A mídia progressista surgiu como uma forma de
comunicação alternativa para desafiar as narrativas da mídia corporativa tradicional, focando em pautas de justiça social, direitos humanos e defesa da democracia. O desenvolvimento dessa vertente pode ser dividido em períodos
Durante a ditadura militar no Brasil, surgiram veículos que buscavam contornar a censura e denunciar violações de direitos. Exemplos marcantes foram os jornais O Pasquim, Opinião e Movimento, este último fundado por Raimundo Pereira com a missão explícita de "elevar a consciência do povo" sob uma perspectiva socialista.
A internet democratizou o acesso à informação e permitiu que progressistas superassem os impérios da comunicação
- Em 2010, ocorreu o primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, consolidando uma rede de comunicação que buscava democratizar a imprensa no Brasil.Veículos como Brasil de Fato (que completou 20 anos em 2023) e Brasil 247 surgiram para disputar a "batalha de narrativas" contra os impérios de comunicação.
Atualmente, a mídia progressista foca em estratégias digitais para enfrentar a desinformação e a extrema direita nas redes sociais. Em 2026, a mídia progressista tem seu papel na cobertura política, especialmente diante de novas coalizões partidárias como a União Progressista (federação entre PP e União Brasil), embora o foco jornalístico desses portais permaneça voltado à crítica social e mobilização da massa
- Foco Social: Prioridade para temas como desigualdade, racismo, gênero e movimentos trabalhistas.
- Independência Corporativa: Busca por modelos de financiamento via leitores ou cooperativas para evitar a influência de bancos privados , por exemplo
- Engajamento Político: Diferencia-se do jornalismo "neutro" ao assumir um compromisso com causas do campo progressista.
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