segunda-feira, 13 de abril de 2026

Não ha lugar para extremistas .

   Conservadorismo, liberalismo e progressismo são ideologias políticas e sociais distintas que oferecem visões diferentes sobre a sociedade, o papel do governo e a natureza da mudança. 

Aqui estão as principais características de cada uma:

Conservadorismo

Princípio Central: Preservação das instituições, costumes, valores e tradições sociais existentes. Acredita-se na existência de uma ordem moral duradoura e na importância da continuidade.

Sociedade: Prioriza estruturas sociais tradicionais, como a família hierárquica e instituições religiosas, como alicerces fundamentais da sociedade.

Mudança: Vê a mudança com cautela, preferindo reformas graduais que se encaixem nas tradições existentes, em vez de transformações radicais que possam ser prejudiciais.

Estado: Historicamente, os conservadores já defenderam um poder central forte ou a intervenção estatal em certas áreas, mas modernamente muitas vezes se alinham com pautas liberais na economia (liberalismo conservador). 

Liberalismo

Princípio Central: Baseia-se na defesa da liberdade individual, política e econômica.

Sociedade: Valoriza a autonomia do indivíduo e a capacidade de cada um de buscar seus próprios objetivos e papéis sociais com base em seu esforço e competências.

Economia: Defende a organização da economia em linhas individualistas, com forte rejeição ao intervencionismo estatal (laissez-faire), permitindo que a maioria das decisões econômicas seja tomada por empresas e indivíduos.

Estado: Defende a limitação do poder do Estado e a valorização da representação nacional e das liberdades civis. 

Progressismo

Princípio Central: Acredita no progresso humano e social contínuo, viabilizado pela ciência, tecnologia e reformas.

Sociedade: Foca na defesa dos direitos de minorias, do feminismo e das liberdades civis, promovendo a ideia de que a natureza humana possui recursos ilimitados para mudar e melhorar a sociedade.

Mudança: Vê a mudança (reformas ou, para alguns, transformações radicais) como necessária e urgente para resolver problemas sociais como a fome, falta de acesso à educação e saúde.

Estado: Tende a apoiar a intervenção governamental para melhorar as condições humanas e ambientais e combater as desigualdades, podendo em alguns casos se aproximar de ideias socialistas, mas não necessariamente. 

Em resumo, enquanto o conservadorismo busca preservar as tradições e a ordem estabelecida, o liberalismo prioriza as liberdades individuais e a mínima intervenção estatal, e o progressismo defende ativamente a mudança social e a intervenção para alcançar maior igualdade e justiça social. Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Periodo da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

Confira o artigo na PUC SP.


BOLSONARISMO,

 BRASILEIRO 

1. CONTEXTUALIZAÇÃO 

As pesquisas e a bibliografia consagradas dedicadas ao tema dos novos 

populismos de direita e de extrema-direita nos últimos anos é já respeitável. Em 

volume, em qualidade e em variedade de abordagens e de perspectivas teóricas 

e políticas, é possível falar de um novo corpo de conhecimento consolidado em 

matéria de reflexão política, ao mesmo tempo interdisciplinar (ciência política, 

filosofia, história, sociologia, economia), especializado, e de grande interesse 

público. Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, 

e Como a Democracia Chega ao Fim, de David Runciman, além de O Povo 

contra a Democracia, de Yascha Mounk, são apenas alguns dos exemplos de 

êxito popular. 

Na academia, pesquisadores se amparam em dados para apontar para o 

que chamaram de recessão democrática1 ou, em alusão à terceira onda de 

democratização de Huntington2, de terceira onda de autocratização3. 

Independentemente do nome, esse tem sido um movimento gradual, 

caracterizado por um redobrado autoritarismo de ditaduras, uma tendência de 

países da “zona cinzenta” democrática de decaírem para autocracias e uma 

crescente disfuncionalidade e perda de autoconfiança por parte de democracias 

estabelecidas. Isso é corroborado tanto por índices que medem o nível de 

democracia no mundo calculados por organizações como Freedom House4, The 

1Cf. DIAMOND, Larry. Facing Up to the Democratic Recession. Journal of Democracy, 26, 2015, pp. 

141-155 

2Cf. HUNTINGTON, Samuel. The third wave: Democratization in the Late Twentieth Century, 

University of Oklahoma Press, 1993 

3Cf. LÜHRMANN, Anna; LINDBERG, Staffan. A third wave of autocratization is here: what is new 

about it? Democratization, 26, 7, 2019, pp. 1095-1113 

4https://freedomhouse.org/report/freedom-world 

Economist Intelligence Unit5 e V-Dem6, quanto por pesquisas feitas por 

instituições como o Pew Research Center, que revelam que, mesmo que em 

teoria apoiem a democracia, as pessoas nem sempre demonstram 

comprometimento com seus princípios e estão mais insatisfeitas com o seu 

funcionamento, sendo essa insatisfação correlacionada com uma frustração 

com as elites políticas7. 

Como se vê, o fenômeno vem de par com importantes reflexões acerca 

da natureza, do atual estado, da grave crise e dos desafios contemporâneos da 

democracia, especialmente da assim chamada democracia liberal (em contraste 

com o que Zakaria definiu como “democracia iliberal”8). Tema de interesse 

quase permanente, pode-se constatar que desde o início da década passada a 

produção sobre o assunto vem crescendo, e fatores tão distintos quanto a crise 

financeira de 2008, a chamada “primavera árabe”, diversas ondas de 

manifestações populares ao longo dos últimos anos e o crescimento, cada vez 

mais destacado, da participação (ou pretensão de participação) popular por 

meio das mídias sociais assinalavam esse percurso histórico e a repercussão 

acadêmica e intelectual que lhe acompanhava. Com a vitória do Brexit no 

plebiscito britânico em junho de 2016, decidindo pela saída do Reino Unido da 

União Europeia, seguida pela vitória de Donald Trump nas eleições americanas 

de novembro daquele mesmo ano, o fenômeno de ascensão de governos e de 

bandeiras políticas populistas de direita, marcadamente iliberais, assumia uma 

proeminência até então inédita, fazendo com que as longínquas Filipinas de 

Rodrigo Duterte e as diminutas Hungria de Viktor Orbán e Polônia de Andrzej 

Duda passassem a figurar ao lado da Itália de Matteo Salvini e das duas nações

símbolo da democracia liberal representativa como exemplos precisamente da 

5http://www.eiu.com/topic/democracy-index 

6https://www.v-dem.net/ 

7https://www.pewresearch.org/global/2020/02/27/democratic-rights-popular-globally-but-commitment

to-them-not-always-strong/ 

8Cf. ZAKARIA, Fareed. The Rise of Illiberal Democracy. Foreign Affairs, 76, 06, novembro/dezembro 

1997, pp. 22-43 

derrocada dessa modalidade de regime político9. (Aqui, para não mencionar 

ainda outros exemplos de candidaturas ou movimentos que, se bem não se 

elegeram ou não elegeram lideranças a cargos máximos, tiveram e ainda têm 

impacto naquilo que constitui os elementos integrantes da chamada crise: na 

França, a candidatura de Marine Le Pen e, depois, já no governo Macron, os 

protestos dos gilets jaunes, os “coletes amarelos”; no Reino Unido, de Boris 

Johnson – ele próprio uma figura peculiar, que faz parte da discussão –, 

movimentos de radicalização na retórica eurocética, personificados 

institucionalmente por figuras como Nigel Farage; e ainda na própria 

Alemanha, um dos países que mais têm servido de exemplo de safe haven do 

liberalismo democrático esclarecido no governo de Angela Merkel, a ascensão, 

e declínio, e nova ascensão da AfD, partido de extrema-direita.) 

O Brasil fez figura – e má figura – nesse quadro de degeneração 

democrática com a eleição, em outubro de 2018, de um ex-militar 

historicamente acusado de planejar atentados terroristas, chefe de um clã 

familiar suspeito de envolvimento e de ativa participação junto às milícias do 

Rio de Janeiro e com um currículo de 30 anos de vida política preenchida 

exclusivamente por discursos de natureza fascista. A vitória de Jair Bolsonaro, 

embalada, ao menos na superfície, por uma combinação de lavajatismo (em 

referência à Operação Lava Jato), antipetismo e ressaca de crise econômica10, 

trouxe à cena no palco da política brasileira a associação (não inédita, frise-se) 

entre extrema-direita política, reacionários morais e comportamentais vários e 

liberais ortodoxos em matéria econômica, acrescidos, desta feita, de turbas e 

milícias digitais – ingrediente inédito na tradição do reacionarismo autoritário 

brasileiro. 

9Cf. GRZYMALA-BUSSE, Anna; KUO, Didi; FUKUYAMA, Frank; MCFAUL, Michael. Global 

Populisms and Their Challenges, Freeman Spogli Institute for International Studies, Stanford University, 

2020, https://fsi.stanford.edu/global-populisms/global-populisms-and-their-challenges 

10 Cenário que poderia caracterizar uma crise de stateness ainda mais grave do que a que acometeu o País 

durante o período de transição democrática pós-ditadura militar. Cf. LINZ, Juan; STEPAN, Alfred. 

