Análises militares e relatórios de inteligência indicam que os Estados Unidos subestimaram a eficiência, a resiliência e a capacidade de fogo assimétrico do Irã em conflitos recentes na região. Embora Washington possua uma superioridade bélica convencional esmagadora em termos de orçamento, tecnologia e poder de fogo, o Pentágono calculou mal a capacidade de resposta e a sustentabilidade militar de Teerã.Onde ocorreu o erro de cálculo dos EUA?Estratégia de Guerra Assimétrica: Ciente de que não conseguiria competir por superioridade aérea contra jatos de quinta geração americanos, o Irã focou por décadas no desenvolvimento massivo de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones de baixo custo. Essa tática de escala e saturação conseguiu sobrecarregar os caríssimos sistemas de defesa ocidentais, como os Patriots.Danos superiores ao esperado: Relatórios indicaram que o Irã demonstrou uma eficiência balística surpreendente, conseguindo atingir e danificar mais de 200 alvos em instalações e bases militares americanas no Oriente Médio, destruindo alojamentos, radares e depósitos de combustível.Resiliência e Adaptação Operacional: Analistas notaram que a taxa de acerto dos mísseis iranianos subiu ao longo dos combates. Mesmo disparando volumes menores de armas após as primeiras semanas de retaliações americanas, o regime refinou sua precisão e encontrou brechas nas defesas dos EUA e de Israel.Logística Subterrânea ("Defesa Mosaico"): Os EUA subestimaram o armazenamento do arsenal iraniano. O país espalhou centenas de milhares de mísseis e drones por extensas redes de túneis e cavernas profundas por suas 31 províncias, garantindo que o comando militar continuasse operando e revidando mesmo se a liderança central fosse eliminada.Guerra de Desgaste Econômico: O Irã focou em atingir o "centro de gravidade" americano: a economia. Ao atacar bases em pontos estratégicos e ameaçar rotas de comércio globais no Estreito de Hormuz, os iranianos causaram picos no preço do petróleo, forçaram o uso das reservas estratégicas dos EUA ao menor nível desde 1982 e esgotaram os estoques de mísseis interceptadores do Pentágono.
As cinco maiores potências militares do Oriente Médio, segundo o ranking da Global Firepower, são Turquia, Israel, Irã, Egito e Arábia Saudita.1. TurquiaLiderança regional: Ocupa o primeiro lugar na região devido ao tamanho das forças armadas, à forte capacidade industrial de defesa e à frota diversificada.Destaques: Possui um contingente numeroso, avanço em tecnologia de drones e forte integração com a OTAN.2. IsraelPoder tecnológico: É a segunda maior potência, destacando-se pela tecnologia de ponta, sistemas avançados de defesa antimísseis e capacidade de resposta rápida.Arsenal estratégico: Conta com forças altamente preparadas e com um arsenal nuclear não oficial.3. IrãEstratégia assimétrica: Ocupa a terceira posição com foco em uma vasta frota de mísseis balísticos e drones, além de grande efetivo de tropas sob sanções internacionais.Capacidade humana: Mantém um dos maiores contingentes de militares ativos e forças paramilitares da região.4. EgitoEfetivo numeroso: Tem o maior contingente militar em número de soldados ativos no Oriente Médio.Infraestrutura: Possui grande quantidade de blindados e aeronaves, além de controle estratégico sobre o Canal de Suez.5. Arábia SauditaInvestimento financeiro: É um dos países que mais gasta em defesa no mundo, com equipamentos militares modernos de alto padrão tecnológico.Poderio aéreo: Conta com uma força aérea avançada e frota de jatos de última geração.Explore a análise detalhada sobre o ranking na Revista Fórum.Veja a perspectiva global de forças defensivas em GM Defensive.Se quiser, posso detalhar o orçamento de defesa ou a quantidade de equipamentos (aviões e tanques) de alguma dessas potências específicas.
Oriente Médio
Uma região de confl itos e tensões
orIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
O suplemento tem a fi nalidade de auxiliar o traba
lho em sala de aula, dando subsídios para o melhor
aproveitamento do texto. Ainda mais quando se trata
de obra de leitura complementar, que visa justamente
aprofundar o conhecimento, ampliar o leque de análises
possíveis de determinados temas e abrir o horizonte dos
alunos em múltiplas direções.
