terça-feira, 15 de setembro de 2026

Culpa será toda de Donald Trump.

 


O negacionismo científico é a recusa irracional em aceitar fatos, evidências e consensos comprovados pelo método científico, muitas vezes por motivos políticos, ideológicos ou financeiros. 

O que caracteriza o negacuonsimo ?

Criação de falsas controvérsias: Tenta fazer o público acreditar que um tema com total acordo na ciência ainda é uma dúvida em aberto.

Seleção de dados tendenciosos: Usa estudos isolados, falsos ou de baixa qualidade para tentar anular pesquisas sólidas.

Uso de teorias da conspiração: Acusa a comunidade científica de agir em conjunto para enganar a sociedade.

Ataque à reputação: Tenta desmerecer o trabalho de cientistas e de instituições de pesquisa confiáveis. 

As areas afetadas são :

Saúde pública: Movimentos antivacina e a negação da eficácia de tratamentos e doenças (como visto na pandemia da COVID-19).

Meio ambiente: A negação das mudanças climáticas e do aquecimento global gerado pela ação humana.

História e sociedade: A negação de fatos históricos documentados, como o Holocausto. 

O negacionismo científico na extrema direita contemporânea é uma estratégia política deliberada para enfraquecer a autoridade de instituições democráticas e promover agendas nacionalistas, ultraliberais ou reacionárias.

Negacionismo Climático: Apresenta as políticas globais de redução de carbono como uma conspiração internacional para limitar a soberania nacional e a liberdade econômica. 

Rejeição à Saúde Pública: Manifesta-se na oposição a vacinas e na desconfiança de agências sanitárias, frequentemente sob o discurso distorcido de defesa das liberdades individuais. 

Ataque à Epistemologia Científica: Utiliza a fabricação de falsas polêmicas, a escolha seletiva de dados (cherry-picking) e a desqualificação de pesquisadores para corroer consensos consolidados. 

Estratégia de Poder: O negacionismo deixa de ser um erro cognitivo isolado e passa a funcionar como elemento coeso de mobilização de base e alinhamento politico .

Consequências Globais e Locais: Prejudica a cooperação transnacional no enfrentamento de crises, enfraquece políticas de imunização coletiva e destrói o meio ambiente.

Ascensão da extrema-direita  

e do negacionismo científico  

(e climático): reflexos  

na ordem internacional 

Déborah Barros Leal Farias

Resumo: Um dos impactos da ascensão da extrema-direita no mundo tem sido o 

crescimento do negacionismo científico e climático. Este artigo explora as principais 

razões da correlação entre os princípios ideológicos da extrema-direita e o negacio

nismo científico/climático e as implicações de tal movimento na ordem internacio

nal. O artigo começa definindo o negacionismo científico, depois explica a conexão 

da extrema-direita com o negacionismo científico e climático, e finaliza com impli

cações para a ordem mundial.

Palavras-chave: extrema-direita; negacionismo científico; negacionismo climá

tico; mudanças climáticas.

Rise of the Far-Right and Scientific (and Climate) Denialism: 

Repercussions on the International Order

Abstract: The expansions of science denial and climate change denial are reflec

tive of the far-right rise globally. This article explores the main reasons behind the 

correlation between far-right’s principles and science/climate change denialism, 

and implications of the ideology for the international order. The article starts by 

defining science denial, then explains the link between the far-right and science/

climate change denialism and finishes with implications of this phenomenon to the 

international system.

Keywords: far-right; science denial; climate change denial; climate change.

52   ·   CEBRI-Revista

Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

Nas últimas décadas, partidos e forças da extrema-direita têm crescido de 

forma inegável. Diferentemente da direita “tradicional”, ancorada na 

democracia liberal, a extrema-direita pode ser definida como um movi

mento que se apresenta como antissistema, abertamente hostil a elementos tradicio

nais da democracia liberal e, em certos casos, hostil até mesmo à própria democracia 

(Bobbio 1994; Mudde 2019; Pirro 2021). Movimentos antidemocráticos, indepen

dentemente de uma associação política à direita ou à esquerda não são novos e nem 

desapareceram após os horrores da Segunda Guerra Mundial (Saull et al. 2015). 

Entretanto, com o fim da Guerra Fria, o “fim da História” foi anunciado por Fran

cis Fukuyama (1989; 1992): um mundo marcado pelo fim das batalhas ideológicas 

e pela vitória do sistema de democracia liberal ocidental. O entendimento à época 

era que partidos de extrema-direita, expressando opiniões abertamente antissemitas 

e racistas, não conseguiam chegar ao poder (Ignazi 1992). Porém, menos de três 

décadas mais tarde, a extrema-direita emergiu como a grande força de contestação. 