Problems of Democratic Transition and Consolidation: Southern Europe, South America, and Post

Communist Europe, The Johns Hopkins University Press, 1996 

Inspirado, de um lado, pelo chamado olavismo e, de outro, pelo 

“guedismo” (uma visão privatista reducionista de liberalismo econômico), com 

o suposto institucionalismo militar ocupando uma posição intermediária, o 

governo Bolsonaro mostrara-se em flagrante desacordo com os princípios mais 

elementares da democracia liberal representativa constitucional já em seu 

primeiro ano de mandato. Em 2019, desfilaram os escândalos políticos de 

variados portes, todos com a inequívoca e inamovível marca do autoritarismo 

iliberal que define o bolsonarismo, tendo a afronta aos demais poderes da 

República, a intimidação da imprensa e das vozes críticas da sociedade civil e 

a premeditada degradação institucional servido, combinadamente, como 

norteadores para uma suposta “revolução conservadora” de que Jair Bolsonaro 

seria o líder. Tal cenário radicalizou-se de modo singular já nos primeiros meses 

de 2020, quando, ainda em janeiro, o Secretário Nacional de Cultura 

protagonizou um vídeo oficial de perfil abertamente nazista, seguido pelo 

agravamento da imobilidade do governo em fevereiro, e chegando ao ápice com 

a eclosão da crise sanitária deflagrada pelo chamado novo coronavírus em 

março. 

Foi a partir da reação errática do governo federal no combate à pandemia 

de COVID-19 no País que suas características autoritárias, antidemocráticas e 

iliberais – núcleo da identidade política do governo – tornaram-se ainda mais 

explícitas, e para um número maior de pessoas, o que é fator decisivo. Descaso 

grosseiro com os mais pobres e mais afetados pela crise; combate à saúde e à 

ciência no lugar de combate à pandemia (haja vista, por exemplo, a demissão 

de dois ministros da saúde neste ínterim); teorias conspiratórias e fake news 

transformadas em política de Estado; participação ativa na concepção e na 

prática de diversas atividades golpistas e potencialmente criminosas; 

envolvimento suspeito, direto e indireto, com forças paramilitares de apoio ao 

governo; estímulo à fanatização mortífera de parcelas da população; 

organização, no centro mesmo do governo, de estruturas de ataque à imprensa 

e aos demais poderes, culminando na agressão física (já tornada comum) a 

jornalistas; aparelhamento institucional, seja em cargos próprios do Executivo, 

preenchidos por olavistas que compõem a assim chamada “ala ideológica” do 

governo, seja em órgãos de controle, como a Polícia Federal (não perdendo de 

vista o fato de que, ainda neste ano, Jair Bolsonaro indicará um novo ministro 

ao Supremo Tribunal Federal, já tendo anunciado que nomeará alguém 

“terrivelmente evangélico”) – eis, em síntese, o cenário em que se deu a 

escalada de mortes que levou o Brasil a ser um dos países em que a pandemia 

de COVID-19 causa uma devastação de vidas humanas das maiores 

proporções.  

Foi no interior de tal crise, importa acrescentar, que se deu a queda do 

então Ministro da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro, símbolo do combate à 

corrupção para expressiva parcela do eleitorado (precisamente aquela a que se 

pode chamar de lavajatista e antipetista) por sua atuação como juiz da 

Operação Lava Jato. Demissionário, o Ministro revelou um conjunto notável de 

crimes supostamente cometidos pelo Presidente da República, que, a serem 

comprovados, atestam inequivocamente o aparelhamento institucional e, em 

última análise, a implantação de um regime familiar-miliciano-militar à revelia 

do Estado de Direito, motivo pelo qual, agora mesmo, é periclitante a situação 

da República e é explícita a natureza fascista do atual governo.  

Nesse contexto, a pesquisa acadêmica sobre a crise da democracia 

liberal, sobre as novas ondas populistas, ou sobre a ascensão da extrema-direita 

no Brasil, ao mesmo tempo em que ganha em relevância teórica, adquire 

também contornos de uma intervenção no debate público e na cena política 

cheia de uma urgência característica do melhor ensaísmo esclarecido – uma 

tradição nacional – e do alto jornalismo.  

É bem verdade que a urgência e a relevância do assunto são quase que 

autoevidentes: basta ligar a televisão ou ler as primeiras manchetes de qualquer 

jornal. Por outro lado, e sobretudo em debates de natureza imediata, convém 

notar a justificação acadêmica para um projeto desta espécie. Muito embora já 

exista uma ampla discussão sobre uma suposta crise da democracia (parte 

manifesta nas obras mencionadas acima, de impacto relevante), é bastante 

comum – ainda mais quando tratamos de conceitos posicionais, interpretativos 

por excelência – que não mais se saiba exatamente sobre o que se está falando. 

Qual é a concepção de democracia que se discute (ou se postula como ideal)? 

Quais são exatamente as linhas demarcatórias possíveis que permitem a 

atribuição de um denominador comum aos diferentes governos democráticos e 

aos diferentes regimes iliberais? Quando falamos em esquerda ou direita, 

quando afirmamos ou negamos uma crise institucional, uma crise de 

representação, uma crise democrática, sobre o que estamos falando? O 

movimento a que chamamos bolsonarismo ou novo fascismo brasileiro, para 

ficar no exemplo diretamente relacionado à investigação, articula-se como 

“representante do povo”, prometendo uma “relação imediata” com esse mesmo 

“povo” reivindicado (remetendo, assim, à ideia de “democracia delegativa” 

como articulada por O’Donnell11 e ao conceito de populismo como definido por 

Urbinati12). O governo abertamente iliberal teve apoio de autointitulados 

liberais; a “revolução” que se pretende “conservadora” seria anátema à tradição 

do conservadorismo britânico de Hooker a Oakeshott. Democracia, liberalismo, 

conservadorismo, esquerda, direita, centro. A pesquisa acadêmica de 

excelência, em respeito às exigências do rigor que marca o saber científico, é o 

que permite que a discussão e o debate sejam construídos com graus mínimos 

de responsabilidade conceitual.   

O ponto é que, como se nota, estamos aqui tratando de um debate de 

natureza imediata. A crise da democracia, no Brasil de 2020, é constituída por 

pequenas grandes crises quase que diárias. O certo grau de distanciamento que 

marca a pesquisa acadêmica de qualidade não pode, ao mesmo tempo, 

caracterizar imobilismo ou complacência, sob pena de permanecer confinada 

aos gabinetes de uma suposta intelligentsia (que acabaria, paradoxalmente, por 

11 Cf. O’DONNELL, Guillermo A. Delegative Democracy. Journal of Democracy, 5, 1, 1994, pp. 55-69 

12 Cf. URBINATI, Nadia. Me the People: How Populism Transforms Democracy. Harvard University 

Press, 2019 

personificar exatamente um tipo de “elite descolada da realidade do povo”, 

como diria um típico slogan de movimentos populistas ao redor do globo). 

Assim, à combinação desse saber técnico, de avaliação aprofundada e 

interpretação matizada que caracteriza imperiosamente o bom trabalho 

acadêmico, deve somar-se, portanto, a crítica política ágil e informada, da 

cultura e da sociedade de nosso tempo, que é indissociável da boa prática 

jornalística e do melhor de nossa produção ensaística. A proposta, portanto, é 

acadêmica, mas não é apenas acadêmica; é de intervenção no debate público, 

mas não é apenas de intervenção no debate público. O que se pretende, aqui, é 

exatamente a construção de uma ponte entre o que há de melhor nessas duas 

esferas, permitindo uma articulação conjunta entre o saber acadêmico-científico 

e a atenção às circunstâncias de nosso presente em todas as suas peculiaridades, 

nuances e crises. Esse é o tipo de produção de conhecimento exigido pelo 

fenômeno social e político do bolsonarismo, cada vez mais articulado em 

termos de um novo fascismo brasileiro. 

Considerando (1) que “democracia” é um termo posicional, contestável13 – sendo reivindicado por todo tipo de grupo ou partido político, inclusive os 

antidemocráticos – e (2) que temos o rigor acadêmico como premissa 

fundamental, a tomada de posição aqui indicada exige algumas explicações de 

natureza mais teorética. Quando afirmamos que o bolsonarismo é um 

movimento político que efetivamente coloca a democracia em risco, não 

pretendemos aqui iniciar um mero exercício retórico ou articular qualquer tipo 

de acusação vazia, desprovida tanto de responsabilidade intelectual quanto de 

significado.  

13 Um predicado P é contestável se (1) não for implausível dizer tanto ‘algo é P se também for A’ quanto 

‘algo é P se também for B’ como explicações alternativas do significado de P; se (2) também houver um 

elemento e* de força valorativa ou normativa atrelada ao significado de P; e se (3) como consequência de 

(1) e (2), houver um histórico do uso de P de forma a significar padrões ou princípios rivais, tais como ‘A 

é e*’ e ‘B é e*’.” É o caso de democracia: é um termo sobre o qual (1) se pode falar tanto em termos de 

representação quanto em termos de participação direta, que tem (2) um significado valorativo favorável e, 

como consequência disso, (3) deriva-se princípios antagônicos a partir do mesmo conceito. Cf. 

WALDRON, Jeremy. Vagueness in Law and Language. California Law Review, 82, 03, 1994, pp. 509

540 

Pela natureza própria do conceito, é bastante difícil definir a democracia 

de forma taxonômica, como se fosse um simples conceito criterial. 

Interpretativo por excelência, o conceito convida à elaboração de diversas 

concepções distintas. De nossa parte, adotamos uma concepção na linha do que 

dizia Thomas Mann, em The Coming Victory of Democracy: “É insuficiente 

definir o princípio democrático [simplesmente] como o princípio majoritário, 

traduzindo a democracia literalmente, muito literalmente, como o governo do 

povo”; afinal, como alertava o próprio Mann, essa é uma expressão “de duplo 

significado”. Sem princípios mínimos que informem sua própria raison d’être, 

o governo da maioria pode estar “mais próximo da definição de fascismo”.14 

Essa ideia, tão bem ilustrada por Mann, é precisamente a consagração dos 

alertas já delineados por autores como James Madison, nos Federalist Papers, 

e Alexis de Tocqueville, no clássico De la démocratie em Amérique – alertas 

contra o que já se convencionou chamar na própria linguagem ordinária de 

tirania da maioria. 

