segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Serviços Públicos .

 

Art. 175

- Incumbe ao poder público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Parágrafo único - A lei disporá sobre:

I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;

II - os direitos dos usuários;

III - política tarifária;

IV - a obrigação de manter serviço adequado. Segundo a Câmara dos Deputados                        Na Constituição Federal os serviços públicos  está organizado na forma de proteção ao Estado  e na forma da proteção as pessoas .     A Constituição Federal no Brasil estabelece que os serviços públicos são prestados de de maneira direta . Maneira direta que envolve a prestação de serviços pelo Estado na administração direta.  A outra forma de torna a administração indireta . Administração Indireta na qual envolve prestação de serviços públicos mediante concessão ou permissão por meio de licitação .                           A Constituição Federal estabelece que todo a prestação de serviços públicos devem seguir os prefeitos do artigo 37 que estabelece os princípios da administração pública     A Constituição Federal estabelece que os serviços públicos são interruptor que as condições tarifárias devem ser alcançadas a todos .   A Constituição estabelece que os serviços públicos devem alcançar grande número de pessoas , sem querer haja qualquer discriminação. A Constituição Federal estabelece que os serviços públicos devem ser prestados no Brasil com atualização tecnológica . Sim leitor (a) . A maioria dos serviços não devem ser privados . E sim certos serviços estatais . Devem sim ser públicos . Pois se torna a única forma dos serviços serem acessíveis a todos os brasileiros . Sem discriminações , Conforme diz a Constituição Federal .    Confira a notícia do Jornal Estado de São Paulo no UOL .                                           

Dino suspende privatização da estatal de TI do Paraná, após ação do PT e PSOL


9.set.2025 - Ministro Flávio Dino, do STF, no julgamento de Bolsonaro de sete réus por tentativa de golpe de Estado9.set.2025 - Ministro Flávio Dino, do STF, no julgamento de Bolsonaro de sete réus por tentativa de golpe de EstadoImagem: Gustavo Moreno/Divulgação

A lei estadual que autoriza a privatização  da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) foi suspensa parcialmente por decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, ficam suspensos os atos administrativos relacionados à desestatização até nova deliberação da Corte. Dino submeteu decisão liminar ao plenário do STF para referendo. Segundo o UOL.

O ministro entendeu que a lei não demonstra, por ora, ter as salvaguardas necessárias para assegurar o direito fundamental à proteção de dados pessoais. A ação de inconstitucionalidade em questão foi apresentada pelo PT e pelo PSOL. Segundo o UOL 

Fundada em 1964, a Celepar foi a primeira empresa pública brasileira de tecnologia da informação. O órgão é responsável por armazenar dados públicos da população paranaense, como registros tributários, multas de trânsito e históricos médicos. Segundo o UOL.

Na ação, os partidos argumentaram que a lei estadual que autoriza a privatização desrespeitou a competência privativa da União para legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais. Defenderam também que o texto afronta o direito fundamental à proteção dessas informações. Segundo o UOL 

Em sua decisão, o ministro afirmou ser inafastável a premissa de que os dados pessoais em geral, e os sensíveis em particular, são merecedores de máxima proteção e cautela por parte do Estado. Para Dino, a lei em questão dispõe de forma genérica sobre alienação do controle acionário na Celepar e, por consequência, sobre a transferência e o tratamento dos dados, o que "inviabiliza concluir pela observância efetiva do direito fundamental". Segundo o UOL.

"Sublinho que não se cuida de uma operação corriqueira de mera alteração do controle acionário de uma empresa que atua em um determinado ramo comercial. Com efeito, há direitos fundamentais dos cidadãos do Paraná a serem observados, conforme ditam a Constituição Federal e as demais normas emanadas do Congresso Nacional e da Agência Reguladora competente (ANPD)", escreveu o ministro . Segundo o UOL.

"Esses direitos abrangem dimensões de altíssimo relevo jurídico, tais como os da privacidade, proteção contra discriminações e políticas de segurança pública. O controle sobre dados pessoais, especialmente sensíveis, constitui tema mundialmente debatido e de crescente importância, por isso mesmo objeto de rígidas políticas públicas nas mais diversas Nações soberanas." Segundo o UOL.

Dino mencionou que a insuficiência das medidas necessárias para essa salvaguarda já havia sido detectada antes pelo TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná), que concluiu pela "ausência de estudos e ações mínimas para a diminuição dos riscos decorrentes da saída do Estado do controle da companhia". Segundo o UOL.

Observou, na sequência, que, apesar da existência de sucessivas decisões no âmbito do TCE-PR que ocasionaram a interrupção da desestatização, a mesma foi retomada, ao que tudo indica, sem que os aspectos em questão fossem resolvidos. Para o ministro, essa situação configura um "indesejado cenário de insegurança jurídica, inclusive para os futuros participantes da desestatização". Segundo o UOL 

Cl

Com base no "perigo da demora", o ministro deferiu parcialmente a liminar. Dino determinou que a desestatização da Celepar deve observar a legislação federal sobre proteção de dados pessoais e que, antes que evolua a desestatização, o Estado do Paraná deve elaborar um "relatório de impacto à proteção de dados pessoais" específico para a transição societária a ser submetido a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). "Demonstrado o cumprimento dos requisitos acima, voltem conclusos os autos, para reanálise da tutela liminar e/ou apreciação do mérito", concluiu . Segundo o Jornal de Estado de São Paulo no UOL.            E assim caminha a humanidade .


Partido dos Trabalhadores .

   A  Operação Lava Jato enfraqueceu significativamente o Partido dos Trabalhadores (PT), pelo menos em um primeiro momento, tanto politicamente quanto financeiramente. 

Os principais impactos incluem:

Danos à Imagem e Associação com Corrupção: O PT foi o partido mais associado à corrupção na percepção popular em pesquisas realizadas durante o auge da operação. A narrativa de grandes esquemas de corrupção, como o "Petrolão", desgastou a imagem do partido, que tinha a honestidade como uma de suas bandeiras iniciais.

Perda de Filiados e Eleições: A operação resultou na maior perda de filiados da história do PT. Nas eleições municipais de 2016, o partido sofreu um grande baque e enfrentou dificuldades em redutos eleitorais tradicionais, como o ABC Paulista.

Dificuldades Financeiras: A prisão de executivos de empreiteiras que historicamente financiavam o partido fechou a torneira das doações, gerando graves problemas financeiros para a legenda.

Consequências Políticas e Jurídicas: As investigações e condenações de figuras proeminentes do partido, incluindo a prisão do ex-presidente Lula (mais tarde anulada pelo STF), interferiram diretamente nos rumos da política nacional, contribuindo para o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão de Jair Bolsonaro.

Questionamentos Posteriores: Com o passar do tempo e as revelações de conversas entre membros da força-tarefa (Vaza Jato), surgiram fortes críticas de que a operação foi seletiva e teve motivações políticas, o que levou a anulações de processos e permitiu que o PT recuperasse parte de sua força política, culminando com a eleição de Lula em 2022. 

A Lava Jato impôs desafios imensos ao PT, mas o partido demonstrou capacidade de recuperação e adaptação ao cenário político subsequente. 

No qie eu concorodo com analistas politicos, e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle do poder executivo por mais tempo, o que lhe garantiria maior influência e poder político.

Confira a dissertação da autora e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle do poder executivo por mais tempo, o que lhe garantiria maior influência 

Confira a dissertação da autora e, sem a Operação Lava Jato, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria mantido uma força política significativamente maior. 

A Operação Lava Jato teve um impacto político profundo e prejudicial para o PT, contribuindo para uma série de eventos que erodiram sua base de poder e popularidade: 

Danos à Imagem e Popularidade: A operação associou fortemente o PT a esquemas de corrupção em larga escala, como o Mensalão e o Petrolão, o que prejudicou a imagem de "partido ético" que o PT cultivava. A percepção pública de corrupção estrutural nos governos do PT foi amplificada pelas revelações da operação.

Perdas Eleitorais: O impacto negativo da Lava Jato foi sentido em diversas eleições, incluindo as municipais de 2016, onde o PT sofreu derrotas significativas, sem um substituto claro para ocupar seu espaço na esquerda na época.

Prisões de Lideranças: A prisão de figuras-chave do partido, incluindo ex-tesoureiros (João Vaccari Neto e Delúbio Soares) e ex-ministros (Antonio Palocci), enfraqueceu a estrutura do PT. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, foi o evento de maior impacto, retirando o principal líder e pré-candidato favorito das eleições presidenciais daquele ano.

Crise e Impeachment: A fragilidade do governo de Dilma Rousseff, exacerbada pela crise econômica e pelas revelações da Lava Jato, contribuiu para o processo de impeachment, que culminou na perda do poder executivo pelo PT em 2016.

Impacto Econômico: A operação também é apontada por alguns estudos como responsável pela destruição de milhões de empregos e perdas de investimentos em setores estratégicos, o que gerou insatisfação popular e desgastou ainda mais o governo petista. 

Alguns analistas, como o ministro Gilmar Mendes, chegaram a afirmar que a Lava Jato "estragou" um suposto "plano perfeito" do PT para se manter no poder por um longo período. 

Por outro lado, críticos da operação argumentam que ela teve motivações políticas e que a condução de algumas investigações foi enviesada, visando especificamente o PT e seus líderes, como apontado nas mensagens vazadas da "Vaza Jato". Independentemente das diferentes visões sobre a operação, há um consenso de que ela foi um fator determinante para o declínio temporário da força política do PT no período pós-2014. 