Adaptando a famosa frase do escritor Mark Twain, as notícias da morte de ideolo

gias contrárias à democracia liberal parecem ter sido exageradas. 

Este artigo foca em um reflexo específico do crescimento da extrema-direita 

com repercussão internacional sistêmica: a expansão do negacionismo científico, de 

forma geral, e o negacionismo climático, em particular. Pela lógica do negacionismo, 

no caso de choque entre uma ideologia ou visão de mundo preexistente e fatos científi

cos, estes últimos saem perdendo. Negacionismo científico não é um fenômeno exclu

sivo da extrema-direita e pode ser encontrado em indivíduos e grupos de qualquer 

posição ideológica (Washburn & Skitka 2017)1. Mas um elemento-chave que diferencia 

o negacionismo científico ligado à ascensão da extrema-direita (em relação ao advindo 

de outras ideologias) é sua atual visibilidade e capacidade de influência em larga escala. 

Nas últimas décadas, a extrema-direita passou da marginalidade política para uma 

posição proeminente e “normalizada”, e trouxe consigo visões específicas de mundo 

e uma “identidade” atrelada a elas. Ou seja, o negacionismo científico conectado aos 

valores da extrema-direita tem sido cada vez mais visível e influente no sistema interna

cional, justificando a necessidade de entender a relação entre esses elementos. 

Visando entender melhor esse fenômeno, este artigo está dividido em quatro 

seções analíticas: 1) definição do negacionismo científico; 2) ligação entre a extre

ma-direita e o negacionismo científico de forma geral; 3) caso específico da conexão 

1.  Por exemplo, movimentos considerados “alternativos” e contracultura têm um histórico de abraçarem o negacionismo, principalmente em 

relação a medicamentos e tratamentos alopáticos.

Déborah Barros Leal Farias é professora (Senior Lecturer) de Política e Relações Internacionais na 

Escola de Ciências Sociais da Universidade de New South Wales (UNSW) em Sydney, Austrália.

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   53

Farias

entre a extrema-direita e o negacionismo climático; e 4) implicações da ascensão da 

extrema-direita e seu negacionismo científico para a ordem mundial.

O QUE É O NEGACIONISMO CIENTÍFICO

O negacionismo científico não é novo e nem limitado a poucos assuntos. Esse 

fenômeno já se fez presente em relação a vários temas, como a negação da relação 

do câncer com o cigarro e da causalidade entre o vírus do HIV e a AIDS; a falsa 

crença de que certas vacinas causariam o autismo, sem contar com o terraplanismo, 

que em pleno século XXI ainda atrai seguidores.

É necessário ressaltar que o questionamento de fatos ditos científicos não é, 

por si só, uma coisa negativa. Pelo contrário, questionar premissas ontológicas e 

epistemológicas, métodos, resultados, evidências e relações de causalidade é parte 

de um processo inerente ao método 

científico. A evolução do conhecimento 

humano depende desse tipo de perguntas 

e desafios. Afinal, várias certezas ditas 

científicas já foram utilizadas para justificar 

a pretensa inferioridade “natural” de 

negros e mulheres, e novas evidências 

rechaçadas por egos feridos ou risco de 

perdas financeiras. Na visão crítica de 

Robert Cox (1981, 128), “teoria é sempre 

para alguém e para um propósito”. 

Questionar o que é apresentado como 

fato científico é, de forma geral, normal e 

positivo, e não implica, necessariamente, 

em negacionismo científico. Dito isso, 

são as ressalvas dessa frase que separam 

o questionamento científico “normal” do 

negacionismo científico. 

Questionar o que é 

apresentado como fato 

científico é, de forma geral, 

normal e positivo, e não 

implica, necessariamente, 

em negacionismo científico. 

Dito isso, são as ressalvas 

dessa frase que separam 

o questionamento 

científico “normal” do 

negacionismo científico. 

O negacionismo científico é marcado, acima de tudo, pela rejeição de fatos 

que não se encaixam com uma visão de mundo preexistente. Ao invés de a falta 

de aceitação de algo ser baseada em elementos propriamente científicos, como os 

métodos escolhidos ou a interpretação dos dados, o “não” vem a priori e baseado em 

valores individuais. O negacionismo é, antes de qualquer coisa, movido pela prote

ção de uma identidade e, portanto, não pode ser compreendido sem a consideração 

de um contexto social e político (Lewandosky & Oberauer 2016). 

