segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

As máquinas partidárias para 2026.

    Uma maquina partidária é a capacidade de influencia geopolítica, financeira e política, que um partido possui, não somente em termos de defender seu território político, como também aumentar sua influencia geopolítica, financeira e hierárquica dentro e fora de seu espectro político.

Na área  geopolítica, uma maquina partidária, as políticas territoriais na relação de poder e influencia dentro de seu espectro político, aonde se visa manter seu poder e influencia política dentro de um determinado seguimento. Uma maquina partidária, envolve no seu sentido geopolítico, o gerenciamento e expansão de poder e influencia de um determinado partido em um determinado espectro político.

Na área  hierárquica, uma maquina partidária é uma esfera de poder aonde um determinado partido administra e mantem sua hierarquia e influencia , em conjunto de expansão territorial, na administração governamental , aonde este partido se torna  a maior agremiação política dentro de um determinado espectro político.

Uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia absoluta de um determinado partido dentro do seu espectro político. Com uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia expansionista de um determinado partido, além das bases do seu espectro político.

No âmbito financeiro, uma maquina partidária, garante á um determinando partido, se sobrepor pelo poder econômico. Mantendo sua influencia geopolítica e hierárquica, uma maquina partidária, representa a concepção total na sua "natureza política", em uma clara manifestação da hierarquia econômica, política e territorial de um determinando partido, dentro e fora de seu espectro político. 

Uma maquina partidária, garante a "natureza política" de um determinado partido, no seu total e absoluto poder e influencia expansionista por meio do seu poder econômico, que se traduz na "natureza política", dentro e fora do seu espectro político, em uma influencia geopolítica, hierárquica e financeira, pelo "natureza política" do poder econômico que uma maquina partidária proporciona á um determinado partido político.

Uma maquina partidária, garante á um determinado político, a plena capacidade de estrutura e poder político, para se adaptar organicamente a qualquer mudança em uma sociedade.

Uma máquina partidária  é uma organização que pratica política de máquina, isto é, que atrai e direciona seus membros primeiramente para o uso destes incentivos". As máquinas políticas surgiram como fenômeno e categoria prática-teórico-analítica nos Estados Unidos, principalmente em grandes centros urbanos.

Câmara dos Deputados é a câmara baixa do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado do Senado Federal, faz parte do Poder Legislativo da União em âmbito federal. A Câmara está localizada na praça dos Três Poderes, na capital federal, e é composta pela Mesa da Câmara dos Deputados do Brasil, pelo Colégio de Líderes e pelas Comissões, que podem ser permanentes, temporárias, especiais ou de inquérito.

O Senado Federal é a câmara alta do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado da Câmara dos Deputados, faz parte do Poder Legislativo da União. A atual legislatura é a 57.ª.

A base politica " refere-se, principalmente, ao conjunto de partidos, parlamentares e grupos sociais que apoiam as ações e propostas de um governo ou de uma determinada liderança política. 

No contexto governamental, a base política é crucial para a governabilidade, pois é o grupo que garante a maioria dos votos necessários no poder legislativo (Câmara dos Deputados e Senado, no caso do Brasil) para a aprovação de leis, projetos e medidas provisórias de interesse do Executivo. 

Principais características e funções:

Apoio Legislativo: O principal papel da base é votar a favor das pautas do governo no Congresso.

Sustentação Política: Fornece a legitimidade e a força necessárias para que o governo consiga implementar suas políticas públicas e projetos.

Negociação e Articulação: A formação e manutenção da base envolvem intensa negociação e articulação política, muitas vezes resultando na distribuição de cargos, emendas parlamentares e espaços de poder para os partidos e parlamentares que a compõem.

Variabilidade: A composição da base pode mudar ao longo do tempo, à medida que os interesses políticos se alteram ou em resposta a crises políticas.

Não é um "cheque em branco": Fazer parte da base não significa dizer "amém" a tudo; os partidos e líderes ainda podem negociar e, ocasionalmente, discordar de pontos específicos. 

Além do sentido governamental, o termo também pode ser usado para se referir à base eleitoral (o conjunto de eleitores fiéis a um político ou partido) ou ao "trabalho de base" (mobilização e organização de movimentos sociais ou comunitários em prol de uma causa ou ideologia). Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia , no Quarto Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

base eleitoral

Base eleitoral refere-se ao conjunto de eleitores, grupos sociais ou regiões geográficas que consistentemente apoiam um determinado candidato, partido político ou ideologia. É o núcleo de apoio fiel e mobilizável que um político ou partido pode contar em uma eleição. 

Características e Importância

Fidelidade e Suporte: Diferente do eleitorado geral (todos os votantes), a base eleitoral é composta por apoiadores que geralmente não mudam seu voto facilmente e são mais propensos a participar ativamente da campanha (divulgação, mobilização).

Fundamento Político: Uma base eleitoral sólida é crucial para a viabilidade de uma candidatura ou de um projeto político a longo prazo, servindo como ponto de partida para buscar votos de eleitores indecisos ou de oponentes.

Representatividade: Ela reflete os segmentos da sociedade com os quais o político ou partido tem maior afinidade ideológica ou cujas necessidades e demandas melhor atende.

Influência nas Decisões: A base eleitoral muitas vezes dita a linha ideológica e as prioridades do político, que buscará defender os interesses desse grupo para manter seu apoio. 

Construção da Base Eleitoral

A construção e manutenção de uma base eleitoral envolvem diversas estratégias, como:

Atuação Comunitária: Participação ativa em comunidades, bairros ou grupos específicos (profissionais, religiosos, etc.) para conhecer e atender às necessidades locais.

Comunicação Efetiva: Utilização de canais de comunicação, incluindo redes sociais e marketing político, para manter um diálogo constante e mobilizar os apoiadores.

Lideranças Locais: Estabelecimento de conexões e parcerias com lideranças comunitárias e partidárias que possam influenciar grupos de eleitores.

Consistência Ideológica: Manter um posicionamento ideológico claro e coerente com as crenças e valores do grupo que se pretende representar. 

Em resumo, a base eleitoral é o alicerce sobre o qual se sustenta a carreira política de um indivíduo ou a existência de um partido, sendo essencial para a conquista e manutenção do poder político.   Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia , no Quarto Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

As maquinas partidárias se movimentam para 2026.

Confira a noticia no UOL.                                                   ..


PT, PSB, PSOL, Rede? Marina prioriza palanque de Lula para definir partido



A ministra do Meio Ambiente, Marina SilvaA ministra do Meio Ambiente, Marina SilvaImagem: Adriano Machado - 17.nov.2025/Reuters

Em meio a um racha na Rede, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está negociando com diversos partidos uma vaga para disputar o Senado por São Paulo nas eleições de outubro. A prioridade é escolher uma sigla em que ela possa colaborar para a reeleição do presidente Lula (PT). Segundo o UOL.