De fato, há tempos os pedagogos advertem sobre
a importância de dar condições ao leitor para que ele
se aproprie de um texto de forma adequada e se torne
capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos em situa
ções as mais diversas. Mas o que infelizmente tem sido
constatado em pesquisas educacionais realizadas até
mesmo por órgãos internacionais é que nem sempre
nossos jovens conseguem ser bons leitores.
Em função dos avanços tecnológicos e da consti
tuição de uma sociedade informatizada, as profi ssões
nascem e se modifi cam com velocidade surpreendente,
e o excesso de informações disponíveis exige uma edu
cação diferente da tradicional.
Dizendo de outro modo, no mundo do trabalho preci
samos de pessoas que tenham fl exibilidade para enfrentar
rapidamente situações novas, com capacidade inven
tiva e espírito de grupo. Diante da avalanche de
informações, que elas sejam críticas o sufi ciente para se
lecioná-las e avaliá-las. Diante dos riscos de massifi cação,
que possam manter a autonomia do pensar e do agir.
É verdade que o desafi o é grande e exige mudanças
de comportamento nas mais diversas áreas de atuação.
No que se refere ao nosso espaço de leitura, as refl e
xões que podemos fazer a respeito se referem a alguns
pontos que passaremos a destacar.
CoMPrEENSÃo Do TEXTo
Compreender um texto supõe exercitar a disposição
de “ouvir o autor” (anterior à tentação de “polemi
zar” com ele); perceber quais as ideias centrais do seu
pensamento e a maneira pela qual argumenta. Nessa
fase, é importante que o professor verifi que se o leitor
sabe identifi car o autor, a editora, se sabe consultar um
sumário, se faz anotações (como esquemas e ficha
mentos) durante a leitura, se levanta as dificuldades de
vocabulário e se discrimina os conceitos fundamentais.
Interpretação e análIse crítIca do texto
A interpretação e a crítica revelam dois momentos
posteriores à compreensão. Nessa fase começa-se a “ler
nas entrelinhas”, a identificar as posições do autor, os
valores subjacentes, a coerência da exposição, o que sig
nifica estabelecer um diálogo com o autor, concordando
ou não com algumas argumentações desenvolvidas,
antepondo a elas as suas próprias visões de mundo.
problematIzação
A problematização é uma espécie de coroamento do
trabalho intelectual de decifração de um texto. Nessa
fase é importante a contextualização, pela qual as in
formações e os conceitos são confrontados com nossa
experiência de vida, com os problemas a serem enfren
tados, identificando as ressonâncias provocadas pela
leitura, vivificando-as, por assim dizer. De nada adianta
acumular conhecimentos se estes não nos servirem para
nosso cotidiano. Só assim poderemos dar significados ao
mundo e à nossa própria realidade.
InterdIscIplInarIdade
A interdisciplinaridade é a tentativa de superar a
compartimentalização das disciplinas, integrando os
conhecimentos esparsos em uma visão holística, global.
De fato, se no mundo contemporâneo até as ciências
rompem fronteiras com a criação das chamadas ciên
cias híbridas, também os estudantes precisam ampliar o
olhar além dos enfoques precisos de uma determinada
disciplina, descobrindo a complementaridade entre as
áreas do saber.
Evidentemente, a ordem pela qual expusemos esses
diversos passos é apenas didática, cabendo ao leitor não
desprezar essas etapas, mas exercitá-las sempre que possí
vel. É nesse espírito que sugerimos as questões seguintes.
A obrA
É muito difícil escrever sobre um assunto ou, se
preferir, sobre uma região tão complexa quanto o
Oriente Médio. Por ser um tema muito instigante, sua
abordagem é tão variada quanto a quantidade de povos
e etnias que já atravessaram o território. Por isso, encon
tramos tantos autores debruçando-se sobre um assunto
que, realmente, provoca tantas divergências. Esta obra,
que poderia ser mais uma entre tantas, é uma conhecida
de longa data, que ainda nos surpreende pela capacida
de de seus autores de dialogar com fatos extremamente
atuais. Nessa reedição, foram acrescentados novos
tópicos, que dão conta dos fatos mais recentes e inespe
rados da região, como a Primavera Árabe, assim como
analisam atores importantes, como Turquia e Arábia
Saudita. Sempre de forma clara, simples e interessante,
o livro nos permite passear por temas áridos de forma
tranquila, oferecendo-nos uma visão ampla e contextu
alizada do assunto, tornando sua leitura indispensável
para entender a região.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Apresentamos algumas sugestões de atividades,
lembrando que elas poderão ser aproveitadas de diversas
maneiras, seja para seu uso integral, seja selecionadas se
gundo o tempo disponível e as características dos alunos.