54   ·   CEBRI-Revista

Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

Paradoxalmente, negacionismo científico não é sinônimo de anticiência. Esta 

envolve a rejeição do método científico por completo, como, por exemplo, advogam 

os criacionistas, que acreditam que somente a Bíblia explica literalmente a existên

cia do ser humano e de toda a vida na Terra. Já os negacionistas, esses rejeitam os 

resultados científicos contrários à sua visão de mundo e contra-argumentam usando 

outros dados supostamente científicos (Diethelm & McKee 2009; Rosenau 2012; 

Sinatra & Hofer 2021). Como resultado, o negacionismo científico traz consigo o 

verniz de um embate científico. Esse ponto é importante porque ajuda a separar o 

negacionismo da simples ignorância científica, em que um indivíduo reconhece que 

não sabe o que a ciência diz sobre um tema, ou quando acredita erroneamente 

em algo por conta da falta de conheci

mento sobre um assunto. Nesse caso, a 

aceitação de novas ideias não está con

dicionada a ideologia ou valores indivi

duais preexistentes, cuja solução envolve 

alfabetização científica (scientific literacy) 

(Miller 1983; Laugksch 2000; Chassot 

2003; Sasseron & Carvalho 2011).

O negacionismo científico pos

sui quatro características epistemoló

gicas (Hansson 2017, 40-43; Diethelm 

& McKee 2009; Cook 2020). A pri

meira é cherry-picking, uma expressão 

No caso do negacionismo, 

quaisquer informações 

que reforcem sua visão 

de mundo são aceitas 

imediatamente, enquanto 

aquelas que refutam são 

automaticamente colocadas 

sob o mais rígido escrutínio.

que se refere a uma escolha seletiva de fatos convenientes, como que à la carte, 

quando se levam em consideração apenas os dados que (re)afirmam a crença 

preexistente. A segunda, a negligência em refutar informações comprovada

mente ultrapassadas, como alguém que continuasse a acreditar na sangria como 

forma de cura de doenças por “limpar” o sangue de impurezas. A fabricação 

de controvérsias falsas é a terceira característica: o objetivo é criar a ilusão de 

que existe uma controvérsia científica real e que a comunidade científica “séria” 

estaria tratando uma questão como ainda em aberto, sem consenso formado. O 

elemento final levantado é: critérios distorcidos do que é necessário para tornar 

uma nova teoria ou descoberta aceita pela comunidade científica. Na ciência 

“normal”, aceitar de forma apressada pode ser perigoso, assim como exigir cer

teza absoluta é uma barreira praticamente impossível para qualquer descoberta. 

No caso do negacionismo, quaisquer informações que reforcem sua visão de 

mundo são aceitas imediatamente, enquanto aquelas que refutam são automati

camente colocadas sob o mais rígido escrutínio.

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   55

Farias

EXTREMA-DIREITA E O NEGACIONISMO CIENTÍFICO

Antes de discutir a relação entre a extrema-direita e o negacionismo cientí

fico, é necessário estabelecer o que é extrema-direita2. Não existe uma definição 

precisa do que seriam os valores da extrema-direita. Como já mencionado na intro

dução, de forma geral, a extrema-direita é marcada pela rejeição da democracia 

liberal – e defesa da democracia iliberal – e, em alguns casos, a rejeição à democracia 

como um todo – ou seja, a defesa da antidemocracia. Porém, é necessário começar por 

detalhar esse fenômeno com mais especificidade. Existe um forte vínculo entre a 

extrema-direita e valores socialmente conservadores (Pelinka 2013; Anievas & Saull 

2023). Ser socialmente conservador não 

significa ser ou apoiar a extrema-direita. 

A diferença está no fato de a extrema--direita abraçar o conservadorismo de 

uma posição radical, fundamentalista 

e intransigente. Na base dos valores 

da extrema-direita está a primazia da 

defesa das bases tradicionais da socie

dade, como família e religião, vistas de 

Ser socialmente conservador 

não significa ser ou apoiar 

forma exclusionária e hierárquica. Ou 

seja, apenas um tipo de família e uma 

religião são (ou deveriam ser) válidos. 

Mesmo que outras configurações ou 

crenças sejam “toleradas”, existe um 

desenho familiar específico (patriarcal) 

e uma religião superiores. Em vários 

casos, a xenofobia e o racismo também 

são abertamente defendidos dentro da 

mesma lógica: existe um grupo social

mente “superior” e que, consequente

mente e naturalmente, deveria ter mais 

voz e poder político do que os outros. O 

apelo ao passado também faz parte do 

discurso da extrema-direita, retratado 

como um tempo em que os valores do grupo “superior” eram os que guiavam a 

nação e que teria sido perdido/roubado/abandonado com a degeneração da socie

dade, resumido por Zygmunt Bauman (2017) com o conceito “retrotopia”. 

a extrema-direita. A 

diferença está no fato de 

a extrema-direita abraçar 

o conservadorismo de 

uma posição radical, 

fundamentalista e 

intransigente. Na base dos 

valores da extrema-direita 

está a primazia da defesa 

das bases tradicionais da 

sociedade, como família e 

religião, vistas de forma 

exclusionária e hierárquica.