O que aconteceu

Grupo político da ministra considera improvável sua reeleição pela Rede, partido do qual ela é cofundadora. Irregularidades na convenção municipal no Rio fizeram com que a eleição da executiva nacional de 2025 fosse anulada pela Justiça fluminense. Como cabe recurso, o veredito não sairá até o prazo para desincompatibilização, que vai até o começo de abril. Segundo o UOL 

Na busca por uma nova sigla, Marina conversou com o presidente do PT, Edinho Silva. A legenda é considerada a favorita por integrantes da equipe da ministra. Também há interesse por parte do PSB, PSOL, PDT e PV. Segundo o UOL 

Até o momento, o PSB cogita lançar os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte) para a disputa do Senado em São Paulo. No caso de Tebet, ela teria que se desfiliar do MDB — partido ao qual é filiada desde 1997 — e trocar seu domicílio eleitoral, que hoje é no Mato Grosso do Sul. Segundo o UOL 

Já a candidatura de França está condicionada a do ministro Fernando Haddad (Fazenda) para o governo de São Paulo. Caso Haddad decida não concorrer ao Executivo, os partidos trabalham com a possibilidade de lançar França para a vaga. O nome do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é ventilado para o governo paulista, apesar de lideranças do PSB preferirem que ele continue como vice na chapa de Lula. Segundo o UOL.

Outra possibilidade para Marina seria concorrer como vice de Haddad. Porém, o grupo político da ministra não vê como boa essa opção, por considerar baixa a possibilidade de se eleger contra o atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eleita deputada federal em 2022, Marina também descarta reeleição. Segundo o UOL.

Marina já foi filiada ao PT e ao PSB. No PT, ela foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente durante os dois primeiros mandatos de Lula. Em 2014, já no PSB, Marina ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência da República, quando o processo de registro da Rede estava em andamento. Segundo o UOL.

A ambientalista ainda se reuniu com a presidente do PSOL, Paula Coradi, no último dia 22. As duas estiveram juntas em Brasília e Paula reforçou o convite à ministra. A ideia é tê-la como candidata do PSOL ao Senado em São Paulo. Marina agradeceu e disse querer reforçar o campo progressista na disputa deste ano. Segundo o UOL.

O PDT também deseja filiar a ministra do Meio Ambiente. Presidente do partido, Carlos Lupi já afirmou que ela seria "bem-vinda" e "agregaria muito" à legenda. "Seria um nome de peso", disse ele. Apesar dos elogios, as negociações entre a ambientalista e a legenda não avançaram nos bastidores. Segundo o UOL.


 a cúpula do PV se reuniu com Marina em 30 de janeiro. O presidente e o vice da legenda, José Luiz Penna e Eduardo Brandão, respectivamente, participaram de uma chamada de vídeo em que foi oficializado o convite para a filiação e foi dado o aval para que a ministra concorra à Câmara ou ao Senado. De acordo com uma fonte do partido, ela condicionou a resposta a uma conversa com Lula. Segundo o UOL 

O Partido Verde também quer integrar Tebet. Segundo um membro do partido, a conversa deve acontecer em breve. Será dada à ministra do Planejamento a opção de representar a federação formada por PT, PCdoB e PV na corrida para o governo de São Paulo. Segundo o UOL.

Caso Marina consiga chegar a um acordo, ela deverá deixar o ministério até o começo de abril. O principal cotado para substituí-la é o secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco. Entre os aliados da ministra, a prioridade é manter um nome alinhado ideologicamente ao grupo no cargo. Segundo o UOL 









 



Uma questão .

  O termo Centrão na política brasileira refere-se a um bloco informal e pragmático de parlamentares, de diversos partidos, que não se pautam por uma ideologia específica, mas sim por interesses comuns, como a obtenção de cargos e recursos. O apoio do Centrão é historicamente crucial para a governabilidade do Poder Executivo, que negocia com o grupo para aprovar medidas e projetos no Congresso Nacional. 

Características do Centrão

Aparato fisiológico: Negociações com o Centrão frequentemente envolvem a troca de favores, nomeações para cargos e alocação de recursos, como verbas do orçamento, em troca de apoio político.

Diversidade partidária: O bloco é composto por membros de diferentes partidos, que mudam de aliança conforme a conveniência política. Muitos desses partidos têm origem na antiga Arena, que apoiava o regime militar.

Poder de barganha: Devido ao grande número de parlamentares, o Centrão é um grupo decisivo no Congresso, e sua influência tem se expandido para além do Legislativo, buscando posições estratégicas em outras esferas do poder.

Fidelidade pragmática: Embora já tenha integrado a base de governos de diferentes espectros políticos, sua fidelidade não é garantida e pode ser influenciada por pesquisas de popularidade e outras variáveis, como visto nas recentes negociações com o governo Lula. 

Desdobramentos recentes (2025)

Conflito com o governo Lula: Em outubro de 2025, o governo Lula iniciou um movimento de retaliação contra o Centrão, demitindo membros do bloco de cargos no segundo escalão do governo, incluindo na Caixa Econômica Federal.

Impacto no orçamento: O embate foi desencadeado pela derrota de uma Medida Provisória crucial para a meta fiscal na Câmara, após o Centrão e outros parlamentares votarem contra a articulação do governo.

Posicionamento do governo: Integrantes da base governista buscam expor o Centrão como um obstáculo ao interesse público em votações na Câmara.

Reação do Centrão: Em resposta, líderes do Centrão buscam pressionar o governo por novos cargos no ministério e ameaçam novas retaliações. 

A expressão surgiu durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, quando um grupo de parlamentares formou uma maioria que se opôs a pautas mais progressistas propostas por membros do antigo MDB. 

Um partido fisiológico é uma agremiação política que prioriza a troca de favores, cargos e verbas públicas em troca de apoio político, em vez de defender uma agenda ideológica ou programática coerente. Essa prática, conhecida como fisiologismo, é frequentemente associada ao "presidencialismo de coalizão" brasileiro, onde o governo precisa negociar com vários partidos para garantir a governabilidade. 

Características de um partido fisiológico

Foco no interesse próprio: Em vez de buscar o bem comum, o partido busca satisfazer interesses pessoais ou de seus integrantes.

Comportamento governista: Esses partidos tendem a apoiar o governo de turno para ter acesso aos recursos e cargos, independentemente da ideologia.

Clientelismo: Além do alinhamento com o governo, partidos fisiológicos podem se envolver em práticas clientelistas, usando a máquina pública para conceder favores em troca de apoio eleitoral.

Falta de programa definido: A ausência de um projeto político ou ideológico sólido torna a agremiação flexível para apoiar qualquer governo que ofereça vantagens.

Barganha por cargos e verbas: A principal estratégia desses partidos é negociar espaços em órgãos públicos, ministérios e empresas estatais, além de liberação de emendas parlamentares. 

Diferença do clientelismo

O fisiologismo se concentra na relação de troca entre o Executivo (governo) e o Legislativo (partidos políticos).

O clientelismo descreve a relação de troca entre políticos e eleitores, que trocam apoio por favores. 

Apesar de distintos, os dois fenômenos andam juntos: o partido fisiológico age como um intermediário que viabiliza tanto a relação com o governo quanto com o eleitorado. 

Exemplo prático

No Brasil, o termo é frequentemente usado para se referir a grupos como o Centrão, formado por partidos de diversas tendências ideológicas que apoiam governos em troca de benefícios. A prática é vista como um obstáculo para reformas e para a promoção de políticas públicas de interesse coletivo. 