O ponto fundamental, aqui, é que a concepção de democracia que 

adotamos é mais do que um conjunto formal de critérios a serem preenchidos 

de modo a respeitar a regra majoritária, e eis tudo. Uma democracia liberal 

autêntica é a que consagra, respeita e materializa precisamente as conquistas do 

liberalismo democrático enquanto tal: noções como direitos humanos e sociais, 

pluralismo, tolerância, separação de poderes, ordem legal, constitucionalismo 

em sentido amplo, império da lei. Adotamos uma concepção de democracia 

representativa, que só é possível quando prevalece a ideia de que há órgãos 

intermediários entre governantes e governados. Partidos políticos, imprensa 

livre, Judiciário forte e independente; como não falar, então, em crise da 

democracia no Brasil, quando o Presidente da República diz coisas como “eu 

sou a Constituição”15 e afirma que o “poder popular não precisa mais de 

14 Cf. MANN, Thomas. The Coming Victory of Democracy. Londres: Secker & Warburg, 1938, p. 21 

15 https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/democracia-e-liberdade-acima-de-tudo-diz-bolsonaro

apos-participar-de-ato-pro-golpe.shtml 

intermediação”,16 incentivando e até praticando a perseguição à imprensa,17 

cada vez mais atacada – inclusive de forma direta – por seus apoiadores?18 

Quando um de seus filhos, que já havia sugerido o fechamento do STF,19 

ameaça uma “ruptura institucional” após decisão da Suprema Corte?20 Quando 

são mais do que relevantes os indícios de interferência política em órgãos de 

controle?21 

Reafirmar a democracia em crise no Brasil, portanto, não é um mero jogo 

de palavras. É precisamente porque as palavras importam que a crise pode ser 

constatada, uma vez que são explícitos os ataques a todos os princípios que dão 

forma a uma concepção de democracia liberal que, parafraseando José 

Guilherme Merquior, encarece a exigência epistemológica para a 

caracterização de um conceito. 

O mesmo vale para nossa afirmação de que lidamos com um novo 

fascismo. A despeito do reconhecimento de se tratar de termo com frequente 

emprego retórico, servindo de acusação dirigida contra adversários políticos, e, 

mais ainda, a despeito da evidente dificuldade para precisar conceitualmente o 

termo fascismo, que padece, em certo sentido, das mesmas peculiaridades 

acima descritas em termos da contestabilidade do predicado “fascista”, é fato 

que existe abundante produção acadêmica e intelectual oriundas da 

historiografia, da sociologia, da ciência política, da filosofia política, da 

economia e da psicologia que nos permitem usar tal vocabulário com suficiente 

rigor acadêmico na identificação do bolsonarismo como fenômeno fascista.  

16 https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/12/10/poder-popular-nao-precisa-mais-de-intermediacao

diz-bolsonaro-no-discurso-da-diplomacao.ghtml 

17 https://www.poder360.com.br/governo/bolsonaro-manda-reporter-calar-a-boca-e-diz-que-nao

interferiu-na-pf/ 

18 https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,profissionais-do-estadao-sao-agredidos-com-chutes

murros-e-empurroes-por-apoiadores-de-bolsonaro,70003290864 

19 https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/basta-um-soldado-e-um-cabo-para-fechar-stf-disse-filho

de-bolsonaro-em-video.shtml 

20 https://istoe.com.br/apos-falar-em-ruptura-eduardo-bolsonaro-e-denunciado-em-conselho-de-etica/ 

21 https://veja.abril.com.br/blog/radar/delegado-revela-interferencia-de-ramagem-a-mando-de-bolsonaro

na-pf/ 

Basta indicar dois clássicos da bibliografia relativa ao tema para que 

possamos analisar o bolsonarismo com essas lentes. Considere-se, por exemplo, 

as chamadas “paixões mobilizadoras” do fascismo, tal como descritas e 

elencadas por Robert Paxton:22 “o sentimento de um crise catastrófica, além do 

alcance das soluções tradicionais”; “a primazia de um grupo”, assim como a 

crença de que tal grupo é “uma vítima”; bem como “o pavor da decadência do 

grupo sob os efeitos corrosivos” da modernidade, do individualismo moderno, 

do conflito de classes ou de “ameaça estrangeira”. Uma a uma, tais paixões 

mobilizadoras têm comparecido com alarde no universo político do 

bolsonarismo, às quais pode ser acrescido o agravante encontrado na definição 

de Michael Mann,23 que muito bem identificou a tendência para “construção de 

um Estado-nação transcendente e expurgado por meio do paramilitarismo” 

como tendo papel central na definição do fascismo – este mesmo fascismo que 

hoje caracteriza o bolsonarismo.24  

2. DESCRIÇÃO: NATUREZA, ESPECIFICIDADES E PROPÓSITO  

O Projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro (BNFB) é uma 

iniciativa do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação 

São Paulo/PUC-SP – LABÔ, fruto da compreensão do atual momento político 

e social do País tal como descrito acima. Expressa, em seu formato, uma das 

convicções basilares do LABÔ, a saber, a necessidade de construir uma ponte 

entre a universidade e o grande público não especializado, unindo produção de 

conhecimento rigoroso em alto nível com ensaísmo de qualidade, acessível e 

de impacto, valendo-se, para tanto, de diversas plataformas de interlocução com 

a sociedade e de divulgação acadêmica e intelectual. Ainda, como sói ser o caso 

das atividades do LABÔ, o projeto aprofunda a vocação interdisciplinar e 

22 PAXTON, R. O. Anatomia do Fascismo. Ed. Paz e Terra  

23 MANN, M. Fascistas. Ed. Record  

24 Ver, ainda, a lista de quatorze características do “fascismo eterno” listadas por Umberto Eco no ensaio 

“O Fascismo Eterno”  

colaborativa das pesquisas do Laboratório, bem como seu compromisso de 

contribuir com produção de conhecimento para a compreensão de temas 

contemporâneos de notória relevância pública.  

O Projeto BNFB nasce de uma dupla aposta interpretativa fundamental, 

que deve ser devidamente expandida e avaliada criticamente. Em primeiro 

lugar, está a identificação de um cenário de crise da democracia instaurado no 

Brasil (não de agora) e que tem conexões e similaridades fortes com o mesmo 

fenômeno vivido globalmente, ainda que com características próprias; assim, o 

BNFB recusa o argumento de uma permanente “normalidade” da vida 

democrática brasileira no período recente e nos dias em que corre o 

bolsonarismo oficialista, e frisa que os testes de “estresse” das instituições 

políticas do País são, em verdade, processos de implosão continuada dessas 

nunca devidamente bem formadas instituições, inserindo-se globalmente em 

uma perspectiva de abalo da democracia liberal constitucional representativa 

e dos seus mecanismos de funcionamento. Segundo, o reconhecimento do 

movimento político e social chamado de bolsonarismo como uma modalidade 

de fascismo político que dialoga tanto com a tradição do autoritarismo de direita 

no Brasil (como o integralismo e a ditadura militar, para dar dois exemplos) 

quanto com variadas experiências internacionais de perfil fascistizante – de 

Salvini a Orbán, por exemplo.  

Em ambos os casos, impõe-se, é claro, a tarefa de precisar 

conceitualmente a jogada interpretativa aqui exposta, não apenas contrastando 

hipóteses rivais – quer acerca da democracia, em geral, quer acerca da natureza 

específica do bolsonarismo – como robustecendo as definições com que se 

opera para garantir tanto o primeiro quanto o segundo aspecto de tal linha de 

interpretação. É, contudo, partindo do pressuposto razoável no acerto do 

diagnóstico acima que o Projeto BNFB se propõe a investigar esse e todos os 

temas correlatos (detalhados a seguir, na seção 3). O resultado de tal 

investigação é, assim como sua própria natureza indica, distinto da produção 

acadêmica regular, pois não apenas (i) elege como matéria para exame um 

fenômeno multifacetado a se desdobrar correntemente, como (ii) se propõe a 

oferecer resultados também sob a forma de intervenções públicas no debate 

esclarecido do Brasil contemporâneo. Assim, algumas especificidades desta 

investigação precisam ser explicitadas: 

(a) o presente trabalho deverá expandir o procedimento de 

interdisciplinaridade e de método colaborativo, prática usual do 

LABÔ, e ativamente agregar aos esforços da investigação do BNFB 

pesquisadores das mais diversas áreas (ciência política, filosofia, 

sociologia, direito, economia, ciência de dados, gestão pública, 

antropologia, psicologia e psicanálise, filosofia da religião, etc.) que 

sejam capazes de contribuir para a melhor compreensão do fenômeno 

ora estudado; deve-se privilegiar, nesse sentido, a inclusão de 

pesquisadores de outras instituições universitárias com reconhecido 

trabalho em suas respectivas áreas de atuação, abrindo espaço para as 

mais variadas perspectivas teóricas, sempre com vistas a tornar o 

presente estudo plural, profundo e ágil; destaque-se, desde a origem 

deste projeto, a referência modelar do Observatório da Extrema

Direita, coordenado pelos professores Guilherme Casarões (FGV

SP) e David Magalhães (PUC-SP/FAAP) e Odilon Caldeira (UFJF), 

ainda em processo de institucionalização;  

(b) tal colaboração deve suceder de maneira voluntária, participativa e 

produtiva, tendo por base (i) a troca de informação especializada, de 

acordo com a legislação vigente, das áreas dos pesquisadores 

envolvidos, seja por meio de materiais produzidos previamente sobre 

tópicos atinentes ao tema da pesquisa, seja por meio de conferências, 

aulas e reuniões de trabalho (presenciais ou remotas); (ii) a produção 

de material escrito ou em mídias diversas (podcasts, vídeos, aulas e 

palestras) relativo aos temas que compõem este estudo;  

(c) o trabalho conjunto e cooperativo não gera nenhum tipo de vínculo 

entre os participantes e colaboradores e as respectivas instituições de 

atuação regular de cada pesquisador, aí incluso o próprio LABÔ;   

(d) a dimensão contemporânea do trabalho imprime à pesquisa um ritmo 

de avaliação conjuntural permanente, e agilidade e presteza na 

produção e veiculação de conteúdos a ela concernentes. 