2.  Neste artigo, os conceitos usados por Mudde (2019) – extreme right, far-right e radical right – serão condensados na expressão “extrema-direita”.

56   ·   CEBRI-Revista

Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

Um outro fenômeno frequente da extrema-direita – e com forte conexão com 

o negacionismo – é a tendência a abraçar teorias conspiratórias (frequentemente 

apocalípticas) com implicações para o cenário internacional, objeto de discussão 

mais à frente. As pessoas que acreditam em teorias conspiratórias procuram explicar 

grandes eventos políticos ou sociais como decorrentes de planos secretos, organiza

dos por um pequeno grupo de indivíduos e/ou organizações (Keelye 1999; Sunstein 

& Vermeule 2009; Douglas et al. 2017; 2019). Uma das principais características 

da “lógica” conspiratória é ser imune à falsificação. Ou seja, qualquer evidência 

contrária à certeza conspiratória é racionalizada como mais um exemplo da força e 

do alcance da conspiração, em uma visão paranoica do mundo (Lewandowsky et al. 

2013; 2015). Três princípios guiam a visão de mundo conspiracionista: nada acon

tece por acidente, nada é o que parece ser e tudo está interligado (Barkun 2013). 

Segundo Douglas et al. (2017, 538), indivíduos são atraídos por teorias conspirató

rias (comparadas com explicações não conspiracionistas) motivados pela promessa 

de satisfação psicológica epistêmica (desejo de entender, busca de certeza), existen

cial (desejo por controle e segurança) ou social (desejo de manter uma imagem posi

tiva de si mesmo ou do grupo). A ideia de uma elite global controlando o mundo 

é uma narrativa frequente entre aqueles que abraçam teorias conspiratórias (Cam

pion-Vincent 2017; Castanho Silva et al. 2017; Douglas et al. 2019). A princípio, 

essa posição não parece ser tão destoante da visão de acadêmicos realistas ou mar

xistas no campo das relações internacionais, focados nas grandes potências ou na 

elite capitalista. A grande diferença é que, na visão conspiratória, a elite costuma ser 

bem mais seleta, secreta e estaria “acima” do Estado e dos interesses capitalistas. Ou 

seja, esses atores seriam controlados por essa dita “elite”. Em narrativas mais extre

mas, adicionam-se acusações de antissemitismo, satanismo e até mesmo a presença 

de alienígenas como parte desse grupo misterioso. 

Como já dito, o negacionismo científico é baseado não em questões cientí

ficas, mas sim em questões identitárias. Consequentemente, é grande a probabi

lidade de rejeição (backlash) a fatos/descobertas científicas tidos como contrários 

aos “valores” defendidos pela extrema-direita. Um exemplo óbvio: a concepção de 

gênero binária e absolutista não aceita a complexidade biológica – muito menos a 

social – do conceito de gênero ou orientação sexual. O binário homem/mulher, a 

heteronormatividade e a identificação cisgênero não são vistos como comuns, mas, 

sim, “normais”. Portanto, qualquer possível variação é “anormal”. Divergências do 

padrão são tidas como aberrações à ordem “natural” das coisas, não importa o que 

especialistas digam. Uma tática comum para desacreditar expertise em casos como 

esse é apelar para o dito “bom senso popular” – uma reinterpretação do espírito vox 

populi, vox Dei – em que este teria mais valor e falaria mais alto do que a ciência (“todo 

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   57

Farias

mundo sabe o que é certo”). Um outro caminho usado para deslegitimar cientistas, 

usado principalmente pelo populismo de extrema-direita, é o anti-intelectualismo. 

Esse movimento classifica experts como membros da elite e, portanto, seguidores de 

uma agenda política contrária aos valores do povo “verdadeiro” (Mudde 2004; Ylä--Anttila 2018; Mede & Schäfer 2020), e frequentemente acusados de fazerem parte 

de movimentos conspiratórios de uma suposta “elite global”.

