no pleito. Decisões judiciais posteriores (como as revelações da "Vaza Jato" e a anulação das condenações pelo STF) indicaram parcialidade do então juiz Sergio Moro, o que reforça a percepção de que a operação teve um impacto direto e negativo nas perspectivas eleitorais do campo progressista.

Ascensão da Direita e Extrema-Direita: O vácuo político e a aversão à política tradicional gerados pela Lava Jato prepararam o terreno para a ascensão de uma nova direita e da extrema-direita, culminando na eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Sem a operação, esse movimento talvez não tivesse encontrado um ambiente tão fértil.

Fragmentação do Campo Progressista: A crise gerada pela operação contribuiu para a fragmentação do campo progressista e de centro-esquerda, tornando mais difícil a formação de uma frente unida para enfrentar o avanço conservador.

Impacto Econômico: A forma como a Lava Jato foi conduzida teve impactos econômicos negativos, destruindo cadeias produtivas nacionais e milhões de empregos, o que gerou insatisfação popular que se voltou contra os partidos que estavam no poder na época (majoritariamente progressistas). 

Em resumo, a Operação Lava Jato foi um fator crucial que alterou profundamente o cenário político brasileiro, enfraquecendo o campo progressista e reconfigurando as forças políticas no país. 

A principal diferença reside nos seus objetivos e base de funcionamento: o partido fisiológico busca benefícios materiais e poder pelo poder, enquanto o partido orgânico é orientado por ideologia, programas e uma conexão mais profunda com a sociedade ou base de militantes. 
Partido Fisiológico
O termo "fisiológico" na política refere-se a uma prática de troca de favores, cargos públicos, verbas e outros benefícios (o "fisiologismo") em troca de apoio político e poder. 
Foco principal: Sobrevivência política e acesso a recursos do Estado, em detrimento do bem comum.
Comportamento: Adota uma estratégia de representação clientelista na arena eleitoral e comportamentalmente governista na arena parlamentar, ou seja, tende a apoiar o governo (qualquer que seja a ideologia) desde que receba benesses em troca, sem lealdade ideológica firme.
Ideologia: As posições programáticas são flexíveis ou inexistentes, adaptando-se às necessidades do momento para manter o acesso ao poder e privilégios.
Estrutura: Muitas vezes, esses partidos têm "donos" ou caciques políticos que controlam as decisões e a distribuição de favores. Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habiulitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas "Alcantara"Machado (FIAAM FAAM).

Partido Orgânico
O conceito de "partido orgânico" está mais ligado à ideia tradicional de partido político, que possui uma base social e ideológica sólida, com raízes na sociedade. 
Foco principal: Implementação de um programa, ideologia ou projeto político claro, defendendo os interesses de uma classe social ou segmento específico da população (ex: trabalhadores, empresários, ambientalistas, etc.).
Comportamento: Ações políticas e decisões são tomadas com base em princípios ideológicos e programáticos definidos, e não em troca de favores individuais. A lealdade é ao programa do partido e não ao governo de plantão, caso haja divergência.
Ideologia: Possui posições ideológicas firmes (esquerda, direita, centro, etc.) e coerentes.
Estrutura: A estrutura é, idealmente, mais democrática e participativa, com decisões que emanam da base de militantes e filiados, e não de um pequeno grupo de líderes (partidos "sem donos" Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habiulitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas  Alcântara Machado (FIAAM FAAM).
Sem Operação Lava Jato. O Partido dos Trabalhadores (PT),não perderia apoio na classe média.  E teria muito mais força.

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A base social do Partido dos Trabalhadores (PT) é historicamente composta por uma diversidade de grupos, com um foco central nas classes populares e trabalhadoras. 

Os principais componentes e grupos de apoio incluem:

Trabalhadores e Classes Populares: Desde sua fundação, o PT se posicionou como um partido dos trabalhadores, buscando organizar as massas exploradas em suas lutas por conquistas econômicas e sociais. A base inclui trabalhadores urbanos e rurais, autônomos, operários, profissionais especializados (como médicos e professores) e camponeses.

Movimentos Sindicais: O partido tem raízes históricas profundas nos movimentos sindicais, especialmente nas oposições sindicais e na fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A luta por sindicatos independentes do Estado foi um pilar inicial importante.

Movimentos Sociais: O PT mantém um compromisso de participação permanente junto a diversos movimentos sociais, incluindo movimentos de moradia, sem-terra, ativistas e setores da Igreja Católica progressista (ligados à Teologia da Libertação).

Intelectuais e Artistas: O partido também contou, desde o início de sua formação em 1980, com o apoio e a participação de intelectuais, artistas e ativistas comprometidos com a proposta de ação política do partido.

População de Menor Renda: Pesquisas eleitorais modernas frequentemente mostram que o PT tem uma base de apoio significativa entre os eleitores de menor renda e escolaridade, muitas vezes beneficiados por políticas sociais e de transferência de renda implementadas durante seus governos. 

Em resumo, a base social do PT é multifacetada, mas tem seu núcleo e identidade histórica fincados na organização das classes trabalhadoras e setores populares da sociedade brasileira. 

A principal diferença entre centro-esquerda e esquerda reside na profundidade e nos métodos propostos para alcançar a justiça social e a igualdade econômica. Ambas as ideologias compartilham a preocupação com os cidadãos em desvantagem e a necessidade de reduzir desigualdades, mas divergem quanto ao papel do Estado e à relação com o sistema capitalista. 

Esquerda

A esquerda (incluindo a esquerda radical e revolucionária) tende a defender uma ruptura ou superação do sistema capitalista por meio de transformações estruturais mais profundas. 

Princípios e Políticas:

Defesa do socialismo democrático ou, em alguns casos, revolucionário.

Maior intervenção estatal na economia, podendo incluir a socialização dos meios de produção ou o fim da propriedade privada burguesa em prol da coletividade.

Ênfase na luta de classes e na emancipação do indivíduo nas relações econômicas que perpetuam a desigualdade.

Forte oposição à diminuição do papel do Estado na economia e defesa da ampliação máxima dos direitos sociais.

Partidos no Brasil (exemplos): O PSOL e o PCB são frequentemente associados a posições mais à esquerda, com o PCO na extrema-esquerda. O PT, embora tenha moderado suas posições ao chegar à presidência, ainda é considerado um partido de esquerda. 

Centro-Esquerda

A centro-esquerda busca a justiça social e a redução das desigualdades, mas, de modo geral, aceita e opera dentro dos limites do sistema capitalista, defendendo sua reforma em vez de sua abolição. 

Princípios e Políticas:

Adoção de políticas de bem-estar social (Welfare State) e social-democracia.

Defesa de um Estado forte e atuante na promoção de políticas públicas (saúde universal como o SUS, educação, previdência), mas sem eliminar completamente a iniciativa privada.

Busca por reformas tributárias e fiscais progressivas (ou seja, quem ganha mais paga mais impostos) para financiar os programas sociais.  Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Periodo da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

ase social do Partido dos Trabalhadores (PT) tem passado por transformações significativas ao longo de sua história. Embora ainda mantenha laços com a sociedade civil organizada, o partido enfrenta desafios para recuperar o apoio de setores que historicamente lhe davam sustentação. 

Principais transformações e desafios

Migração de classes: Analistas apontam para uma mudança no perfil do eleitor petista. Se antes a base era mais concentrada em trabalhadores sindicalizados e segmentos da classe média intelectualizada, hoje há uma busca por reconectar-se com a "nova classe trabalhadora", que muitas vezes está inserida na informalidade ou em novos arranjos de trabalho.

Afastamento dos movimentos sociais: A partir de meados dos anos 2000, o PT teria diminuído o seu ritmo de organização de base, o que provocou um arrefecimento no debate ideológico dentro do partido e um distanciamento de sua atuação direta junto aos movimentos sociais. Isso fez com que alguns ativistas adotassem uma postura mais passiva, de "esperar para ver" as ações do governo.

