A maquina partidária é a capacidade de influencia geopolítica, financeira e política, que um partido possui, não somente em termos de defender seu território político, como também aumentar sua influencia geopolítica, financeira e hierárquica dentro e fora de seu espectro político.
Na área geopolítica, uma maquina partidária, as políticas territoriais na relação de poder e influencia dentro de seu espectro político, aonde se visa manter seu poder e influencia política dentro de um determinado seguimento. Uma maquina partidária, envolve no seu sentido geopolítico, o gerenciamento e expansão de poder e influencia de um determinado partido em um determinado espectro político.
Na área hierárquica, uma maquina partidária é uma esfera de poder aonde um determinado partido administra e mantem sua hierarquia e influencia , em conjunto de expansão territorial, na administração governamental , aonde este partido se torna a maior agremiação política dentro de um determinado espectro político.
Uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia absoluta de um determinado partido dentro do seu espectro político. Com uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia expansionista de um determinado partido, além das bases do seu espectro político.
No âmbito financeiro, uma maquina partidária, garante á um determinando partido, se sobrepor pelo poder econômico. Mantendo sua influencia geopolítica e hierárquica, uma maquina partidária, representa a concepção total na sua "natureza política", em uma clara manifestação da hierarquia econômica, política e territorial de um determinando partido, dentro e fora de seu espectro político.
Uma maquina partidária, garante a "natureza política" de um determinado partido, no seu total e absoluto poder e influencia expansionista por meio do seu poder econômico, que se traduz na "natureza política", dentro e fora do seu espectro político, em uma influencia geopolítica, hierárquica e financeira, pelo "natureza política" do poder econômico que uma maquina partidária proporciona á um determinado partido político.
Uma maquina partidária, garante á um determinado político, a plena capacidade de estrutura e poder político, para se adaptar organicamente a qualquer mudança em uma sociedade.
Câmara dos Deputados é a câmara baixa do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado do Senado Federal, faz parte do Poder Legislativo da União em âmbito federal. A Câmara está localizada na praça dos Três Poderes, na capital federal, e é composta pela Mesa da Câmara dos Deputados do Brasil, pelo Colégio de Líderes e pelas Comissões, que podem ser permanentes, temporárias, especiais ou de inquérito.
O Senado Federal é a câmara alta do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado da Câmara dos Deputados, faz parte do Poder Legislativo da União. A atual legislatura é a 57.ª.
O Congresso Nacional e as suas Casas terão comissões permanentes e temporárias constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
As comissões parlamentares de inquérito que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das suas respectivas casas, serão criados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço dos seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civíl e criminal dos infratores.
Durante o recesso, haverá uma comissão reprentativa no Congresso Nacional, eleita por suas casas na ultima sessão ordinária do período legislativo em atribuições definidas no regimento comum cuja composição, reproduzirá quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. De acordo com os dados do meu livro sobre a Constituição Federal do Brasil de 1988, do autor Guilherme Pena de Moraes.
Os partidos de centro são aqueles que conciliam visões de igualdade, uma bandeira mais à esquerda, com preocupações como liberdade individual. O centro procura conciliar visões pró-mercado e crescimento econômico com justiça social.
Importante é não confundir os partidos de centro com oportunismo. Ou com partidos que ficam em cima do muro Ou com o centrão que existe no Brasil.
A direita se recusa a discutir questões de gênero A direita é contra as cotas sociais na universidades A direita é mais defensora da produção em alta escala do que da proteção ambiental. O centro procura sintetizar as questões. O centro acredita em desenvolvimento econômico equilibrado com proteção ambiental.
A direita defende o papel do Estado Mínimo Sendo o Estado limitado á ordem pública. Dando preferencia para o mercado na coordenação da vida social.
A Direita. Principalmente a Direita Liberal. Defende uma educação técnica, com foco em profissões que sejam muito uteis a economia do país. A Direita defende a educação privada. Com distribuição de vouchers pelo Estado, para viabilizar o financiamento da educação das pessoas de baixa renda por meios da iniciativa privada.
A Direita defende o crescimento econômico sem que haja qualquer interferência do Estado na economia. A Direita acredita que o mercado deve funcionar livremente. Sem que haja intervenção do Estado.