Em um cenário hipotético sem a Lava Jato, é altamente provável que o PT não tivesse sofrido tais reveses, mantendo seu principal líder elegível e o controle congressual.

 Operação Lava Jato teve impactos predominantemente negativos e profundos no campo progressista brasileiro, atuando como um catalisador para uma crise política que resultou na perda de poder, na fragmentação de forças e na ascensão da extrema-direita no país. 

Os principais impactos foram:

Desgaste Político e Institucional: A operação mobilizou um forte discurso anticorrupção que foi, em grande parte, direcionado contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados, principais representantes do campo progressista na época. Isso resultou em uma perda massiva de capital político e na erosão da confiança nas instituições e líderes progressistas.

Impeachment e Prisão de Lideranças: A Lava Jato contribuiu diretamente para a criação de um clima político que culminou no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 e, posteriormente, na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prisão de Lula o impediu de concorrer nas eleições de 2018, o que alterou drasticamente o cenário eleitoral.

Ascensão da Direita e Extrema-Direita: Ao desestabilizar o cenário político tradicional e desacreditar a classe política, a operação abriu espaço para o surgimento de novas lideranças e discursos populistas de direita e extrema-direita, que capitalizaram o sentimento de repulsa à corrupção. O ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, figuras centrais da operação, ingressaram na política, o que reforçou essa dinâmica.

Fragmentação e Divisões Internas: O campo progressista enfrentou (e em certa medida, ainda enfrenta) debates internos sobre a melhor forma de lidar com as acusações e a condução da operação. Houve discussões sobre a existência de corrupção sistêmica e a necessidade de renovação interna, gerando fissuras e dificuldades de união.

Impacto Econômico e Social: Estudos, como os do DIEESE, apontam que a forma como a operação foi conduzida, especialmente na área de construção civil e óleo e gás, gerou a destruição de cadeias produtivas nacionais e a perda de milhões de empregos, impactando negativamente a economia. Essas consequências econômicas agravaram a situação social do país, o que também teve reflexos na base eleitoral progressista.

Percepção de Parcialidade: Com as revelações da "Vaza Jato", que expuseram conversas comprometedoras entre membros da força-tarefa, a operação perdeu credibilidade e sua parcialidade e seus métodos questionáveis se tornaram evidentes para muitos, o que gerou um movimento de defesa entre os progressistas. 

Em resumo, a Lava Jato foi um evento divisor de águas que reconfigurou o tabuleiro político brasileiro, enfraquecendo o campo progressista e criando as condições para a guinada à direita observada nos anos seguintes

Sem sem a Operação Lava Jato, o campo progressista (especialmente o PT) provavelmente teria mantido uma força política e eleitoral maior no Brasil. 

Os principais argumentos que sustentam essa tese incluem:

Desgaste Político e Institucional: A operação foi vista por muitos analistas como um instrumento que, embora se propusesse a combater a corrupção, teve um forte viés anti-PT, o que contribuiu significativamente para o desgaste da imagem do partido e de suas principais lideranças.

Prisão do Ex-Presidente Lula: A condenação e prisão do ex-presidente Lula, que era o principal candidato do campo progressista nas eleições de 2018, impediu sua participação no pleito. Decisões judiciais posteriores (como as revelações da "Vaza Jato" e a anulação das condenações pelo STF) indicaram parcialidade do então juiz Sergio Moro, o que reforça a percepção de que a operação teve um impacto direto e negativo nas perspectivas eleitorais do campo progressista.

Ascensão da Direita e Extrema-Direita: O vácuo político e a aversão à política tradicional gerados pela Lava Jato prepararam o terreno para a ascensão de uma nova direita e da extrema-direita, culminando na eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Sem a operação, esse movimento talvez não tivesse encontrado um ambiente tão fértil.

Fragmentação do Campo Progressista: A crise gerada pela operação contribuiu para a fragmentação do campo progressista e de centro-esquerda, tornando mais difícil a formação de uma frente unida para enfrentar o avanço conservador.

Impacto Econômico: A forma como a Lava Jato foi conduzida teve impactos econômicos negativos, destruindo cadeias produtivas nacionais e milhões de empregos, o que gerou insatisfação popular que se voltou contra os partidos que estavam no poder na época (majoritariamente progressistas). 

Em resumo, a Operação Lava Jato foi um fator crucial que alterou profundamente o cenário político brasileiro, enfraquecendo o campo progressista e reconfigurando as forças políticas no país. 

A principal diferença reside nos seus objetivos e base de funcionamento: o partido fisiológico busca benefícios materiais e poder pelo poder, enquanto o partido orgânico é orientado por ideologia, programas e uma conexão mais profunda com a sociedade ou base de militantes. 
Partido Fisiológico
O termo "fisiológico" na política refere-se a uma prática de troca de favores, cargos públicos, verbas e outros benefícios (o "fisiologismo") em troca de apoio político e poder. 
Foco principal: Sobrevivência política e acesso a recursos do Estado, em detrimento do bem comum.
Comportamento: Adota uma estratégia de representação clientelista na arena eleitoral e comportamentalmente governista na arena parlamentar, ou seja, tende a apoiar o governo (qualquer que seja a ideologia) desde que receba benesses em troca, sem lealdade ideológica firme.
Ideologia: As posições programáticas são flexíveis ou inexistentes, adaptando-se às necessidades do momento para manter o acesso ao poder e privilégios.
Estrutura: Muitas vezes, esses partidos têm "donos" ou caciques políticos que controlam as decisões e a distribuição de favores. Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habiulitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas "Alcantara"Machado (FIAAM FAAM).

Partido Orgânico
O conceito de "partido orgânico" está mais ligado à ideia tradicional de partido político, que possui uma base social e ideológica sólida, com raízes na sociedade. 
Foco principal: Implementação de um programa, ideologia ou projeto político claro, defendendo os interesses de uma classe social ou segmento específico da população (ex: trabalhadores, empresários, ambientalistas, etc.).
Comportamento: Ações políticas e decisões são tomadas com base em princípios ideológicos e programáticos definidos, e não em troca de favores individuais. A lealdade é ao programa do partido e não ao governo de plantão, caso haja divergência.
Ideologia: Possui posições ideológicas firmes (esquerda, direita, centro, etc.) e coerentes.
Estrutura: A estrutura é, idealmente, mais democrática e participativa, com decisões que emanam da base de militantes e filiados, e não de um pequeno grupo de líderes (partidos "sem donos" Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habiulitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas  Alcântara Machado (FIAAM FAAM).
Sem Operação Lava Jato. O Partido dos Trabalhadores (PT),não perderia apoio na classe média.  E teria muito mais força.

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A base social do Partido dos Trabalhadores (PT) é historicamente composta por uma diversidade de grupos, com um foco central nas classes populares e trabalhadoras. 

Os principais componentes e grupos de apoio incluem:

Trabalhadores e Classes Populares: Desde sua fundação, o PT se posicionou como um partido dos trabalhadores, buscando organizar as massas exploradas em suas lutas por conquistas econômicas e sociais. A base inclui trabalhadores urbanos e rurais, autônomos, operários, profissionais especializados (como médicos e professores) e camponeses.

Movimentos Sindicais: O partido tem raízes históricas profundas nos movimentos sindicais, especialmente nas oposições sindicais e na fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A luta por sindicatos independentes do Estado foi um pilar inicial importante.

Movimentos Sociais: O PT mantém um compromisso de participação permanente junto a diversos movimentos sociais, incluindo movimentos de moradia, sem-terra, ativistas e setores da Igreja Católica progressista (ligados à Teologia da Libertação).

Intelectuais e Artistas: O partido também contou, desde o início de sua formação em 1980, com o apoio e a participação de intelectuais, artistas e ativistas comprometidos com a proposta de ação política do partido.

População de Menor Renda: Pesquisas eleitorais modernas frequentemente mostram que o PT tem uma base de apoio significativa entre os eleitores de menor renda e escolaridade, muitas vezes beneficiados por políticas sociais e de transferência de renda implementadas durante seus governos. 

Em resumo, a base social do PT é multifacetada, mas tem seu núcleo e identidade histórica fincados na organização das classes trabalhadoras e setores populares da sociedade brasileira. 

A principal diferença entre centro-esquerda e esquerda reside na profundidade e nos métodos propostos para alcançar a justiça social e a igualdade econômica. Ambas as ideologias compartilham a preocupação com os cidadãos em desvantagem e a necessidade de reduzir desigualdades, mas divergem quanto ao papel do Estado e à relação com o sistema capitalista. 

Esquerda

A esquerda (incluindo a esquerda radical e revolucionária) tende a defender uma ruptura ou superação do sistema capitalista por meio de transformações estruturais mais profundas. 

Princípios e Políticas:

Defesa do socialismo democrático ou, em alguns casos, revolucionário.

Maior intervenção estatal na economia, podendo incluir a socialização dos meios de produção ou o fim da propriedade privada burguesa em prol da coletividade.

Ênfase na luta de classes e na emancipação do indivíduo nas relações econômicas que perpetuam a desigualdade.

Forte oposição à diminuição do papel do Estado na economia e defesa da ampliação máxima dos direitos sociais.

Partidos no Brasil (exemplos): O PSOL e o PCB são frequentemente associados a posições mais à esquerda, com o PCO na extrema-esquerda. O PT, embora tenha moderado suas posições ao chegar à presidência, ainda é considerado um partido de esquerda. 