Confira o artigo do autor Por Antônio Augusto de Queiroz (*) 

Centrão: passado, presente e futuro 

Por Antônio Augusto de Queiroz (*) 

A ideia de escrever sobre a trajetória do Centrão, que nasceu em 

oposição às propostas de parlamentares que depois iriam constituir o 

núcleo duro do PSDB, veio a propósito da adesão desse grupamento 

suprapartidário e de perfil conservador/liberal/fisiológico à candidatura do 

tucano Geraldo Alckmin, uma ironia do destino. O texto está dividido em 

três tópicos: um sobre o passado, que conta como surgiu e atuava o Centrão 

na Constituinte e no governo Sarney. O segundo historiando o 

comportamento do Centrão nos governos, especialmente de FHC e do PT. 

E o terceiro tenta antecipar as condicionantes do Centrão na próxima 

legislatura, independentemente de quem seja o presidente eleito. 

Surgimento e passado do Centrão 

O Centrão nasceu na Constituinte por motivações ideológicas e teve 

como mentor intelectual o então senador do PDS de Mato Grosso, Roberto 

Campos, mas as condições para sua constituição ou organização se deram 

pela resistência dos conservadores ao rumo que estava tomando o arranjo 

político que resultou na Nova República, com a aliança entre PMDB e 

parcela dissidente do PDS (organizados na Frente Liberal, que deu origem, 

em 1985, ao PFL) para eleger Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. 

Na Nova República, durante o período Constituinte, logo ficou 

evidente para os conservadores1 que um núcleo pensante e de centro

esquerda do PMDB – que depois veio a criar o PSDB – iria a liderar o 

processo de elaboração da nova Constituição, tanto na definição das regras 

decisórias quanto na indicação dos relatores das duas primeiras fases de 

discussão da Carta Magna. E outra parcela do partido, de centro, assumiria 

a relatoria-geral, a presidência e a vice-presidência da Constituinte, como 

de fato aconteceu. 

A responsabilidade pela definição do processo de elaboração e das 

regras decisórias da Constituinte foi do então senador Fernando Henrique 

Cardoso, que relatou o projeto de resolução que resultou no regimento 

1Distribuídos em vários partidos: PMDB, PFL,PDS, PTB, PL e PDC. 

interno, a principal motivação da rebelião que levou à criação do Centrão. 

No regimento, FHC ignorou o projeto prévio de Constituição, que Sarney 

havia solicitado a uma comissão de juristas, e começou do zero, propondo 

uma metodologia de elaboração da Constituição em diversas fases, 

iniciando por 24 subcomissões, cujo trabalho seria articulado em oito 

comissões, cada uma correspondente a um capítulo da futura Constituição, 

passando por uma comissão de sistematização até a decisão final do 

plenário. 

A designação dos relatores das subcomissões e das comissões 

temáticas, por sua vez, coube ao então líder do PMDB na Constituinte, o 

senador Mário Covas, que indicou parlamentares com visão social e 

progressista para as relatorias, tanto para as subcomissões quanto para as 

comissões temáticas, embora os relatores destas últimas fossem mais 

moderados. 

Já para a presidência e a relatoria-geral foram eleitos, 

respectivamente, os deputados Ulysses Guimaraes (PMDB/SP) e Bernardo 

Cabral (PMDB/AM), ambos de perfil de centro. Como vice-presidente ficou 

o então presidente do Senado, senador Mauro Benevides (PMDB/CE), 

também de centro. 

O debate nas subcomissões e comissões foram intensos e revelaram 

as disputas entre progressistas e conservadores. Nesse embate, como as 

relatorias estavam em mãos de parlamentares progressistas, estes levavam 

vantagem e foram poucos os casos em que os conservadores derrotaram 

ou modificaram os relatórios, o que foi criando ambiente para a união dos 

conservadores nas fases finais: comissão de sistematização e plenário. 

Contrariados com os textos saídos das comissões e organizados pelo 

relator da comissão de sistematização, os conservadores resolveram se 

organizar no Centrão para modificar o regimento interno com o objetivo de 

mudar substancialmente a proposta constitucional. O regimento vedava a 

apresentação de emendas abrangentes, envolvendo mais de um 

dispositivo. 

O primeiro ato desse grupamento informal foi um manifesto, lido em 

plenário pelo deputado Daso Coimbra (PMDB/RJ), defendendo mudança no 

regimento interno. O segundo foi um abaixo assinado pela mudança 

regimental subscrito por 319 constituintes.  

Ainda que sem um caráter orgânico, era possível identificar os porta

vozes e ‘quatro interesses que se organizaram em torno do Centrão e seus 

principais interlocutores: o primeiro interesse era liberal, representado por 

Luís Eduardo Magalhães (PFL/BA), Expedito Machado (PMDB/CE) e Luis 

Roberto Ponte (PMDB/RS); o segundo era conservador em relação aos 

valores, liderado pelo evangélico Daso Coimbra (PDMB/RJ), por Amaral 

Neto (PDS/RJ) e Bonifácio de Andrada (PDS/MG); o terceiro era ruralista, 

representado por Roberto Cardoso Alves (PMDB/SP) e Ricardo Fiúza 

(PFL/PE); e o quarto interesse era  governista, representado por José 

Lourenço (PFL/BA), Carlos Santana (PMDB/BA) e Gastone Righi (PTB/SP).   

Entre os temas que os liberais gostariam de rever estavam 

basicamente os direitos trabalhistas, os monopólios das estatais na 

exploração de atividade econômica em setores estratégicos da economia e 

o conceito de empresa brasileira de capital nacional. No caso dos ruralistas, 

o objetivo era evitar a reforma agrária, mexer nos direitos indígenas e 

eliminar os avanços previstos no capítulo do meio ambiente. Os 

conservadores queriam modificar o título dos direitos e garantias 

individuais e o Capítulo da Comunicação Social, considerados muito 

permissivos e até nocivos à preservação dos valores das famílias. E para os 

governistas, além do Capítulo da seguridade social, que aumentava muito 

as despesas governamentais, o foco central era o retorno do 

presidencialismo, como sistema de governo, além de evitar a redução de 

seis para quatro anos do mandato do então presidente Sarney. 

Frente a um pedido subscrito por mais de 300 constituintes, que 

representava a maioria absoluta do colegiado, o presidente da Constituinte, 

Ulysses Guimarães, não teve outra alternativa a não ser acatá-lo, 

designando o vice-presidente da Constituinte, senador Mauro Benevides, 

para elaborar a mudança do regimento, que trouxe como principais 

novidades a emenda aglutinava e o DVS, até hoje praticados no Congresso. 

O Destaque para Votação em Separado (DVS) permitia, via abaixo 

assinado, excluir artigos e até capítulos da Constituição da votação global 

do texto base para que fossem submetidos a uma votação específica, 

ficando fora da Constituição o texto destacado se não alcançasse a maioria 

absoluta dos votos, o que seria impossível sem o apoio do Centrão. A 

emenda aglutinativa, por sua vez, permitia a junção de várias emendas, 

desde que subscritas por líderes, para formar um novo texto, e muitas 

foram feitas apenas com o propósito de prejudicar emendas contrárias ao 

interesse do Centrão, já que as emendas que fossem objeto de fusão ou 

aglutinação seriam consideradas prejudicadas e não poderiam ser 

destacadas para votação. 