1. Atividades com mapas. Um dos aspectos mais im
portantes dos estudos sobre o Oriente Médio refere-se
ao estudo dos mapas da região, portanto, sugerimos as
seguintes atividades:
Obs.: Para desenvolver esta atividade indicamos a
utilização do Moderno Atlas Geográfico, de Graça Maria
Lemos Ferreira. São Paulo: Moderna, 2011.
a) Com base no mapa político da Ásia, sugira que
os alunos observem e anotem os limites do continente
na direção dos quatro pontos cardeais, ou seja, onde
ele começa e onde termina. Depois disso, ressalte as
gigantescas dimensões continentais e peça que façam
uma divisão regional, agrupando os países da forma
que preferirem após definirem um critério para isso.
Discuta com eles os critérios utilizados. Em seguida,
explique que a divisão mais usada é por proximidade
geográfica e que, apesar de pequenas variações, são
mais comuns as seguintes regiões*: Ásia Setentrional,
Ásia Central, Extremo Oriente, Sudeste Asiático, Ásia
Meridional e Oriente Médio. Peça que leiam os primei
ros parágrafos da parte I do livro em que os autores
expõem os critérios utilizados para delimitar o Oriente
Médio. Aproveite e coloque também em discussão a
denominação da região dentro da Ásia, lembrando que
podem aparecer outras denominações para a mesma
área, como: Sudoeste Asiático ou Ásia Ocidental, e
que o nome Oriente Médio toma como referência o
continente europeu.
2
* O professor fica livre para utilizar a divisão regional
que preferir, essa é só uma sugestão.
b) Observando o mapa da região do Oriente Médio
apresentado no livro e utilizando um “mapa mudo” da
região, peça que os alunos identifiquem quais os seus
limites e que separem, por cores, o que eles acreditam
ser as fronteiras dos três continentes vizinhos: a própria
Ásia, a África e a Europa. Agora, com a ajuda do Atlas,
faça-os conferir se delimitaram a região e os continentes
que a cercam de maneira correta. Debata com eles a
importância estratégica da localização do Oriente Médio
na passagem entre três continentes e, com auxílio dos
professores de História, analise as possíveis implicações
disso ao longo do tempo.
c) Aproveitando a escala do mesmo mapa e agora
com o apoio dos professores de Matemática, sugira aos
alunos que calculem, aproximadamente, a área total da
região delimitada no livro como sendo o Oriente Médio.
Em seguida, sugira que produzam uma tabela com todos
os países que fazem parte da região atualmente e suas
respectivas extensões territoriais. Compare os dados da
tabela com os cálculos da área da região feitos anterior
mente e discuta, caso ocorram, diferenças significativas
entre os resultados.
d) Utilizando um mapa-múndi físico (ou de prefe
rência um mapa-múndi feito a partir de uma imagem
de satélite da Terra) peça aos alunos que observem as
possíveis semelhanças entre essa imagem do Oriente
Médio com a do vizinho, o continente africano. Logo
eles observarão a presença de um imenso areal cobrindo
ambas as regiões, ou seja, um enorme deserto. Solicite
que tracem no mapa (caso ele não possua) por onde
passa aproximadamente o Trópico de Câncer. Peça a
eles que procurem outros desertos ao longo desse para
lelo especial. Eles devem fazer o mesmo em relação ao
Trópico de Capricórnio. Eles ficarão impressionados ao
perceber que “coincidentemente” os principais deser
tos do mundo estão situados basicamente na mesma
latitude tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério
sul. Analise com eles se esse fato é apenas uma “coin
cidência” ou se há uma explicação científica para esse
fenômeno natural.
e) Utilizando um mapa físico do Oriente Médio e
com base nas descrições feitas na parte I do livro, no
tópico “Natureza, recursos e conflitos” analise com a
sala as características naturais da região. Primeiramente,
é possível destacar que as montanhas da região são de
formação recente e, portanto, apresentam grande ins
tabilidade geológica. Peça aos alunos que pesquisem na
internet sobre a frequência de terremotos na região e
depois verifiquem se nas matérias jornalísticas encontra
das há explicações sobre as causas dos abalos sísmicos.