Centro-Esquerda

A centro-esquerda busca a justiça social e a redução das desigualdades, mas, de modo geral, aceita e opera dentro dos limites do sistema capitalista, defendendo sua reforma em vez de sua abolição. 

Princípios e Políticas:

Adoção de políticas de bem-estar social (Welfare State) e social-democracia.

Defesa de um Estado forte e atuante na promoção de políticas públicas (saúde universal como o SUS, educação, previdência), mas sem eliminar completamente a iniciativa privada.

Busca por reformas tributárias e fiscais progressivas (ou seja, quem ganha mais paga mais impostos) para financiar os programas sociais.  Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Periodo da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

ase social do Partido dos Trabalhadores (PT) tem passado por transformações significativas ao longo de sua história. Embora ainda mantenha laços com a sociedade civil organizada, o partido enfrenta desafios para recuperar o apoio de setores que historicamente lhe davam sustentação. 

Principais transformações e desafios

Migração de classes: Analistas apontam para uma mudança no perfil do eleitor petista. Se antes a base era mais concentrada em trabalhadores sindicalizados e segmentos da classe média intelectualizada, hoje há uma busca por reconectar-se com a "nova classe trabalhadora", que muitas vezes está inserida na informalidade ou em novos arranjos de trabalho.

Afastamento dos movimentos sociais: A partir de meados dos anos 2000, o PT teria diminuído o seu ritmo de organização de base, o que provocou um arrefecimento no debate ideológico dentro do partido e um distanciamento de sua atuação direta junto aos movimentos sociais. Isso fez com que alguns ativistas adotassem uma postura mais passiva, de "esperar para ver" as ações do governo.

Distância de grupos-chave: O PT reconhece dificuldades em dialogar com setores da classe média, evangélicos e das periferias, que antes eram considerados importantes bases de apoio. Essa perda de contato se tornou um ponto de atenção para a estratégia do partido, especialmente em anos eleitorais.

Em resposta a esses desafios, o Partido dos Trabalhadores ,  tem buscado novas formas de reconectar-se com suas bases. Algumas estratégias incluem: 

Foco no "pós-Lula": O partido tem se voltado para discussões sobre a próxima geração de lideranças e para a forma de se organizar para o futuro, além da influência de seu principal nome.

Retomada das bases: Movimentos internos, como os indicados em notícias de 2025, sinalizam uma intenção de reorientar a atuação para fortalecer a conexão com a militância e com as bases sociais para as próximas eleições.

Frente parlamentar: A atuação de parlamentares petistas na defesa de pautas como a tarifa zero, por exemplo, é uma tentativa de reforçar a agenda ligada aos interesses populares. 

Há desafios no Partido dos Trabalhadores .

A Operação Lava Jato causou um grande impacto no Partido dos Trabalhadores (PT), resultando em um enfraquecimento significativo de sua imagem e desempenho eleitoral nos anos que se seguiram às primeiras revelações. No entanto, a trajetória do partido não se resumiu a um declínio contínuo, apresentando sinais de recuperação nos anos mais recentes. 

Impactos iniciais e enfraquecimento

Perda eleitoral: Nas eleições municipais de 2016, o PT sofreu sua maior derrota histórica, perdendo prefeituras importantes em todo o país e ficando com apenas uma capital. O partido também perdeu influência em redutos tradicionais como o ABC Paulista. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Crise de imagem: O PT foi o partido mais associado à corrupção pela opinião pública na época, devido ao envolvimento de figuras importantes em escândalos investigados pela operação. A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também contribuiu para a percepção negativa. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Problemas financeiros: O partido enfrentou dificuldades financeiras após o corte de doações de grandes empresas investigadas na Lava Jato Segundo o Portal G1 da Rede Globo ..

Queda de apoio popular: A popularidade do partido despencou entre 2015 e 2020, atingindo um dos pontos mais baixos de sua história Segundo o Portal G1 da Rede Globo . 

Recuperação e cenário recente

Eleições de 2022: A trajetória do partido foi alterada com a eleição de Lula para a presidência em 2022, indicando uma recuperação significativa em âmbito nacional. A anulação das condenações de Lula pelo Supremo Tribunal Federal, somada à percepção de politização da operação, também contribuiu para a melhora de sua imagem. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Eleições de 2024: Nas eleições municipais de 2024, o desempenho do PT ficou abaixo do esperado, especialmente em comparação com o sucesso de 2022. O partido não conseguiu retomar o domínio em redutos históricos, como cidades do ABC Paulista. No entanto, registrou um crescimento em relação ao pleito anterior, de 2020. Segundo o Portal G1 da Rede Globo .

Críticas à Lava Jato: O questionamento de algumas ações da Lava Jato, como as delações premiadas e a atuação do ex-juiz Sergio Moro, ajudou a reduzir o peso das acusações sobre o partido. 

Em 2018. No auge do antipetismo. O Partido dos Trabalhadores.  Elegeu 04 governadores. Como voe confere no Portal G1 da Rede Globo no link á seguir.https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/28/pt-supera-mdb-e-governara-quatro-estados-veja-quem-sao-os-eleitos.ghtml

Em 2022. O Partido dos Trabalhadores . . Voltou e eleger 04 governadores em 2022. Como você também pode conferir no Portal G1 da Rede Globo , no link á seguirhttps://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/eleicao-em-numeros/noticia/2022/10/31/uniao-se-iguala-a-pt-e-ambos-governarao-quatro-estados-veja-todos-os-governadores-eleitos.ghtml

Em 2022. O Partido dos Trabalhadores, elegeu a segunda maior Bancada na Camara dos Deputados. Como você confere na CNN Brasil no link á seguirhttps://www.cnnbrasil.com.br/politica/pl-de-bolsonaro-deve-ter-maior-bancada-da-camara-seguido-por-federacao-do-pt/

EM 2022. O Partidos dos Trabalhadores, elegeu a segunda maior Bancada de Deputados Estaduais. Como voce confere na CNN Brasil no link á seguir, https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pl-e-pt-lideram-em-deputados-estaduais-eleitos-no-brasil/

O Partido dos Trabalhadores. Sendo um partido orgânico. Movimenta um eleitorado importante no Brasil. 

Mas desde a Opreação Lava Jato. Já não mais dialoga além da sua base social. 

Algo que não acontecerá nesse ano . Manter sua base Social será fundamental .                     Confira a notícia no UOL.                                                   

Mirando eleição, PT faz concessões e Motta inicia tramitação da PEC da 6x1



Lula e Motta pretendem usar o fim da escala 6x1 para pedir votos em outubroLula e Motta pretendem usar o fim da escala 6x1 para pedir votos em outubroImagem: Gabriela Biló/Folhapress

O governo federal e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atuam para acelerar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1. Segundo o UOL 

O que aconteceu

A proposta tem forte apelo eleitoral. A aprovação livraria trabalhadores de ter somente uma folga por semana. O presidente Lula (PT) e Motta pretendem usar o fim da escala 6x1 para pedir votos em outubro. Segundo o UOL 

O governo e o presidente da Câmara têm pressa. Ontem, Motta anunciou que indicará o relator da proposta no começo desta semana. O escolhido vai elaborar o projeto, que começará a tramitação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara . Segundo o UOL.

A previsão é encerrar a análise da admissibilidade da proposta na CCJ até o final de março. Na sequência, a promessa é que o texto seja analisado por uma comissão especial que terá integrantes de todos os campos políticos. Segundo o UOL.

A intenção é votar a PEC em maio. O empenho de Motta é visível. Criticado pela falta de produtividade da Câmara ano passado, ele fez uma reunião de trabalho com o presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Jr (União-BA), ontem pela manhã - um domingo . Segundo o UOL.

Governo sinaliza concessões

O governo está aberto a fazer concessões para aprovar o fim da escala 6x1. Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) disse ao UOL que o partido aceita escala 5x2, sem redução de salário e com limite de 40 horas semanais. O projeto original previa o máximo de 36 horas. Segundo o UOL.

Reginaldo Lopes (PT-MG) vai na mesma linha. O deputado declarou que estabelecendo 40 horas por semana é mais fácil de obter os votos necessários para aprovação. Segundo o UOL.

O parlamentar é autor de uma das propostas que deram origem a discussão. A outra proposta é de Erika Hilton (PSOL-SP). Os dois projetos foram unificados. Segundo o UOL.

Lopes disse que a resistência é maior no setor de serviços. Ele afirmou que a indústria já trabalha com uma jornada próxima a 40 horas semanais. Segundo o UOL 

O deputado tem se reunido com empresários. Lopes tem histórico de negociações com o setor produtivo porque foi coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária, que teve a regulamentação aprovada em julho de 2024. Segundo o UOL.

Ligado a associações comerciais e de serviços, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) faz críticas à proposta. O parlamentar afirma que o fim da escala 6x1 está sendo discutido de forma acelerada por causa da eleição. Segundo o UOL.

O deputado reclama que o governo não apresentou nenhum estudo para embasar a medida. Gastão avalia que há interesse político. Uma prova seria assunto ser tratado pelo ministro Guilherme Boulos (PSOL). "É eleitoreiro total". Segundo o UOL 

A indústria já trabalha perto de 40 horas semanais, diz um dos autores do projetoA indústria já trabalha perto de 40 horas semanais, diz um dos autores do projetoImagem: Mandiri Abadi/Pexel

Empresários reagem

O setor empresarial tem atuado contra a proposta. Desde que o fim da escala 6x1 começou a ser discutido, no começo da atual legislatura, a estratégia era não deixar o assunto crescer. Segundo o UOL.