Tendo em vista os valores conservadores fundamentalistas abraçados pela 

extrema-direita, é fácil entender o desafio cognitivo de aceitar variações relativas a 

gênero e sexualidade. Porém, a agenda negacionista da extrema-direita tem pontos 

que não teriam por que ser abraçados, muito menos de forma tão contundente. Um 

dos exemplos foi a reação da extrema-direita (especialmente nos EUA e no Brasil) 

à pandemia Covid-19, marcada pelo negacionismo – negação do vírus, da eficácia 

e importância de vacinas, do uso de máscaras, do distanciamento social etc. –, por 

ataques a especialistas e teorias conspiratórias (Casarões & Magalhães 2021; Kalil 

et al. 2021; Stecula & Pickup 2021; Morelock & Narita 2022; Recuero et al. 2022; 

Wondreys & Mudde 2022; Chen et al. 2023). A princípio, não há nada que direta

mente predispusesse valores conservadores propriamente ditos à reação ferozmente 

negacionista. Porém, uma vez que essa posição foi atrelada à identidade e pertenci

mento de grupo, a lógica da correlação é irrelevante. A próxima seção explora com 

mais detalhes um outro exemplo de negacionismo que é presente em praticamente 

todo discurso da extrema-direita mundial e com impacto direto na ordem interna

cional: o negacionismo climático.

EXTREMA-DIREITA E O NEGACIONISMO CLIMATICO3

O negacionismo climático (climate change denial) é, “sem dúvida, a forma 

mais coordenada e bem financiada de negacionismo científico” (Björnberg et al. 

2017, 235). Ele pode ser definido como a não aceitação de que: 1) o fenômeno 

do aquecimento global existe; e/ou 2) que ele é antrópico, ou seja, decorrente de 

causas humanas (e não simplesmente “natural”). Estratégias negacionistas – inde

pendentemente do tópico discutido – podem ser separadas em três categorias: 

negacionismo literal, interpretativo e implicatório (Cohen 2001). O literal, como 

antecipa o próprio nome, representa a negação completa do fenômeno climático: 

ele simplesmente não existe. Ele seria apenas uma fabricação, uma farsa (hoax)4. 

Com o passar dos anos, tem ficado cada vez mais difícil sustentar essa posição, o 

3.  O tópico do negacionismo climático é explorado em mais detalhes no capítulo “Climate Change Denialism”, escrito pela mesma autora deste 

artigo, a ser publicado em 2025 no livro Oxford Handbook of Climate Action.

4.  No Brasil, um dos primeiros nomes a levantar essa bandeira foi o “filósofo” da extrema-direita nacional, Olavo de Carvalho (Carvalho 2007).

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Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

que tem levado ao crescimento das outras formas de negacionismo (Fischer 2019; 

Shue 2022). O negacionismo interpretativo aceita que o aquecimento global está 

acontecendo e é causado por atividades humanas, porém suas consequências e a 

urgência em ações para mitigar o fenômeno estariam sendo exageradas. O nega

cionismo implicatório foca na responsabilidade: se aceita a realidade do aqueci

mento global antropogênico, mas não há nada que possa ser feito a respeito do 

problema – ou seja, “não é minha responsabilidade” (Cohen 2001; Wullenkord & 

Reese 2021). Esses dois últimos tipos de negacionismo são, hoje em dia, os mais 

prevalentes. Mais do que dizer que os cientistas estão simplesmente errados, o 

mais comum é ressaltar a existência de (supostas) dúvidas ou controvérsias entre 

os cientistas, ou seja, uma forma mais “moderada” de negacionismo que tem tido 

mais “sucesso” do que o negacionismo climático literal (Cann & Raymond 2018).

Assim como o negacionismo científico, o negacionismo climático também 

não é um fenômeno exclusivo da extrema-direita. Uma pesquisa conduzida por 

Hornsey et al. (2018) em 24 países encontrou uma série de correlações – e nuances – importantes. Em três-quartos dos casos analisados, não havia relacionamento 

significativo entre negacionismo climático e o conjunto das cinco variáveis de 

ideologia analisadas: posição política mais à direita/esquerda, ideologia política 

liberal/conservadora, crença em teorias conspiratórias, nível de individualismo e 

valores hierárquicos/igualitários. Mas, em praticamente todos os países, achou-se 

uma correlação positiva entre ideologia conservadora e negacionismo climático, 

embora com relativa baixa intensidade na Europa Ocidental. Os Estados Unidos 

e, de forma um pouco menos contundente, Brasil, Austrália e Canadá se desta

caram como os países onde foram registradas as correlações mais fortes entre 

negacionismo climático e orientação política à direita, valores conservadores, altos 

níveis de crença em teorias conspiratórias, preferência pelo individualismo e posi

cionamento contrário à redução de desigualdades sociais. Ou seja, nem todos os 

negacionistas climáticos são de extrema-direita, e nem todos aqueles que abra

çam a extrema-direita são negacionistas climáticos. Porém, existe uma correlação 

positiva entre esses dois pontos, seja ela mais ou menos forte dependendo do caso 

específico. Essa pesquisa reafirmou os resultados de uma meta-análise também 

conduzida por Hornsey et al. (2016), que concluiu que filiação e ideologias polí

ticas eram as duas variáveis mais fortemente relacionadas com negacionismo cli

mático – significativamente mais do que nível educacional ou de renda (ver tam

bém Lockwood 2018; McCright & Dunlap 2011a; 2011b). Nessa visão de mundo, 

cientistas e ativistas ambientais são vistos como sendo “agentes” ideológicos da 

esquerda – se não, comunistas – e, muitas vezes, como parte de atores fomentadores 

de uma agenda “globalista” e socialmente “lacradora” (woke).