Em vista de sua justificativa, já devidamente contextualizada na seção 1, 

e de sua natureza essencial e especificidades acima relatadas, o presente 

trabalho busca atingir os seguintes objetivos concretos de curto e médio prazo:  

(1) coletar, organizar, analisar e divulgar dados relativos aos temas gerais 

da pesquisa, bem como aos diversos tópicos detalhados que compõem 

o projeto;  

(2) escrever e publicar artigos de natureza acadêmica sobre os tópicos 

listados abaixo (idealmente, ao menos um para cada tópico); 

(3) escrever e publicar artigos e ensaios de intervenção na imprensa 

escrita do País com vistas a publicizar os dados, as análises e as 

reflexões produzidas no interior desta pesquisa (idealmente, ao 

menos um para cada tópico);  

(4) Organizar e realizar, ainda em 2020, um seminário para apresentação 

de trabalhos com a temática da pesquisa;  

(5) Organizar e publicar um livro que reúna a produção final da pesquisa.  

3. TEMAS A SEREM DESENVOLVIDOS 

Tendo em vista a já mencionada natureza interdisciplinar e colaborativa 

do projeto, dividimos os grandes eixos temáticos que compõem a investigação 

do BNFB nos seguintes tópicos: 

A - Fundamentação teórica geral e experiência global:   

(i) 

(ii) 

(iii) 

(iv) 

A crise da democracia liberal e de suas instituições; 

Extrema-direita, populismo e movimentos políticos iliberais; 

Fascismo, integralismo, autoritarismo e bolsonarismo; 

Democracia Digital Direta, redes sociais e fake news;  

B - Símbolo, religião e fanatismo:  

(i) 

Apropriação simbólica: Israel, USA, “Ocidente” e outros mitos da 

narrativa do BNFB; 

(ii) 

(iii) 

O novo fanatismo de base religiosa: neopentecostalismo e 

tradicionalismo católico a serviço do BNFB; 

O novo fanatismo de base política: “mito”, “guru” e realidade no 

BNFB; 

C - Doutrina do BNFB 

(i) 

Olavismo, doutrina do BNFB; 

(ii) 

(iii) 

(iv) 

(v)  

(vi)  

Militares e o BNFB; 

Nacionalismo “orgânico” e “transcendente” na retórica e na estratégia 

do BNFB; 

“Revolução conservadora” e “mobilização permanente” no BNFB; 

Afirmação da violência: culto da tortura, culto da agressão, culto do 

ódio e culto da morte no BNFB; 

Obscurantismo e retórica anticiência e anti-intelectual do BNFB; 

(vii) As teorias da conspiração do BNFB; 

D - Milícias, milícias digitais e financiamento 

(i) 

Milícias, crime organizado e BNFB; 

(ii) 

(iii)  

Milícias digitais e BNFB; 

Estruturas de financiamento do BNFB: Luciano Hang, Winston 

Ling, Brasil 200 e demais redes; 

E - Apropriação do Estado, ataque às instituições e corrosão democrática  

(i) 

Destruição e degradação institucional: princípio e tática do BNFB 

(análise geral); 

(ii) 

(iii) 

(iv) 

Ruptura com os Poderes e desafio à democracia: do populismo ao 

fascismo com o BNFB; 

Casos específicos a serem investigados: (a) aparelhamento, 

inoperância e aviltamento do MEC e do MCT na gestão do BNFB; 

(b) o ocaso do Ministério da Cultura sob as ordens do BNFB; (c) 

Meio-Ambiente e a ordem do BNFB para a devastação; (d) o fim da 

política de direitos humanos; (e) a diplomacia brasileira sob regime 

do BNFB; 

Ambição de controle de força policial/militar e de criação de força 

paramilitar: das franjas lunáticas ao apoio real no centro de poder do 

BNFB; 

F - Apoios, reais e digitais  

(i) 

A adesão dos institutos e dos movimentos liberais brasileiros ao 

BNFB; 

(ii) 

(iii) 

(iv) 

(v) 

A ilusão dos “bots” como “povo” na retórica do BNFB; 

O “cidadão de bem” e o BNFB; 

O servilismo voluntário: jornalistas, pundits e intelectuais do BNFB; 

A síndrome de Chauí: conivência, adesão e silêncio de intelectuais 

em face do BNFB; 

G - A Mente Reacionária 

(i) 

A retórica de ódio a minorias, a mulheres e a pobres no BNFB; 

(ii) 

(iii) 

A obsessão pela homossexualidade por parte do BNFB; 

Tradicionalismo e kitsch nas artes; estética clássica e medieval em 

linguagem digital: vaporwave, kitsch e reacionarismo de gosto: as 

marcas culturais do BNFB.  

H - Guerras culturais e guerra cultural bolsonarista 

I - Psicopatologia do bolsonarismo e do olavismo 

4. PARTICIPANTES 

Coordenação Geral:  

● Eduardo Wolf; 

○ Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande 

do Sul (2009); mestre em Filosofia pela Universidade Federal do 

Rio Grande do Sul (2012); doutor em Filosofia pela Universidade 

de São Paulo (2017). Tem experiência na área de Filosofia, com 

ênfase em Filosofia Antiga, Ética Antiga e Ética Aristotélica; 

método aristotélico; teoria da definição em Aristóteles. Atua 

sobretudo nos seguintes temas: Aristóteles, ética, método, 

dialética e teoria da definição. Também tem experiência em 

História das Ideias, com ênfase em ética e filosofia política 

moderna e contemporânea; bem como em Literatura, com ênfase 

em Literatura Brasileira, Teoria Literária e Crítica Literária. 

Coordenação Acadêmica: 

● Andréa Kogan; 

○ Doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP, autora do livro 

“Espiritismo Judaico”, assistente acadêmica do Laboratório de 

Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC

SP – Labô, onde também coordena o Grupo de Pesquisa sobre 

Morte e Pós-Morte. 

● Luiz Felipe Pondé; 

○ Possui graduação em Filosofia Pura pela Universidade de São 

Paulo (1990), mestrado em História da Filosofia Contemporânea 

pela Universidade de São Paulo (1993), DEA em Filosofia 

Contemporânea - Universite de Paris VIII (1995), doutorado em 

Filosofia Moderna pela Universidade de São Paulo (1997) e pós

doutorado (2000) em Epistemologia pela University of Tel Aviv. 

Atualmente é Diretor do Laboratório de Política, Comportamento 

e Mídia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 

professor titular da Fundação Armando Álvares Penteado. Outros 

vínculos significativos em pós-graduação: Escola Paulista de 

Medicina, Unifesp, professor e pesquisador convidado (2007) , 

University of Warsaw, professor convidado (2007), Universität 

Marburg, professor e pesquisador convidado (2002 e 2003) - 

University Of Tel Aviv, pesquisador (2007 a 2010) - Universite 

de Paris VIII, pesquisador (1994 a 1996) - Universidad de Sevilla, 

professor convidado (2005) e colunista exclusivo do Jornal Folha 

de S. Paulo. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em 

Ciências da Religião e Filosofia da Religião, atuando 

principalmente nos seguintes temas: religião, mística, santidade, 

angústia, modernidade/Pós-modernidade e epistemologia. (Texto 

informado pelo autor). Diretor Acadêmico do Labô. 

Participantes LABÔ:  

● André Anéas; 

○ É técnico em informática pela Fundação Bradesco (2007). Possui 

graduação em Administração - Faculdades Integradas Rio Branco 

(2011). Teólogo pela Faculdade Teológica Batista (2015), com 

experiência na área de Teologia, ênfase em Experiência Religiosa 

no protestantismo histórico contemporâneo, e mestrando em 

Teologia pela PUC-SP (2016). Coordena o grupo de pesquisa 

Teologia Cristã e Religião Contemporânea do Laboratório de 

Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC

SP – LABÔ. 

● Andrei Venturini Martins 

○ Doutor em Filosofia, professor no Instituto Federal de São Paulo 

(IFSP) e coordenador do Núcleo de Estudos Agostinianos do 

Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (Fundasp - 

PUC/SP). É autor do comentário e tradução do Discurso da 

Reforma do Homem Interior, de Cornelius Jansenius (Filocalia), 

e das obras Do Reino Nefasto do Amor-Próprio: a origem do mal 

em Blaise Pascal (Filocalia), A Verdade é Insuportável (Filocalia) 

e Joaquim Nabuco: um abolicionista liberal do Brasil (É 

Realizações - prelo). 

● Carlos Sousa 

○ Mestre em Ciências da Religião. PUC-SP. Graduação em 

Filosofia. UNIFAI. Professor de Filosofia e pesquisador do 

Núcleo de Estudos Agostinianos do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia (Fundasp-PUC/SP). 

● Danit Zeava Falbel Pondé; 

○ Possui graduação em psicologia pela Universidade Presbiteriana 

Mackenzie(2009), graduação em Administração de Empresas 

pelo Fundação Armando Álvares Penteado(1989), especialização 

em Formação Clínica em Psicanálise Winnicottiana pelo Instituto 

Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana(2016), mestrado em 

Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas(2012), 

doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de 

Campinas(2018) e ensino-medio-segundo-grau pelo Colégio 

Israelita I L Peretz(1979). Atuando principalmente nos seguintes 

temas:Sentimento,

 afeto, 

Amadurecimento,

 Psicanálise, 

Winnicott. Coordenadora do grupo de pesquisa A Crise do 

Amadurecimento na Contemporaneidade no Laboratório de 

Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC

SP – LABÔ. 