Distância de grupos-chave: O PT reconhece dificuldades em dialogar com setores da classe média, evangélicos e das periferias, que antes eram considerados importantes bases de apoio. Essa perda de contato se tornou um ponto de atenção para a estratégia do partido, especialmente em anos eleitorais.

Em resposta a esses desafios, o Partido dos Trabalhadores ,  tem buscado novas formas de reconectar-se com suas bases. Algumas estratégias incluem: 

Foco no "pós-Lula": O partido tem se voltado para discussões sobre a próxima geração de lideranças e para a forma de se organizar para o futuro, além da influência de seu principal nome.

Retomada das bases: Movimentos internos, como os indicados em notícias de 2025, sinalizam uma intenção de reorientar a atuação para fortalecer a conexão com a militância e com as bases sociais para as próximas eleições.

Frente parlamentar: A atuação de parlamentares petistas na defesa de pautas como a tarifa zero, por exemplo, é uma tentativa de reforçar a agenda ligada aos interesses populares. 

Há desafios no Partido dos Trabalhadores .

A Operação Lava Jato causou um grande impacto no Partido dos Trabalhadores (PT), resultando em um enfraquecimento significativo de sua imagem e desempenho eleitoral nos anos que se seguiram às primeiras revelações. No entanto, a trajetória do partido não se resumiu a um declínio contínuo, apresentando sinais de recuperação nos anos mais recentes. 

Impactos iniciais e enfraquecimento

Perda eleitoral: Nas eleições municipais de 2016, o PT sofreu sua maior derrota histórica, perdendo prefeituras importantes em todo o país e ficando com apenas uma capital. O partido também perdeu influência em redutos tradicionais como o ABC Paulista. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Crise de imagem: O PT foi o partido mais associado à corrupção pela opinião pública na época, devido ao envolvimento de figuras importantes em escândalos investigados pela operação. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também contribuiu para a percepção negativa. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Problemas financeiros: O partido enfrentou dificuldades financeiras após o corte de doações de grandes empresas investigadas na Lava Jato Segundo o Portal G1 da Rede Globo ..

Queda de apoio popular: A popularidade do partido despencou entre 2015 e 2020, atingindo um dos pontos mais baixos de sua história Segundo o Portal G1 da Rede Globo . 

Recuperação e cenário recente

Eleições de 2022: A trajetória do partido foi alterada com a eleição de Lula para a presidência em 2022, indicando uma recuperação significativa em âmbito nacional. A anulação das condenações de Lula pelo Supremo Tribunal Federal, somada à percepção de politização da operação, também contribuiu para a melhora de sua imagem. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Eleições de 2024: Nas eleições municipais de 2024, o desempenho do PT ficou abaixo do esperado, especialmente em comparação com o sucesso de 2022. O partido não conseguiu retomar o domínio em redutos históricos, como cidades do ABC Paulista. No entanto, registrou um crescimento em relação ao pleito anterior, de 2020. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Críticas à Lava Jato: O questionamento de algumas ações da Lava Jato, como as delações premiadas e a atuação do ex-juiz Sergio Moro, ajudou a reduzir o peso das acusações sobre o partido. 

Em 2018. No auge do antipetismo. O Partido dos Trabalhadores.  Elegeu 04 governadores. Como voe confere no Portal G1 da Rede Globo no link á seguir.https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/28/pt-supera-mdb-e-governara-quatro-estados-veja-quem-sao-os-eleitos.ghtml

Em 2022. O Partido dos Trabalhadores . . Voltou e eleger 04 governadores em 2022. Como você também pode conferir no Portal G1 da Rede Globo , no link á seguirhttps://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/eleicao-em-numeros/noticia/2022/10/31/uniao-se-iguala-a-pt-e-ambos-governarao-quatro-estados-veja-todos-os-governadores-eleitos.ghtml

Em 2022. O Partido dos Trabalhadores, elegeu a segunda maior Bancada na Camara dos Deputados. Como você confere na CNN Brasil no link á seguirhttps://www.cnnbrasil.com.br/politica/pl-de-bolsonaro-deve-ter-maior-bancada-da-camara-seguido-por-federacao-do-pt/

EM 2022. O Partidos dos Trabalhadores, elegeu a segunda maior Bancada de Deputados Estaduais. Como voce confere na CNN Brasil no link á seguir, https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pl-e-pt-lideram-em-deputados-estaduais-eleitos-no-brasil/

O Partido dos Trabalhadores. Sendo um partido orgânico. Movimenta um eleitorado importante no Brasil. 

Mas desde a Operação Lava Jato. Já não mais dialoga além da sua base social.  Aliás ao centro Sao sim estratégicas 

Confira a noticia no UOL  .                 .                  


Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para disputar o Senado em SP


A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou sua filiação ao PSB para disputar uma das duas vagas ao Senado em São Paulo. Segundo o UOL.

O que aconteceu

Tebet havia anunciado no último dia 12 que disputará o cargo em São Paulo. Segundo ela, o pedido para que ela concorresse ao Senado por São Paulo, foi do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo o UOL.

Ministra deve deixar o comando da pasta do Planejamento nos próximos dias. A Justiça Eleitoral fixou até 4 de abril o prazo para que candidatos no pleito deste ano deixem seus cargos. Antes de sair do ministério, Tebet pretende entregar o relatório bimestral do orçamento e deixar encaminhada a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, que será apresentada por quem assumir o posto. Segundo o UOL 


Na última semana, Tebet acertou sua troca do MDB pelo PSB. Embora o MDB faça parte do governo Lula (PT), o partido é liderado em São Paulo pela oposição ao presidente. Filiado à sigla, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, é um dos expoentes do bolsonarismo; o cenário era um obstáculo para Tebet disputar o Senado pela sigla no estado. Segundo o UOL.

Nunes criticou saída de Tebet do MDB. "Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui", disse. Segundo o UOL.

Prefeito disse que Tebet abandonou a população de seu estado. Nunes ainda afirmou que a ministra deu as costas ao MDB , para atender a um capricho do presidente Lula. "Isso é o mais grave." Segundo o UOL

Tebet rebateu as críticas de Nunes, dizendo que está para nascer um homem que fará dela "uma marionete". "Mais fácil atender um pedido da Tabata, da Marina [Helou] e das nossas mulheres do PSB do que qualquer autoridade masculina desse país, com todo respeito." Segundo o UOL.

Ela classificou a fala de Nunes de "absolutamente deselegante" com as mulheres brasileiras. "Isso não é forma de se fazer política, é uma forma agressiva de dar exemplo, inclusive, para as mulheres." Segundo o UOL.

Só pergunto se ele falaria isso se eu fosse um homem.Simone Tebet, pré-candidata ao Senado por São Paulo Segundo o UOL.


Evento de filiação

Políticos presentes na filiação. Participaram do evento na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, os deputados federais Jonas Donizete e Tabata Amaral e os deputados estaduais Caio França e Marina Helou. Segundo o UOL.

Tabata diz que fez o primeiro convite para Tebet se filiar ao PSB. Segundo a deputada, Alckmin e Tebet foram dois dos responsáveis por "salvar a democracia" em 2022. Logo após o 1° turno das eleições presidenciais de 2022, Tebet apoiou Lula para o 2° turno. Segundo o UOL.

Apesar da vontade de Lula de ter Alckmin concorrendo ao Senado, Tabata afirmou que ele seguirá como vice-presidente. "Vamos seguir com o nosso vice-presidente Geraldo Alckmin, liderando o Brasil junto do presidente Lula." Segundo o UOL 

Tebet repetiu Tabata e defendeu a permanência de Alckmin, seu colega de governo, na vice-presidência. "Defendo hoje que o vice-presidente continue, porque em time que está ganhando não se mexe." Segundo o UOL 

Tebet criticou a família Bolsonaro e citou Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. "Fui senadora com Flávio por 4 anos. Difícil conhecer, na política, uma família tão personalista. Nada feito sem anuência ou autorização do pai. Isso explica muita coisa." Segundo o UOL.