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   59

Farias

Dentro do contexto dos que abraçam o negacionismo climático, também existe 

uma correlação positiva com gênero: várias pesquisas mostram que o negacionismo é, 

em geral, um fenômeno mais comum entre homens do que entre mulheres, principal

mente visível no contexto de homens que se identificam como conservadores (Jylhä et 

al. 2020; McCright & Dunlap 2011a; Milfont & Sibley 2016; Nelson 2020; Wullenkord 

& Reese 2021). Nessa interseção entre negacionismo climático, valores conservadores e 

misoginia, ser a favor de pautas de defesa do meio ambiente é ser visto como algo afe

minado, resumido no conceito de “petromasculinidade” (Daggett 2018; Nelson 2020).

Um dos motivos de os EUA se destacarem na ligação entre conservadorismo 

e negacionismo climático decorre da força política de think tanks conservadores – 

integrantes do grupo chamado por Oreskes e Coway (2011) de “comerciantes da 

dúvida” (merchants of doubt). Esses atores são um dos grupos mais fortes a levantar a 

bandeira do negacionismo climático, ao criar, disseminar e amplificar informações 

pró-negacionistas, e “amarrar” o negacionismo climático à identidade conservadora 

(Brulle et al. 2012; Brulle 2014; 2023; Dunalp 2013; Dunalp & Jacques 2013; Busch 

& Judick 2021). Organizações como a Heritage Foundation, o Cato Institute e o Ameri

can Enterprise Institute (AEI) fazem parte da “máquina de negacionismo [climático]” 

(Dunlap 2013; Dunlap & McCright 2011) e contam com amplo financiamento de 

empresas e setores cujos interesses econômicos se alinham com o status quo – i.e.,  

continuação na alta emissão de gases estufas –, tais como os setores petrolífero, 

petroquímico e de mineração. Esses setores também são responsáveis por um outro 

tipo de organização que também trabalha em prol do negacionismo climático, mas 

de forma mais insidiosa, usando nomes escolhidos para parecerem científicos – ou 

até mesmo pro-meio ambiente – mas cuja função é propagar o negacionismo climá

tico com um verniz de neutralidade (Cho et al. 2011; Byrne 2020). Um exemplo: 

a Global Climate Coalition (Coalização Climática Global), que funcionou de 1989 a 

2002, com membros como o American Petroleum Institute (Instituto de Petróleo dos 

EUA) e a National Association of Manufacturers (Associação Nacional de Fabricantes [de 

produtos manufaturados]), cujo objetivo principal era obstruir políticas domésticas e 

negociações internacionais voltadas para frear o aquecimento global (Brulle 2023). 

EXTREMA-DIREITA, NEGACIONISMO CIENTÍFICO  

E A ORDEM MUNDIAL

A ascensão da extrema-direita, que trouxe consigo uma forte propensão ao 

negacionismo científico (e climático), já tem repercutido direta e indiretamente na 

ordem internacional. Dois casos se destacam nessa repercussão direta. Primeira

mente, o caso do aquecimento global, discutido na seção anterior. O outro exemplo 

60   ·   CEBRI-Revista

Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

é a pandemia do vírus Covid-19, que demonstrou o enorme impacto da ligação entre 

a extrema-direita e o negacionismo (Ward et al. 2020; Debus & Tosun 2021; Kalil 

et al. 2021; Sturm & Albrecht 2021; Albrecht 2022; Stoeckel et al. 2022). O nega

cionismo relativo à Covid-19 não foi – 

nem continua sendo – um fenômeno 

exclusivo da extrema-direita. Porém o 

impacto do negacionismo advindo da 

extrema-direita é (mais) significativo por 

conta do (maior) poder político atual 

dessa ideologia em um número cada vez 

maior de países, comparado com aquele 

da extrema-esquerda, por exemplo. 

[...] o impacto do 

negacionismo advindo da 

extrema-direita é (mais) 

significativo por conta 

Se um líder ou partido de extre

ma-direita está no poder e sua base 

eleitoral tem um perfil negacionista, é 

racional imaginar que existem vanta

gens políticas em dobrar a aposta nega

cionista no contexto interno em detri

mento de compromissos internacionais. 

do (maior) poder político 

atual dessa ideologia em 

um número cada vez maior 

de países, comparado 

com aquele da extrema- 

esquerda, por exemplo. 