Mostre um mapa com as placas tectônicas que formam
a região, analise com eles os motivos desses eventos
geológicos, bem como seus efeitos para a economia
e para a sociedade. Num segundo momento, já que a
questão geológica veio à tona, comente a formação do
petróleo na região. Releia os tópicos “A importância do
‘ouro negro’” e “Petróleo, arma política” para realçar a
importância estratégica do Oriente Médio na dinâmica
do mundo atual, enfatizando não só a concentração
das reservas na região do Golfo Pérsico, mas também a
pequena profundidade em que o petróleo é encontrado.
Tente associar esse fato com o movimento das placas
tectônicas. Em seguida ou após a releitura do item “A
escassez do ouro azul”, comente que, em meio a de
sertos e montanhas, são poucas as bacias hidrográficas
que chamam atenção (dependendo da escala do mapa,
a única bacia visível é a da Mesopotâmia). Dê destaque
para a existência do chamado “Crescente fértil”, área
naturalmente irrigada que se estende do Golfo Pérsico
(onde deságuam os rios Tigre e Eufrates, que formam
a Mesopotâmia), passa pela bacia do rio Jordão, na
região da Palestina, e vai até o vale do rio Nilo, que não
seca, apesar de atravessar todo o deserto do Saara,
na porção nordeste do continente africano. Discuta
com seus alunos como é o dia a dia das populações da
região em busca da água e peça que, organizados em
grupos, pesquisem e apresentem dados sobre as técnicas
de irrigação e dessalinização usadas no Oriente Médio
(com destaque especial para Israel) e em outras partes
do mundo, bem como seus prós e contras. Organize um
debate sobre o tema que envolva inclusive um estudo de
como estão os recursos hídricos da cidade onde moram.
2. Atividades interdisciplinares. Além de algumas
atividades envolvendo outras disciplinas já indicadas nas
atividades com mapas, sugerimos a seguir atividades
que procuram integrar os conhecimentos de Geografia e
Geopolítica com outras disciplinas por meio de temas afins.
a) Como, do ponto de vista econômico, a questão do
petróleo é a mais importante do Oriente Médio, seria in
teressante uma conversa com os professores de Química
no intuito de propor uma atividade conjunta, falando
desde sobre os hidrocarbonetos e dos combustíveis fós
seis até a discussão sobre o craqueamento do petróleo
e a produção de derivados. A Geografia analisaria a
espacialidade de todo o processo produtivo – a extração
do petróleo, o transporte, o refino e a distribuição de de
rivados. Em conjunto, os professores das duas disciplinas
poderiam coordenar um trabalho envolvendo a análise
3
de um “polo petroquímico”. Os alunos, organizados
em grupos, devem pesquisar sobre a localização dos
principais polos petroquímicos do país (ou do mundo,
se for o caso). Inicialmente, peça a eles que produzam
um mapa do Brasil que indique onde estão os polos
industriais. Depois, discuta com eles se essa localização
é só coincidência ou se foi estrategicamente defi nida.
Em seguida, peça aos alunos que pesquisem sobre o
processo de extração, transporte, refi no e distribuição
dos derivados, defi nindo os principais custos e os riscos
desses processos. Eles devem analisar a necessidade da
proximidade entre a refi naria e as indústrias que utilizam
os derivados de petróleo. Cada um dos grupos deve
apresentar as conclusões para a sala. Outra discussão
interessante seria referente a uma comparação entre o
Pico de Hubbert e a descoberta de novas jazidas de pe
tróleo em grandes profundidades, como as encontradas
no pré-sal brasileiro recentemente.
b) Com as disciplinas de Biologia e Sociologia, a
atividade interdisciplinar proposta envolveria o tema Pla
nejamento Familiar e Religião. Vale ressaltar que o tema
é complexo e pode gerar situações polêmicas envolven
do visões diferentes daquelas geralmente discutidas pela
ciência. Sugere-se uma cuidadosa, porém instigante,
abordagem sobre o assunto. Inicialmente, os alunos
deveriam pesquisar e produzir uma tabela que indique
por nome todos os países da região do Oriente Médio,
sua população total, a porcentagem da população que
vive em cidades (taxa de urbanização), o crescimento
vegetativo (e suas respectivas taxas de natalidade e mor
talidade), a taxa de fecundidade e a religião dominante
(e, se possível, em qual porcentagem). Dependendo
do que os professores desejarem, pode-se acrescen
tar outros itens à tabela. A Biologia pode contribuir
apresentando os conceitos de tamanho de população,
planejamento familiar, as diferenças entre taxa de na
talidade e taxa de fecundidade, o signifi cado de mulher
em idade fértil e outros tópicos que achar relevantes.