Palanque de Lula está sendo formado em SP

Além de Tebet, Fernando Haddad (PT) lançou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo na última semana. Quem assumiu o Ministério da Fazenda no lugar dele foi Dario Durigan, que era secretário executivo da pasta. Segundo o UOL.

Mas o PSB estuda abrir um palanque duplo no estado para o presidente Lula (PT) concorrer à reeleição e lançar uma chapa própria. A ideia ventilada na sigla é a de lançar o ministro Márcio França (Empreendedorismo) ao governo com uma campanha com mais liberdade para desferir ataques e aumentar a artilharia contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve buscar a reeleição. Segundo o UOL 

França e Haddad são ministros de Lula e aliados em São Paulo. Foram os articuladores da chapa de Lula em 2022 com o ex-governador Geraldo Alckmin, então recém-filiado ao PSB, na vice. Segundo o UOL.

Questionada sobre uma possível candidatura de Márcio França ao governo paulista, Tebet deixou a possibilidade em aberto. "Não falo pelo partido, mas a gente está caminhando para isso", disse. Se o PSB não lançar candidatura ao governo estadual, Tebet levantou a possibilidade do partido ter um nome como vice na pré-candidatura de Fernando Haddad. Segundo Tebet, ela e Haddad não conversaram sobre o tema. Segundo o UOL.

Nós, se pudermos, queremos dar um vice ou uma vice do PSB para Haddad se o partido não tiver candidatura própria. Não sou eu quem decido.Simone Tebet, pré-candidata ao Senado por São Paulo. Segundo o UOL.


E assim caminha a humanidade. 

Imagem ; Site Oficial do Partido dos Trabalhadores 



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Neoliberalismo .

  



O neoliberalismo é uma doutrina político-econômica que defende a mínima intervenção do Estado na economia e a ampla liberdade de mercado. Ele surgiu na segunda metade do século 20 como uma adaptação do liberalismo clássico ao contexto da economia globalizada. Seus defensores argumentam que a liberdade de mercado promove o crescimento econômico e a eficiência. 

Características principais

Estado mínimo: Redução da participação estatal na economia, com privatização de empresas e serviços públicos.

Livre mercado: Promoção da livre concorrência, permitindo que as empresas e os consumidores tomem decisões sem intervenção do Estado.

Abertura econômica: Diminuição das barreiras comerciais, como tarifas e restrições, incentivando o comércio internacional e a circulação de capitais.

Flexibilização do trabalho: Redução de regulamentações trabalhistas e dos direitos dos trabalhadores, diminuindo a atuação dos sindicatos.

Disciplina fiscal: Controle rígido dos gastos públicos, geralmente por meio de tetos de gastos, o que pode resultar na redução de investimentos em serviços sociais. 


  Confira abaixo . A dissertação da autora Sabrina Rodrigues Marques.


Neoliberalismo: Uma fase atual do capitalismo 

Resumo 

Sabrina Rodrigues Marques1 

O neoliberalismo, tornou-se uma nova ordem mundial, a partir dos anos 80 e 90, 

primeiro na Europa depois em toda a América, de norte a sul. Assim sendo, as políticas 

neoliberais configuram-se hoje atual fase do capitalismo. A abordagem central do 

artigo, será compreender a expansão da hegemonia neoliberal, para isto, o trabalho 

consistirá de alguns pontos a ser discutido: 1) entender o conceito de hegemonia dentro 

de uma concepção gramsciana, 2) compreender as origens do capitalismo, 3) entender o 

Imperialismo, 4) compreender os fatores que contribuíram para a expansão neoliberal.  

Palavras chaves: Capitalismo- Neoliberalismo- Hegemonia 

Introdução 

O neoliberalismo, tornou-se uma nova ordem mundial, a partir dos anos 80 e 90, 

primeiro na Europa depois em toda a América, de norte a sul. Assim sendo, as políticas 

neoliberais configuram-se hoje atual fase do capitalismo, deste modo, buscou-se 

entender o neoliberalismo, por meio de um referencial teórico: O Capital, volume I, 

escrito por Karl Marx, Imperialismo, Estágio Superior do Capitalismo, escrito por 

Vladimir Ilitch Lênin, O Brasil e o Capital Imperialismo, escrito por Virgínia Fontes, 

Capitalismo, Origens e Dinâmica Histórica, escrito por Oswaldo Coggiola, O lucro ou 

as pessoas? Neoliberalismo e a ordem global, escrito por Noam Chomsky, os Cadernos 

do Cárcere, escrito por Antônio Gramsci. 

A abordagem central do artigo, será compreender a expansão da hegemonia 

neoliberal, para isto, o trabalho consistirá de alguns pontos a ser discutido: 1) entender o 

conceito de hegemonia dentro de uma concepção gramsciana, 2) compreender as 

origens do capitalismo, 3) entender o Imperialismo, 4) compreender os fatores que 

contribuíram para a expansão neoliberal. 

Um dos primeiros conceitos abordados no texto será o conceito de hegemonia, a 

partir disso, propõe-se compreender os espaços que o neoliberalismo ocupou dentro da 

1 Mestranda na Universidade Oeste do Paraná- UNIOESTE- Mal. Cândido Rondon. E-mail: 

proptical@hotmail.com. 

sociedade e os fatores que contribuíram para sua hegemonia política e econômica. 

Assim, dentro de uma concepção gramsciana, hegemonia significa que, 

“O fato da hegemonia pressupõe indubitavelmente que sejam levados 

em conta os interesses e as tendências dos grupos sobre os quais a 

hegemonia será exercida, que se forme um certo equilíbrio de 

compromisso, isto é, que o grupo dirigente faça sacrifícios de ordem 

econômico-corporativa; mas também é indubitável que tais sacrifícios 

e tal compromisso não podem envolver o essencial, dado que, se a 

hegemonia é ético-política, não pode deixar de ser também 

econômica, não pode deixar de ter seu fundamento na função decisiva 

que o grupo dirigente exerce no núcleo decisivo da atividade 

econômica”.2 

Assim, o neoliberalismo consolidou-se tomando a social-democracia como sua 

inimiga central, em países de capitalismo avançado, provocando uma hostilidade 

recíproca por parte da social-democracia3. Depois, os governos social-democratas se 

mostraram os mais resolutos em aplicar políticas neoliberais. Portanto, não basta apenas 

compreender o conceito de hegemonia, precisa- se entender como se constituiu o 

capitalismo e suas fases.  

O capitalismo é um sistema constituído pela circulação de mercadorias e a 

produção de capital (dinheiro), para Marx, a circulação de mercadorias é o ponto de 

partida do capital. Produção de mercadorias e circulação desenvolvida de mercadorias – o comércio – formam os pressupostos históricos a partir dos quais o capital emerge4, 

configurando-se os primeiros pressupostos do capitalismo. Ainda, Mészáros afirma que, 

o capitalismo é uma das formas possíveis da realização do capital, uma de suas 

variantes históricas, como ocorre na fase caracterizada pela subsunção real do 

trabalho ao capital.5 

Além disso, Marx afirmava também que se abstrairmos o conteúdo material da 

circulação das mercadorias, isto é, da troca dos diversos valores de uso, e considerar 

2GRAMSCI, Antônio, 1891-1937 Cadernos do cárcere. Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 

2002. Vol 3. Nota §18, p, 48. 

3ANDERSON, Perry. In SADER, Emir & GENTILI, Pablo (orgs.) Balanço do neoliberalismo. Pós

neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 13. 

4MARX, Karl. O Capital. Editora Boitempo. 2012, Vol. I, p, 289. 