Vencida a batalha da mudança regimental, o Centrão percebeu que 

não teria condições de elaborar todas as emendas ao texto constitucional 

dentro do prazo fixado e, diante da impossibilidade de sua ampliação, 

cometeu seu primeiro pecado, fraudando o protocolo para a entrega das 

emendas. A pedido de Ricardo Fiuza e de Bonifácio de Andrada, o então 

secretário-geral da Mesa, Paulo Afonso, orientou a funcionária da Comissão 

de Constituição e Justiça, que recebia as emendas, que saltasse, 

alternadamente, a numeração das emendas recebidas, para que os espaços 

vazios pudessem ser preenchidos com as emendas do Centrão no dia 

seguinte, conforme relato do próprio Paulo Afonso2. 

Com a mudança regimental, que passou a dar preferência aos textos 

(emendas e substitutivos) do Centrão – e considerando o caráter 

excessivamente liberal, do ponto de vista econômico, atrasado, de ponto 

de vista social e da reforma agrária, e conservador, do ponto de vista dos 

valores –   impõe-se a necessidade de negociação mais amplas, que foi 

quando consolidou-se a ideia do colégio de líderes, instância encarregada 

de buscar o consenso entre as diversas forças políticas em tornos dos temas 

a serem votados, sob pena de impasse. É nesse momento que surge o MUP

Movimento Unidade Progressista, o embrião do PSDB. 

Passado – a relação do centro com os diversos governos 

A estratégia do Centrão – na relação com o governo Sarney – teve 

êxito parcial, especialmente em relação à questão agrária, à duração do 

mandato de Sarney, que ficou em cinco anos e não em quatro anos como 

queriam os futuros tucanos, e também em relação ao sistema de governo, 

tendo conseguido derrotar o parlamentarismo e manter o 

presidencialismo. 

A contrapartida do apoio ao governo Sarney foi generosa e 

individual, sob a forma de perdão de dívida junto a instituições oficiais, de 

liberação de recursos do orçamento para as bases eleitorais dos 

constituintes, e principalmente mediante a concessão aos aliados – ou a 

2Paulo Afonso Martins: O Congresso em meio século. Coleção memória do servidor, pag. 173 

alguém indicado por eles, inclusive parentes – de canais de rádio e de 

televisão. 

               Os três principais operadores no governo para pagar a fatura do 

Centrão foram o então ministro das Comunicações, Antônio Carlos 

Magalhães, o ministro da Habitação, Prisco Viana, e o ministro da Indústria 

e Comércio, deputado Roberto Cardoso Alves, o Robertão, que ficou 

conhecido por colocar em prática e assumir publicamente a célebre frase 

da oração de São Francisco de Assis “é dando que se recebe”. 

                No governo Collor, apesar da presença dos integrantes do Centrão 

na base e nos postos-chave na área social, o ambiente foi muito 

tumultuado. Em primeiro lugar porque governou um ano com o Congresso 

que dava sustentação ao governo Sarney, que foi muito atacado em sua 

campanha. E segundo pela postura messiânica do governo, que 

rapidamente foi perdendo legitimidade perante os principais atores 

políticos do País, inclusive no setor empresarial. Em terceiro pela rejeição 

popular ao confisco da poupança e à prática de corrupção por aliados do 

presidente, que levaram ao processo de impeachment.   

Apesar do curto e tumultuado período do governo Collor, o Centrão 

teve uma colheita generosa, especialmente no período do processo de 

impeachment. O principal operador do governo Collor para atender aos 

pleitos do Centrão era o ministro da Ação Social, Ricardo Fiuza, que assumiu 

a pasta em janeiro de 1992, no momento mais crítico do governo. 

                Durante o governo Itamar, embora fizesse parte do governo e de 

sua base de apoio, o Centrão tinha como prioridade a revisão constitucional 

e estava preocupado com a defesa de alguns de seus membros então sob 

investigação na CPI dos Anões do Orçamento. A revisão se inviabilizou, de 

um lado, pelas disputas internas entre PMDB e PFL pela relatoria, e, de 

outro, pelo desinteresse do presidente da República na revisão, pelo 

funcionamento e repercussão da CPI dos Anões do Orçamento e pela 

contundente oposição da esquerda. 

                Existe uma tradição no Congresso Nacional, segundo a qual 

sempre que Câmara e Senado se reúnem conjuntamente, a sessão tem a 

presidência de uma casa e a relatoria é da outra, e quando o presidente é 

do maior partido, a relatoria cabe ao segundo maior partido ou vice-versa. 

A disputa pela relatoria da revisão constitucional se deu porque o 

PMDB, que já tinha a presidência do Congresso Revisional, na pessoa do 

presidente do Senado, senador Humberto Lucena (PMDB/PB), também 

reivindicava a relatoria para um deputado do partido, sob o fundamento de 

que o presidente da revisão não estava vinculado a partido, já que 

constitucionalmente a Presidência da Revisão era do presidente do Senado, 

independentemente de que partido fosse. Já o PFL, sob o fundamento de 

que um senador do PMDB presidia a revisão, reivindicava o posto de relator 

para o deputado Luís Eduardo Magalhães, com o objetivo de promover as 

mudanças defendidas pelo Centrão. No final ganhou a disputa o PMDB, que 

designou o então deputado Nelson Jobim, que produziu 81 pareceres 

incorporando todas as propostas do Centrão. 

Nos governos FHC, o apoio do Centrão foi determinante na 

aprovação das reformas da ordem econômica, considerando que propostas 

idênticas já tinham sido subscritas pelo Centrão para a fracassada revisão 

Constitucional e incorporadas nos pareceres do então relator, Nelson 

Jobim. 

A fatura do Centrão nos governos FHC foi cobrada em quatro 

votações relevantes: a PEC da reeleição, a PEC da reforma administrativa, a 

PEC da reforma da Previdência, que foram concluídas; e também no PL da 

flexibilização da CLT, que não chegou a ser concluída, tendo sido retirada 

do Senado pelo presidente Lula. 

A melhor colheita nesse período, sem dúvida nenhuma, foi na 

votação da reeleição, na qual os membros do Centrão ganharam 

triplamente: do governo federal, dos governos estaduais e dos prefeitos, 

todos interessados em dois mandatos consecutivos. 

Tal como nos governos anteriores, o Centrão também assumiu 

postos-chave no governo FHC, especialmente nas áreas social e de 

infraestrutura. Entretanto, FHC, diferentemente do governo Sarney, não 

fazia concessões individuais, exceto na votação da emenda da reeleição, no 

qual consta que aliados receberam financiamentos individualmente. 

O método preferido de FHC para fazer concessões era o coletivo e 

sempre mediante medida provisória ou projeto de lei, para retirar do 

governo dele a acusação de fisiologismo, além de dividir responsabilidades 

com o Congresso. Foi nesse período que cresceram no Congresso as 

chamadas bancadas informais, porque elas se organizavam para receber os 

favores do governo, que eram dados por segmento: o financeiro, o ruralista, 

etc. 