● Fernando Amed; 

○ Doutor em História Social pela USP. Historiador pela FFLCH da 

USP, professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso 

de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo, autor de livros e 

artigos acadêmicos. Coordenador do Grupo de Pesquisa sobre 

Comportamento Político do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – 

LABÔ. 

● Flávia Sarinho 

○ Advogada nas áreas de direito comercial, bancário e projetos de 

infraestrutura. Formada em direito pela UFRJ (1996), Pós graduada 

pelo IBMEC-RJ (2001) e pesquisadora do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. 

● Heraldo Galan 

○ Designer Editorial e Gráfico. Formado em Artes Plásticas pela 

FAAP, com pós-graduação em Design Gráfico pelo Senac. É 

pesquisador nos grupos Núcleo de Filosofia Política e Indivíduo, 

Democracia e Liberdade, ambos do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. 

● João Domingues 

○ Graduando em psicologia (PUC-SP), pesquisador do Núcleo de 

Filosofia Política e do grupo de pesquisa Indivíduo, Democracia e 

Liberdade, ambos do Laboratório de Política, Comportamento e 

Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. Concentra suas 

pesquisas em: epistemologia, filosofia da ciência, filosofia da 

psicologia, pesquisa teórica em psicologia, psicologia e filosofia 

política. 

● Leandro Bachega; 

○ Licenciado em Filosofia pela Faculdade de São Bento-SP e mestre 

em Filosofia pela PUC-SP. Pesquisador nos grupos de Filosofia 

Política e Estudos Agostinianos do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – 

LABÔ. 

● Lilian Wurzba; 

○ Lilian é psicóloga, Mestre e Doutora em Ciências da Religião 

(PUC-SP), docente do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e 

Pesquisa) e coordenadora do grupo de pesquisa do Labô: Jung e 

Filosofia da Religião. 

● Luiz Bueno; 

○ Bacharel e Mestre em Filosofia, Doutor em Ciências da Religião 

e coordenador do Núcleo de Filosofia Política do Laboratório de 

Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC

SP – LABÔ. 

● Maria Cristina Mariante Guarnieri; 

○ Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade 

Católica de São Paulo (1985), mestrado em Ciências da Religião 

pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000) e 

doutorado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade 

Católica de São Paulo (2006). É psicóloga clínica e atua 

principalmente em Consultório Particular; é docente do IJEP- 

Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa, nos cursos de 

especialização em Psicologia Junguiana, Psicossomática, 

Dependências, Abusos e Compulsões e Arteterapia; no curso de 

Psicologia e Religião no COGEAE - Coordenadoria Geral de 

Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da PUC/SP ; 

psicóloga na Associação de Apoio à Criança com Câncer. Tem 

experiência na área de Psicologia e sua pesquisa está voltada para 

a Psicologia e Filosofia da religião, atuando principalmente nos 

seguintes temas: angústia, morte, mística, luto, religião. 

Pesquisadora e coordenadora do grupo de Judaísmo 

Contemporâneo do Laboratório de Política, Comportamento e 

Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. 

● Ricardo Vinícius Ibañez Mantovani; 

○ Licenciado, bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela USP. 

Coordenador e professor do curso de Pós-graduação em Ética e 

Filosofia Política da Faculdade Paulo VI. Pesquisador do núcleo 

de Estudos Agostinianos do Laboratório de Política, 

Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – 

LABÔ. 

● Rogério Tineu 

○ Doutor em Ciências Sociais PUC-SP. Mestre em Ciências da 

Comunicação ECA-USP, especialista em Docência no Ensino 

Superior UNICID, especialista em Economia do Turismo 

ECA/FIPE-USP e graduado em Ciências Econômicas pela 

Fundação Santo André, além de ser coordenador do grupo de 

pesquisa do Labô “Cultura do Consumo, Sociedade e 

Tendências”. 

● Tiago Pavinatto; 

○ advogado, doutor pela Faculdade de Direito da USP e 

coordenador do grupo de pesquisa do Labô: “Hiper-religiosidade: 

a prisão da fé na era das liberdades”, juntamente com Davi Lago. 

Participantes Externos:  

● Adriana Novaes 

○ Doutora em Filosofia e mestre em Comunicação pela USP, 

especialista na obra de Hannah Arendt. É autora do livro "O canto 

de Perséfone". 

● André Spritzer; 

○ Doutor em Ciência da Computação pela UFRGS, especializado 

em visualização de informações. Estudante de Ciência Política e 

Relações Internacionais na University of London/LSE. 

● Celina Alcantara Brod  

○ Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de 

Pelotas (2017). Mestre em Filosofia Política pela UFPEL. 

Doutoranda pela Ufpel em Filosofia Política. Atualmente é 

professora de inglês autônoma - Cab- English Lessons. Tem 

experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Política 

e Ética, atuando principalmente nos seguintes temas: 

liberalismo,conservadorismo,iluminismo, 

David Hume, 

moralidade social,responsabilidade, ceticismo, naturalismo, 

Strawson. Pesquisa de Doutorado sobre relações de culto e 

fanatismo, efeitos na razão e na moralidade dos agentes políticos. 

● Flavio Williges 

○ Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa 

Maria (1995), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de 

Santa Maria em convênio com a USP (1998), Doutor em Filosofia 

pela UFRGS (2009) e Estágio Pós-Doutoral na University of 

California em Davis, USA (2017-2018) com bolsa de Estágio de 

Pós-Doutorado da 

Capes

 Processo:

 POS-DOC 

88881.119129/2016-01. Professor Associado do Departamento de 

Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria. Tem interesse 

em epistemologia, ceticismo, ética normativa (ética do cuidado, 

ética das virtudes), psicologia moral, filosofia das emoções.  

● Gabriel Rostey 

○ Graduado pela Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP em 

Turismo com Especialização em Planejamento e Gestão Turística 

de Cidades, com graduação em intercâmbio acadêmico pelo 

Instituto de Estudios Urbanos da Pontificia Universidad Católica 

de Chile; cursou mestrado em Planejamento Urbano e Regional 

pela FAU-USP e é MBA em Gestão Estratégica pela Universidade 

de São Paulo. Coautor do livro “Nossa Cidade, Nossa Casa: 

conhecendo a arquitetura da cidade e aprendendo a cuidar dela”, 

da Associação Preserva São Paulo; colaborou para a publicação 

“Projetar arquitetura, construir cidades | Convivências Urbanas: 

patrimônio, comércio, habitação”, do LPP – Laboratório de 

Projetos e Políticas Públicas da FAU-Mackenzie; contribui 

esporadicamente com artigos em veículos de imprensa como O 

Estado de S. Paulo (online) e O Antagonista, e é colaborador da 

plataforma multimídia “O Estado da Arte” no jornal O Estado de 

S. Paulo. 

● Gilberto Morbach 

○ Mestre em Direito Público (summa cum laude), como bolsista do 

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 

(CNPq), pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). 

Bacharel em Direito pela Universidade Feevale. Tradutor (em 

andamento, a tradução de "Jurisprudence: Theory and Context", 

primeira obra do jusfilósofo Brian Bix a ser publicada no Brasil). 

Ensaísta, com contribuições para o Estado da Arte (Estadão). 

Membro e assistente do coordenador, Prof. Dr. Lenio Luiz Streck, 

do Dasein - Núcleo de Estudos Hermenêuticos; também membro 

da Aristotelian Society for the Systematic Study of Philosophy 

(Aristotelian Society) e da ABDPro - Associação Brasileira de 

Direito Processual. Advogado, inscrito na seccional do Rio 

Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) sob 

o n.º 111.505. Ênfase de pesquisa em Teoria do Direito, Filosofia 

no Direito, e Direito Processual. 

● Irapuã Santana do Nascimento Silva 

○ Beneficiado pelas cotas raciais em 2003, graduou-se na 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2008, foi o 1° negro 

e mais novo coordenador do setor contencioso do renomado 

Escritório Jurídico Carbone. Em 2012, foi aprovado em 7° lugar 

no mestrado em Direito Processual pela mesma universidade, 

onde sua dissertação foi aprovada com louvor e distinção, em 

2015, por uma banca composta pelos melhores professores do país 

na área, que deu origem ao seu 1° livro chamado "O Princípio da 

Igualdade na Mediação e o Acesso à Justiça". Hodiernamente 

cursa o seu doutoramento com uma tese acerca do acesso à justiça, 

sob a perspectiva da jurisprudência e do cidadão. Em 2013 foi 

aprovado no concurso da Procuradoria-Geral do Município de 

Mauá, onde atua como procurador municipal até hoje. Em 2016, 

foi aprovado no disputadíssimo programa de intercâmbio 

"Linkage", da Faculdade de Direito de Yale, nos Estados Unidos. 

Além disso, atuou, entre os anos de 2014 e 2018, como assessor 

de ministro no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior 

Eleitoral. É consultor e apresentador do programa "Explicando 

Direito", na Rádio Justiça. Desde 2014, exerce trabalho voluntário 

na EDUCAFRO, como consultor jurídico, responsável pelas 

principais ações judiciais da entidade no país. É membro do 

Instituto Brasileiro de Direito Processual, do Centro Brasileiro de 

Estudos Constitucionais, da Comissão de Advocacia Pública da 

OAB/SP, da Comissão de Direito Processual Civil da OAB/SP e 

da Comissão de Igualdade Racial da OAB/SP. É professor do 

Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). É conselheiro 

jurídico do movimento suprapartidário "Livres". Conselheiro do 

Instituto Mercado Popular. Autor do livro "13 de maio: A Maior 

Fake News de Nossa História". 