Agora, até com presidente da Câmara apoiando o projeto, os empresários vão contra-atacar. Estudos devem ser lançados nas próximas semanas. As frentes parlamentares ligados a indústria, comércio e serviços foram escaladas para fazer oposição à proposta. Segundo o UOL.

O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) critica os efeitos do projeto. Ano passado, ele relatou o fim da escala 6x1 na Subcomissão de Trabalho da Câmara e foi contra a mudança. O deputado é ligado a associações de comércio e serviços. Segundo o UOL.

Ao UOL, o parlamentar enumerou pontos que considera negativos. Gastão diz que o fim da escala 6x1 vai desestruturar o setor produtivo. Acrescentou que escalas de revezamento ficariam inviáveis. Segundo o UOL 

O deputado ainda comentou que a flexibilidade nas jornadas diminui. Gastão citou pessoas que trabalham 6 horas por dia durante 6 dias da semana Segundo o UOL.

Sobre reduzir para 40 semanais a jornada de trabalho, só com compensações. O parlamentar disse que é preciso haver redução de 20% para 10% na contribuição patronal. Isso compensaria o aumento de custos ao empresário - que pagaria o mesmo salário por menos horas trabalhadas -, evitando repasse para o valor do produto, o que geraria inflação.  Segundo o UOL


E assim caminha a humanidade. 

Imagem ; Site Oficial do Partido dos Trabalhadores 



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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Linguagem Neutra.

 .

 

CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
Seção I
DA EDUCAÇÃO

 

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

 

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

..........................................................................................................................................

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

..........................................................................................................................................

 

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

..........................................................................................................................................

VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)

..........................................................................................................................................

§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.

.........................................................................................................................................

 

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.

§ 2º Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo, serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213.

§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano nacional de educação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)

§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários.

§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

......................................................................................................................................

 

Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)

I - erradicação do analfabetismo;

II - universalização do atendimento escolar;

III - melhoria da qualidade do ensino;

IV - formação para o trabalho;

V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.

VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009).   Segundo o Senado Federal .                                       A Constituição garante o acesso a educação como um direito de todos e um dever do estado . A Constituição também garante o acesso igualitário a educação , a plena pluralidade de ideias ,  liberdade , gestão democrática e a obrigatoriedade dos 04 aos 17 anos .        A educação na constituição significa dever do Estado e da família , visando o pleno desenvolvimento e a qualificação para o trabalho e exercício da cidadania.                                                       A Construção prega a igualdade no acesso a educação , a pluralidade de ideias , a igualdade nas condições de aprendizado , a igualdade na permanência , gestão democrática no ensino público e valorização dos profissionais da educação .                       A Constituição garante a autonomia didático científica das universidades , e também a plena autonomia na sua gestão financeira , seguindo o princípio da indisponibilidade entre ensino pesquisa e gestão .                                      A Constituição garante o acesso obrigatório dos 04 aos 17:anos  , a educação especializada para pessoas com deficiência , assim como creche , pré escola e acesso aos níveis mais elevados de ensino .                                    A liberdade para ensinar estará garantida . Desce que se agenda as normas da educação e se respeite os padrões de qualidade .                                Ha também normas fixas para o ensino fundamental . Como o ensino cultural e religioso facultativo e valoriza da cultura local e da cultura indígena .           União , Estado e Municípios irão ter colaboração mútua no organização e estruturação do ensino .                              Recursos poucos podem ser destinados as escolas comunitárias , confessionais e filantrópicas sem fins lucrativos .                                                      Determina a elaboração de um plano plurianual para articular o sistema nacional de educação , incluindo meta de recurso , universalizacao  do atendimento e erradicação do analfabetismo .                                               A linguagem neutra ou não binária seria uma forma gramatical de se referir as pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino .  A linguagem neutra se refere a grupos de forma genérica sem priorizar o masculino gramatical .               Os substantivos ele / ela são substituídos por ele e dele / dela são substituídos por delu .   Também teríamos a letra e substituindo o ola ( exemplos todes , aluguéis bonites).            Uso de palavras já conhecidas como pessoas e corpo docente para evitar marcas de gênero . A linguagem neutra garante o acesso igualitário a educação , conforme prega a educação . E também garante a igualdade no aprendizado e nas condições de permanência no ensino . Como prega a Constituição . Sendo assim existe as plenas condições de ser utilizada nas escolas e instituições de ensino  E deveria sim ser implantada no Brasil .                                  E assim caminha a humanidade .     Imagem do Site Poder 360                              




a100

Direita Liberal e Direita Conservadora .

   A principal diferença entre a direita liberal e a direita conservadora reside nas suas prioridades e abordagens em relação à economia, ao papel do Estado e às questões sociais. Ambas se situam no espectro da direita política, mas divergem em pontos-chave. 

Direita Liberal (ou Liberalismo Clássico)

A direita liberal (ou liberalismo clássico) enfatiza primariamente a liberdade individual e o mercado livre (laissez-faire). 

Economia: Defende um Estado mínimo na economia, com baixa intervenção, impostos reduzidos, privatizações e desregulamentação. Acredita que a autonomia individual e a liberdade econômica levam ao progresso e à prosperidade geral.

Papel do Estado: Vê o governo como um garantidor das liberdades civis, do estado de direito e dos contratos, mas com poder limitado. Historicamente, liberais defendiam a autonomia regional em oposição a um poder central forte.

Questões Sociais: Tende a ser mais flexível ou até mesmo progressista em questões sociais e de costumes, priorizando a escolha individual e a autonomia pessoal sobre as tradições ou a moralidade imposta pelo Estado. 

Direita Conservadora (ou Conservadorismo)

A direita conservadora valoriza a tradição, a ordem social e as instituições estabelecidas. 

Economia: Embora muitas vezes aceite elementos do livre mercado (especialmente na vertente do liberalismo conservador), o conservadorismo pode admitir alguma intervenção estatal para manter a ordem social ou proteger indústrias nacionais, se isso for necessário para preservar a estabilidade ou as tradições. A estabilidade é frequentemente mais valorizada do que a eficiência pura do mercado.

Papel do Estado: Pode defender um poder central mais forte para garantir a segurança, a ordem pública e a preservação das instituições (como a família e a religião).

Questões Sociais: É socialmente conservadora, enfatizando a família tradicional, a moralidade e a religião como pilares da sociedade. Resiste a mudanças sociais rápidas e defende a manutenção de costumes e convenções transmitidos de gerações passadas. Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

Confira o artigo do autor  FERNANDO BRAGA.

Conservadorismo, liberalismo e social

democracia: um estudo de direito político

 FERNANDO BRAGA

 SUMÁRIO

 1. Ideologia política (do conceito metafísico à

 história). 2. Totalitarismo. 3. A ideologia nos dias

 de hoje. 4. A trilogia das idéias. 5. Síntese interpre

tativa.

 1. Ideologia política (do conceito

 metafísico à história)

 Apesar das muitas variações que extremam

 o conceito de ideologias políticas, desde a

 negação à utopia, creio que este tratado das

 idéias em abstrato (lato sensu) seja um conjunto

 de pensamentos e crenças a nos forçar a

 percepção necessária de uma exteriorização

 universal, para que nela possamos operar com

 nossa formação sobre o ângulo político

 pretendido (strictu sensu).

 É, ainda, esse sistema abstrato, para a socio

logia, um conjunto de idéias peculiar a deter

minado status social do grupo e de seus

 membros, sendo que essa função raramente

 chega à luz da consciência dos que a professam.

 As idéias básicas sobre ideologia, contidas

 no Apelo Onipresente, são caracterizadas por

 Roy C. Macridis1 assim dispostas:

 1. Amplitude: contém, em seu todo global,

 a ideologia, particularizando sua lógica e

 estrutura internas;

 2. Difusão: Consiste na extensão de tempo

 em que uma ideologia se fixa e se corporifica

 num determinado meio, isto é, um processo que

 convencionou o espaço operativo da ideologia,

 Fernando Braga é Advogado e Professor univer

sitário.

 1 Professor de Cooperação Internacional na

 Brandéis University, autor de French Politics in

 Transaction e Modern Political Systems : Europe.

 183

 Brasília a. 34 n. 133 jan./mar. 1997

o seu declínio e a sua influência na gama social

 modelada por sua ação;

 3. Extensão: referente a um teste numérico,

 a um mapa ideológico, ou seja, quanto maior o

 espaço da percepção teórica populacional,

 maior também se torna a sua extensão;

 4. Intensidade: o grau de influência e força

 de uma ideologia, implicando interesses

 amplamente compartilhados e comprometidos.

 O historicismo da ideologia apareceu no fim

 do século XVIII, no tempo da Revolução

 Francesa, com Destutt de Tracy (1574-1836) e

 seu círculo de intelectuais ligados ao Institut

 de France, portanto, liberais e filósofos que

 seguiam a corrente de uma tradição medida

 desde Descartes2 com o seu Cogito, ergu sum

 (Je pense donc je suis), até ao Existencialismo

 de Sartre3. A Ideologie, como método específico

 e universalmente aplicável, fora usada como

 ciência das idéias no intuito de proporcionar o

 verdadeiro fundamento para as demais ciências,

 com domínio próprio na história natural da

 mente, devendo investigar e descrever a forma

 pela qual nossos pensamentos se constituem.