5MÉSZÁROS, István. Para Além do Capital. Editora Boitempo. 2011, p, 15. 

apenas as formas econômicas que esse processo capitalista engendra6, o seu produto 

final, será o dinheiro. Ou seja, o dinheiro tornar-se-ia a primeira forma de manifestação 

do capital, deste modo, as formas de manifestação do capital, se adaptaria conforme a 

complexificação da relação capital-trabalho. Para Lênin, a transformação do 

capitalismo, teve como consequência, 

A propriedade privada baseada no trabalho do pequeno patrão, a livre 

concorrência, a democracia, todas essas palavras de ordem por meio 

das quais os capitalistas e sua imprensa utilizam enganam os operários 

e os camponeses, pertencem a um passado distante. O capitalismo se 

transformou num sistema universal de subjugação colonial e de 

estrangulamento financeiro da imensa maioria da população do 

planeta por um punhado de países “avançados”. A partilha desse 

espólio efetua-se entre duas ou três potências rapaces, armadas até os 

dentes (Estados Unidos, Inglaterra, Japão), que dominam o mundo e 

arrastam todo o planeta para a sua guerra pela partilha do seu espólio.7 

Ao longo de seu desenvolvimento histórico-social, o capitalismo passou por todo 

uma evolução histórica, criando novas relações entre o homem e o capital. Conforme 

Lenin afirmava, o imperialismo seria uma etapa superior do capitalismo, seria a 

transformação da acumulação do capital, a formação de grandes monopólios, ou seja, o 

surgimento do capital-imperialismo. Segundo Fontes, 

A expressão capital-imperialismo permite capturar o movimento 

peculiar ocorrido após a Segunda Guerra Mundial que aprofundou e 

alterou os traços fundamentais do imperialismo tal como formulado 

por Lenin. Novas características resultariam exatamente de sua 

dilatação em nova escala. A perpetuação da violência de classes se 

duplica pela disseminação de envolventes malhas tecidas por 

entidades cosmopolitas voltadas para o convencimento, tentando 

dissuadir a classe trabalhadora pela repetição ad nauseam de que este 

é o único modo de existência possível. Violência e convencimento 

seguem conjugados, na disseminação de verdadeiros exércitos 

compostos por tanques de pensamento (think tanks).8  

A partir deste pensamento think tanks, surgiria o neoliberalismo, como ideologia 

econômica-política, que traria a complexificação das lutas de classes, a explosão de 

6Marx, Karl. Op. Cit., p,289. 

7LÊNIN, Vladimir Ilicht. Imperialismo, Estágio Superior do Capitalismo. Editora Expressão Popular. 

2012., p. 27. 

8FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo. 2. ed. Rio de Janeiro: EPSJV/Editora UFRJ, 

2010. 

crises políticas, econômicas e sociais. Isto é, o neoliberalismo possui uma relação 

intrínseca com o capitalismo atual, principalmente, a partir da década de 70.  

A hegemonia neoliberal passou a se expandir a partir das falhas das políticas 

keynesiana e do fracasso da social democracia. Apresenta-se, o neoliberalismo como 

uma retomada do liberalismo clássico, no qual constituiu-se como uma corrente teórica 

econômica. A construção da hegemonia neoliberal baseou em obras de teóricos que 

defendiam o “Estado mínimo”, assim como, Adam Smith, Hayek, Friedman, Mises 

entre outros. 

O neoliberalismo significou a ideologia do capitalismo financeiro, no qual as 

características centrais seria a propriedade privada e o livre mercado. O Estado terá 

como papel apenas de assegurador das práticas neoliberais, cujo, ação será de agente 

regulador nas quais tais práticas político-econômicos, funcionassem de maneira 

adequada.  

Este projeto neoliberal surge como uma política capaz de renovar as novas 

formas de acumulação do capital. Sendo assim, o trabalho consistirá na compreensão do 

conceito de hegemonia, no estudo sobre as origens do capitalismo, e o desenvolvimento 

da hegemonia neoliberal. 

Hegemonia: um conceito gramsciano 

A noção de hegemonia parte da formulação de dois autores: Lênin e Gramsci, 

cujo apresentam um conceito bem elaborado dentro do materialismo dialético. A 

hegemonia proposta por Gramsci trouxe uma nova relação entre estrutura e 

superestrutura. O conceito hegemonia tem como contexto, o desenvolvimento da 

sociedade civil, instituições e Estado, além disso, a ideologia aparece como constitutiva 

das relações sociais. 

No entanto, existe algumas diferenças entre Lênin e Gramsci no conceito de 

hegemonia, enquanto Lênin se refere apenas à ditatura do proletariado ao falar de 

hegemonia, enfatizando seu caráter coercitivo, Gramsci destacava a importância de 

formar uma classe dirigente que se mantenha pelo consentimento das massas e não 

apenas pela força coercitiva. 

O pensamento de Gramsci estava, obviamente, enraizado em Marx e 

Lenin. Ele assumiu todos os pressupostos marxistas a respeito das 

origens materiais de classe e do papel da luta e da consciência de 

classe na transformação social. Ele também adotou a noção de Marx 

sobre a "hegemonia" burguesa na sociedade civil, tal como expressa 

por Marx e Engels em A Ideologia Alemã e fez dela um tema central 

de sua própria versão do funcionamento do sistema capitalista. Tal 

hegemonia, nos termos de Gramsci, significava o predomínio 

ideológico dos valores e normas burguesas sobre as classes 

subalternas.9 

Conforme afirma Gramsci, toda relação de “hegemonia” é necessariamente 

uma relação pedagógica, que se verifica não apenas no interior de uma nação, entre 

diversas forças que compõem, mas em todo o campo internacional e mundial, entre 

conjuntos de civilizações nacionais e continentais”.10  

A hegemonia significa a capacidade de uma classe de manter sua dominação 

sobre a outra, por meio da coerção e do consenso, da formação intelectual e moral. 

Assim, a hegemonia constitui-se na organização e a manutenção de um aparelho estatal, 

ou seja, a formação de um tipo de sociedade civil + sociedade política, 

Para Gramsci, analiticamente, o espaço da hegemonia é o da 

sociedade civil, enquanto o do domínio é a sociedade política ou o 

Estado, pois podem-se fixar dois grandes “planos” superestruturais: o 

que pode ser chamado de “sociedade civil” (isto é, o conjunto de 

organismos designados vulgarmente como “privados”) e o da 

“sociedade política ou Estado”, planos que correspondem, 

respectivamente, à função de “hegemonia” que o grupo dominante 

exerce em toda a sociedade e àquela de “domínio direto” ou de 

comando, que se expressa no Estado e no governo “jurídico”.11 

A manutenção da hegemonia não depende apenas da constituição do aparelho 

estatal, e da formação intelectual e moral, mas da direção do partido. Gramsci afirma 

que o partido político é a forma aperfeiçoada da classe dirigente e é por meio do partido 

9CARNOY, Martin. Estado e Teoria política. (Equipe de trad. PUCCAMP) 2ª ed. Campinas: Papirus, 

1988, p 90. 

10 GRAMSCI, Antônio, 1891-1937 Cadernos do cárcere. Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 

Vol. 1, 2002, p, 399.  

11 GRAMSCI, Antônio, 1891-1937 Cadernos do cárcere. Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 

Vol. 2, 2001, p, 21. 

que a classe dirigente irá demonstrar sua capacidade de direção. O partido político é a 

expressão de um grupo social. 

