quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Também falham .

 Análises militares e relatórios de inteligência indicam que os Estados Unidos subestimaram a eficiência, a resiliência e a capacidade de fogo assimétrico do Irã em conflitos recentes na região. Embora Washington possua uma superioridade bélica convencional esmagadora em termos de orçamento, tecnologia e poder de fogo, o Pentágono calculou mal a capacidade de resposta e a sustentabilidade militar de Teerã.Onde ocorreu o erro de cálculo dos EUA?Estratégia de Guerra Assimétrica: Ciente de que não conseguiria competir por superioridade aérea contra jatos de quinta geração americanos, o Irã focou por décadas no desenvolvimento massivo de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones de baixo custo. Essa tática de escala e saturação conseguiu sobrecarregar os caríssimos sistemas de defesa ocidentais, como os Patriots.Danos superiores ao esperado: Relatórios indicaram que o Irã demonstrou uma eficiência balística surpreendente, conseguindo atingir e danificar mais de 200 alvos em instalações e bases militares americanas no Oriente Médio, destruindo alojamentos, radares e depósitos de combustível.Resiliência e Adaptação Operacional: Analistas notaram que a taxa de acerto dos mísseis iranianos subiu ao longo dos combates. Mesmo disparando volumes menores de armas após as primeiras semanas de retaliações americanas, o regime refinou sua precisão e encontrou brechas nas defesas dos EUA e de Israel.Logística Subterrânea ("Defesa Mosaico"): Os EUA subestimaram o armazenamento do arsenal iraniano. O país espalhou centenas de milhares de mísseis e drones por extensas redes de túneis e cavernas profundas por suas 31 províncias, garantindo que o comando militar continuasse operando e revidando mesmo se a liderança central fosse eliminada.Guerra de Desgaste Econômico: O Irã focou em atingir o "centro de gravidade" americano: a economia. Ao atacar bases em pontos estratégicos e ameaçar rotas de comércio globais no Estreito de Hormuz, os iranianos causaram picos no preço do petróleo, forçaram o uso das reservas estratégicas dos EUA ao menor nível desde 1982 e esgotaram os estoques de mísseis interceptadores do Pentágono.

As cinco maiores potências militares do Oriente Médio, segundo o ranking da Global Firepower, são Turquia, Israel, Irã, Egito e Arábia Saudita.1. TurquiaLiderança regional: Ocupa o primeiro lugar na região devido ao tamanho das forças armadas, à forte capacidade industrial de defesa e à frota diversificada.Destaques: Possui um contingente numeroso, avanço em tecnologia de drones e forte integração com a OTAN.2. IsraelPoder tecnológico: É a segunda maior potência, destacando-se pela tecnologia de ponta, sistemas avançados de defesa antimísseis e capacidade de resposta rápida.Arsenal estratégico: Conta com forças altamente preparadas e com um arsenal nuclear não oficial.3. IrãEstratégia assimétrica: Ocupa a terceira posição com foco em uma vasta frota de mísseis balísticos e drones, além de grande efetivo de tropas sob sanções internacionais.Capacidade humana: Mantém um dos maiores contingentes de militares ativos e forças paramilitares da região.4. EgitoEfetivo numeroso: Tem o maior contingente militar em número de soldados ativos no Oriente Médio.Infraestrutura: Possui grande quantidade de blindados e aeronaves, além de controle estratégico sobre o Canal de Suez.5. Arábia SauditaInvestimento financeiro: É um dos países que mais gasta em defesa no mundo, com equipamentos militares modernos de alto padrão tecnológico.Poderio aéreo: Conta com uma força aérea avançada e frota de jatos de última geração.Explore a análise detalhada sobre o ranking na Revista Fórum.Veja a perspectiva global de forças defensivas em GM Defensive.Se quiser, posso detalhar o orçamento de defesa ou a quantidade de equipamentos (aviões e tanques) de alguma dessas potências específicas.

Oriente Médio

Uma região de confl itos e tensões

orIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

O suplemento tem a fi nalidade de auxiliar o traba

lho em sala de aula, dando subsídios para o melhor 

aproveitamento do texto. Ainda mais quando se trata 

de obra de leitura complementar, que visa justamente 

aprofundar o conhecimento, ampliar o leque de análises 

possíveis de determinados temas e abrir o horizonte dos 

alunos em múltiplas direções. 