A Direita foca na questão da inflação. A Direita acredita que as empresas devem atuar com pouca flexibilização Podem ter sua proteção com pouca legislação ambiental e com flexibilização das leis trabalhistas.
A Direita defende total corte de gastos públicos. Mas tende a ser mais simpática com gastos com a defesa e o setor militar.
Na Saúde. A Direita aceita o papel do Estado. Mas sendo voltado para o investimento privado na saúde.
A Esquerda prega a igualdade social, a distribuição re renda igualitária e a justiça social. A Esquerda acredita que é papel do Estado atuar no combate as desigualdades.
A esquerda foca em educação emancipatória contextualizando o ambiente que os alunos vivem A Esquerda acredita que a educação deve ser voltada para a cidadania e os valores humanos . A esquerda também defende o investimento na educação pública.
Com foco na questão social, a esquerda prega a regulação do sistema financeiro e uma intervenção maior do estado na economia . A esquerda tende a se preocupar mais com o desemprego.
Uma esquerda mais moderna. Tem foco no empreendedorismo. No Uruguai, governos de esquerda souberam aprimorar a facilidade para fazer negócios.
A esquerda aceita eventuais déficits fiscais. Para que se possa investir em saúde, moradia , educação e política sociais. Modelos como SUS.
O centrismo na política, dentro do conceito da existência de uma esquerda e direita, é a posição de quem se encontra no centro do espectro ideológico. Para alguns, há apenas duas posições políticas: a de esquerda e a de direita. Porém, além dessa dicotomia há a visão centrista, que é utilizada pelos moderados. Vertentes do liberalismo se encaixam no centro uma vez que defendem pontos de vista considerados de esquerda por quem é da direita tradicional e por defenderem pontos de vistas considerados de direita pela esquerda tradicional.
Um partido político ou indivíduo ideologicamente centrista não defende nem capitalismo nem socialismo absolutos, mas vê a necessidade de conciliar capitalismo com atenção a carências sociais numa democracia, podendo ser mais culturalmente liberal. Na visão da política de centro, não deve haver extremismos ou intransigências na sociedade. Os seus principais valores são: oposição ao radicalismo sustentado pelo equilíbrio que cria a tolerância que defende a coexistência pacífica. Entretanto, há partidos e políticos que se descrevem ou são descritos como "centristas" por serem sincréticos ou, de fato, fisiologistas.
O conservadorismo é uma corrente de pensamento que visa promover a manutenção dos valores, práticas e a manutenção das instituições e dos valores tradicionais da sociedade.
O conservadorismo, na sua O conservadorismo é uma corrente de pensamento que visa promover a manutenção dos valores, práticas e a manutenção das instituições e dos valores tradicionais da sociedade.
O conservadorismo, na sua essencia, valoriza as tradições, a hierarquia, a autoridade e os direitos de propriedade privada. O conservadorismo, tem como foco, a continuidade, se opondo as políticas progressistas e revolucionárias.
Um conservador, na sua essencia, defende a manutenção do status quo, ou o retorno aos valores de uma época passada. O conservadorismo político, é algo relacionado com as políticas de direita, na defesa da propriedade privada, da acumulação de capital, da riqueza pessoal e do individualismo.
O conservadorismo político, visa impedir que qualquer mudança aconteça em uma sociedade. O conservadorismo político, é algo que visa impedir quaisquer mudanças de caráter revolucionário, que venham ter repercussões institucionais profundas e imediatas, tanto no país, quanto na sociedade como um todo.
Em relação as mudanças sociais, o conservadorismo político, é algo que entende que as mudanças sociais precisam acontecer á partir das instituições tradicionais e nunca contras elas.
O conservadorismo político, é algo que interpreta que a tradição, a escola, a família e a religião, devem ser as bases da sociedade em qualquer país no mundo.
O conservadorismo político, é algo que interpreta que as mudanças sociais, somente devem ser acontecer de maneira gradual e moderada, sem afetar a manutenção dos valores da civilização, como a família, a escola e a religião.
O conservadorismo tradicional, é a uma corrente a direita que defende as manutenções da autoridade, da ordem, das tradições em uma sociedade.