A função da hegemonia tem como pressupostos a sociedade civil + sociedade 

política organizada e conectada, além disso, os intelectuais são os “prepostos” do 

grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social e do 

governo político, isto é12:  

1) do consenso “espontâneo” dado pelas grandes massas da população 

à orientação impressa pelo grupo fundamental dominante à vida 

social, consenso que nasce “historicamente” do prestígio (e, portanto, 

da confiança) obtido pelo grupo dominante por causa de sua posição e 

de sua função no mundo da produção; 2) do aparelho de coerção 

estatal que assegura “legalmente” a disciplina dos grupos que não 

“consentem”, nem ativa nem passivamente, mas que é constituído 

para toda a sociedade na previsão dos momentos de crise no comando 

e na direção, nos quais desaparece o consenso espontâneo. 

Se os intelectuais são os prepostos hegemônicos da classe dominante, a 

conservação da unidade ideológica do bloco social faz com que um determinado grupo 

social, mesmo que em contradição ao outro grupo, estes adotem a concepção de mundo 

daquele grupo. Ou seja, há uma disputa hegemônica dentro das lutas de classes, 

segundo Gramsci, 

“Todo povo tem sua literatura, mas ela pode vir-lhe de um outro povo, 

isto é, o povo em questão pode ser subordinado à hegemonia 

intelectual e moral de outros povos. É este, com frequência, o mais 

gritante paradoxo de muitas tendências monopolistas de caráter 

nacionalista e repressivo: o de que, enquanto se constroem grandiosos 

planos de hegemonia, não se percebe que se é objeto de hegemonias 

estrangeiras; do mesmo modo como, enquanto se fazem planos 

imperialistas, na realidade se é objeto de outros imperialismos, etc. De 

resto, não se sabe se o centro político dirigente não entenda muito bem 

a situação de fato e não busque superá-la: mas é certo que os literatos, 

neste caso, não ajudam o centro dirigente político em tais esforços e 

seus cérebros vazios empenham-se na celebração nacionalista para 

não sentirem o peso da hegemonia da qual se depende e pela qual se é 

oprimido.”13 

12 Idem, p, 21. 

13 GRAMSCI, Antônio, 1891-1937 Cadernos do cárcere. Edição. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 

2002, Vol. 6, nota §57, p,127,128. 

Assim, o neoliberalismo significa dominação “consentida”, a hegemonia 

neoliberal, dissemina, a dominação de uma classe social sobre a outra, de uma nação 

sobre a outra. Sendo assim, dentro do sistema capitalista as relações sociais são 

definidas pela troca de mercadorias, a detenção dos modos de produções e as relações 

de forças produtivas, entre capital-trabalho. O grupo dirigente detém a hegemonia 

mediante a produção de uma ideologia, quanto mais difundida a ideologia, tanto menos 

utilizada a violência explicita. 

Com isso, a hegemonia neoliberal significou uma conquista processual dentro 

dos espaços, no seio e por meio da sociedade civil, visando à conquista de posições. 

Conforme Gramsci, entende-se que, neste caso, impõe-se à luta de classes uma 

estratégia de ataque frontal e complexificação das lutas sociais.  

Origens do Capitalismo  

Marx afirmava, a riqueza das sociedades onde reina o modo de produção 

capitalista aparece como uma “enorme coleção de mercadorias”, e a mercadoria 

individual como sua forma elementar.14 Para compreender, o capitalismo15 e suas fases, 

e a implantação neoliberal mundialmente após o fracasso keynesiano, deve-se entender 

a hegemonia capitalista e suas transformações no decorrer do processo histórico da 

humanidade. 

Segundo Coggiola16, o capitalismo, a sociedade dominada pelo capital17, é um 

modo de produção da vida social que, nas suas características gerais (as comuns a todas 

14 MARX, Karl. Op. Cit., p, 157. 

15 COGGIOLA, Osvaldo. Capitalismo. Origens e Dinâmica histórica. São Paulo. 2014, p, 15. Segundo 

Coggiola, o termo e o conceito de “capitalismo” levaram a melhor sobre outras definições que foram 

também usadas (liberalismo, sociedade industrial, sociedade livre, sociedade aberta, e um belo etc.), para 

definir a sociedade burguesa, por fazer referência à sua relação (oposição) social determinante: a existente 

entre capital e trabalho assalariado, e ao polo dominante (Determinante) dessa contradição. A economia 

capitalista é um “sistema” (um modo de produção) dividido em unidades de produção independentes e 

concorrentes entre si. No interior de cada unidade de produção existe divisão (oposição) entre o 

proprietário dos meios de produção e os produtores, isto é, entre capital e trabalho assalariado. 

16 Idem, p, 5. 

17 MARX, Karl. Grundrisse. Editora Boitempo. 2012, p, 57. Segundo Marx, o capital, entre outras coisas, 

é também instrumento de produção, também trabalho passado, objetivado [objektivierte]. Logo, o capital 

as formações econômico-sociais modernas) se constitui como objeto da análise teórica, 

que o caracteriza pelas forças produtivas que ele suscita e mobiliza, e pelas relações de 

produção sobre as quais se assenta.  

Para Marx, o modo de produção é um conceito que passou a designar as formas 

sociais historicamente existentes para produzir e reproduzir as condições materiais de 

existência da sociedade. Segundo Mészáros, o sistema de sociometabolismo do capital é 

mais poderoso e abrangente, tendo seu núcleo constitutivo formado pelo tripé capital, 

trabalho e Estado18. Assim, Coggiola afirma que cada modo de produção corresponde 

tanto ao nível de desenvolvimento das forças produtivas da sociedade (meios de 

produção, técnicas de organização do trabalho, etc.) quanto às relações sociais que 

organizam as relações de trabalho (de produção).19 

A origem do capitalismo, parte do pressuposto que a mercadoria é uma forma 

social que comporta tanto o valor de troca como o valor de uso, mas essa forma 

aparece só como valor de uso, material e “coisificado”20. Deste modo, para Marx, o 

capital, historicamente assume invariavelmente a forma do dinheiro, da riqueza 

monetária, dos capitais comercial21.  

E que toda a gênese do capital, o dinheiro, será sua primeira forma de 

manifestação, todo novo capital entra em cena – isto é, no mercado, seja ele de 

mercadorias, de trabalho ou de dinheiro – como dinheiro, que deve ser transformado 

em capital mediante um processo determinado22.De acordo com Coggiola,  

O dinheiro, por sua vez, aparece como portador exclusivo do valor, 

como a manifestação da abstração da mercadoria, sendo, porém, só a 

forma fenomênica da dimensão de valor da própria mercadoria. A 

relações sociais do capitalismo aparecem, assim, fundadas na oposição 

entre a abstração monetária do valor e a concretude da natureza 

material da produção.23 

é uma relação natural, universal e eterna; quer dizer, quando deixo de fora justamente o específico, o que 

faz do “instrumento de produção”, do “trabalho acumulado”, capital. Por essa razão, toda a história das 

relações de produção aparece em Carey, por exemplo, como uma maliciosa falsificação provocada pelos 

governos. 

18 Mészáros, István. Op. Cit., p, 15. 

19 Coggiola, Osvaldo. Op. Cit., p, 5. 

20 Idem, p, 11. 

21 Marx, Karl. Op. Cit., p, 289. 

22 Idem, p, 289,290 

23 Coggiola, Osvaldo. Op. Cit., p,11. 

Segundo Coggiola, o capitalismo nasceu da apropriação da esfera da produção 

pelo capital, substituindo os modos de produção feudais. “A subordinação da produção 

ao capital e o aparecimento da relação de classe entre os capitalistas e os produtores 

devem ser considerados o divisor de águas entre o velho e o novo modo de 

produção”24.  

Hobsbawm, afirma que o triunfo global do capitalismo, foi o triunfo de uma 

sociedade que acreditou que o crescimento econômico repousava na competição da livre 

iniciativa privada. Uma economia assim baseada nas sólidas fundações de uma 

burguesia, composta daqueles cuja energia, mérito e inteligência elevou-os a tal posição. 

O sistema mundial do capitalismo era uma estrutura de "economias nacionais" rivais. 