De fato, há tempos os pedagogos advertem sobre 

a importância de dar condições ao leitor para que ele 

se aproprie de um texto de forma adequada e se torne 

capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos em situa

ções as mais diversas. Mas o que infelizmente tem sido 

constatado em pesquisas educacionais realizadas até 

mesmo por órgãos internacionais é que nem sempre 

nossos jovens conseguem ser bons leitores.

Em função dos avanços tecnológicos e da consti

tuição de uma sociedade informatizada, as profi ssões 

nascem e se modifi cam com velocidade surpreendente, 

e o excesso de informações disponíveis exige uma edu

cação diferente da tradicional.

Dizendo de outro modo, no mundo do trabalho preci

samos de pessoas que tenham fl exibilidade para enfrentar 

rapidamente situações novas, com capacidade inven

tiva e espírito de grupo. Diante da avalanche de 

informações, que elas sejam críticas o sufi ciente para se

lecioná-las e avaliá-las. Diante dos riscos de massifi cação, 

que possam manter a autonomia do pensar e do agir. 

É verdade que o desafi o é grande e exige mudanças 

de comportamento nas mais diversas áreas de atuação. 

No que se refere ao nosso espaço de leitura, as refl e

xões que podemos fazer a respeito se referem a alguns 

pontos que passaremos a destacar.

CoMPrEENSÃo Do TEXTo

Compreender um texto supõe exercitar a disposição 

de “ouvir o autor” (anterior à tentação de “polemi

zar” com ele); perceber quais as ideias centrais do seu 

pensamento e a maneira pela qual argumenta. Nessa 

fase, é importante que o professor verifi que se o leitor 

sabe identifi car o autor, a editora, se sabe consultar um 

sumário, se faz anotações (como esquemas e ficha

mentos) durante a leitura, se levanta as dificuldades de 

vocabulário e se discrimina os conceitos fundamentais.

Interpretação e análIse crítIca do texto

A interpretação e a crítica revelam dois momentos 

posteriores à compreensão. Nessa fase começa-se a “ler 

nas entrelinhas”, a identificar as posições do autor, os 

valores subjacentes, a coerência da exposição, o que sig

nifica estabelecer um diálogo com o autor, concordando 

ou não com algumas argumentações desenvolvidas, 

antepondo a elas as suas próprias visões de mundo.

problematIzação

A problematização é uma espécie de coroamento do 

trabalho intelectual de decifração de um texto. Nessa 

fase é importante a contextualização, pela qual as in

formações e os conceitos são confrontados com nossa 

experiência de vida, com os problemas a serem enfren

tados, identificando as ressonâncias provocadas pela 

leitura, vivificando-as, por assim dizer. De nada adianta 

acumular conhecimentos se estes não nos servirem para 

nosso cotidiano. Só assim poderemos dar significados ao 

mundo e à nossa própria realidade. 

InterdIscIplInarIdade

A interdisciplinaridade é a tentativa de superar a 

compartimentalização das disciplinas, integrando os 

conhecimentos esparsos em uma visão holística, global. 

De fato, se no mundo contemporâneo até as ciências 

rompem fronteiras com a criação das chamadas ciên

cias híbridas, também os estudantes precisam ampliar o 

olhar além dos enfoques precisos de uma determinada 

disciplina, descobrindo a complementaridade entre as 

áreas do saber.

Evidentemente, a ordem pela qual expusemos esses 

diversos passos é apenas didática, cabendo ao leitor não 

desprezar essas etapas, mas exercitá-las sempre que possí

vel. É nesse espírito que sugerimos as questões seguintes.

A obrA

É muito difícil escrever sobre um assunto ou, se 

preferir, sobre uma região tão complexa quanto o 

Oriente Médio. Por ser um tema muito instigante, sua 

abordagem é tão variada quanto a quantidade de povos  

e etnias que já atravessaram o território. Por isso, encon

tramos tantos autores debruçando-se sobre um assunto 

que, realmente, provoca tantas divergências. Esta obra, 

que poderia ser mais uma entre tantas, é uma conhecida 

de longa data, que ainda nos surpreende pela capacida

de de seus autores de dialogar com fatos extremamente 

atuais. Nessa reedição, foram acrescentados novos 

tópicos, que dão conta dos fatos mais recentes e inespe

rados da região, como a Primavera Árabe, assim como 

analisam atores importantes, como Turquia e Arábia 

Saudita. Sempre de forma clara, simples e interessante, 

o livro nos permite passear por temas áridos de forma 

tranquila, oferecendo-nos uma visão ampla e contextu

alizada do assunto, tornando sua leitura indispensável 

para entender a região. 