Consequentemente, um dos principais efeitos do negacionismo em larga escala é o 

impacto negativo na cooperação mundial, principalmente em relação aos “proble

mas sem passaportes”, conceito popularizado pelo ex-secretário-geral das Nações 

Unidas Kofi Annan (2002). Um elemento em comum desses problemas – desafios 

cujas causas e consequências transcendem as limitações políticas e sociais decor

rentes da soberania estatal – é que eles, por sua própria natureza, só podem ser 

solucionados por meio de ampla cooperação internacional. Ou seja, eles necessitam 

de uma governança global, uma ideia que, apesar de distinta, transita facilmente no 

conceito de ordem liberal internacional (Weiss 2015; Zürn 2018). 

Governança global pode ser definida como o exercício de autoridade através 

de fronteiras nacionais, juntamente com normas e regras consentidas que se esten

dem além do Estado-Nação, justificadas com referência a bens comuns ou problemas 

transnacionais (Zürn 2018, 4). De modo geral, a extrema-direita não vê governança 

global com bons olhos, já que ela pressupõe o relativo “enfraquecimento” da sobera

nia nacional em nome de valores da democracia liberais aos quais a extrema-direita 

se opõe. A natureza difusa da governança global, sem uma liderança clara e visível, 

fornece terreno fértil para teorias conspiratórias especularem quem “realmente” 

estaria no comando. Mas esse não é o único desafio. A complexidade envolvida na 

solução de problemas globais naturalmente gera questionamentos: qual a causa, de 

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   61

Farias

quem é a responsabilidade, qual a melhor solução, quem se beneficia do problema 

(ou da solução) etc. Essas perguntas são, a princípio, naturais e saudáveis. Porém 

essa complexidade também aumenta o espaço para a criação e difusão de narrativas 

conspiratórias, ancoradas nos pilares já mencionados (Barkun 2013): nada acontece 

por acidente, nada é o que parece ser e tudo está interligado. 

No contexto da extrema-direita mundial, o conceito “globalismo”, ou melhor, 

anti-globalismo, tem tido destaque. Baseado numa visão conspiratória, haveria um 

conluio entre várias forças – grandes capitalistas, partidos de esquerda, mídias tradi

cionais, universidades, cientistas, burocratas de organizações internacionais, ONGs 

etc. – para controlar o mundo. O objetivo desse suposto grupo seria eliminar valores 

tradicionais e impor valores progressistas (tidos como degenerados), anticristãos e 

cosmopolitas do dito “marxismo cultural” – assim como argumentado no Brasil 

pelo ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo (Casarões & Farias 2022). 

Outra conspiração global propagada pela extrema-direita é a do Great Replacement, 

ou “Grande Substituição”, baseada na ideia de que populações etnicamente homo

gêneas (brancas e cristãs) estariam sendo substituídas por estrangeiros (não brancos 

e não cristãos, geralmente muçulmanos) (Cosentino 2020; Ekman 2022). 

Apesar de a extrema-direita ser essencialmente antiglobal, existem ligações 

globais conectando indivíduos e grupos. A internet e as mídias sociais têm tido um 

papel fundamental no adensamento dessa network entre indivíduos com visão de 

mundo semelhante. Porém, existe um verdadeiro “ecossistema” da extrema-direita 

mundial que conta com think tanks e mídias conservadoras, (pseudo) intelectuais e jor

nalistas, celebridades e “influenciadores”, que alimentam e difundem elementos da 

extrema-direita pelo mundo (Mudde 2019; Stewart 2020), formando o equivalente 

a uma “comunidade epistêmica” (Haas 1992). Em decorrência de avanços tecnoló

gicos, textos e áudios podem ser rapidamente traduzidos e distribuídos, facilitando 

ainda mais o alcance de ideias ainda malvistas em ambientes políticos não extremis

tas. Dessa forma, os mesmos discursos e argumentos negacionistas e conspirações da 

extrema-direita, apesar de (aparentemente) difusos em sua origem, acabam sendo 

reproduzidos de forma global (Ramos & Torres 2020).