O triunfo mundial do liberalismo ficava na conversão de todos os povos, pelo menos os 

que eram vistos como "civilizados".25 

O capitalismo unificou o planeta tanto econômica como politicamente. A 

economia mundial como fator histórico determinante, e as relações internacionais como 

fator político dominante, se impuseram no século XIX. Coggiola infere que, 

A ascensão do capitalismo ensejou a dissolução das relações 

comunitárias: “O mundo moderno desconhece a comunidade. O modo 

de produção capitalista dá origem à sociedade, cuja marca primeira é a 

existência de indivíduos separados uns dos outros por seus interesses e 

desejos. Sociedade significa isolamento, fragmentação ou atomização 

de seus membros, forçando o pensamento moderno a indagar como 

indivíduos isolados podem se relacionar, se tornar sócios [e levando] à 

invenção da ideia de pacto ou contrato social firmado entre os 

indivíduos, instituindo a sociedade”. A substituição de relações 

comunitárias por relações sociais mudou todas as esferas do 

pensamento e da ação.26 

Significou uma nova burguesia, uma nova classe social, especialmente na 

Europa, embora já existisse relações pré-capitalistas no mundo antigo, com aspectos 

iniciais do capitalismo mercantil. A burguesia reconfigurou todo o sistema de mercado, 

toda a política, o capitalismo desenvolveu-se adaptando-se as novas relações entre 

trabalhador e patrão, entre mercado e mercadoria. Conforme Coggiola,  

24 Idem, p,13. 

25HOBSBAWM, Eric J. A Era do Capital. 3º edição, p, 80. 

26 COGGIOLA, Osvaldo. Op. Cit., p, 127. 

10 

O capitalismo (o modo de produção baseado na hegemonia do capital 

sobre todas as outras relações sociais) não é qualquer sistema 

econômico dinamizado pela procura de lucro, mas só aquele baseado 

nas relações de produção capitalistas, no qual o lucro se origina na 

mais-valia extraída (extorquida) na e pela exploração da força de 

trabalho livremente contratada e remunerada por um salário. 

Diversamente das sociedades que o precederam, no capitalismo o 

processo de trabalho se desdobra, ou apresenta uma face dupla e 

contraditória: ele é, como em todas as sociedades precedentes, 

processo de trabalho (criador de valores de uso) e também, 

diversamente dessas sociedades, processo de valorização (criador de 

valor).27 

Para Lênin, o capitalismo foi se apoderando de sua nova máscara, à medida que 

aumentava as operações bancárias e se concentrava um número reduzido de 

estabelecimentos, estes convertiam-se, de modestos intermediários em monopolistas 

onipotentes, que dispunha de todo o capital dinheiro do conjunto dos capitalistas e 

pequenos empresários, bem como da maior parte dos meios de produção e das fontes de 

matérias-primas de um ou de muitos países. Esta transformação constituiu-se como um 

dos processos fundamentais da transformação do capitalismo em imperialismo. 

Imperialismo: Uma concepção Leninista 

Dentro de uma concepção leninista, o imperialismo surgiu como 

desenvolvimento e continuação direta das características fundamentais do capitalismo. 

Mas, segundo Lênin, o capitalismo só se transformou em imperialismo quando chegou a 

um determinado grau do seu desenvolvimento, quando algumas das características 

fundamentais do sistema capitalista começaram a transformar-se na sua antítese. 

Assim, Lênin abordava que o capitalismo ganhou corpo e se manifestou em toda 

a linha, os traços da época de transição do capitalismo para uma estrutura econômica e 

social mais elevada. O imperialismo significou a substituição da livre concorrência 

capitalista pelos monopólios capitalistas. Sendo assim, Lênin afirmava que, 

A livre concorrência é a caraterística fundamental do capitalismo e da 

produção mercantil em geral; o monopólio é precisamente o contrário 

27 Idem, p. 16. 

11 

da livre concorrência, mas esta começou a transformar-se diante dos 

nossos olhos em monopólio, criando a grande produção, eliminando a 

pequena, substituindo a grande produção por outra ainda maior, e 

concentrando a produção e o capital a tal ponto que do seu seio surgiu 

e surge o monopólio: os cartéis, os sindicatos, os trustes e, fundindo-se 

com eles, o capital de uma escassa dezena de bancos que manipulam 

milhares de milhões.28 

Portanto, os monopólios, não eliminava a livre concorrência, existindo lado a 

lado com empresas industriais menores, resultando assim nas contradições e conflitos 

do sistema. O monopólio é a transição do capitalismo para um regime superior. O 

imperialismo, para Lenin significava fase monopolista do capitalismo. Por um lado, o 

capital financeiro é o capital bancário de alguns grandes bancos monopolistas fundido 

com o capital das associações monopolistas de industriais, e, por outro lado, a partilha 

do mundo. 

Lenin, definiu cinco traços fundamentais, do imperialismo: 

1) a concentração da produção e do capital levada a um grau tão 

elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais 

desempenham um papel decisivo na vida econômica; 2) a fusão do 

capital bancário com o capital industrial e a criação, baseada nesse 

“capital financeiro” da oligarquia financeira; 3) a exportação de 

capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma 

importância particularmente grande; 4) a formação de associações 

internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo 

entre si, e 5) o termo da partilha territorial do mundo entre as 

potências capitalistas mais importantes.29 

Desta Forma, o imperialismo é, pois, o capitalismo na fase de desenvolvimento 

em que ganhou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, adquiriu 

marcada importância a exportação de capitais, começou a partilha do mundo pelos 

trustes internacionais e terminou a partilha de toda a terra entre os países capitalistas 

mais importantes30. O desenvolvimento do sistema capitalista trouxe novas dinâmicas 

sociais e políticas, a partir disso tornou-se imperialista, configurando em sua nova fase 

atual: o neoliberalismo. 

28 Op. Cit. Lenin. Vladimir. Ilich., p. 123. 

29 Idem, p. 124. 

30 Idem, p. 124,125. 

12 

A Hegemonia Neoliberal 

O capitalismo, necessitava de novas formas de expansão e de acumulação de 

capitais, o neoliberalismo surgiu como uma solução para o capitalismo. Conforme, 

Anderson31 afirma, o neoliberalismo foi um fenômeno do liberalismo clássico, do 

século passado, nasceu logo depois da II Guerra Mundial, na região da Europa e da 

América do Norte onde imperava o capitalismo, foi um projeto político-econômico 

contra o Estado intervencionista e de bem-estar social.  

De acordo com Chomsky32, o termo neoliberalismo sugere um sistema de 

princípios e baseia-se em ideais liberais clássicos. Esse sistema doutrinário é também 

conhecido como Consenso de Washington33, expressão que sugere algo a respeito da 

ordem global.  

Sendo assim, o neoliberalismo significou uma nova ordem mundial do capital, 

teve como objetivo ditar políticas a governantes conservadores, de perfil liberal, com o 

intuito de fazer as mudanças supostamente necessárias para se modificar o papel do 

Estado frente à sociedade, sob o argumento de que elas seriam imprescindíveis para a 

inserção de seus respectivos países no mundo contemporâneo globalizado.  

Segundo Lênin, o que caracterizava o velho capitalismo, onde reinava 

plenamente a livre concorrência, era a exportação de mercadorias. O que caracteriza o 

capitalismo moderno, era o monopólio e a exportação de capital. Assim, 

O capitalismo é a produção de mercadorias no grau superior do seu 

desenvolvimento, quando até a força de trabalho se transforma em 

mercadoria. O desenvolvimento da troca, tanto no interior como, em 

especial, no campo internacional, é um traço distintivo e caraterístico 

31 ANDERSON, Perry. In SADER, Emir & GENTILI, Pablo (orgs.) Balanço do neoliberalismo. Pós

neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 9-23. 