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

Apresentamos algumas sugestões de atividades, 

lembrando que elas poderão ser aproveitadas de diversas 

maneiras, seja para seu uso integral, seja selecionadas se

gundo o tempo disponível e as características dos alunos.

1. Atividades com mapas. Um dos aspectos mais im

portantes dos estudos sobre o Oriente Médio refere-se 

ao estudo dos mapas da região, portanto, sugerimos as 

seguintes atividades:

Obs.: Para desenvolver esta atividade indicamos a 

utilização do Moderno Atlas Geográfico, de Graça Maria 

Lemos Ferreira. São Paulo: Moderna, 2011. 

a) Com base no mapa político da Ásia, sugira que 

os alunos observem e anotem os limites do continente 

na direção dos quatro pontos cardeais, ou seja, onde 

ele começa e onde termina. Depois disso, ressalte as 

gigantescas dimensões continentais e peça que façam 

uma divisão regional, agrupando os países da forma 

que preferirem após definirem um critério para isso. 

Discuta com eles os critérios utilizados. Em seguida, 

explique que a divisão mais usada é por proximidade 

geográfica e que, apesar de pequenas variações, são 

mais comuns as seguintes regiões*: Ásia Setentrional, 

Ásia Central, Extremo Oriente, Sudeste Asiático, Ásia 

Meridional e Oriente Médio. Peça que leiam os primei

ros parágrafos da parte I do livro em que os autores 

expõem os critérios utilizados para delimitar o Oriente 

Médio. Aproveite e coloque também em discussão a 

denominação da região dentro da Ásia, lembrando que 

podem aparecer outras denominações para a mesma 

área, como: Sudoeste Asiático ou Ásia Ocidental, e 

que o nome Oriente Médio toma como referência o 

continente europeu.

2

* O professor fica livre para utilizar a divisão regional 

que preferir, essa é só uma sugestão.

b) Observando o mapa da região do Oriente Médio 

apresentado no livro e utilizando um “mapa mudo” da 

região, peça que os alunos identifiquem quais os seus 

limites e que separem, por cores, o que eles acreditam 

ser as fronteiras dos três continentes vizinhos: a própria 

Ásia, a África e a Europa. Agora, com a ajuda do Atlas, 

faça-os conferir se delimitaram a região e os continentes 

que a cercam de maneira correta. Debata com eles a 

importância estratégica da localização do Oriente Médio 

na passagem entre três continentes e, com auxílio dos 

professores de História, analise as possíveis implicações 

disso ao longo do tempo.

c) Aproveitando a escala do mesmo mapa e agora 

com o apoio dos professores de Matemática, sugira aos 

alunos que calculem, aproximadamente, a área total da 

região delimitada no livro como sendo o Oriente Médio. 

Em seguida, sugira que produzam uma tabela com todos 

os países que fazem parte da região atualmente e suas 

respectivas extensões territoriais. Compare os dados da 

tabela com os cálculos da área da região feitos anterior

mente e discuta, caso ocorram, diferenças significativas 

entre os resultados.

d) Utilizando um mapa-múndi físico (ou de prefe

rência um mapa-múndi feito a partir de uma imagem 

de satélite da Terra) peça aos alunos que observem as 

possíveis semelhanças entre essa imagem do Oriente 

Médio com a do vizinho, o continente africano. Logo 

eles observarão a presença de um imenso areal cobrindo 

ambas as regiões, ou seja, um enorme deserto. Solicite 

que tracem no mapa (caso ele não possua) por onde 

passa aproximadamente o Trópico de Câncer. Peça a 

eles que procurem outros desertos ao longo desse para

lelo especial. Eles devem fazer o mesmo em relação ao 

Trópico de Capricórnio. Eles ficarão impressionados ao 

perceber que “coincidentemente” os principais deser

tos do mundo estão situados basicamente na mesma 

latitude tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério 

sul. Analise com eles se esse fato é apenas uma “coin

cidência” ou se há uma explicação científica para esse 

fenômeno natural.

e) Utilizando um mapa físico do Oriente Médio e 

com base nas descrições feitas na parte I do livro, no 

tópico “Natureza, recursos e conflitos” analise com a 

sala as características naturais da região. Primeiramente, 

é possível destacar que as montanhas da região são de 

formação recente e, portanto, apresentam grande ins

tabilidade geológica. Peça aos alunos que pesquisem na 

internet sobre a frequência de terremotos na região e  

depois verifiquem se nas matérias jornalísticas encontra

das há explicações sobre as causas dos abalos sísmicos. 