 A palavra adquiriu uma conotação mais

 frontal quando Napoleão4 e os liberais do

 Institut se indispuseram politicamente, sendo

 os pensadores caracterizados de ideólogos,

 tendo a palavra, segundo Anthony de Crespigny5,

 se perdido num nevoeiro de idéias abstratas,

 na busca vã dos primeiros princípios.

 A ideologia continuava sendo empregada

 como termo de acusação, codificando os

 sistemas de crenças e de grupos sociais que vão

 dos Manuscritos (1844) até a Ideologia Alemã

 (1845), formando o significado da palavra mais

 real, mas com algumas variantes de interpre

tação, contidas nos textos de Marx e Engels,

 como: 1) a ideologia como falsa consciência;

 2) a ideologia como reflexo da infra-estrutura

 2 René Descartes, célebre filósofo e matemático

 francês (1596-1650). Autor de O Discurso do

 Método, Princípios da Filosofia, Meditações

 Metafísicas, dentre outras.

 3 Jean-Paul Sartre (1905-1981). O criador do

 Existencialismo. Autor de A Idade da Razão e outras

 grandes obras.

 4 Napoleão Bonaparte (1876-1821), um dos

 maiores soldados e guerreiros da história humana,

 e infeliz prisioneiro na Batalha de Waterloo, morto

 solitário e sem louros, no exílio da ilha de Santa

 Helena.

 5 Professor na Universidade de Cape Town.

 econômica; 3) a ideologia como parte orgânica

 e necessária de todas as sociedades. Tendo,

 ainda, alguns críticos concebido a ideologia

 como um puro vazio, uma ilusão que ignora

 seus próprios alicerces materiais, tendo a

 posição de Lukács 6 em História da Consciência

 de Classe (1923) definido ideologia como falsa

 consciência, com apoio de Marcuse7 e

 Habermas8, que a tratavam como uma

 “consciência totalizadora”, sendo que o

 “espírito absoluto” apregoado por Engels fora

 substituído por um novo sujeito da história – o

 proletariado –, tendo a obra de Lukács merecido

 grande aceitação pelos adeptos da escola de

 Frankfurt.

 2. Totalitarismo

 O totalitarismo é um tipo de organização

 social em que o Estado monopoliza não

 somente o poder político, mas todas as funções

 de controle distribuídas entre grupos e insti

tuições que integram a sociedade, também

 conhecida como a doutrina que preconiza o tipo

 de organização política ditatorial.

 Para Roy C. Macridis, o totalitarismo, como

 regime ideológico, é antidemocrático; recusa

 as liberdades individuais e de associação; usa

 a força como um instrumento de governo;

 apóia-se num único partido, excluindo toda

 competição política contra partidos e grupos;

 as assembléias representativas são fantoches,

 aceitando unicamente os políticos formulados

 pela liderança, e as eleições são controladas pelo

 aparelho do Estado e pelos funcionários do

 partido. Tendo ainda, como características

 comuns e semelhantes, os seguintes aspectos:

 1) a ideologia é total e absorve a sociedade; 2)

 toda sociedade é subordinada ao partido, ao

 Estado e ao líder; a economia, a vida social e

 artística (não há pluralidade cultural) são

 6 György Lukác (1885). Filósofo e Político

 húngaro. Foi Professor de Estética na Universidade

 de Budapeste.

 7 Herbert Marcuse, filósofo alemão, formado

 pela Universidade de Berlim e Friburgo, Professor

 de Ciência Política na Universidade da Califórnia.

 Autor, dentre outras obras, de A Ideologia da Soci

edade Industrial, Reason and Revolution, Soviet

 Marxism e Eros e Civilização.

 8 Jürgen Habermas (1929). Filósofo alemão.

 Representante da Escola de Frankfurt. Autor de

 Entre a Filosofia e a Ciência- O Marxismo como

 Crítica, 1960.

 184

 Revista de Informação Legislativa

sincronizadas ao regime; 3) o partido único

 governa e controla o Estado; 4) não há compe

tição política; 5) a intimidação e coerção são

 institucionalizadas pela política; 6) o comando

 e a execução, bem como a autoridade e o poder

 do líder, são absolutos; 7) existe uma tendência

 expansionista: exaltação à nação e um

 “forçado” nacionalismo, não como um credo

 político, mas como uma crença doutrinária num

 sistema fechado.

 São exemplos:

 1. Fascismo: Ideologia e organização polí

tica introduzida na Itália por Benito Mussolini

 (1833-1945) e seus adeptos, em 1922, tendo

 como conteúdo a ditadura baseada num partido

 único, influenciado por idéias sindicalistas e

 por impulsos nacionalistas, como aconteceu no

 Brasil com o Integralismo, de Plínio Salgado.

 O Estado fascista reagiu contra o liberalismo e

 o individualismo, tentando instituir, na Itália,

 um regime corporativo, em que o sistema polí

tico-social constitui a base do Estado, e os

 homens vivem naturalmente enquadrados em

 grupos sociais (família, profissão, município),

 harmonizando as relações entre capital e

 trabalho, produção e consumo.

 Mussolini, um ex-revolucionário socialista,

 rompera com o partido por causa da participação

 da Itália na Primeira Guerra, tornando-se líder

 categorizado de um grande contingente de

 veteranos com mentalidade nacionalista (por

 revolta), e de outros grupos de combate, como o

 fasci di combatimento. Mussolini empenhou-se

 contra uma série de movimentos marxistas,

 sendo ele – o Duce – designado Primeiro-Mi

nistro à frente de um gabinete de coalizão,

 usando a força e se fazendo chefe de um Estado

 totalitário, no qual o apregoar da liberdade de

 pensamento “foi o mais doloroso desastre,

 porque, em substituição às verdades clássicas,

 não nos deu nenhuma certeza e só soube criar

 princípios”, como escreveu Keyserling 9.

 Mussolini foi destroçado pela estratégia dos

 aliados e esmagado pelo rolo compressor do

 eixo de que era uma das molas mestras, caindo

 como se fora o próprio protagonista dos versos

 de Júlio César, feitos quando a Terra devia

 passar pela cauda do Cometa de Halley, como

 sinônimo de desgraça:

 “Quando os pobres morrem não se

 vêem cometas, abraseiam  os céus

 quando falecem príncipes.”

 9 Hermann Keyserling (1880-1946). Autor de

 Das Reisetagebuch eines Philosophen, 1919.

 2. Nazismo: Foi um movimento ideológico

 e político organizado, em 1919, por Adolf Hitler

 (1889-1945), com o nome de Partido Nacio

nal-Socialista Alemão dos Trabalhadores

 (Nationalsozialismus). Enquadrou-se nas idéias

 da supremacia da raça ariana sobre as demais

 e do Estado sobre o indivíduo. O autoritarismo

 de Hitler, que se julgava “todo-poderoso”,

 consistitu numa desgraçada interpretação, na

 prática, da genialidade de Nietzsche10, o soli

tário que pensava habitar mais próximo do raio,

 que monologava com sua própria sombra, como

 um anticristo a arquitetar as misérias da vida

 numa genealogia da moral, e que imaginou,

 com o seu niilismo aristocrático, uma raça

 superior com a criação do super-homem, base

ado no conceito metafísico da “vontade de

 poder”, numa transmutação de valores, servindo,

 infelizmente, de modelo para que Hitler, por um

 ato supremo e inexplicável de energia criativa,

 como afirma Frederich M. Watkins11 e Isaac

 Kraminich12, tentasse reverter o curso da história

 e fizesse reviver uma raça superior, tendo essa

 miserável experiência abalado as estruturas do

 mundo, na Segunda Guerra, de um modo

 demoníaco e aterrorizante 13.

 O tresloucado Ministro do III Reich e

 General da SS, apoderado de uma bestialidade

 apocalíptica, fora fulminado pela lástima e

 pelas misérias que aterraram em cinzas o seu

 projeto (Mein Kampf, 1927-9), tendo o Führer,

 desgraçadamente, nos subterrâneos da

 Chancelaria, silenciado para sempre e neces

sariamente com as lágrimas de pólvora dos

 canhões de agosto.

 3. Comunismo: Conjunto de doutrinas

 social-filosóficas que atribuiu um papel

 histórico à luta de classes e, particularmente,

 ao proletariado que revolucionou as sociedades

 organizadas em moldes capitalistas, substi

tuindo a economia capitalista por uma organi

zação comunista e as sociedades divididas em

 classes por outras sem classes. Esse regime

 preconizava uma corrente de ação revolucio

10 Friedrich Nietzsche (1844-1900). “O super

homem é produto desse gênio de cujos infinitos so

frimentos a natureza um dia teve piedade dando-lhe

 a loucura”, diz um seu biógrafo. Autor, dentre gran

des livros, de Assim FalouZaratustra, 1891.

 11 Cientista político.

 12 Professor da Cornell University.

 13 Uma das idéias básicas do nazismo, pouco

 divulgada, era a quebra do padrão-ouro, como prin

cípio harmônico na economia do País, causa gera

dora de efeitos dolorosos.

 185

 Brasília a. 34 n. 133 jan./mar. 1997

nária do proletariado e a instituição de uma

 organização totalitária, estatocrática, baseada

 na ditadura do proletariado.