32 CHOMSKY, Noam. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e a Ordem Global. Bertrand Brasil. 2002. 

33 Idem, p. 07. Segundo Chomsky, o Consenso [neoliberal] de Washington é um conjunto de princípios 

orientados para o mercado, traçados pelo governo dos Estados Unidos e pelas instituições financeiras 

internacionais que ele controla e por eles mesmos implementados de formas diversas – geralmente, nas 

sociedades mais vulneráveis, como rígidos programas de ajuste estrutural. Resumidamente, as suas regras 

básicas são: liberalização do mercado e do sistema financeiro, fixação dos preços pelo mercado (“ajuste 

de preços”), fim da inflação (“estabilidade macroeconômica”) e privatização. Os governos devem “ficar 

fora do caminho” – portanto, também a população, se o governo for democrático –, embora essa 

conclusão permaneça implícita. As decisões daqueles que impõem o “consenso” têm, é claro, um grande 

impacto sobre a ordem global.  

13 

do capitalismo. O desenvolvimento desigual, por saltos, das diferentes 

empresas e ramos da indústria e dos diferentes países é inevitável sob 

o capitalismo.34 

Chomsky, afirma que essas doutrinas não são novas, e seus pressupostos básicos 

estão muito distantes daqueles que animaram a tradição liberal desde o Iluminismo. Isto 

é, um dos primeiros filósofos que publicou o primeiro manifesto sobre o neoliberalismo, 

na década de 50, foi Friedrich Hayek, no qual publicou o livro intitulado, O Caminho da 

Servidão, escrito em 1944.  

Em 1947, enquanto as bases do Estado de bem-estar social na Europa do pós

guerra efetivamente se construíam, Hayek convocou aqueles que compartilhavam sua 

orientação ideológica para uma reunião na pequena estação de Mont Pèlerin, na Suíça. 

Entre os filósofos estavam Milton Friedman, Ludwig Von Mises, Walter Eupken, 

Walter Lipman, entre outros. Segundo Perry Anderson, 

Fundou-se a Sociedade de Mont Pèlerin, uma espécie de franco

maçonaria neoliberal, altamente dedicada e organizada, com reuniões 

internacionais a cada dois anos. Seu propósito era combater o 

Keynesianismo e o solidarismo reinantes e preparar as bases de um 

outro tipo de capitalismo, duro e livre de regras para o futuro. As 

condições para este trabalho não eram de todo favoráveis, uma vez 

que o capitalismo avançado estava entrando numa longa fase de auge 

sem precedentes – sua idade de ouro –, apresentando o crescimento 

mais rápido da história, durante as décadas de 50 e 60. 

A fundação da sociedade Mont Pélerin, significou a disseminação dos reais 

ideários neoliberais, os “perigos” do Estado intervencionista. Hayek a partir desta 

sociedade defendia que o novo igualitarismo, promovido por este Estado de bem-estar 

social, destruiria a liberdade dos cidadãos e a vitalidade da concorrência. O 

neoliberalismo proclamava o fim de um Estado intervencionista, e defendia o livre

comércio, um mercado sem fronteiras, sem limites. Segundo Anderson, 

A chegada da grande crise do modelo econômico do pós-guerra, em 

1973, quando todo o mundo capitalista avançado caiu numa longa e 

profunda recessão, combinando, pela primeira vez, baixas taxas de 

crescimento com altas taxas de inflação, mudou tudo. A partir daí as 

ideias neoliberais passaram a ganhar terreno. As raízes da crise, 

afirmavam Hayek e seus companheiros, estavam localizadas no poder 

excessivo e nefasto dos sindicatos e, de maneira mais geral, do 

34 Op. Cit. LÊNIN, Vladimir Ilicht., p. 93. 

14 

movimento operário, que havia corroído as bases de acumulação 

capitalista com suas pressões reivindicativas sobre os salários e com 

sua pressão parasitária para que o Estado aumentasse cada vez mais os 

gastos sociais. 

A partir, da década de 70, o neoliberalismo, surge com capacidade de trazer 

novas formas de acumulação de capital. O modelo neoliberal consolidou-se a partir dos 

anos 80 em países ocidentais que teve como principal característica o afastamento do 

Estado (Estado mínimo) em relação à gestão de diversos setores da economia.  

Os primeiros inauguradores do modelo neoliberal na Europa foram os governos 

de Margareth Tatcher, na Inglaterra, e Ronald Reagan, nos Estados Unidos, no início 

dos anos 80. No Brasil, consolidou-se a partir dos anos 90 com Fernando Collor e teve a 

consolidação no governo do Fernando Henrique Cardoso.  

A implantação neoliberal teve como característica a formação de intelectuais, a 

organização de instituições internacionais, por exemplo: a OCDE (Organização de 

Cooperação e de Desenvolvimento Econômico), OMC (Ordem Mundial do Comércio), 

o FMI entre outros. Segundo Anderson, 

A hegemonia deste programa não se realizou do dia para a noite. 

Levou mais ou menos uma década, os anos 70, quando a maioria dos 

governos da OCDE – Organização Europeia para o Comércio e 

Desenvolvimento – tratava de aplicar remédios keynesianos às crises 

econômicas. Mas, ao final da década, em 1979, surgiu a oportunidade. 

Na Inglaterra, foi eleito o governo Thatcher, o primeiro regime de um 

país de capitalismo avançado publicamente empenhado em pôr em 

prática o programa neoliberal. Um ano depois, em 1980, Reagan 

chegou à presidência dos Estados Unidos. Em 1982, Kohl derrotou o 

regime social liberal de Helmut Schmidt, na Alemanha. Em 1983, a 

Dinamarca, estado modelo do bem-estar escandinavo, caiu sob o 

controle de uma coalizão clara de direita, o governo de Schluter. Em 

seguida, quase todos os países do norte da Europa ocidental, com 

exceção da Suécia e da Áustria, também viraram à direita.35 

O neoliberalismo foi constituído por uma série de estratégias políticas, 

econômicas internacionais, orientado como solução para a crise capitalista de 70. A 

difusão deste projeto político-econômico, partiu da construção de uma nova ordem 

mundial, reconfigurando uma nova etapa do capitalismo. 

35 Op. Cit. CHOMSKY, Noam. p. 11. 

15 

Ainda, a hegemonia neoliberal assume outras características político

econômicas, por exemplo: a configuração da globalização, um terreno fértil para 

expansão neoliberal, difundindo a ruptura total entre os países, por meio do avanço da 

tecnologia, da livre concorrência, da exacerbação do consumo, produzindo novos estilos 

de vidas, reconfigurando a dominação capitalista.  

A globalização tornou-se sinônimo do neoliberalismo apontando para as 

transformações ocorridas no âmbito político, econômico e social, sendo assim, um dos 

meios para a consolidação da hegemonia neoliberal foram os veículos de comunicação.  

De acordo com Chomsky, o neoliberalismo36 caracterizou-se por meio do 

crescimento da desigualdade econômica e social, o aumento da pobreza absoluta entre 

as nações e povos mais atrasados do mundo, um meio ambiente global catastrófico, uma 

economia global instável. Chomsky afirma que a implantação neoliberal foi por meio do 

consenso de “Não Há Alternativas”. Ou seja, os defensores neoliberais praticam sua 

hegemonia por meio da inexistência de alternativas, criando falsas ideias que o único 

caminho viável seria por meio da expansão do capitalismo, do livre comércio. Segundo 

Chomsky, 

O neoliberalismo, sim, é de fato o “capitalismo sem luvas”, Ele 

representa uma época em que as forças empresariais são maiores, mais 

agressivas e se defrontam com uma oposição menos organizada do 

que nunca. Nesse ambiente político elas tratam de normatizar o seu 

poder político em todas as frentes possíveis, razão pela qual fica cada 

vez mais difícil contestá-las, tornando complicada – no limite da 

impossibilidade – a simples existência de forças extra mercado, não

comerciais e democráticas.37 

Para Silva, o neoliberalismo, enquanto forma de gestão do capital, contempla os 

interesses dos diferentes setores burgueses, ainda que de forma distinta, ou seja, é 

entendido como um processo, que vem sendo construído por meio das modificações na 

gestão política, na reestruturação produtiva, na linguagem ideológica e na imposição de 

36 Segundo Chomsky. O termo neoliberalismo sugere um sistema de princípios que, ao mesmo tempo em 

que é novo, baseia-se em ideias liberais clássicas: Adam Smith é o seu reverenciado santo padroeiro. Esse 

sistema doutrinário é também conhecido como Consenso de Washington, expressão que sugere algo a 

respeito da ordem global. Essas doutrinas não são novas, e seus pressupostos básicos estão muito 

distantes daqueles que animaram a tradição liberal desde o Iluminismo. P.7. 