O conservadorismo enaltece a hierarquia como o seu pensamento no campo social . Já no campo da economia, o conservadorismo defende como os valores sócio econômicos, as seguintes vertentes:
01 ) O conservadorismo econômico que favorece os interesses dos donos do capital privado no Estado.
02) O conservadorismo econômico voltado totalmente ao controle de gastos, em nome de uma austeridade econômica.
03) O conservadorismo econômico defende uma hierarquia social baseada em uma sociedade de classes. Sendo assim. O conservadorismo econômico, tem uma total resistência contra quaisquer programas sociais.
O conservadorismo também defende uma não separação entre a religião e o estado. O conservadorismo tradicional, defende uma hierarquia social, com uma sociedade em que se baseie as questões de raça, cor, gênero, etnia, etc...
O conservadorismo defende que os direitos humanos não são prioritário a em uma sociedade Como uma forma de manter instituições consideradas sagradas e tradicionais. Tais como religião, família e escola, por exemplo.
Progressismo refere-se a um conjunto de doutrinas filosóficas, sociais e econômicas baseado na ideia de que o progresso, entendido como avanço científico, tecnológico, econômico e comunitário, é vital para o aperfeiçoamento da condição humana. Essa ideia de progresso integra o ideário iluminista e tem, como corolário, a crença de que as sociedades podem passar da barbárie à civilização, mediante o fortalecimento das bases do conhecimento empírico. O progressismo está ligado à ideia de "progresso infinito" mediante transformações da sociedade, da economia e da política. A ideia de progresso, por sua vez, é frequentemente relacionada com o evolucionismo e o positivismo.
O progressismo é a doutrina segundo a qual certas medidas econômicas e sociais – impulsionadas sobretudo pela ciência e tecnologia – são imprescindíveis para a melhoria da condição humana. Também está relacionado à ruptura de padrões sociais tradicionais, que por sua vez promoveriam valores como liberdade e igualdade.
Desde seu surgimento, o progressismo já se alterou muitas vezes e adotou diversas bandeiras, dentre as quais , os direitos trabalhistas, programas sociais, entre outros. Nesse contexto, o progressismo se adaptou bem ao pensamento social democrata e até hoje ambos se encontram fortemente associados.
O Progressismo é marcado por lutas sociais em prol de minorias ou grupos historicamente marginalizados pela sociedade, como, por exemplo, o movimento negro, o feminismo, os direitos dos povos originários e movimentos relacionados a orienO progressismo é uma corrente de pensamento de espectros filosóficos, sociais e econômicos, que se baseia no pensamento de que o progresso é algo absolutamente vital para a condição humana.
O progressismo é um espectro político, que entende os avanços científicos, tecnológicos e sociais, como algo indispensável ao pleno avanço e progresso em uma sociedade moderna e contemporânea.
O progressismo é um espectro político que defende que uma sociedade caminha para os plenos avanços, estando em constante evolução nos campos econômico, acadêmico, tecnológico, social e cientifico.
O progressismo, é um espectro político, que defende que o pleno conhecimento cientifico e acadêmico, são as fontes de progresso e aperfeiçoamento de uma todas as civilizações do mundo.
O progressismo, é um espectro político, que defende o pleno aperfeiçoamento intelectual, social, moral e cientifico, político e social, como a base fundamental para o progresso e avanço dentro de uma sociedade em todas as civilizações do mundo.
A progressismo defende que a sociedade deve ter um pleno avanço, nos campo social, acadêmico, intelectual, político, tecnológico e cientifico, com uma forma da sociedade moderna ter um progresso que possa impulsionar os avanços tão necessário a todas as sociedades modernas no mundo. Segundo o Sociólogo, Mestre e Doutor César Portantiolo Maia. No quarto período da Habilitação em Jornalismo na Comunicação Social. Pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM)
O CONCEITO DE MÁQUINA K)LÍTICA
Ricardo Borges Gama Neto*
1 - O Desenvolvimento do Conceito '
O conceito de máquina politica surgiu dos primeiros
estudos sobre a política partidária norte-americana. Inicialmente
as máquinas eram concebidas como anomalias que interferiam na
vida pública, e se caracterizavam pela utilização de mecanismos
considerados pouco lícitos, quando não criminosos, tais como:
corrupção, violência, suborno, fraude eleitoral, clientelismo,
etc... Estes estudos partiam do princípio de que "as máquinas
eram imorais" (Gottfried, 1968: 248). Em contraste com as
máquinas políticas, estes estudos percebiam os clubes políticos e
as agremiações partidárias como o lado bom e digno da prática
política. Desta maneira, enquanto estes últimos faziam a política
legítima, sustentados na ideia da realização do bem público, as
máquinas promoviam a política ilegítima, tendo como único
objetivo a maximização dos ganhos pesssoais de seus líderes.