● Josias de Paula Jr. 

○ Doutor em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (2012), 

é Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco 

(UFRPE), no Departamento de Ciências Sociais (DECISO). 

Desenvolve pesquisas, sociologicamente orientadas, nas áreas de 

cultura, política e teoria social. É integrante do GECCA - Grupo de 

Estudos em Crítica Cultural em Artes. 

● Mano Ferreira  

○ Jornalista e especialista em comunicação política, cofundador e 

diretor de comunicação do Livres. Alumni da International 

Academy for Leadership da Fundação Friedrich Naumann Pela 

Liberdade, da Alemanha. É cofundador do Students For Liberty 

no Brasil e ex-editor do Café Colombo. 

● Michel Ghermann; 

○ Possui graduação em História com licenciatura em educação pela 

Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). É mestre em 

Antropologia e Sociologia - Hebrew University Of Jerusalem 

(2007).Tem título de doutor pelo Programa de Pós Graduação em 

História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Atualmente Michel Gherman é pesquisador no Programa de Pós 

Doutorado na Escola Kreitman de Estudos Avançados na 

Universidade Ben Gurion do Neguev. Michel Gherman também é 

pesquisador do Núcleo de Estudos da Política da Universidade 

Federal Rural do Rio de Janeiro. 

● Rodrigo Cássio Oliveira 

○ Doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas 

Gerais (UFMG) com pós-doutorado pela Università degli Studi di 

Pisa (Itália). Possui Mestrado e bacharelado em Comunicação 

Social pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e licenciatura 

em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás 

(PUC-Goiás). Pesquisador visitante na Universidad de Buenos 

Aires (UBA-Argentina) pelo Programa de Mobilidade Docente da 

AUGM - Asociación de Universidades Grupo Montevideo em 

2017. Membro da SOCINE - Sociedade Brasileira de Estudos de 

Cinema e Audiovisual. Parecerista de publicações acadêmicas na 

área de humanidades e artes, com foco em estudos de cinema, 

comunicação e filosofia. 

● Rodrigo Coppe 

○ Historiador e professor do Programa de Pós-graduação em 

Ciências da Religião da PUC Minas. Tem experiências na área de 

História contemporânea, atuando principalmente com os 

seguintes 

temas: 

direita 

religiosa, 

conservadorismo, 

tradicionalismo, catolicismo contemporâneo, secularização. Pós

doutor em Filosofia social pela Universidade de Varsóvia (2020). 

É presidente do Conselho Científico da Associação Nacional de 

Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião - 

ANPTECRE (2018-2020). É membro do Institut d’Étude du 

Christianisme (Strasbourg, França), investigador associado da 

rede de pesquisa Direitas, História e Memória e membro de vários 

conselhos editoriais de revistas nacionais e internacionais. 

Coordena o GT Religião e Espaço Público na SOTER e o ST 

Catolicismo e política: entre conservadores e progressistas na 

ANPUH. É líder do Laboratório de Estudos em Religião, 

Modernidade e Tradição (LeRMOT) e um dos líderes da Rede de 

Pesquisa História e Catolicismo no Mundo Contemporâneo. Foi 

professor convidado da Faculté de Théologie et de Sciences 

Religieuses da Université Laval - Québec (2015), onde é 

Pesquisador Associado no projeto de pesquisa Vatican II: 

herméneutique et réception. (2020). Colaboradora regularmente 

no Estado da Arte - Estado de S. Paulo. 

● Rodrigo de Lemos 

○ Possui doutorado (2015) e mestrado (2010) em Letras pelo PPG 

da UFRGS e graduação em Letras pela Universidade Federal do 

Rio Grande do Sul (2006), onde já atuou como professor de 

Línguas e literatura francesa e francófonas. Atualmente, é 

professor adjunto da Fundação Universidade Federal de Ciências 

da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). No âmbito de sua pesquisa 

doutoral, realizou estágios de pesquisa como chercheur visitant na 

Université de Liège (Bélgica) e na Université du Québec à 

Montréal (Canadá). Realizou cursos internacionais de formação 

em gestão e em gestão universitária (Organização Universitária 

Interamericana,

 Montreal,

 Politécnica 

da

 2014;

 Catalunha,

 UNESCO-Universidade 

 2015,

 École

 Nationale 

d'Administration, Paris 2017). Contribui regularmente em 

veículos de imprensa como O Estado de São Paulo (online) e Zero 

Hora. Tem como interesses de pesquisa: a poesia, a mitologia, a 

literatura antiga, a literatura francesa, a literatura dos séculos XIX 

e XX, a Renascença e a tradução. 

● Rodrigo Toniol 

○ Graduado em ciências sociais, mestre e doutor em antropologia 

social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou 

parte de seu doutoramento no programa de antropologia da 

University of California San Diego (UCSD). Foi pesquisador 

visitante no Global Health Institute da UCSD, nos Estados 

Unidos, no Ciesas/Guadalajara, no México e na Universidade de 

Utrecht, na Holanda. Realizou estudos de pós-doutorado no 

departamento de filosofia e estudos de religião da Utrecht 

University, Holanda. Atualmente é professor no departamento de 

antropologia e no Programa de Pós-Graduação em Antropologia 

da Unicamp. É presidente da Associação dos Cientistas Sociais da 

Religião do Mercosul (2018- 2020). Coordena do projeto de 

pesquisa Espiritualidade institucionalizada, apoiado pela Fapesp 

na modalidade Jovem Pesquisador. É editor do periódico Debates 

do NER e do Boletim Cientistas Sociais e Coronavirus 

(ANPOCS). É membro da Cátedra Roberto Cardoso de Oliveira 

(Unicamp/Brasil – Ciesas/México) e do Comitê de Pesquisa de 

Sociologia da Religião da Sociedade Brasileira de Sociologia. 

Suas pesquisas privilegiam os seguintes temas: corpo, saúde, 

ciência e religião. Entre seus trabalhos, destacam-se as funções de 

editor e autor da Encyclopedia of Latin American Religions (ed. 

Springer), a autoria dos livros On the nature trail (ed. N.Science 

Publishers, 2015) e Do espírito na saúde (Ed. LiberArs, 2018); 

além da organização, entre outras, das obras: Conservadorismos, 

Fascismos e Fundamentalismos (Ed. Unicamp, 2018), Como as 

coisas importam: uma abordagem material da religião (ed. 

UFRGS, 2019) e Entre trópicos : Diálogos de estudios Nueva Era 

entre México y Brasil (Casa Chata, 2018). Escreve para Estado da 

Arte, do jornal Estado de S. Paulo e também para o Jornal de 

Toronto. 

● Vinícius Müller 

○ Doutor em História Econômica pela USP é professor do Insper e 

autor do livro Educação básica, financiamento e autonomia 

regional: Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul, 1850 - 

1930 (Editora Alameda, 2018) 

5. PROPOSTA DE CALENDÁRIO PRELIMINAR - 25 de Maio: retornar este documento com sugestões, comentários e 

contribuições para sua conclusão;  - 28 de Maio: versão final do Projeto BNFB; 

- Entre 28 de Maio e 26 de Junho: realização de encontros virtuais do 

coordenador acadêmico do projeto para discussão dos tópicos de pesquisa com 

os pesquisadores colaboradores; coleta de dados; redação de ensaios e artigos;  - 27 de Junho: Apresentação da primeira rodada de ensaios e artigos de 

intervenção com base nas discussões precedentes;  - 30 de Julho: Apresentação e discussão da primeira rodada de papers para 

futura submissão e publicação. Balanço dos primeiros meses de atividade.  

5. BIBLIOGRAFIA PRELIMINAR  

A presente bibliografia deverá ser organizada, dentro do possível, de 

acordo com os tópicos de trabalho sugeridos acima. Conta-se, portanto, com a 

colaboração de todos os envolvidos.  

Geral   

Obra 

MOUNK, Yascha. O Povo Contra a 

Democracia: por que nossa 

liberdade corre perigo e como 

salvá-la. Companhia das Letras, 

2019 

Link 

https://www.amazon.com.br/povo-contra-democracia

liberdade-salvá

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STANLEY, Jason. Como Funciona 

o Fascismo: a política do “nós’ e 

“eles”. L&PM Editores, 2018  

https://www.amazon.com.br/Como-funciona-fascismo

pol%C3%ADtica-eles

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LEVITSKY, Steven e ZIBLATT, 

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A democracia e a ditadura são regimes políticos fundamentalmente opostos, diferenciando-se principalmente na origem e exercício do poder, nos direitos e liberdades dos cidadãos e na alternância de governo. 

Democracia

A palavra "democracia" vem do grego e significa "governo do povo" (demos = povo, kratos = poder). 

Poder e Governo: O poder emana do povo, que o exerce direta ou indiretamente (através de representantes eleitos). O governo é eleito por meio de eleições livres, justas e competitivas, geralmente com sufrágio universal (direito de voto para todos os cidadãos).

Direitos e Liberdades: Garante amplas liberdades civis e direitos individuais, como liberdade de expressão, de imprensa, de reunião e de crença. Os cidadãos podem criticar o governo sem medo de retaliação.

Divisão de Poderes: O poder é dividido entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que são independentes e se fiscalizam mutuamente (o sistema de freios e contrapesos).

Estado de Direito: Todos, incluindo os governantes, estão sujeitos à lei e à Constituição, que é a lei fundamental do país.

Oposição Política: A existência de oposição política é permitida e vista como essencial para o debate e a fiscalização do governo. Segundo a Jornalista, Mestra e Doutora Nadini de Almeida Lopes, no Oitavo e Ultimo Semestre da Habilitação em Jornalismo na Comunicação So;cial, pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

Ditadura

A ditadura é uma forma de autoritarismo onde o poder é centralizado nas mãos de uma única pessoa (o ditador) ou um pequeno grupo (como uma junta militar ou um partido único). 