A Sociologia apresentaria e discutiria aspectos como a
questão política e o planejamento familiar, envolvendo
o papel do Estado nesse processo, e a questão cultural,
envolvendo o aspecto religioso. Sugira aos alunos que
pesquisem outras experiências em planejamento familiar
no Brasil e em outros países. Organize um debate para
que todos apresentem os dados pesquisados e discuta
com eles as tensões que envolvem esse assunto.
c) Com História, o assunto Oriente Médio apresenta
inúmeras possibilidades de interação, já que em diversas
passagens da história da chamada civilização ocidental a
região esteve relacionada a episódios importantes, desde
o mundo antigo até a idade contemporânea. A orienta
ção é manter contato com os professores de História e
verifi car em qual momento da programação essa apro
ximação com a Geografi a e a Geopolítica tornar-se-ia
interessante. De qualquer forma, algumas sugestões de
assuntos são: a região da Mesopotâmia e sua ocupação
no passado e no presente; a importância do mar Verme
lho desde a histórica travessia bíblica até a sua dinâmica
geográfi ca atual; a região da Palestina, talvez a mais
complexa de todas, e seus diferentes habitantes desde
o mundo antigo. Para esse último tópico é necessária a
releitura das partes 3 e 4, que detalham esse processo.
É importante pedir que os alunos acompanhem toda a
trajetória da ocupação usando mapas antigos e compa
rando-os com os da situação atual.
3. Atualidades. Indiscutivelmente, a região que possui
debaixo dos seus pés as maiores reservas de petróleo do
mundo, que é o berço das três principais religiões mono
teístas que existem e palco de tantos confl itos atuais não
sai das manchetes de jornais, revistas, rádios, televisões
e internet. Portanto, sugere-se que os alunos, mais uma
vez organizados em grupos, façam pesquisas sobre os
desdobramentos de todos esses confl itos. Como este
livro é muito recente, as pesquisas sobre fatos atuais
tornam-se inócuas. Assim, o caminho é que, depois de
lerem o tópico “Primavera Árabe” na parte 1 e na parte
5, que explica os casos de Afeganistão, Iraque e Irã, eles
pesquisem as diferentes visões dadas pela mídia sobre os
confl itos. Em outras palavras, eles devem buscar como
os diferentes órgãos de imprensa referem-se às partes
envolvidas nos confl itos. Uma sistemática que pode ser
aplicada é que cada grupo acompanhe o noticiário de
um ou, no máximo, dois órgãos de imprensa, devendo
fi car atentos ao tempo do noticiário dedicado a determi
nado problema, quais grupos aparecem como terroristas,
quais aparecem como vítimas, como são apresentados
aqueles que tentam agir como intermediários etc. Antes
de apresentar aos colegas o material observado, seria
interessante que o grupo já tivesse discutido e que esteja
claro qual a ênfase que determinado meio de comunica
ção dá ao problema. O ideal é que, ao apresentar suas
pesquisas à sala, o grupo, em vez de fazê-lo já de forma
crítica, reproduza o mesmo teor utilizado naquele órgão
da imprensa. Ao fi nal das apresentações, deve ser pro
movido um amplo debate sobre o assunto, analisando
as diferentes visões das notícias. A ideia é que percebam
como é difícil ou impossível para os meios de comuni
cação manter a imparcailidade na abordadem de temas tão complexos. A dissertação dos autores Nelson Bacic Olic
Geógrafo. Autor de livros didáticos e paradidáticos. Editor de Mundo:
Geografia a e Política Internacional (Editora Pangea) e Beatriz Canepa Jornalista e socióloga. Mestre em Relações Internacionais pela New School University, Nova York.orientações pedagógicas e Sugestões de atividades Marcelo ribeiro de Carvalho Maria Lúcia de Arruda Aranha
Suipeportencias também falham por excesso de confiança.
Confira a noticia no UOL .ttps://noticias.uol.com.br/
E assim caminha a humanidade.
Imagem ; Site Bandeiras.
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