Este tipo de entendimento do que era o partido máquina fazia
com que muitos estudos de política local fossem reduzidos a
meras denúncias moralistas onde "máquinas honestas eram algo
não natural" (ibidem).
A partir da década de 1930, as pesquisas afastaram-se de
tais pressupostos éticos e passaram a investigar as máquinas
assumindo uma atitude axiologicamente neutra. No entanto,
estes trabalhos possuíam uma visão pouco nítida teoricamente da
máquina enquanto tipo específico de partido político. Um claro
exemplo destas falhas é a definição dada por Gottfried do que
seja o partido-máquina. Segundo este autor aquela seria qualquer
* Professor Departamento de Ciências Sociais da UFRR.
' Este trabalho sobre o conceito de mAgim^ politica é uma versão modificada ad
hoc de parte do referencial teórico de minha dissertação de mestrado em Ciência
Politica defendida em março de 1995 na Universidade Federal de Pernambuco.
"organização hierárquica cujos membros desempenhassem
diferentes funções, representassem vários papéis e ocupassem
vários setores. E tivessem ainda uma liderança que definisse e
seguisse objetivos e políticas com eficiência e regularidade tais
que pudessem ser comparadas a um esquema de máquina"
(ibidem). Estas falhas teóricas faziam com que as análises
perdessem a especificidade da máquina política enquanto objeto
de análise, permitindo que qualquer estrutura institucional
rigidamente hierárquica fosse colocada dentro deste conceito.
Não obstante estas claras imprecisões conceituais, dois
trabalhos desta mesma linha de investigação, ou seja, a que
tentava analisar a máquina política de uma postura neutra, foram
importantes no aprofundamento e na especificação do conceito.
O primeiro trabalho foi o de Harpld Gosnell (1968)2, que
destacou entre outros aspectos o caráter de agregador social da
máquina política democrática na cidade de Chicago. Em seu
estudo, este autor demonstra que a cidade era altamente dispersa
e desorganizada, com alto potencial conflitivo. Isto se devia ao
fato de que sua área urbana abrigava uma grande
heterogeneidade étnica, social e religiosa. Somando-se a sua
diversificada composição social, os efeitos nefastos da grande
depressão de 1930 que multiplicavam por muito o seu potencial
conflitivo. Desta maneira, a atuação da máquina reduzindo o
grau de conflito demonstra o seu lado positivo como organização
política. No entanto, Gosnell também observa o lado negativo
daquela maneira de fazer política e advertiu que os "frequentes
métodos empregados pelo partido-máquina para financiar suas
várias atividades têm transformado nossa democracia em uma
plutocracia demagógica" (p. 191).
O segundo destes trabalhos foi realizado por Robert
Merton (1964), que, coerente ao seu paradigma de análise
funcional da sociedade, afirmou que: não obstante a máquina
política ter suas origens ligadas às histórias particulares e práticas
sociais ilegítimas, como o roubo, a corrupção e a extorsão,
aquela ao preencher funções socialmente necessárias para as
2 A primeira edição deste trabalho é de 1937.
classes sociais menos favorecidas, como nas áreas de assistência
social e auxílio jurídico, que de outra maneira dificilmente seriam
preenchidas em razão da dispersão do poder político na
sociedade americana, adquire estabilidade funcional.
No entender de Merton, a força da máquina política está
em "não considerar o eleitorado como massa amorfa e
indiferenciada de eleitores. Com uma intuição sociológica aguda,
a máquina sabe que o eleitor é uma pessoa que mora numa
determinada vizinhança, com determinados problemas sociais e
aspirações sociais. As saídas em público são abstratas e remotas;
os problemas particulares são extremamente concretos e
imediatos. Não é através de apelos generalizados às grandes
preocupações públicas que a máquina opera, mas através das
relações diretas quase feudais, entre os representantes locais da
máquina e os eleitores da vizinhança. As eleições são ganhas na
zona eleitoral.