Poder e Governo: O poder é tomado e mantido, frequentemente, por meio de força ou golpe de Estado, e não por eleições livres. Não há mandatos com duração definida ou alternância pacífica de poder.

Direitos e Liberdades: Ocorre o cerceamento (restrição) de direitos políticos e liberdades individuais. A censura à imprensa e a perseguição de opositores são comuns, podendo incluir prisões, tortura e assassinatos.

Concentração de Poderes: O ditador ou o grupo no poder frequentemente aglutina os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, não havendo independência entre eles.

Força e Repressão: O uso extensivo da força e de aparatos de repressão pelo Estado é uma característica marcante para controlar a sociedade e garantir a manutenção do poder.

Oposição Política: A oposição política é proibida, severamente reprimida ou controlada para legitimar a posição do governante. 

Em resumo, a democracia baseia-se na vontade popular, liberdade e igualdade perante a lei, enquanto a ditadura se baseia na concentração de poder, autoritarismo e repressão. Segundo a Jornalista, Mestra e Doutora Nadini de Almeida Lopes, no Oitavo e Ultimo Semestre da Habilitação em Jornalismo na Comunicação So;cial, pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

Há lugar para Progressiatas , Liberais e Conservadora. Mas não há lugar para aqueles que querem destruir a democracia.

             A Hungria é formalmente uma república parlamentar. No entanto, sua classificação política atual é objeto de intenso debate internacional, sendo descrita pelo Parlamento Europeu como uma "autocracia eleitoral" ou uma democracia híbrida

Estrutura do Governo

Poder Executivo:

Primeiro-Ministro: É o chefe de governo e detém o poder executivo real. Historicamente dominado por Viktor Orbán (desde 2010), o cenário político passou por mudanças drásticas em abril de 2026.


Presidente da República: Atua como chefe de Estado, com funções majoritariamente cerimoniais e de representação, eleito pela Assembleia Nacional.


Poder Legislativo: Exercido pela Assembleia Nacional (Országgyűlés), um parlamento unicameral composto por 199 membros eleitos para mandatos de quatro anos.


Poder Judiciário: Independente na teoria, mas com críticas frequentes sobre a crescente influência do executivo sobre as cortes superiore


Críticas Internacionais: O país tem enfrentado sanções e críticas da Uniao Europeia  por retrocessos no Estado de Direito, liberdade de imprensa e independência judicial.                                      Confira a notícia no UOL.                               


Oposição vence eleição na Hungria e Orbán deixará o poder após 16 anos

Resumo

O partido Tisza, de centro-direita, foi o vencedor das eleições na Hungria hoje e conquistou maioria no parlamento. Assim, após 16 anos, Viktor Orbán deixará o poder. Segundo o UOL.

O que aconteceu

95,63% das urnas foram apuradas até a noite deste domingo. O partido de oposição, Tisza, liderado por Péter Magyar, de centro-direita, conquistou 137 das 199 cadeiras do Parlamento. Segundo o UOL.

O líder da extrema direita na Hungria, Viktor Orbán, admitiu hoje derrota nas urnas antes da apuração total dos distritos eleitorais. "Resultado da eleição é claro e doloroso", afirmou. Antes do pleito, as pesquisas locais mostravam que o partido de Orbán, Fidesz, estava com 41% das intenções de voto, ou seja, nove pontos atrás do adversário. Segundo o UOL.


Nas redes sociais, Magyar disse que recebeu telefonema de Orbán. "O primeiro-ministro Viktor Orbán acabou de ligar para nos felicitar pela nossa vitória", escreveu. Com 53,45% dos distritos eleitorais apurados, o partido Tisza estava com 52,49% dos votos contra 38,83% para o atual grupo político. Segundo o UOL.

A presidente da Comissão Europeia disse que hoje o coração da Europa bate mais forte na Hungria. Nas redes sociais, Ursula von der Leyen afirmou que o país "retoma seu caminho europeu, a união fica mais forte". Magyar também recebeu mensagens do presidente da França e do chanceler alemão, Friedrich Merz. Nas redes sociais, Emmanuel Macron disse que a França celebra a "adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia". Segundo o UOL.

Os eleitores foram às urnas hoje para escolher os ocupantes de 199 cadeiras do parlamento húngaro. Já havia a expectativa de que uma participação recorde da população húngara nessas eleições, incluindo os jovens. Orbán teve apenas 8% de aprovação entre os eleitores com menos de 30 anos. Segundo o UOL.

Conservador, Magyar é ex-integrante do Fidesz. Ele rompeu com o grupo em 2024 e prometeu desmontar "tijolo por tijolo" o sistema político criado por Orbán. Na campanha, Magyar explorou a insatisfação popular com a economia, a alta do custo de vida e a corrupção. Segundo o UOL.

O resultado das eleições ainda não é definitivo, mas é compreensível e claro. O resultado é doloroso para nós. A responsabilidade e a possibilidade de governar não nos foram dadas. Já parabenizei o vencedor.Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria Segundo o UOL.

Impacto global e guerra na Ucrânia

A eleição atrai a atenção da União Europeia, da Rússia e dos Estados Unidos. Orbán é aliado de Vladimir Putin e de Donald Trump, que enviou J.D. Vance a Budapeste na semana passada. A mudança de governo destravaria um empréstimo europeu de 90 bilhões de euros e tiraria da Rússia seu principal parceiro no bloco. Segundo o UOL.

Orbán construiu um modelo de "democracia iliberal" ao longo dos últimos 16 anos. A gestão enfrenta críticas da UE por reduzir a liberdade de imprensa, mas inspira a extrema-direita mundial. No Brasil, o primeiro-ministro já foi elogiado pela família Bolsonaro e defendeu Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, chamou o então presidente de "meu irmão". Segundo o UOL.

E assim caminha  a humanidade.         

    Victor Orban  Imagem ; Portal G1 da Rede Globo  .   







 


domingo, 12 de abril de 2026

Uma questão .

   O Partido dos Trabalhadores (PT) perdeu força política e eleitoral após as revelações da Operação Lava Jato. Embora o partido tenha reconquistado a Presidência da República em 2022, os efeitos negativos da operação ainda se manifestam, especialmente em resultados eleitorais a nível local. 

As principais consequências para o PT incluíram:

Crise de imagem: Os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras, que vieram à tona com a Lava Jato a partir de 2014, atingiram a credibilidade do partido. A percepção pública sobre a corrupção foi amplificada, e o PT foi associado a um esquema de desvio de dinheiro em larga escala.

Perda de filiados: O PT registrou a maior perda de filiados de sua história nos anos subsequentes ao início da operação.

Desempenho eleitoral em declínio:

Eleições de 2016: O partido teve um desempenho eleitoral ruim nas eleições municipais, perdendo redutos históricos como São Bernardo do Campo e caindo de 630 para 256 prefeituras.

Eleições de 2024: O resultado das eleições municipais de 2024 demonstrou a dificuldade persistente do partido em recuperar a força local. Na Grande São Paulo, berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT conquistou apenas uma das 38 prefeituras e perdeu redutos importantes.

Impacto no berço político: A perda de influência foi particularmente notável no ABC Paulista, onde o partido perdeu a eleição em cidades-chave e teve dificuldades para chegar ao segundo turno em outras, reforçando a ideia de que o partido ainda não se recuperou da operação em seu próprio reduto. 

Recuperação parcial no cenário nacional

Apesar das perdas, o PT demonstrou uma recuperação no cenário nacional com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência em 2022. No entanto, a  legenda continua sem força  no Congresso Nacional e tem dificuldades de eleger prefeitos em grandes cidades, dependendo mais da figura de Lula do que da estrutura partidária para obter vitórias. ]

,A  Operação Lava Jato enfraqueceu o PT ao expor esquemas de corrupção que corroeram sua imagem e resultaram em perdas significativas de votos e filiados, principalmente no âmbito local. Embora o partido tenha demonstrado capacidade de recuperação a nível federal, os resultados eleitorais mais recentes indicam que o impacto da operação ainda afeta a força do partido nas  disputas municipais. 

Confira no Nexo Jornal                                     .https://www.nexojornal.com.br/grafico/2024/10/06/eleicoes-2024-partido-com-mais-prefeitos-eleitos

Confira no Nexo Jornal                                      .https://www.nexojornal.com.br/grafico/2024/10/07/eleicoes-2024-partido-com-mais-vereadores-eleitos

Confira o artigo do autor Wanderley Guilherme dos Santos 

A LAVA JATO E O PARTIDO DOS 

TRABALHADORES 

Wanderley Guilherme dos Santos 

Segunda Opinião, 7.8.2015 

A novidade política da Lava Jato é a revelação de que o Partido dos 

Trabalhadores cedeu à tentação de patrocinar e se beneficiar das relações 

espúrias entre interesses de grupos privados e iniciativas públicas. Faz parte da 

história intestina de todas as sociedades acumulativas o vírus da predação, do 

suborno, do saque, da extorsão e da violência em busca de vantagens além dos 

méritos competitivos. O Império inglês foi assim construído, incluindo 

associações clandestinas com piratas e corsários, no século XVIII, e escândalos 

internos sem fim desde o XIX; a riqueza das cidades hanseáticas e italianas que 

financiaram os jardins artísticos do Renascimento, seus pintores, arquitetos e 

escultores, essa riqueza foi obtida mediante fraude e corrupção de bandidos 

inescrupulosos e violentos, organizados em poderosas companhias de negócios. 