 “Do ponto de vista da Rússia, o

 marxismo era uma doutrina particular

mente desencorajadora. Suas esperanças

 futuras eram todas baseadas em condições

 que, supostamente, surgiriam nos

 estágios avançados de industrialização,

 o que não se aplicava à Rússia de antes

 da Primeira Guerra Mundial. A perspec

tiva era, desse modo, sombria para os que

 sonhavam com uma sociedade sem

 classes”.

 Seguindo essa linha de pensamento, Lênin 14

 tornou-se original na arte da política pelo fato

 de haver reconhecido que a causa revolucionária

 seria inevitável.

 Em seu livro Que Fazer? (1902), Lênin

 evoca um partido elitista e disciplinado, com a

 função de infiltrar-se e tomar posições de lide

rança em organizações populares, o que

 chamou de “correias de transmissão” para o

 exercício do poder, tendo, por isso, o partido

 comunista da Rússia se tornado o primeiro

 exemplo de uma agremiação revolucionária

 moderna. Com a fórmula clássica de Yossef

 Vissarianoovich Stálin (1879-1953), o leninismo

 é o marxismo de nossa época, calcado no

 princípio básico do socialismo científico, como

 modelo exemplar do materialismo dialético,

 paradigma de crenças na inevitabilidade de uma

 revolução política e no surgimento de uma

 sociedade sem classes, estruturada na preexis

tência de uma economia capitalista plenamente

 desenvolvida.

 Desde 1945, houve três dissidências impor

tantes no movimento comunista: a Iugoslávia,

 em 1948, era acusada por líderes soviéticos de

 práticas alheias ao regime, chamados de “pecados

 ideológicos”; a China de Mao-Tsé-Tung, em

 1960, culpava Nikita Kruchtchov de “degene

rar” o comunismo, pregando o capitalismo na

 Rússia e Estados-satélites. A Albânia, também

 em 1960, aliava-se à China, por terem sido res

tabelecidas as relações da URSS com a Iugoslá

via, sua vizinha e rival. Essa dissidência, toda

via, continua, ainda hoje, com a China, que não

 teve por base, em sua revolução, apenas aquele

 fenômeno maniqueísta das cartilhas ideológicas– a luta do povo contra os opressores –, mas

 14 Vladimir Ilitch Ulianov (1870-1924). Seu

 pseudônimo foi inspirado em Lena, nome de um rio

 da Sibéria, onde estivera exilado.

 variados fatores de ordem externa e interna,

 fazendo do comunismo um regime sui generis,

 com elementos de barbárie camponesa aliados

 à sofisticação da análise marxista.

 Em continuação a essa derrocada, conta

rei, ainda, aos meus filhos como se deu a que

da do Muro de Berlim, a unificação das duas

 Alemanhas, a desintegração da URSS, a volta

 da Rússia ao mapa da Europa e a independência

 dos países do leste europeu, integrantes da velha

 e extinta Cortina de Ferro.

 3. A ideologia nos dias de hoje

 As influências da tradição européia podem

 ser apontadas nas concepções modernas de

 ideologia, dimensionadas com a Sociologia do

 Conhecimento, desenvolvida por Mannheim 15

 ao defender que os modos de pensar não podem

 ser compreendidos fora do seu contexto social,

 preconizada a atual inteligentzia no mundo

 moderno, em que a camada média não

 comprometida, desagregada e relativamente

 sem classes está apta para a conscientização

 da verdade, porque, como asseverou Goethe16

 “o homem de ação é sempre inconsciente

 e ninguém tem consciência afora o

 expectador (...) porque nada se deve

 procurar atrás dos fenômenos porque eles

 mesmos são a teoria (...) e a humanidade

 progride, mas o homem continua o

 mesmo”.

 O cientista William T. Bluhm sugere uma

 distinção entre ideologias retóricas e ideologias

 latentes. As primeiras são sistemas de palavras

 elaboradas e autoconscientes, formuladas em

 níveis bastante abstratos, que constituem a

 linguagem de debate político em tempos de

 pressão; e as segundas são o conjunto implícito

 de termos políticos expressos em atitudes e

 comportamentos durante épocas mais tranqüilas.

 Já o pensador Plamentz faz a distinção entre

 ideologia sofisticada e não-sofisticada, na

 mesma variedade de Bluhm, enquanto o

 Professor Althusse diferencia ideologia

 (simplesmente) de ideologia teórica, dizendo

 ser esta última a formulação trabalhada e

 consciente de atitudes ideológicas inconscientes.

 15 Karl Mannheim. Filósofo e sociólogo húnga

ro (1893-1947). Professor da Universidade de Frank

furt e da Universidade de Londres.

 16 Joahann Wolfgang von Goethe (1749-1832).

 Autor, dentre outras grandes obras, de O Fausto,

 discurso ao povo alemão.

 186

 Revista de Informação Legislativa

Faz-se necessário dizer que a ideologia no

 conhecimento e a ideologia na política são as

 mais evidentes. No primeiro caso, a ideologia

 é composta da verdade (relativa) e, no segundo,

 a verdade não existe, dando evasão apenas ao

 funcional da ideologia.

 A ideologia – como definida por muitos 

sempre existirá para o discernimento do homem

 tragediado e engajado na constante fenomeno

logia como indicador de inevitável mutabi

lidade sócio-política? Não se saberá porque

 “cada época, cada geração, cada vida tem sua

 própria realização”, como entende o cientista

 Alexander Herzen, porque a vontade caracte

riza o homem moderno, como ao antigo carac

terizava a razão, visto que não existe nenhum

 final feliz nos capítulos que fazem a história

 da humanidade, como Um Credo, segundo o

 pensamento de Leszek Kolakiwiski, em A

 Presença do Mito (editado pela Universidade

 de Brasília), ou como nas perguntas que

 tripartiam a grande dúvida de Dostoiévski 17

 “Por quê?- De onde? - Para onde?”

 4. A trilogia das idéias

 1. Conservadorismo: É a doutrina ou atitude

 favorável à perpetuação dos padrões existentes,

 e oposta, portanto, à mudança, exercendo uma

 função básica em qualquer sociedade.

 Para o cientista Michel Oakshott 18, segundo

 suas várias interpretações, ser conservador é

 estar disposto a pensar e comportar-se de certa

 forma; é preferir certos tipos de conduta e certas

 condições de circunstância humana a outra.

 Informa Roy C. Macridis que, nos últimos

 vinte anos, o termo “conservador” ganhou

 respeitabilidade, e essa ideologia, muitos

 seguidores. Nos Estados Unidos, eles são

 liberais e adotam essa doutrina nos moldes

 verificados no século XIX, acreditando no

 individualismo econômico, na competição, no

 sistema de livre empresa, e são contra a

 intervenção do Estado, sendo que, até 1932,

 eram liberais, e hoje se caracterizam como

 17 Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski (1821

1881). Um dos maiores e mais sofridos escritores

 russos. Autor, dentre célebres livros, de Humilhados

 e Ofendidos (1861), Os Irmãos Karamázovi (1880)

 e Recordações da Casa dos Mortos (1862).

 18 Professor de Economia Política da London

 School of Economics and Political Science. Autor

 do livro Política e Racionalismo, publicado pela

 Editora da UnB.

 neoconservadores. Essa mudança deu-se com

 a depressão econômica de 1929, conhecida por

 Crash, no governo de Hoover, estendendo-se

 até o New Deal, de Franklin Roosevelt, como

 uma nova orientação política e um novo trato

 ao modelo existente.

 Os neoliberais, com a assimilação dos

 negros na década de 50-60, nesta última,

 quando era Presidente Jonh F. Kennedy, e com

 o assassinato de Martin Luther King, líder do

 movimento de libertação I am, apresentaram

 uma nova plataforma de governo disposta a

 assegurar as minorias étnicas (para detrimento

 de muitos), responsabilizando-se pela ampliação

 das oportunidades políticas e sociais: assistência,

 controle econômico e igualdade como símbolo

 de justiça social.

 Os adeptos do New Deal eram os neoliberais

 ou liberais welfaristas, ou ainda liberais

 coletivistas, e os liberais ditos autênticos que

 os rejeitaram tornaram-se conhecidos por

 conservadores ou neoconservadores.

 O “estatismo” da era rooseveltiana mudou

 o significado do liberalismo – onde os neocon

servadores passaram a refletir o pensamento

 dos liberais do século passado, favoráveis à

 intervenção dos controles estatais na economia,

 apoiando as medidas de um bem-estar (welfare)–, havendo, em 1932 até o advento da Segunda

 Guerra Mundial, a aceitação do New Deal por

 republicanos e democratas. Os trabalhistas

 foram os primeiros a aderirem a um grau de

 poder, pela legislação e com o crescimento dos

 sindicatos, vindo, em seguida, as minorias

 étnicas e religiosas das mais variadas formas e

 matizes.

 Os neoconservadores dos Estados Unidos,

 continua Roy Macridis, destacam o núcleo

 econômico do liberalismo e permanecem atados

 aos núcleos moral e político com forças

 provindas do desencanto da classe média,

 contrária aos controles estatais, gastos públicos,

 altas taxas e centralização decisória por meio

 de uma crescente burocracia, mas que, em

 contrapartida, prejudicam a iniciativa moral das

 pessoas e afetam frontalmente seus incentivos,

 debilitando a produtividade e o crescimento

 econômico.

 Destacou-se como precursor, nesse movi

mento, Edmund Burke (1729-1797), expoente

 da ideologia conservadora britânica que

 aparentava ser um liberal argüindo não somente

 contra as prerrogativas da Coroa em favor do

 Parlamento, como também da autonomia das

 187

 Brasília a. 34 n. 133 jan./mar. 1997

colônias da América do Norte, expressas nas

 teses Thoughts on the causes of Present

 Discontents, publicadas em 1770.