Os três recursos de poder para manter a base unida, de Sarney a 

FHC, sempre foram: cargos, recursos de orçamento (por emenda ou 

convênio) e negociação do conteúdo da política pública. 

Nos governos do PT, com exceção do PFL, o Centrão manteve-se 

unido e apoiando o governo, embora cobrando caro por esse apoio, 

inclusive no período que antecedeu à adesão do PMDB ao governo. As 

concessões, até as negociações para ingresso do PMDB do governo, eram 

duas das três modalidades praticadas nos governos anteriores: cargos e 

recursos do orçamento. 

Quando o PMDB veio para a base do governo Lula, sem o qual o 

governo não teria votos suficientes para aprovar as reformas tributária e da 

Previdência, os partidos do Centrão tiveram que ceder alguns ministérios 

para o novo aliado, já que o PT não estava disposto a abrir mão de 

ministérios3. A fatura para isto, entretanto, foi alta. Além de exigir 

compensações pecuniárias do PT, passou a cobrar do governo cargos em 

estatais com capacidade de arrecadar – como Petrobras e Eletrobras, etc – 

dando origem, respectivamente, ao mensalão e ao petrolão. 

Durante os governos do PT houve dois momentos bem distintos: o 

governo Lula e o governo Dilma. No governo Lula, exceto no período de 

namoro do governo com o PMDB, a relação política era boa.  No governo 

Dilma, embora o Centrão continuasse ocupando postos-chave no governo, 

a relação política nunca foi boa. 

O Centrão, entretanto, nunca confiou muito no PT, especialmente no 

governo Dilma, tanto que aprovaram a Emenda Constitucional 86/2015, 

para tornar impositivo o pagamento das emendas parlamentares, temendo 

que a presidente pudesse priorizar somente a liberação de emendas da 

esquerda. Para tanto utilizaram uma PEC apresentada em 2006 pelo 

senador Antônio Carlos Magalhães (PFL/BA). 

No governo Dilma, o Centrão nunca teve grandes colheitas, como 

ocorreu nos governos Collor, FHC e Lula. A relação sempre foi conflituosa, 

tanto que escalaram seu principal líder, Eduardo Cunha, para concorrer à 

3Ainda assim, em 2004, o PT teve que abrir mão do Ministério da Previdência e, em 2005, do Ministério 

da Saúde para o PMDB, e Ricardo Berzoini deu lugar a Amir Lando e Humberto Costa a Saraiva Felipe. 

Presidência da Câmara. Nesse posto estratégico, o Centrão teria meios de 

pressionar o governo a atender seus pleitos, sob pena de oposição 

ostensiva do presidente da Casa. 

Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara e, mesmo assim, a 

relação não melhorou. O desfecho final da guerra entre Cunha e Dilma foi 

precipitada pela recusa do PT em votar a favor de Cunha no Conselho de 

Ética. O presidente da Câmara, em represália à negação do PT de votar a 

favor do arquivamento de um processo que tramitava contra ele no 

Conselho de Ética da Câmara, abriu o processo de impeachment da 

presidente Dilma.   

Presente 

Com a cassação de Eduardo Cunha houve uma cisão no grupo a 

ponto de não terem conseguido eleger o seu candidato à sucessão, o 

deputado Rogério Rosso (PSD/DF). O eleito para o mandato tampão foi o 

deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), inclusive com votos dos partidos de 

esquerda no segundo turno, porque queriam derrotar o Centrão. 

O Centrão escalou novas lideranças, como o deputado Artur Lira 

(PP/AL), e logo se rearticulou, inclusive atraindo o apoio do presidente da 

Câmara, Rodrigo Maia, que precisava do grupo para renovar seu mandato, 

já que a esquerda, com exceção de parcela do PCdoB, não estava disposta 

a reeleger um liberal para a Presidência da Casa, como fizeram no segundo 

turno da eleição para o mandato tampão de Maia. 

Desde sua criação na Constituinte, nunca o Centrão tinha sido tão 

prestigiado quanto no governo de Michel Temer. Em primeiro lugar, em 

agradecimento aos votos pelo impeachment da ex-presidente Dilma. Em 

segundo pela rejeição de duas denúncias contra o presidente. E terceiro, 

pelo voto em favor de reformas impopulares, como o congelamento do 

gasto público, a reforma trabalhista e a privatização de estatais, inclusive a 

abertura do pré-sal ao capital estrangeiro. 

Mesmo num ambiente de crise fiscal aguda, a colheita do Centrão foi 

generosa, especialmente sob a forma de perdão de dívidas, de renúncias e 

anistias fiscais. A bancada ruralista, poucas vezes, teve tantos benefícios 

quanto no atual governo. 

Futuro 

O Centrão marcha para a próxima legislatura profundamente viciado 

em favores governamentais e já fez aliança com o candidato do PSDB à 

Presidência em troca de cargos no próximo mandato, inclusive a 

presidência da Câmara. 

Antes do resultado da eleição, já é possível antecipar que o Centrão 

estará na base de apoio do próximo presidente, mesmo que o eleito não 

seja Geraldo Alckmin. 

Entretanto, mudanças de paradigma de natureza econômico-fiscal, 

de um lado, e, de natureza ético-moral, de outro, não deixarão muita 

margem para concessões generosas ao Centrão na próxima gestão 

presidencial. 

A primeira mudança de paradigma – de natureza econômico/fiscal – 

se expressa, na dimensão econômico-liberal, pela recusa do mercado a 

qualquer tipo de intervenção governamental em seus negócios, inclusive 

via regulação, e na dimensão fiscal, pela rejeição à ampliação do gasto 

público, que não seja sustentável. 

O próximo governo, seja de que matiz ideológica for, não poderá ser 

perdulário fiscalmente, até pela inexistência de margem para tanto, 

devendo fazer o que é necessário, inclusive fortes ajustes com corte de 

gastos, e não o que lhe seja conveniente politicamente. 

Mudanças recentes na legislação, como a Lei das Estatais e a extinção 

de um grande número de cargos em comissão de livre provimento, 

substituídos por funções comissionadas privativas de servidores de 

carreira, tornam um pouco mais difícil a barganha por cargos públicos no 

Executivo e nas empresas estatais, embora não as impossibilitem 

totalmente. 

A segunda mudança de paradigma – de natureza ético-moral – se 

expressa, de um lado pela intolerância da sociedade a qualquer desvio de 

conduta na relação dos agentes públicos com o setor privado, e, de outro, 

pela ação dos órgãos de fiscalização e controle, que dispõem de leis4 e 

amplos meios para identificar rapidamente a prática de corrupção e crimes 

4 Leis: de acesso à informação, de transparência, atualização da lei de lavagem de dinheiro, de 

responsabilização da pessoa jurídica, de combate ao crime organizado e deleção premiada, de votação 

aberta na cassação de mandatos, etc. 

como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, advocacia 

administrativa, tráfico de influência, dentre outros. 