A grande arte flamenga e espanhola é rebento da generosa dissipação de 

recursos de ladrões e assassinos em versão marqueteira de mecenas. O 

extraordinário progresso material norte-americano a partir de meados do XIX 

colocou na galeria cívica do país os “robber barons”, sabidos e consabidos 

corruptos, genocidas, paradigmas das administrações libertinas e extorsivas das 

grandes cidades contemporâneas como Chicago, Nova York, Los Angeles ou 

Kansas City, sempre com a cobertura midiática de campanhas moralizadoras. As 

fraudes eleitorais são discutidas tão abertamente quanto o financiamento de 

campanha e não é segredo que a vitória democrata de John Kennedy contra 

Richard Nixon nada teve de católica (acobertada pela patranha midiática de que 

Nixon perdeu por causa do último debate na televisão), com os Republicanos 

dando troco na roubalheira da Flórida que deu a vitória a Bush Junior sobre Al 

Gore. Tudo supervisionado pelas autoridades eleitorais. Ninguém chia, trata-se 

de assunto exclusivo entre eles: dos roubos econômicos aos roubos eleitorais. O 

vírus está lá, agora protegido nos portfólios do sistema financeiro mundial. 

A história recente do Brasil não fica a dever.  A começar pelas obras marcantes 

da ditadura, de onde brotaram progresso material, liquidação física dos 

opositores e mágicos milionários, de sucesso inexplicável. Da tolerância 

democrática de José Sarney restou a criminosa entrega da propriedade pública 

das comunicações a um prático monopólio de golpistas centenários, corruptor de 

jornalistas, escritores, artistas, políticos. O monopólio das comunicações é 

atualmente o único poder irresponsável no País, exercido com brutalidade e a ele 

se curvam os demais, inclusive o poder judiciário. Fonte de corrupção 

permanente, manteve como assunto inter pares os escândalos financeiros do 

governo Fenando Henrique Cardoso, as trapaças das privatizações e a meteórica 

transformação de bancários em banqueiros, tendo o BNDES como rampa de 

lançamento. Assim como guarda no porão do noticiário a ser mobilizado, caso 

necessário, os rastilhos da política tucana em Minas Gerais e em São Paulo. 

Todos, juízes, ministros, políticos, procuradores, cantores, atrizes, narradores de 

futebol, são todos terceirizados do Sistema Globo de Comunicação. 

Nesse País, por surpreendentes acasos, todas as investigações envolvendo os 

companheiros da boa mesa, pecaram por vícios de origem e devidamente 

esquecidas. Menos a Lava Jato, que segue aparentemente de acordo com as 

rigorosas regras judiciais, de que dá testemunho o Ministro Teori Zavaski. Qual é 

a novidade? 

A novidade não é o roubo nem as relações ilegítimas entre agentes privados e 

públicos. Todos os consultores, projetistas, jornalistas, escritórios de advocacia 

econômica, todos que fingem ultraje ao pudor sempre foram não só cientes 

como, no todo ou em parte, beneficiados pelo sistema virótico da sociedade 

acumulativa brasileira. Enriqueceram e vivem como parasitas do sistema 

nacional de corrupção. A novidade é que o Partido dos Trabalhadores entrou 

como sócio, apresentando como cacife os milhões de votos daqueles que nunca 

foram objeto de atenção. Candidatou-se ao suicídio. 

A caça ao intruso foi imediata. A cada política em benefício dos miseráveis, mais 

se acentuava a perseguição ao novo jogador, insistindo em reclamar parte do 

botim tradicional da economia brasileira. A penetração do PT na associação das 

elites predadoras era encoberta pelo compromisso real de muitos de seus 

quadros com o destino dos carentes. E assim como os grandes capitães de 

indústria, pelo mundo a fora, os nossos também cobraram uma exploração extra, 

uma vantagem desmerecida, uma nova conta na Suiça em troca dos empregos 

criados, da produção aumentada, do salário menos vil. Mas assim também como 

os operadores tradicionais, os petistas se entregaram à sedução da sociedade 

acumulativa: o roubo com perspectiva de impunidade. 

A Lava Jato revelou a tragédia da vitória do capitalismo sobre a liderança dos 

trabalhadores. Os grandes empresários e as grandes empresas, ao fim e ao cabo, 

vão se safar, com os acordos de leniência e as delações premiadas, reservas que 

fazem parte de suas mochilas de sobrevivência. Serão nossos “robber barons” do 

futuro. Não assim a destroçada elite petista, à qual não resta senão acrescentar o 

opróbrio da traição à vergonha da confissão. 

A vítima ensanguentada dessa caçada é o eleitorado petista. Muito além dos 

militantes, todos aqueles que saudaram e apoiaram a trajetória de crescimento 

de um partido que, claramente, era o deles. Os que suportaram os preconceitos, 

que resistiram às pressões e difamações e que viam nas políticas sociais o 

cumprimento de promessas nunca realizadas. Esses estão hoje expostos à 

brutalidade dos reacionários e fascistas, ao escárnio, aos xingamentos e ofensas. 

O eleitorado petista não é criminoso, criminosos são os fascistas que os 

perseguem nas ruas, nos lugares públicos, sem que as autoridades responsáveis 

tenham a decência de garantir-lhes a inocência. 

Presidente Dilma Rousseff: é de sua responsabilidade e de seu Ministro da Justiça 

sair desse palácio de burocratas e meliantes suspeitos e garantir, e fazer 

governadores e prefeitos garantirem, por atos enérgicos, a integridade física e 

moral dos milhões de brasileiros inocentes que acreditaram na sinceridade dos 

membros do seu Partido. Os ladrões estão no seu Partido, O artigo do autor Wanderley Guilherme dos Santos.

A base social do Partido dos Trabalhadores (PT) é historicamente composta por trabalhadores da classe baixa, sindicatos e movimentos sociais, embora tenha se expandido para incluir outros setores ao longo do tempo. 

 Fundado em 1980, o  Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu dos sindicatos de metalúrgicos do ABC paulista, com a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Os operários foram a base inicial e central do partido, e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) esteve intimamente ligada ao partido.

Movimentos sociais: O partido sempre manteve forte conexão com diversos movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o movimento por moradia (MTST), grupos de direitos LGBTQIA+ e organizações estudantis.

Católicos e intelectuais: No início, o PT atraiu apoio de setores ligados à Teologia da Libertação dentro da Igreja Católica, além de intelectuais de esquerda e acadêmicos.

Funcionários públicos e classes médias: Com o tempo, o partido cresceu e sua base se diversificou, incorporando uma parcela significativa de funcionários públicos e da classe média assalariada, especialmente após assumir cargos eletivos. 

Expansão para a população mais pobre: Ao chegar à presidência em 2003, o PT expandiu sua base eleitoral de forma significativa, atraindo um apoio massivo da população mais pobre, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, devido a programas sociais como o Bolsa Família.

Perda de apoio após crises: O apoio ao partido caiu drasticamente após escândalos de corrupção e a crise econômica iniciada em 2014, resultando na perda de mandatos e impopularidade.

 A eleição de Lula em 2022 marcou um ponto de virada, demonstrando a resiliência do Partido dos Trabalhadores e de sua base. O partido recompôs sua aliança com diferentes setores, incluindo partidos de centro e até de direita, para formar uma frente ampla. No entanto, a base principal de apoio popular e de movimentos sociais continua sendo fundamental para a sua mobilização.

 A eleição de 2022 mostrou que o apoio a princípios democráticos foi um fator decisivo na escolha do voto, o que ajudou a solidificar a base do Partido dos Trabalhadoeres contra a extrema-direita.

: O governo de 2025 demonstra um esforço contínuo para fortalecer o diálogo com movimentos populares. A nomeação de Guilherme Boulos, ex-coordenador do MTST, para o Ministério da Secretaria-Geral é vista como uma estratégia para mobilizar a base social para a campanha de reeleição em 2026. 

Desde a Operação Lava Jato. O Partido dos Trabalhadores tem tido dificuldades para além de suai base social.

Recompor o Partido dos Trabalhadores (PT). Passa  pela escolha do Ministro do Supremo Tribuna Federal..                                    .Confira a notícia na CNN Brasil . Logo abaixo .

Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula, 45% no 2º turno


Presidente perde vantagem e empata tecnicamente com Flávio, que aparece numericamente à frente

Lucas Schroeder, da CNN Brasil, Laura Molfese, da CNN Brasil*, São Paulo11/04/26 às 12:51 | Atualizado 11/04/26 às 13:24

O presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva (PT) empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um 2º turno das eleições de 2026, segundo um levantamento do instituto Datafolha, divulgado neste sábado (11). Segundo a CNN Brasil .

Embora resulte em um empate técnico, a disputa entre Lula e Flávio indica que o senador lidera numericamente com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente apresenta 45%.  Segundo a CNN Brasil .

São 8% os que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Outros 1% não sabe. Segundo a CNN Brasil .


Já um cenário com o petista e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), mostra Lula numericamente à frente, com 45% dos votos. No entanto, empata tecnicamente com Caiado, que registra 42%. Segundo a CNN Brasil .

A soma dos votos brancos, nulos e o número de entrevistados que não escolheriam nenhuma das opções, resulta em 11%. São 2% os que não sabem. Segundo a CNN Brasil .

Por fim, a pesquisa analisou um último quadro, agora entre Lula e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que empatam tecnicamente. O presidente contabiliza 45% das intenções de voto e Zema aparece com 42%.  Segundo a CNN Brasil .

Aqueles que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos eventuais candidatos, são 11%. Outros 2% não sabem. Segundo a CNN Brasil .

Metodologia 

A pesquisa Datafolha entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 7 e 9 de abril, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03770/2. Segundo a CNN Brasil .

E assim caminha a humanidade,          

Imagem ; Site Oficial do Partido dos Trabalhadores