A máquina une seus elos com homens e mulheres por um
entrelaçado minucioso de relações pessoais. A política se
transforma em laços pessoais" (p.67).
Por fim, um desenvolvimento mais moderno do conceito
que distingue a máquina das outras organizações partidárias.
Esta última definição, adverte que não se deve confundir
máquina política com política de máquina, pois a confusão no
uso destes diferentes fenómenos faz com que se perca a
especificidade da máquina enquanto tipo distinto de partido
político.
De acordo com Wolfinger (1972), " política de máquina é
manipulação de certos incentivos à participação político
partidária: favoritismo nas decisões políticas baseadas em
critérios pessoais e manipulação das leis. Uma máquina política é
uma organização que pratica política de máquina, isto é, que
atrai e direciona seus membros primeiramente para o uso destes
incentivos" (p.374).
A distinção executada por este autor possui duas utilidades
básicas: primeiro, abre espaço para a análise sobre quais
modalidades de incentivos a participação política distingue a
máquina de outros tipos de organização partidária, e segundo,
demonstra que outros tipos de partidos políticos como os
partidos de massas, segundo a classificação de Maurice
Duverger, podem muitas vezes, para se consolidar
institucionalmente, utilizarem técnicas de patronagem e
clientelismo.3
1.1. A Caracterização da Máquina Política e os Incentivos à
Participação.
Existem duas unanimidades entre os diversos autores sobre
as características da máquina política: a primeira é a reduzida
importância que este tipo de organização partidária fornece aos
princípios éticos e ideológicos em face dos mecanismos de
patronagem e clientelismo político, o segundo é a importância
das recompensas e incentivos materiais para o funcionamento
destas (Diniz, 1982; Lowi, 1964; Weber, 1982; Gosnell, 1968 e
Wolfinger, 1972).
As recompensas de que se utiliza a máquina para sua
estabilidade e funcionamento incluem atos de filantropia
(distribuição de alimentos, roupas e diversos materiais de auxílio
direto como cimento, tijolos e máquinas de costuras, etc...),
distribuição de empregos e cargos públicos, alterações na
legislação, isenção fiscal, favorecimento em contratos e
concessão de serviços públicos, tráfico de influência e diferentes
outros privilégios, que são na sua maioria ilegais.
Gosnell (1968) observa que da mesma maneira que
manipula a legislação e favorece seus membros e simpatizantes, a
máquina pode utilizar-se destes mecanismos para punir
empresários, ou indivíduos que apenas não queiram colaborar
3 Diniz (1982), citando Tanow, destaca que "o Partido Comunista Italiano
envolveu-se num trabalho de organização e mobilização do campesinato do sul do
país, através de um processo pelo qual os laços clientelistas foram não só
mantidos, como reforçados. O clientelismo dos notáveis transformou-se num
sistema de patronagem baseado numa maciça distribuição de favores e proteção,
através de uma ação combinada envolvendo o governo e a máquina partidária. Em
outros termos, partidos ideológicos podem comportar-se como máquinas ao nivel
local" (p.35).
com a mesma. Desta forma, "alguns homens de negócio são
muito mais vulneráveis do que outros (...)"; são aqueles que para
atuar necessitam dos favores ", (...) que tem de ser dados pela
máquina e as condições estipuladas pelos chefes é que
consolidam o seu poder" (p. 40).
O mesmo autor demonstra as ligações que se
estabaleceram entre a máquina política democrata e a liderança
do submundo da cidade. Esta união aparentemente esdrúxula, se
observarmos a tradição liberal-protestante da sociedade
americana,€ra bastante racional. Isto porque existia uma
afinidade eletiva entre a máquina e os gangers da cidade, ocorria
que ambos para sobreviver tinham que violar constantemente a
lei, por causa disto é que "os políticos e os reis do jogo de azar
uniam seus interesses na perpetuação da máquina política. Em
Chicago, numerosos membros dos comités dos diretórios
municipais do Partido Democrata tinham sido proprietários de
casa de jogos de azar" (p. 43).