A tendência para a próxima legislatura, pela mudança de paradigma, 

é que o Centrão não encontre um ambiente dócil para continuar recebendo 

benefícios governamentais em troca de votos. É muito provável que se 

frustrem ou se tentarem continuar suas práticas anteriores sejam contidos: 

ou pela falta de recursos ou pela responsabilização por prática de desvios 

éticos-morais. E ainda poderão ser forçados a promover uma ampla 

reforma política, inclusive com o fim do voto obrigatório e a permissão da 

candidatura avulsa, sob pena de completa desmoralização da 

representação parlamentar. 

No entanto, a continuar a dependência do Executivo de negociar 

pontualmente e a cada votação a adesão de políticos sem qualquer 

compromisso programático às suas propostas, tende a ser preservada a 

força intrínseca de uma coalização de centro direita, orientada pelo “toma 

lá-dá cá” que tem caracterizado o Centrão em toda a sua existência. 

(*) 

jornalista, consultor, analista político e diretor de 

Documentação do Diap. Acompanha o Congresso há mais de 30 anos O artigo do autor Antônio Augusto de Queiroz 

A busca por um centro em um país polarizado como o Brasil é um desafio complexo, com o cenário político atual dominado por extremos ideológicos, que têm dificultado o debate construtivo e o consenso. A polarização no Brasil se intensificou, especialmente desde 2018, e é impulsionada por fatores como a paixão política e o tribalismo nas redes sociais. 

A hegemonia dos extremos

Divisão e radicalização: A polarização afetiva e ideológica aumentou no Brasil, especialmente em relação às principais lideranças políticas e suas bases, enquanto a ideologia dos eleitores se concentra nos polos da direita e da esquerda. Há uma forte rejeição a adversários políticos.

Papel das redes sociais: As redes sociais têm sido um espaço de baixa empatia, que fomenta o ódio, a agressão e a tribalização, dificultando o diálogo e a busca por soluções moderadas. A política se transforma em um "Big Brother" neural, movido por paixões, não por ideias. 

Desafios para a busca por um centro

Impasse legislativo: No Congresso Nacional, a polarização se manifesta no impasse legislativo, na baixa produtividade e na paralisia do governo, já que a oposição foca em derrotar a outra parte, em vez de buscar o bem comum.

Dificuldade de representação: Muitos eleitores se sentem abandonados pela polarização, buscando alternativas moderadas, como evidenciado por pesquisas que apontam que o brasileiro se sente polarizado, mas também tem uma visão que pode acenar para o liberalismo. No entanto, a dificuldade de consolidação de candidaturas de centro é um obstáculo para a representatividade desses eleitores. 

Diálogo e empatia: A superação da polarização exige ações que promovam o diálogo e a empatia, tanto no debate público quanto na política institucional.

Educação política e midiática: A busca pelo centro busca uso consciente das mídias sociais. Aonde se busca  promover o debate construtivo, em vez de reforçar a polarização.

Fortalecimento da democracia: A busca pelo centro não apaga  diferenças, mas busca criar um ambiente onde as divergências possam ser debatidas de forma civilizada, fortalecendo a democracia. 

A busca pelo centro em um país polarizado é um processo que envolve a  percepção  sobre as causas da divisão, os  seus efeitos negativos e a promoção de estratégias que incentivem o diálogo e a moderação. A sociedade, as instituições tentam trazer um dialogo mais ponedrado em meio as dvisões politicas.

Em contraste com um partido orgânico, que possui uma base ideológica sólida e disciplinada, um partido fisiológico é caracterizado pela busca por benefícios e cargos em detrimento de princípios programáticos. O fisiologismo na política brasileira está frequentemente ligado ao chamado "presidencialismo de coalizão", no qual a distribuição de cargos públicos é usada para obter apoio. 

Partido fisiológico

Foco: O objetivo principal é a busca por vantagens pessoais, financeiras e partidárias, em vez de defender uma agenda ideológica clara.

Comportamento: A lealdade não é baseada em ideais, mas na capacidade de um governo oferecer cargos, verbas e outras benesses. Esse tipo de partido tende a se aliar ao governo de plantão para garantir acesso ao poder.

Ideologia: A ideologia é flexível e secundária. Esses partidos podem mudar de alianças e posturas políticas de acordo com a conveniência, sem grande preocupação com a coerência programática.

Exemplos no Brasil: O termo é frequentemente associado a partidos que integram o Centrão, um grupo de legendas que atua de forma pragmática para negociar apoio em troca de posições no governo.  Segundo o Sociiólgo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

Partido orgânico

Foco: Possui uma estrutura e ideologia bem definidas e enraizadas em uma base social ou em um conjunto de valores específicos.

Comportamento: A atuação política é pautada por seus princípios e programas, e a fidelidade partidária é valorizada. O apoio a candidatos ou governos é condicionado pelo alinhamento com sua agenda programática.

Ideologia: Age como porta-voz de um determinado grupo social, classe ou visão de mundo, buscando implementar suas pautas de forma consistente.

Exemplo: O conceito de partido orgânico, conforme desenvolvido pelo filósofo Antonio Gramsci, sugere uma ligação profunda e orgânica entre o partido e sua base social. No Brasil, partidos com ideologia mais definida, como o Partido dos Trabalhadores (PT) ou o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em geral buscam se aproximar mais desse conceito, embora a prática política seja complexa. Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor Cesar Portantiolo Maia, no Quarto Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

Mas os partidos fisiológicos . Não conseguem se opor á uma extrema direita bolsonarista.

Confira a noticia no UOL.                                       

PSD racha em apoio a Lula enquanto Kassab tenta viabilizar candidato


O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, quer lançar uma candidatura própria à Presidência da República neste ano, mas o partido vive uma divisão interna. Parte das bancadas estaduais, especialmente no Nordeste, já trabalha pela reeleição do presidente Lula (PT). Segundo o UOL.

O que aconteceu

Kassab tem dito que o PSD lançará um candidato ao Planalto. Em declaração recente, o político prometeu decidir até abril entre os governadores Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO) —este último filiou-se recentemente ao PSD. Segundo o UOL.

O presidente do partido também fala na possibilidade de uma chapa pura. Kassab cita exemplos recentes dentro da sigla, como a reeleição do governador Ratinho Junior (PR), que concorreu com vice do próprio PSD, e a vitória do prefeito Eduardo Paes (Rio de Janeiro), que também formou chapa com outro nome do partido. Segundo o UOL.