Um resultado da relutância da extrema-direita em cooperar para a gover

nança global de problemas mundiais é que ela tende a piorar a desigualdade mun

dial. Por exemplo, os grupos naturalmente mais predispostos a serem afetados 

pelo aquecimento global de forma mais dura e imediata são justamente grupos 

sociais marginalizados doméstica e internacionalmente, como pobres, imigrantes 

e mulheres (Jylhä & Hellmer 2020, 317-8). Ou seja, apesar de o problema ser 

universal, os custos da inação climática não são/serão distribuídos igualmente. A 

lógica semelhante se aplica à pandemia do Covid-19: o alcance do negacionismo 

62   ·   CEBRI-Revista

Ascensão da extrema-direita e do negacionismo científico (e climático): reflexos na ordem internacional 

e das teorias conspiratórias propagadas pela extrema-direita ultrapassaram essa 

“bolha” ideológica e atingiram pessoas com menor grau de educação formal 

e renda (Romer & Jamieson 2020; Lazarus et al. 2021). Isso fez com que um 

número muito maior de pessoas deixasse de se vacinar, usar máscaras, praticar 

o distanciamento social e/ou demorassem para procurar atendimento médico 

no início de sintomas mais sérios, com efeitos deletérios ainda mais graves para 

indivíduos e comunidades dependentes de serviços públicos de saúde já institu

cionalmente fragilizados antes mesmo da pandemia.

CONCLUSÃO

O negacionismo científico pode se dar em relação a qualquer tema. Porém, ele 

tem maior chances de ganhar projeção quando se trata de fenômenos relativamente 

novos e/ou naturalmente complexos e multifatoriais, já que a incerteza proporciona 

um terreno fértil para a imaginação. Apesar de o negacionismo não ser exclusivo 

da extrema-direita, o crescente poder e a “normalização” desse movimento político 

têm amplificado o alcance e a força de 

narrativas negacionistas – e frequente

mente conspiratórias. A pandemia do 

vírus da Covid-19 e a não aceitação da 

realidade do aquecimento global têm 

mostrado, de forma contundente e ine

gável, a dimensão global do negacio

nismo científico propagado pela extre

ma-direita e os efeitos desse fenômeno 

na ordem mundial. 

Entretanto, existem alguns gran

des cuidados que todos devem ter ao 

lidar com o tema do negacionismo 

científico, com dois sendo aqui destaca

dos. Primeiramente, nem todo questio

namento à ciência tida como “certa” e 

A pandemia do vírus da 

Covid-19 e a não aceitação 

da realidade do aquecimento 

global têm mostrado, 

de forma contundente e 

inegável, a dimensão global 

do negacionismo científico 

propagado pela extrema

direita e os efeitos desse 

fenômeno na ordem mundial.

amplamente aceita deve ser equiparado a negacionismo. O método científico tem 

como base fundamental a busca pela verdade com base em novas perguntas, dados, 

métodos e interpretações. Ou seja, o método científico nunca deve ser subjugado ao 

dogma das respostas existentes. O que separa a dúvida científica do negacionismo 

é que, nesse caso, a não aceitação do que diz a ciência decorre de juízos de valor 

preexistentes – portanto, não importa o que a ciência diz. E como o negacionismo 

Ano 3 / Nº 11 / Jul-Set 2024   ·   63

Farias

não se entende como anticiência, a rejeição e o preconceito (no sentido original, de 

conceito preexistente) são racionalizados usando a linguagem científica. Portanto, 

não se combate o negacionismo científico com simplesmente mais dados ou mais 

informação científica. Para “abrir a mente” de um negacionista é importante o reco

nhecimento de que a “dúvida” científica está, na verdade, baseada em algo além da 

ciência. Em segundo lugar, o negacionismo científico não é exclusivo da ideologia 

da extrema-direita – o mesmo sendo válido para teorias conspiratórias. Em um uni

verso político diverso, é fundamental: 1) não esquecer que outros grupos ideológicos 

(latu sensu) também podem cultivar seus próprios negacionismos e conspirações, e 

que também podem ser problemáticos se tiverem grande alcance; e 2) continuar a 

barrar a influência do negacionismo na elaboração de políticas públicas. 

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Como citar: Farias, Déborah Barros Leal. 2024. 

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To cite this work: Farias, Déborah Barros Leal. 

2024. “Rise of the Far-Right and Scientific (and 

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International Order.” CEBRI-Journal Year 3, No. 11 

(Jul-Sep): 52-68. 

DOI: https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.

cebri2024.11.02.03.52-68.pt. O artigo da autora Déborah Barros Leal Farias

Os Estados Unidos registraram mais de 1 milhão de mortes oficiais por COVID-19 durante a pandemia, marca ultrapassada em maio de 2022.

Total de óbitos: Mais de 1 milhão de mortes confirmadas  e prováveis. 

Comparações históricas: O total de vítimas superou a soma de americanos mortos na Primeira Guerra Mundial, na Segunda Guerra Mundial e na Guerra do Vietnã juntas. Segundo o Portal G1 da Rede Globo.

Norte americanos que foram assassinados por Donald Trump . E quantos serão mortos por sarampo //?

Confira a noticia no UOL.            https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/09/15/sarampo-volta-a-matar-nos-eua-e-confianca-em-vacina-cai.ghtm

 

E assim caminha a humanidade.

Imagem do UOL .


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