Como já ressaltamos anteriormente, as organizações
partidárias utilizam-se de estratégias de alocações de recursos
escassos da sociedade, durante o processo de competição
política, no objetivo de manter ou ampliar sua base eleitoral Para
aprofundar o entendimento acerca dos tipos de incentivos
específicos à participação política utilizada pela máquina em suas
atividades, Wolfinger (1972) dividiu os benefícios em quatro
categorias ideal-tipo que são classificadas ao longo de duas
dimensões: tangíveis/intangíveis e rotineiros/substantivos.
Na primeira categoria estão os chamados incentivos
tangíveis/rotineiros, são os benefícios materiais. As organizações
partidárias que fundamentam suas estratégias de ação baseadas
neste tipo de incentivo controlam rigidamente o acesso dos
indivíduos a este. Os benefícios materiais são concedidos pelas
lideranças do partido como uma recompensa, um prémio por
serviços prestados à organização. Esta modalidade de incentivos
sustenta atividade política através da patronagem e do
clientelismo, é por este fato que as máquinas políticas
encontram-se nesta categoria de benefícios.
Diniz (1982) ressalta ainda que tais incentivos podem ser
'.'classificados em exclusivos ou individuais. Exclusivos, na
medida em que disponíveis apenas para os membros da
organização, que nessa qualidade, adquirem o direito de acesso a
bens ou serviços por ela fornecidos ou prestados. Individuais,
quando concedidos uma base pessoal como recompensa a
contribuições
individuais
à
organização.
Prebendas,
emolumentos, salários, distribuição de empregos, cargos ou
contratos seriam exemplos típicos" (p. 29). - Na segunda categoria, estão os denominados incentivos
tangíveis/substantivos, são os benefícios coletivos. Estas
recompensas surgem como resultado de políticas de
favorecimento geral, no qual inexiste um grupo ou parcela
determinada da população que sé beneficie. Estes incentivos não
estimulam normalmente a ação da máquina política, quase
sempre os benefícios coletivos são irrelevantes para este tipo de
partido.
Na terceira categoria, estão os chamados incentivos
rotineiros/intangíveis, são os benefícios solidários. Estes nascem
do sentimento de solidariedade existente entre os diversos
indivíduos que compõem uma organização partidária. As
recompensas ocorrem tanto no nível individual, prémios,
honrarias, deferências pessoais, quanto no coletivo, do prestígio
de pertencer à mstituiçãe. Os benefícios solidários podem ser
desfrutados pelos membros de qualquer partido político, no
entanto, no caso específico da máquina estes são no fundo, um
resultado do sistema de incentivos materiais que produzem
interações mais frequentes e estáveis entre seus membros.
Por fim, temos a categoria dos incentivos
intangíveis/substantivos, são os benefícios gerados pela
ideologia. Este tipo de recompensa decorre do sentimento de
identificação dos membros de uma agremiação partidária com
determinados princípios ideológicos e da satisfação que os
indivíduos sentem por participar de uma causa que lhes é
percebida como justa.
1.2. Máquina Política, Representação e Institucionalização
Consideramos a máquina política como um tipo bastante
peculiar de organização partidária, em • contraposição aos
partidos
ideológico-programáticos,
cuja
estrutura
e
funcionamento sustenta-se na sua capacidade de adquirir
recursos monetários, materiais e de serviço que são trocados por
votos. O caráter de instituição assistencialista da máquina
enquanto partido político não é episódico, mas constante, desta
maneira a sobrevivência daquela depende basicamente da
mediação que consegue estabelecer entre os seus eleitores e os
órgãos públicos.
A política clientelista da máquina fundamenta-se em
demandas tópicas de caráter restrito e individual, demandas que
giram sobre objetos de decisão específicos, cuja resolução não
ameaça a estrutura do poder estabelecido, ou seja, a política da
máquina dificilmente sai do âmbito da arena distributiva4. Os
objetivos dessas políticas são claros; servem de instrumento de
controle social procurando reduzir as tensões entre a população
e a ente política.
Segundo Diniz (1982) " (...) as máquinas produzem e
consolidam relações que se baseiam em fortes elementos de
desigualdade e assimetria de poder. Nos vínculos que
estabelecem com clientelas de diferentes tipos está presente este
componente de desigualdade, cujo traço essencial consiste no
monopólio de posições que são vitais para os clientes,
principalmente quanto ao acesso aos meios de produção,
principais mercados e centros de poder" (p. 43).