Kassab tem tentado se posicionar como fiador de uma "terceira via". Nesta semana, fez o anúncio de que seis deputados estaduais do PSDB e um do Cidadania vão, a partir de 4 de março, para seu partido. Também trouxe recentemente, além de Caiado, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, do União para o PSD. Segundo o UOL 

Ele ainda sinalizou apoio ao bolsonarismo. Em declaração recente, Kassab disse que em um eventual segundo turno em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteja, ele irá apoiá-lo. Jair Bolsonaro (PL) indicou o filho como pré-candidato do PL à Presidência. Segundo o UOL 

Apesar do esforço de Kassab em ampliar o poderio do PSD, já existem diretórios alinhados a Lula nos estados. A contradição expõe um racha entre a estratégia nacional e a prioridade local de reeleição com alianças regionais  Segundo o UOL 

No Nordeste, boa parte dos estados já sinaliza apoio ao petista, mesmo se o PSD lançar candidatura própria. A região é estratégica para Lula e é onde o PT tem peso eleitoral. Nos bastidores, dirigentes reconhecem que, mesmo com candidato próprio, o partido não teria unidade nacional para enfrentar Lula. Segundo o UOL 

  • Bahia: o senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o partido "vai com Lula" no estado e que a aliança local está mantida "em acordo com Kassab"; Segundo o UOL 
  • Pernambuco: o PSD é liderado no estado por André de Paula, ministro da Pesca e Aquicultura, aliado declarado de Lula; Segundo o UOL 
  • Ceará: a sigla está alinhada ao governador Elmano de Freitas (PT); Segundo o UOL.
  • Sergipe: o governador Fábio Mitidieri (PSD) já anunciou apoio a Lula; Segundo o UOL.
  • Piauí: o PSD integra a base do governador Rafael Fonteles (PT), e Lula apoia o deputado Júlio César (PSD) como candidato ao Senado em chapa com Fonteles;  Segundo o UOL 
  • Alagoas: a principal liderança do partido no estado, Luciano Amaral, também apoia Lula; Segundo o UOL.
  • Maranhão: o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mantém posição neutra, mas é visto como aliado potencial do campo governista. Segundo o UOL.

Minas e São Paulo

A divisão também aparece nos dois maiores colégios eleitorais. Em Minas Gerais, o cenário é oposto ao Nordeste, já que o PSD mineiro não trabalha pela reeleição de Lula. Segundo o UOL 

O atual governador, Romeu Zema (Novo), deve deixar o cargo para sair candidato à Presidência. O vice, Mateus Simões (PSD), já iniciou articulações para viabilizar sua candidatura ao governo do estado. Ele é familiarizado com a ala bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo o UOL.

Rodrigo Pacheco, atualmente no PSD, articula deixar o partido para se filiar ao União Brasil. Segundo interlocutores, essa mudança já está bem avançada e deve se concretizar nas próximas semanas. A ideia é que o senador saia candidato ao governo de Minas. Segundo o UOL 

Lula já disse que apoiaria Pacheco em MG em eventual candidatura. O estado é importante para o petista conseguir se reeleger. Ao UOL, disse nesta semana: "nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Acho que você pode ser o futuro governador de Minas"  Segundo o UOL.

Em São Paulo, o PSD tenta manter espaço ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Kassab é secretário da Casa Civil do governo paulista e chegou a ser cotado para a vice na chapa do governador. Sao Paulo . Segundo o UOL.

Hoje, o vice-governador é Felício Ramuth (PSD), o que garante à sigla posição estratégica na gestão estadual. Há pressão do bolsonarismo para que Tarcísio se filie ao PL. Integrantes do PSD admitem que, mesmo nesse cenário, a prioridade é garantir palanque e sobrevivência política no maior colégio eleitoral do país. Segundo o UOL.

Dirigentes reconhecem que o partido cresce, mas que isso não se traduz em unidade política nacional. Hoje, o PSD tem seis governadores, a segunda maior bancada no Senado e foi o que mais elegeu prefeitos em 2024. Segundo o UOL.

E assim caminha a humanidade.

Imagem ; Jornal O Globo. 

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

O andar de cima e as elites no Brasil .

 

Ajuste fiscal refere-se ao conjunto de medidas econômicas adotadas por um governo para equilibrar as contas públicas, geralmente visando reduzir o déficit ou aumentar o superávit fiscal. Isso pode envolver tanto cortes de gastos públicos quanto aumentos de receitas, como a elevação de impostos, ou uma combinação de ambos. 

Em termos mais simples, o ajuste fiscal busca garantir que o governo gaste menos do que arrecada, ou seja, que as contas públicas fechem com um resultado positivo. Essa prática é frequentemente adotada quando um país enfrenta dificuldades financeiras, como um alto nível de endividamento ou um déficit significativo nas contas públicas. 

As medidas de ajuste fiscal podem ter impactos significativos na economia e na sociedade, tanto positivos quanto negativos. Por um lado, um ajuste fiscal bem-sucedido pode levar à redução da dívida pública, à queda da inflação e a um ambiente econômico mais estável. Por outro lado, cortes de gastos e aumentos de impostos podem afetar o crescimento econômico, gerar desemprego e aumentar a desigualdade social. 

Portanto, o ajuste fiscal é um tema complexo, com impactos que podem ser tanto positivos quanto negativos, dependendo da forma como é implementado e das circunstâncias econômicas de cada país.  Segundo os Jornalistas e Mestres Carla de Oliveira Tozo e Edson Rossi. No sexto e sétimo periodos da habilitação em Jornalismo na Comunicação Social. Pelas Faculdades Integradas Alcantara Machado (FIAAM FAAM).

O capitalismo é um sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção e na busca por lucro. Ele se caracteriza pela acumulação de capital, trabalho assalariado, mercados competitivos e liberdade econômica. As principais fases do capitalismo são o comercial, industrial e financeiro. 

Propriedade privada: Os meios de produção (terras, fábricas, máquinas) são de propriedade de indivíduos ou empresas, não do Estado. 

Busca por lucro: O objetivo principal é gerar lucro e acumular capital. 

Trabalho assalariado: A maioria das pessoas trabalha por um salário, em troca da sua força de trabalho. 

Mercados competitivos: A concorrência entre empresas leva à inovação e preços mais baixos. 

Liberdade econômica: Indivíduos e empresas têm a liberdade de tomar decisões econômicas.

Capitalismo Comercial (Mercantilismo): Marcado pelo comércio e pela acumulação de metais preciosos. 

Capitalismo Industrial: Surgiu com a Revolução Industrial e a produção em massa. 

Capitalismo Financeiro: Caracterizado pelo poder dos bancos e das grandes empresas financeiras. 


O capitalismo gera  grandes desigualdades sociais, com uma concentração de riqueza nas mãos de poucos. 


Alguns argumentam que o capitalismo explora a classe trabalhadora, pagando salários baixos e extraindo grandes lucros. 


A busca por lucro pode levar ao consumo excessivo de recursos naturais e à degradação ambiental. 

Em resumo, o capitalismo é um sistema complexo com seus próprios pontos fortes e fracos. É importante entender suas características e fases para analisar seu impacto na sociedade e na economia. 

O ajuste fiscal, frequentemente discutido no contexto brasileiro, refere-se a medidas adotadas pelo governo para equilibrar as contas públicas, geralmente reduzindo gastos ou aumentando receitas. No entanto, há debates sobre quem deve arcar com os custos desse ajuste. O debate sobre o ajuste fiscal em cima dos trabalhadores se refere à preocupação de que as medidas de ajuste possam afetar negativamente os salários, empregos e benefícios sociais, prejudicando a população mais vulnerável. 

O que é o ajuste fiscal?

O ajuste fiscal é um conjunto de ações governamentais para controlar o déficit público, buscando reduzir a diferença entre receitas e despesas. Essas medidas podem incluir cortes de gastos em áreas como saúde, educação e infraestrutura, ou o aumento de impostos e outras receitas. 