 2. Liberalismo: Doutrina econômica que

 aconselha a competição inteiramente livre,

 julgando chegar, dessa maneira, ao máximo de

 bem-estar (welfare) individual e coletivo, na

 tentativa de organizar a sociedade ocidental nos

 termos do liberalismo e permanecer constan

temente com as classes médias e burguesias,

 tendo o cunho de uma ideologia de classes

 privilegiadas.

 O liberalismo, comenta Friedric August von

 Hayek 19, é a concepção de uma ordem política

 desejável que foi inicialmente desenvolvida na

 Inglaterra desde a época dos antigos liberais

 (Old Whigs), na parte final do século XVII. Foi

 essa concepção de liberdade individual que

 inspirou os movimentos liberais no continente

 europeu e se tornou a base política norte-ame

ricana.

 Há uma diferença entre o liberalismo

 originariamente pertencente à tradição conti

nental européia, que, embora começando a

 tentativa de irritar a tradição inicial, foi inter

pretada no espírito de um racionalismo

 construtivista, prevalecendo na França, detendo

 o ideal dos poderes ilimitados da maioria,

 tendo, ainda, o utilitarismo assimilado grande

 parte dessa tradição continental, e o partido

 liberal britânico do século XIX, que se voltou

 aos whigs liberais e aos radicais utilitaristas.

 O liberalismo e a democracia, embora

 compatíveis, não podem ser confundidos; o

 primeiro se preocupa com a extensão do poder

 governamental e a segunda, com quem detém

 esse poder, sendo que o reverso da democracia

 é o autoritarismo. Mas há a possibilidade de

 um governo democrático ser totalitário e de um

 governo autoritário ter princípios liberais.

 O primeiro tipo do liberalismo (não-teórico)

 nasceu na extensão em generalizar os efeitos

 benéficos que seguiram as limitações impostas

 aos poderes de governo, por ímpetos de

 desconfiança dos governados aos governantes,

 derivando de uma ordem espontânea nos

 assuntos sociais, o que fez Adam Smith e seus

 19 Professor da Universidade de Friburgo,

 nascido na Áustria (1899). Prêmio Nobel de

 Economia (1974), juntamente com o sueco Gunnar

 Karl Myrdal (1898), com o trabalho precursor na

 teoria das flutuações monetárias e econômicas e

 análise da interdependência do fenômeno econômico,

 social e industrial.

 seguidores desenvolverem os princípios básicos

 (teóricos ) para sua aplicação.

 O liberalismo recebeu o legado das teorias

 do direito comum e das teorias (pré-racionalistas)

 do direito natural, pressupondo uma concepção

 de justiça, permitindo a distinção entre as

 regras de conduta individual justa, discipli

nadas em lei, e as necessidades de uma

 ordem espontânea.

 No liberalismo, o filósofo inglês John Lock

 (1632-1704) destacou-se por suas teorias

 desenvolvidas em seus Dois Trabalhos sobre o

 Governo: a teoria do contrato do Estado, de

 acordo com a qual o Estado é o guardião do

 direito natural, e com o consentimento dos

 governados, em que o Estado protege o direito

 à vida, à liberdade e à propriedade.

 3. Social-Democracia: Essa doutrina, em

 1848, representou a linha divisória do libera

lismo europeu. Os povos, em particular os

 trabalhadores e os camponeses que deixavam

 o campo – num êxodo rural –, interpretando a

 gênesis bíblica (XII), uniam-se para tomar o

 poder das classes proprietárias em nome da

 democracia e do socialismo radicais.

 As classes médias estavam indefinidas. Uns

 ficavam ao lados dos democratas radicais, e os

 socialistas juntavam-se a estes. Outros

 apoiavam grupos conservadores, como a

 nobreza, o clero e os proprietários rurais que

 também resistiam ao liberalismo.

 Os democratas radicais aceitavam o núcleo

 moral do liberalismo e seus direitos civis,

 liberdades individuais, liberdades de imprensa,

 religião e associação.

 Os liberais aceitavam a lógica plena da

 democracia. O direito de voto tinha sido

 ampliado de modo a abranger todos os

 cidadãos, homens e mulheres, sendo eliminada

 a qualificação de voto baseada no grau de

 alfabetização, idade, residência, renda, etc.

 Considerou-se necessária a intervenção do

 Estado para apoiar as atividades econômicas,

 na forma de controles de preços e por meios

 diretos e indiretos para estimular a atividade

 econômica. O envolvimento direto do Estado

 na proteção de assistência aos desempregados

 e a ação direta e indireta do Estado na obtenção

 de empregos foram, e são, fatos indiscutíveis

 na maioria das democracias.

 A social-democracia é considerada parte do

 desenvolvimento do socialismo, cujos adeptos,

 na Europa, são chamados social-democratas.

 A social-democracia começou, entre as décadas

 188

 Revista de Informação Legislativa

de 50-60, a desenvolver características no

 âmbito da Internacional Socialista.

 Em 1945, o Partido Trabalhista Inglês

 convocou a primeira reunião, em Londres, dos

 socialistas europeus, com o intuito otimista de

 um agrupamento com os socialistas do Leste.

 As dificuldades começaram a surgir, e, em

 1946, o SPD (Sozial-Demokratische Partei

 Deuthschland) não fora aceito como membro

 da Internacional Socialista, incorporando-se,

 somente em 1947, na Conferência de Zurich, o

 que viria a fortificar o socialismo europeu.

 O Cominform, criado em 1947, por Stalin,

 representou uma oposição hostil aos partidos

 socialistas democráticos da Europa Ocidental,

 aliados à Internacional Socialista, já com a

 incorporação do SPD alemão.

 Em 1948, os socialistas europeus preocu

pavam-se com o que os diferençava dos comu

nistas daquele continente. Foi na Conferência

 da Internacional Socialista que começou, então,

 a se definir a expressão democracia política, de

 cujo manifesto se faz necessária a transcrição :

 “Os partidos representados nesta

 conferência se opõem ao Estado de

 partido único e a todos os sistemas de

 governo nele baseados. São de opinião

 de que deve estar implícito o reconheci

mento da preeminência do indivíduo, que

 deve ser garantido pelas seguintes liber

dades: de pensamento, de opinião e de

 expressão; segurança com base na lei e

 proteção contra a interferência de outros

 indivíduos; igualdade perante a lei e

 proteção contra falsificações políticas

 baseadas na máquina da justiça; liber

dade total e garantia de direitos nas

 eleições; direito de fazer oposição;

 igualdade política e legal de todos os

 cidadãos, sem restrições de classe, raça

 ou sexo.”

 A Internacional Socialista, na Declaração

 de Frankfurt, assim se expressava:

 “O socialismo objetiva liberar os

 povos da dependência de uma minoria

 que possui ou controla os meios de

 produção. Objetiva colocar o poder

 econômico nas mãos do povo como um

 todo e criar uma comunidade na qual

 homens livres trabalhem juntos, como

 iguais. Sem liberdade, não pode haver

 socialismo. O socialismo somente pode

 ser alcançado através da democracia, e a

 democracia só pode ser caracterizada

 através do socialismo.”

 Bernstein20 esquematizou um gráfico como

 uma pirâmide de degraus feita de muitas

 camadas intermediárias, contrária à opinião de

 Marx, que representou a sociedade como uma

 pirâmide de lados lisos e com a classe capita

lista no topo.

 Em seqüência a esse comentário, como

 padrão da democracia social, o SPD alemão

 tornou-se o que denominaram de Partido do

 Povo (Volkspartei), e, por volta de 1966, fazia

 uma coalizão, chegando ao poder em 1969 com

 Willy Brand, que se tornou Chanceler na lide

rança de uma união com os liberais do FDP,

 com um programa de abertura eleitoral, aden

trando-se à classe trabalhadora católica, aos

 eleitores rurais e com o apoio do voto feminino.

 Processos semelhantes são verificados com

 o Partido Trabalhista Holandês (PVDA), que

 havia substituído o antigo Partido dos Traba

lhadores Social-Democratas (SDAP), seguindo

 desse rompimento uma dissidência, com um

 novo partido, o dos Socialistas Democratas,

 formando, assim, uma liderança com o

 Primeiro-Ministro Socialista, à frente de uma

 política mais radical que as defendidas pelo

 governo trabalhista britânico. Com essa divisão,

 entre esquerda e direita, dentro do Partido

 Trabalhista, a expressão socialista democrático,

 como reconciliação gradual entre os defensores

 do liberalismo e os democratas radicais, sob a

 forma de democracia política, não mais se

 confunde com a expressão social-democrata.

 Como a política é a arte do possível, é

 providencial justificarem-se, por tais razões e

 fatos, condições oscilantes que arrevesaram o

 quadro da social democracia, principalmente

 onde esse sistema era adaptado e ajustado com

 rígida disciplina.

 Na Alemanha, acabou por cair o governo

 social-democrata de Helmuth Schmidt, depois

 de muitos anos no poder, com a casual ruptura

 do pequeno, mas decisivo, Partido Democrata

 Livre, com o forte e bem estruturado SPD,

 levando ao Gabinete o conservador Helmuth

 Kohl. Razões semelhantes se processaram na

 20 Eduard Bernstein (1850-1932). Fundador do

 Revisionismo, rejeitou a idéia da ditadura do prole

tariado, tornando-se advogado da reforma no lugar

 da revolução e defensor de mudanças graduais den

tro de um contexto democrático. Suas teses sobre

 Socialismo e sobre Mudanças Sociais tornaram-se

 a base da democracia social de nossos dias.