Mostre um mapa com as placas tectônicas que formam 

a região, analise com eles os motivos desses eventos 

geológicos, bem como seus efeitos para a economia 

e para a sociedade. Num segundo momento, já que a 

questão geológica veio à tona, comente a formação do 

petróleo na região. Releia os tópicos “A importância do 

‘ouro negro’” e “Petróleo, arma política” para realçar a 

importância estratégica do Oriente Médio na dinâmica 

do mundo atual, enfatizando não só a concentração 

das reservas na região do Golfo Pérsico, mas também a 

pequena profundidade em que o petróleo é encontrado. 

Tente associar esse fato com o movimento das placas 

tectônicas. Em seguida ou após a releitura do item “A 

escassez do ouro azul”, comente que, em meio a de

sertos e montanhas, são poucas as bacias hidrográficas 

que chamam atenção (dependendo da escala do mapa, 

a única bacia visível é a da Mesopotâmia). Dê destaque 

para a existência do chamado “Crescente fértil”, área 

naturalmente irrigada que se estende do Golfo Pérsico 

(onde deságuam os rios Tigre e Eufrates, que formam 

a Mesopotâmia), passa pela bacia do rio Jordão, na 

região da Palestina, e vai até o vale do rio Nilo, que não 

seca, apesar de atravessar todo o deserto do Saara, 

na porção nordeste do continente africano. Discuta 

com seus alunos como é o dia a dia das populações da 

região em busca da água e peça que, organizados em 

grupos, pesquisem e apresentem dados sobre as técnicas 

de irrigação e dessalinização usadas no Oriente Médio 

(com destaque especial para Israel) e em outras partes 

do mundo, bem como seus prós e contras. Organize um 

debate sobre o tema que envolva inclusive um estudo de 

como estão os recursos hídricos da cidade onde moram.

2. Atividades interdisciplinares. Além de algumas 

atividades envolvendo outras disciplinas já indicadas nas 

atividades com mapas, sugerimos a seguir atividades 

que procuram integrar os conhecimentos de Geografia e  

Geopolítica com outras disciplinas por meio de temas afins.

a) Como, do ponto de vista econômico, a questão do 

petróleo é a mais importante do Oriente Médio, seria in

teressante uma conversa com os professores de Química 

no intuito de propor uma atividade conjunta, falando 

desde sobre os hidrocarbonetos e dos combustíveis fós

seis até a discussão sobre o craqueamento do petróleo 

e a produção de derivados. A Geografia analisaria a 

espacialidade de todo o processo produtivo – a extração 

do petróleo, o transporte, o refino e a distribuição de de

rivados. Em conjunto, os professores das duas disciplinas 

poderiam coordenar um trabalho envolvendo a análise 

3

de um “polo petroquímico”. Os alunos, organizados 

em grupos, devem pesquisar sobre a localização dos 

principais polos petroquímicos do país (ou do mundo, 

se for o caso). Inicialmente, peça a eles que produzam 

um mapa do Brasil que indique onde estão os polos 

industriais. Depois, discuta com eles se essa localização 

é só coincidência ou se foi estrategicamente defi nida. 

Em seguida, peça aos alunos que pesquisem sobre o 

processo de extração, transporte, refi no e distribuição 

dos derivados, defi nindo os principais custos e os riscos 

desses processos. Eles devem analisar a necessidade da 

proximidade entre a refi naria e as indústrias que utilizam 

os derivados de petróleo. Cada um dos grupos deve 

apresentar as conclusões para a sala. Outra discussão 

interessante seria referente a uma comparação entre o 

Pico de Hubbert e a descoberta de novas jazidas de pe

tróleo em grandes profundidades, como as encontradas 

no pré-sal brasileiro recentemente.

b) Com as disciplinas de Biologia e Sociologia, a 

atividade interdisciplinar proposta envolveria o tema Pla

nejamento Familiar e Religião. Vale ressaltar que o tema 

é complexo e pode gerar situações polêmicas envolven

do visões diferentes daquelas geralmente discutidas pela 

ciência. Sugere-se uma cuidadosa, porém instigante, 

abordagem sobre o assunto. Inicialmente, os alunos 

deveriam pesquisar e produzir uma tabela que indique 

por nome todos os países da região do Oriente Médio, 

sua população total, a porcentagem da população que 

vive em cidades (taxa de urbanização), o crescimento 

vegetativo (e suas respectivas taxas de natalidade e mor

talidade), a taxa de fecundidade e a religião dominante 

(e, se possível, em qual porcentagem). Dependendo 

do que os professores desejarem, pode-se acrescen

tar outros itens à tabela. A Biologia pode contribuir 

apresentando os conceitos de tamanho de população, 

planejamento familiar, as diferenças entre taxa de na

talidade e taxa de fecundidade, o signifi cado de mulher 

em idade fértil e outros tópicos que achar relevantes. 