O debate sobre o ajuste fiscal e os trabalhadores:

A discussão sobre o ajuste fiscal em cima dos trabalhadores se concentra na possibilidade de que as medidas para equilibrar as contas públicas recaiam sobre a população de baixa renda, principalmente através de:

Cortes em programas sociais:

O receio é que o governo possa reduzir ou congelar benefícios sociais como o Bolsa Família, o abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), afetando diretamente quem depende desses recursos. 

Congelamento ou redução do salário mínimo:

Uma das preocupações é que o governo possa limitar o reajuste do salário mínimo, reduzindo seu poder de compra e impactando negativamente a vida de milhões de brasileiros. 

Impacto na geração de empregos:

Medidas de austeridade fiscal podem levar a cortes de investimentos, afetando a criação de empregos e a geração de renda. 

Aumento da carga tributária:

Aumentos de impostos, como o aumento do Imposto sobre o Consumo (CBS) e do Imposto Seletivo (IS), podem encarecer produtos e serviços, impactando diretamente o bolso dos trabalhadores. 

Argumentos contrários ao ajuste fiscal em cima dos trabalhadores:

Organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendem que o ajuste fiscal não deve recair sobre os trabalhadores, argumentando que:

Aumento da desigualdade:

O ajuste fiscal pode aprofundar a desigualdade social, concentrando a riqueza nas mãos de poucos e prejudicando os mais pobres. 

Dificuldade de acesso a direitos básicos:

Medidas de austeridade podem dificultar o acesso a direitos básicos como saúde, educação e assistência social, impactando a qualidade de vida da população. 

Injustiça social:

A cobrança de impostos e cortes de benefícios sobre os mais pobres é vista como injusta, principalmente quando há isenções fiscais e gastos excessivos em outras áreas. 

Em vez disso, se propõe. 

Aumento da taxação de grandes fortunas e lucros de empresas, em vez de aumentar impostos sobre bens e serviços essenciais. 


Corte de isenções fiscais para grandes empresas e setores, buscando fontes de receita alternativas para o governo. 

Fortalecimento de programas sociais e garantia de direitos básicos para garantir o bem-estar da população. 

A elite econômica refere-se ao grupo de indivíduos ou famílias que detêm grande riqueza e poder no setor econômico de um país ou região. Este grupo geralmente inclui proprietários e altos executivos de grandes empresas, investidores de alto patrimônio líquido e figuras influentes no mercado financeiro. Eles desempenham um papel significativo na formação de políticas econômicas e na orientação de investimentos. 

Composição da Elite Econômica:

Empresários:

Proprietários e gestores de grandes empresas, especialmente aqueles com atuação em setores estratégicos. 

Investidores:

Indivíduos com grande patrimônio, investindo em diversos setores e ativos. 

Banqueiros:

Executivos de bancos e instituições financeiras, com influência no mercado de crédito e investimentos. 

Executivos de Grandes Empresas:

Profissionais que ocupam cargos de alta gerência em grandes corporações, nacionais e multinacionais. 

Políticos:

Membros do governo e figuras com poder de decisão sobre políticas econômicas. 

Figuras da Alta Sociedade:

Indivíduos com grande influência social e econômica, com laços com os demais grupos da elite. 

Detenção de grande volume de capital e controle sobre organizações empresariais complexas. 


Capacidade de moldar narrativas, influenciar políticas e direcionar investimentos. 

Formação de redes de contatos e relacionamentos que facilitam a tomada de decisões e a atuação no mercado. 

Uma visão particular sobre a economia, a sociedade e o papel do Estado, que pode refletir seus interesses e valores. 

No contexto brasileiro, a elite econômica tem suas raízes na história do país, com influências da escravidão e do colonialismo. O estudo da elite econômica brasileira busca entender como este grupo se relaciona com o Estado, como suas decisões afetam a sociedade e como suas práticas e valores se perpetuam. Segundo a Socióloga , Mestra e Doutora Lilian de Lucca Torres. No Segundo Período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social. Pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

O domínio histórico das elites econômicas no Brasil é marcado pela concentração de poder e riqueza, com laços estreitos entre elites políticas e econômicas, moldando o desenvolvimento do país e perpetuando desigualdades. Esse domínio se manifesta na influência sobre decisões políticas, acesso a recursos e na manutenção de estruturas sociais hierarquizadas. 

Historicamente, o Brasil tem apresentado alta concentração de riqueza e poder nas mãos de poucos, com as elites econômicas exercendo influência significativa. 

As elites econômicas  seguem alimentando as desigualdades históricas no Brasil.

Elites econômicas representadas no Congresso Nacional.

Confira a noticia no UOL.                                                        


Classe dominante no Brasil entende o Estado como dela, diz Haddad 

O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou hoje, em São Paulo, que a classe dominante no Brasil entende o Estado como dela. Segundo o UOL

O que aconteceu

Declaração aconteceu durante lançamento de livro. "O Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização da abolição da escravidão", disse Haddad. "Nós estamos como esse problema até hoje. A classe dominante brasileira entende o Estado brasileiro como dela", afirmou o ministro. Segundo o UOL.

Situação é um dos fatores que justifica democracia "tão frágil" no país, na opinião de Haddad. Lançado hoje pelo ministro, o livro "Capitalismo superindustrial - caminhos diversos, destino comum", que reúne seus estudos de mestrado e doutorado, aborda as transformações econômicas que levaram países como a China a seu status atual de desenvolvimento Segundo o UOL.

Ministro saiu do evento sem falar com a imprensa. Ontem, Haddad participou do evento dos 46 anos do PT em Salvador. Segundo o UOL.

Evento em São Paulo contou com a presença de políticos na plateia. Os vereadores paulistanos Marina Bragante (Rede) e Nabil Bonduki (PT) estiveram no Sesc 14 bis, assim como Cláudio da Silva, ex-ouvidor de polícias de São Paulo, a socióloga e banqueira Neca Setúbal e os professores Vladimir Safatle e Eugênio Bucci. Secretária de informação e saúde digital do governo federal e mulher de Haddad, Ana Estela Haddad também prestigiou o evento. Segundo o UOL.

De saída da Fazenda

Fernando Haddad deixa o ministério neste mês. Em entrevista no último dia 29 de janeiro, ele afirmou que já informou Lula sobre a decisão e que caberá ao presidente a escolha de seu sucessor na pasta. Segundo o UOL.


Secretário-executivo da Fazenda é apontado como favorito para substituir Haddad. Dario Durigan ocupa o posto desde 2023, quando Gabriel Galípolo assumiu uma diretoria do Banco Central. Durigan chegou a comandar o ministério interinamente em dezembro de 2025, durante as férias de Haddad. Segundo o UOL.

Dentro do PT, Haddad é visto como "plano A" para o governo de São Paulo. Apesar da expectativa, o ministro já disse que não quer se candidatar e prefere coordenar a campanha de reeleição de Lula. Aliados creem que caberá ao presidente convencê-lo da missão. Segundo o UOL.

Ao UOL, Lula disse que Haddad sabe que tem "papel a cumprir" no estado de São Paulo. A confirmação da candidatura do ministro é crucial para que o presidente organize seu palanque paulista na busca pela reeleição. É a partir dela que devem se definir que cargos disputarão nomes como Márcio França (PSB) e Marina Silva ( Rede ).  Segundo o UOL 

      

Imagens ;. Site /terracoeconomico.