37CHOMSKY, Noam. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e a Ordem Global. Bertrand Brasil. 

2002.P.4. 

16 

uma cultura única. Em suma, baseia-se em uma acelerada internacionalização da 

economia, na financeirização do capital, na desregulamentação de direitos sociais e no 

desmantelamento da organização dos trabalhadores.38 

As práticas neoliberais trouxeram uma sustentação aos valores cultuados pelo 

capitalismo, servindo como um arcabouço teórico para a burguesia clamar, 

historicamente, pela não-interferência do Estado nas relações econômicas-políticas. 

Mas, na prática, o neoliberalismo, esse sistema político-econômico, trouxe como 

consequência uma complexificação na relação capital-trabalho e a acumulação de 

capitais 

nas 

mãos 

de 

poucos: 

Burguesia. 

38 SILVA, Carla Luciana. VEJA: O indispensável partido neoliberal (1989-2002) UFF. Niterói, RJ. 2005., 

p. 25. 

17 

Bibliografia 

ANDERSON, Perry. In SADER, Emir & GENTILI, Pablo (orgs.) Balanço do 

neoliberalismo. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio 

de Janeiro: Paz e Terra, 1995, p. 9-23. 

CARNOY, Martin. Estado e Teoria política. (Equipe de trad. PUCCAMP) 2ª ed. 

Campinas: Papirus, 1988. 

CHOMSKY, Noam. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e a Ordem Global. Bertrand 

Brasil. 2002. 

COGGIOLA, Osvaldo. Capitalismo. Origens e Dinâmica histórica. São Paulo. 2014.  

FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo. 2. ed. Rio de Janeiro: 

EPSJV/Editora UFRJ, 2010. 

GRAMSCI, Antônio, 1891-1937 Cadernos do cárcere, volume 1. Edição. Rio de 

Janeiro. Civilização Brasileira, 2002.  

__________________________, Cadernos do cárcere, volume 2. Edição. Rio de 

Janeiro. Civilização Brasileira, 2001.  

__________________________, Cadernos do cárcere, volume 3. Edição. Rio de 

Janeiro. Civilização Brasileira, 2002.  

__________________________, Cadernos do cárcere, volume 6. Edição. Rio de 

Janeiro. Civilização Brasileira, 2002. 

HOBSBAWM, Eric J. A Era do Capital. 3º ed. 

LÊNIN, Vladimir Ilicht. Imperialismo, Estágio Superior do Capitalismo. Editora 

Expressão Popular. 2012. 

MARX, Karl. O Capital. Volume I. Editora Boitempo. 2012. 

MÉSZÁROS, István. Para Além do Capital. Editora Boitempo. 2011. 

18 

SILVA, Carla Luciana. VEJA: O indispensável partido neoliberal (1989-2002) UFF. 

Niterói, RJ. 2005. A dissertação da autora Sabrina Rodrigues Marques.

O liberalismo econômico é uma doutrina que defende a não intervenção do Estado na economia, a livre concorrência, o livre mercado e a propriedade privada. Originado no século 18  com pensadores como Adam Smith, ele sustenta que o mercado se autorregula pelas forças de oferta e demanda, impulsionado pelo interesse individual, o que, em tese, levaria a um maior bem-estar social. 

Suas características incluem o livre mercado, onde a oferta e a demanda determinam a alocação de recursos e preços, a livre concorrência para impulsionar inovação, a propriedade privada dos meios de produção, e uma mínima intervenção estatal, focada em proteger a propriedade e evitar monopólios. 

O liberalismo econômico surgiu como oposição ao mercantilismo e foi fundamental para a ascensão do capitalismo no século 18  e sua consolidação no século 19. 

A Grande Depressão de 1929 expôs a necessidade de maior regulação estatal, levando ao desenvolvimento de abordagens como o neoliberalismo e o liberalismo social, que buscam equilibrar liberdade econômica, justiça social e um papel maior do Estado. 

Apesar dos desafios atuais como guerras comerciais e protecionismo, as ideias liberais continuam relevantes e influentes globalmente, adaptando-se às mudanças contemporâneas. 

Confira a notícia no Portal Terra  .                          .Página 

Lucro bilionário da Globo reforça a presença da família Marinho entre as mais ricas do Brasil

Fortuna somada dos três donos da TV líder de audiência ultrapassa os R$ 50 bilhõ

Com R$ 18,2 bilhões de receitas em 2025, o Grupo Globo registrou lucro de R$ 1,49 bilhão e terminou o ano com R$ 9,5 bilhões em caixa. Segundo o Portal Terra .

Caso estivesse listada na Bolsa de Valores, a B3, a companhia de mídia, que tem a TV Globo como carro-chefe, estaria entre as mais lucrativas do país. Segundo o Portal Terra .

O desempenho positivo em um ano complicado como foi 2025 — com a economia mundial em sobressaltos, juros altos e queda de audiência — prova a capacidade da empresa de reagir a desafios gigantescos. Segundo o Portal Terra .

Explica também a fortuna crescente dos donos do negócio, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho. Eles herdaram o império de comunicação do pai, Roberto Marinho, falecido em 2003 Segundo o Portal Terra ..

Segundo o ranking da revista ‘Forbes’, os empresários têm juntos um patrimônio de 10,5 bilhões de dólares, aproximadamente R$ 55 bilhões. Segundo o Portal Terra .

Figuram entre as 1.200 pessoas mais ricas do planeta. No Brasil, estão na lista das 10 famílias com maior fortuna, ao lado de banqueiros como os Safra e os Moreira Salles, os Lemann (investimentos) e os Batista (produtores de proteínas). Segundo o Portal Terra 

A atuação do clã Marinho não se resume à comunicação. A Globo Ventures, responsável pelos investimentos dos acionistas, possui participação em 31 empresas. Entre elas, Buser, Quinto Andar, Petlove e Nomad. Segundo o Portal Terra .

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José Roberto, 70 anos, Roberto Irineu, 78, e João Roberto, 72: os chefes do clã Marinho
José Roberto, 70 anos, Roberto Irineu, 78, e João Roberto, 72: os chefes do clã Marinho
Foto: Tomás Arthuzzi/Grupo Globo

Além disso, os três irmãos comandam empreendimentos individuais. Roberto Irineu, por exemplo, tem fazendas produtoras de café. Segundo o Portal Terra 

Essa trajetória vitoriosa que colocou os Marinho como super-ricos na elite econômica começou com um jornal, ‘O Globo’, lançado em julho de 1925.  Segundo o Portal Terra .

O fundador, Irineu Marinho, morreu menos de 30 dias depois. Seu filho, Roberto Marinho, com 21 anos, assumiu a missão de conduzir o negócio. Segundo o Portal Terra .

Aos 60, ele lançou a TV Globo e se consolidou como um dos homens mais importantes e bem-sucedidos da história dos impérios de mídia no planeta . Segundo o Portal Terra 

E assim caminha a humanidade.

Imagem ; Site Brasil de Fato.