A Sociologia apresentaria e discutiria aspectos como a 

questão política e o planejamento familiar, envolvendo 

o papel do Estado nesse processo, e a questão cultural, 

envolvendo o aspecto religioso. Sugira aos alunos que 

pesquisem outras experiências em planejamento familiar 

no Brasil e em outros países. Organize um debate para 

que todos apresentem os dados pesquisados e discuta 

com eles as tensões que envolvem esse assunto.

c) Com História, o assunto Oriente Médio apresenta 

inúmeras possibilidades de interação, já que em diversas 

passagens da história da chamada civilização ocidental a 

região esteve relacionada a episódios importantes, desde 

o mundo antigo até a idade contemporânea. A orienta

ção é manter contato com os professores de História e 

verifi car em qual momento da programação essa apro

ximação com a Geografi a e a Geopolítica tornar-se-ia 

interessante. De qualquer forma, algumas sugestões de 

assuntos são: a região da Mesopotâmia e sua ocupação 

no passado e no presente; a importância do mar Verme

lho desde a histórica travessia bíblica até a sua dinâmica 

geográfi ca atual; a região da Palestina, talvez a mais 

complexa de todas, e seus diferentes habitantes desde 

o mundo antigo. Para esse último tópico é necessária a 

releitura das partes 3 e 4, que detalham esse processo. 

É importante pedir que os alunos acompanhem toda a 

trajetória da ocupação usando mapas antigos e compa

rando-os com os da situação atual.

3. Atualidades. Indiscutivelmente, a região que possui 

debaixo dos seus pés as maiores reservas de petróleo do 

mundo, que é o berço das três principais religiões mono

teístas que existem e palco de tantos confl itos atuais não 

sai das manchetes de jornais, revistas, rádios, televisões 

e internet. Portanto, sugere-se que os alunos, mais uma 

vez organizados em grupos, façam pesquisas sobre os 

desdobramentos de todos esses confl itos. Como este 

livro é muito recente, as pesquisas sobre fatos atuais 

tornam-se inócuas. Assim, o caminho é que, depois de 

lerem o tópico “Primavera Árabe” na parte 1 e na parte 

5, que explica os casos de Afeganistão, Iraque e Irã, eles 

pesquisem as diferentes visões dadas pela mídia sobre os 

confl itos. Em outras palavras, eles devem buscar como 

os diferentes órgãos de imprensa referem-se às partes 

envolvidas nos confl itos. Uma sistemática que pode ser 

aplicada é que cada grupo acompanhe o noticiário de 

um ou, no máximo, dois órgãos de imprensa, devendo 

fi car atentos ao tempo do noticiário dedicado a determi

nado problema, quais grupos aparecem como terroristas, 

quais aparecem como vítimas, como são apresentados 

aqueles que tentam agir como intermediários etc. Antes 

de apresentar aos colegas o material observado, seria 

interessante que o grupo já tivesse discutido e que esteja 

claro qual a ênfase que determinado meio de comunica

ção dá ao problema. O ideal é que, ao apresentar suas 

pesquisas à sala, o grupo, em vez de fazê-lo já de forma 

crítica, reproduza o mesmo teor utilizado naquele órgão 

da imprensa. Ao fi nal das apresentações, deve ser pro

movido um amplo debate sobre o assunto, analisando 

as diferentes visões das notícias. A ideia é que percebam 

como é difícil ou impossível para os meios de comuni

cação manter a imparcailidade na abordadem de temas tão complexos. A dissertação dos autores Nelson Bacic Olic

Geógrafo. Autor de livros didáticos e paradidáticos. Editor de Mundo: 

Geografia a e Política Internacional (Editora Pangea) e Beatriz Canepa Jornalista e socióloga. Mestre em Relações Internacionais pela New School University, Nova York.orientações pedagógicas e Sugestões de atividades Marcelo ribeiro de Carvalho Maria Lúcia de Arruda Aranha

Suipeportencias também falham por excesso de confiança.

Confira a noticia no UOL                .ttps://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2026/09/02/ira-responde-aos-ataques-dos-estados-unidos-com-ofensiva-contra-bases-americanas-no-oriente-medio.htm

 

E assim caminha a humanidade.

Imagem ; Site Bandeiras.




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