 189

 Brasília a. 34 n. 133 jan./mar. 1997

Suécia, tendo o líder social-democrata Olaff

 Palmer 21, depois de alguns anos de ausência,

 retornado ao Governo.

 Sobre essas mudanças na política européia,

 o inglês David Fleischer, Professor de Ciência

 Política na Universidade de Brasília, defensor

 de que o mundo já não é o mesmo, postula com

 seriedade a tese dessa assertiva, dizendo que o

 “pêndulo político da Europa está

 voltando de sua guinada conservadora,

 mas essa volta não se dá exatamente pelo

 caminho inverso, prevalecendo, para

 isso, uma forte dose de nacionalismo

 econômico e político, temperado com

 muita cautela”.

 5. Síntese interpretativa

 Neste trabalho, torna-se lógico dizer que,

 mesmo atribuídos mortos, por alguns, os

 conhecimentos da razão pura, e sendo o homem

 o principal objeto de qualquer pensamento

 filosófico, segundo o entendimento do pensador

 marxista Lucien Goldemann, a ideologia, não

 como “falsa consciência”, mas como “determi

nação social” e como símbolo de mudanças

 criativas em que a esperança é a busca maior,

 apenas sobreviverá como fato histórico. E

 pergunta-se: Existiu? Existe? Ou sempre foi

 utopia?

 Encerrando este trabalho, aproveito para

 inserir no texto o pensamento luminar sobre a

 concepção das idéias que mestre Rui Barbosa

 assim sentenciou:

 “Politicamente, eu me envergonharia

 antes de pertencer à turba dos indivíduos

 que não conhecem, na sua vida inteira,

 senão uma só idéia com a qual nunca se

 puseram em contradição.”

 21 Olaff Palmer fora assassinado por integrantes

 de grupos terroristas na noite de 28 de fevereiro de

 1986.

 Bibliografia

 As novas Atitudes “excerto da série “School-Briets”,

 da revista inglesa The Economist.

 Bell, Daniel. O fim da ideologia. Tradução de Sérgio

 Bath. Brasília : Universidade de Brasília, 1980.

 334p. (Pensamento político, 11).

 CRESPINGNY, Anthony de. Liberdade para o

 progresso. Jornal de Brasília,  Brasília, 20 nov.

 1992. Unidade 2.

 CRESPINGNY, Anthony de, CRONIN, Jeremy, A

 palavra e a história.

 DEUTSH, Karl. Geografia das idéias.

 FRANCO, Afonso Arinos de Melo. Ideologia

 jurídica.

 HAYEK, Friedrich August. Liberalismo.

 MACRIDIS, Roy C. O apelo onipresente.

 ___________ . A grande síntese.

 ___________ . A nova esquerda.

 ___________ . Democracia : muitas raízes e

 famílias.

 ___________ . Os neoconservadores. Jornal de

 Brasília, Brasília, 4 dez. 1982. Unidade 4.

 ___________ . Social democracia.

 ___________ . Totalitarismo.

 OASKSHOTT, Michael. Ser conservador.

 Os vários tipos de comunismo. Jornal de Brasília,

 Brasília, 27 nov. 1982. Unidade 2. Artigo

 publicado na Revista The Economist.

 OWEN, David. A social democracia.

 STOPPIN, Mário. Significado fraco/forte.

 Um Credo (extraído do livro Kolakowiski, a ser

 publicado pela Editora Universidade de Brasília).

 WATKINS, Frederick M., KRAMNICK, Isaac.

 Fascismo, nazismo e comunismo.

 Idade da ideologia. Jornal de

 Brasília, Brasília, 13 nov. 1982. O artigo do autor  FERNANDO BRAGA.

A política de centro refere-se a uma posição no espectro político que busca o equilíbrio e a moderação, absorvendo elementos tanto da esquerda quanto da direita para encontrar soluções práticas e consensuais para os problemas sociais e econômicos. 

Características da Política de Centro

Moderação e Diálogo: O centro se define pela tolerância e pela abertura ao diálogo e acordos, rejeitando os extremos e a polarização política.

Ausência de Preconceitos Ideológicos: Não se preocupa com a origem de uma ideia (se é de esquerda ou direita), mas sim para onde essa ideia conduz e se é eficaz na prática.

Pragmatismo: O foco é na solução prática dos problemas, incorporando o que há de positivo em diferentes visões ideológicas.

Flexibilidade: Os partidos de centro tendem a ser mais flexíveis em suas alianças, aproximando-se do Poder Executivo para garantir a governabilidade e a aprovação de políticas públicas.

Democracia e Inclusão: O centro reconhece que a realidade é complexa e exige a inclusão de diferentes perspectivas, sendo fundamental para a construção de democracias fortes baseadas no debate e na convivência entre visões diferentes. Segundo o Sociólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Periodo da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

A Direita Liberal. Em tese mais ao centro. Tenta se desvenciliar do Bolsonarbismo. Mas a Direita Conservadora mantém a base eleitoral do ex Presidente Jair Bolsonaro (PL).

Confira a noticia no UOL.                                                    .


Ciro Nogueira reage a decisão de Bolsonaro em SC e defende racha da aliança



Bolsonaro rifa PP em SC e dificulta aliança nacionalBolsonaro rifa PP em SC e dificulta aliança nacionalImagem: Pedro França/Agência Senado

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) advoga que em Santa Catarina o partido feche aliança com o PSD e apoie João Rodrigues para o governo contra o Jorginho Mello (PL), que tenta reeleição, com a benção de Jair Bolsonaro. Segundo o UOL.

O que aconteceu

A declaração ocorre depois de o PP ser preterido por Jair Bolsonaro. O Progressistas deseja lançar o senador Esperidião Amin (PP-SC) a reeleição em Santa Catarina e contava com o apoio do PL - o que não ocorreu. Segundo o UOL.

O ex-presidente deu preferência a Carlos Bolsonaro. Ocorre que o filho de Bolsonaro sofre resistência do eleitorado catarinense porque ocuparia a vaga reservada a deputada Carol de Toni (PL-SC). Bolsonaro  resolveu indicar os dois e rifar Amin. Segundo o UOL.

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A opção do ex-presidente foi confirmada hoje. O deputado Sanderson (PL-RS) visitou Bolsonaro na Papudinha e confirmou a chapa. "Os candidatos ao Senado, sob a orientação de Jair Bolsonaro, em Santa Catarina chamam-se Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Isso é ponto pacífico". Segundo o UOL 

A situação faz o PP olhar para João Rodrigues, candidato do PSD ao governo de SC. Ele é prefeito de Chapecó, associado a pauta conservadora antes mesmo de o bolsonarismo existir e vai enfrentar o governador Jorginho Mello (PL), que tenta reeleição. Segundo o UOL.

O coordenador da federação PP e União Brasil em SC também quer o partido com João Rodrigues. O deputado Fabio Schiochet (União-SC) declarou ao UOL que o PL está empurrando o Progressistas para o campo adversário. "Se esta for a vontade do governador [Jorginho Mello], nosso caminho será de João Rodrigues". Segundo o UOL 

Ciro Nogueira disse que caberá a Amin orientar a decisão do PP. O senador catarinense mantém a intenção de concorrer a mais um mandato e tem defendido uma consulta às bases. Segundo o UOL.

Bolsonaro tem a palavra final nas candidaturas ao Senado Bolsonaro tem a palavra final nas candidaturas ao SenadoImagem: Adriano Machado/Reuters

Implicação nacional

O líder da oposição na Câmara disse que cabe a Bolsonaro montar as chapas ao Senado. O deputado Cabo Gilberto (PL-PB) lembrou que desde o começo das conversas sobre eleição foi acertado que o ex-presidente tem a palavra final nas candidaturas a senador. Segundo o UOL.

C

Mas a opção por Carlos em SC tem consequências nacionais. Pré-candidato a presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta atrair a federação Progressistas e União Brasil para sua coligação. Segundo o UOL 

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconhece que rifar Amin atrapalha as negociações. Ele confirma o acordo estabelecendo que no Senado "quem manda é o Bolsonaro". Mas admite desdobramentos negativos para aliança nacional com o PP. Segundo o UOL.

Ciro Nogueira espera que Flávio ajude a resolver a situação. O presidente do PP considerava Tarcísio de Freitas (Republicanos) o melhor nome para tentar à presidência. O clã Bolsonaro preferiu outro caminho, levando o Progressistas a desistir de fazer concessões como abrir mão de um candidato em nome de um filho do ex-presidente. Segundo o UOL.

Carol de Toni lidera as pesquisas e ameaça deixar o PL se não sair ao SenadoCarol de Toni lidera as pesquisas e ameaça deixar o PL se não sair ao SenadoImagem: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Além do cenário nacional, Carlos disputando o Senado criou problemas locais. O eleitor catarinense, empresários e associações patronais reclamaram que o Santa Catarina não precisa "importar" conservadores. Segundo o UOL 

Carol de Toni se fortaleceu. Ela aparece em primeiro nas pesquisas ao Senado e ameaça deixar o PL.  se não houver garantia pública de que será candidato . Segundo o UOL 



E assim caminha a humanidade.

Imagem ; Site Ensinar História.