O controle dos cargos públicos, conjuntamente com a
concentração de poder destes, toma o chefe político da máquina
o fiel depositário dos recursos do Estado necessários à resolução
das demandas que devam possuir seus eleitores. Contudo, estas
4 Refèrimo-nos neste instaste a classificação de politicas públicas desenvolvida por
Lowi (1964): distributivas, regulatórias e redistributivas. A arena distributiva é
aquela onde é grande a desagregação ao nível das decisões, podendo até chegar a
serem individualizadas, sendo mais ou menos isoladas uma das outras. Uma
característica distintiva deste tipo de arena é o de procurar evitar o confronto
direito entre os diversos atores através da não identificação dos ganhadores e
perdedores. Segundo Lowi, "patronagem é o melhor significado que poderíamos
encontrar como sinónimo para distributivo (...) (p. 690).
somente podem ser solucionadas se forem fragmentadas, ou seja,
às quais a realização se reduz ao ganho imediato que é retribuído
com o apoio durante os pleitos eleitorais. O controle dos
organismos governamentais permite aos líderes da máquina
estabelecer com seus eleitores relações diretas e permanentes de
troca de benefícios e favores recíprocos.
A representação política promovida pelo partido-máquina
sustenta-se no estabelecimento de relações de cunho paternalista
entre os representantes e os representados, entre os políticos e os
eleitores. Os vínculos impessoais que deveriam existir entre os
grupos de interesse e os órgãos públicos, que deveria objetivàr a
canalização dos recursos necessários à satisfação das demandas
sociais da população, são substituídos pela mediação pessoal da
política. As relações instrumentais que deveriam existir no
interior da racionalidade burocrática são eliminadas em favor de
uma teia de influência pessoal. A medição das demandas da
população através do uso clientelista do aparelho estatal,
fundamenta toda a capacidade de sustentação e desenvolvimento
da máquina política. As relações clientelistas privatizam as ações
públicas e patrimonializam os serviços, desta forma, se constrói
uma rede de dependência pessoal, lealdade e obrigação dos
eleitores com seus representantes, reforça-se o status quo e se
reduz o grau de institucionalização do sistema partidário.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DINIZ, Eli. Voto e Máquina Política: Patronagem e
Clientelismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Paz e
Terra, 1982.
GOSNELL, Harold F. Machine Politcs: Chicago Model.
Chicago, The University of Chicago Press, 1968.
GOTTFRIED, Alex. Politicai
Machines. International
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Macmillan Publishers, 1968.
LOWI, Theodore. American Business, Public Polici, Case
Studies and Politicai Theory. World Politcs, XVI (July,
1964).
.
Introduction. ImGOSNELL, Harold F.
Machine Politcs:
Chicago Model. Chicago, The
University of Chicago Press, 1968.
MERTON, Robert. Teoria Social e Estrutura Social. Belo
Horizonte,
UFMG/Faculdade de Ciências Económicas,
1964.
WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro,
Zahar Editores, 1982, 5a edição.
WOLFINGER, Raymond. Why Politicai Machines Have not
Withèred Away
and Other Revisionist Thouhts.
The Journal ofPohtics, vol. 34, 1972. O artigo do autor Ricardo Borges Gama Neto*
Abaixo, veja em detalhes como esse grupo se define e como ele se movimenta no cenário eleitoral.
O que são Eleitores Independentes
Sem filiação: Não possuem registro ou simpatia fixa por partidos políticos.
Foco no candidato: Avaliam a biografia, a rejeição e o carisma da liderança e não a legenda.
Pragmatismo: Priorizam soluções práticas para problemas cotidianos, como economia, segurança e saúde.
Desilusão: Frequentemente demonstram insatisfação generalizada com a polarização e a classe política tradicional.
Como Eles se Movimentam
O comportamento desse eleitorado é altamente dinâmico e estratégico, seguindo padrões específicos:
Voto de protesto: Migram rapidamente para candidatos "outsiders" ou de terceira via quando rejeitam o governo atual.
Decisão tardia: Costumam definir o voto nos últimos dias da campanha ou até mesmo na urna eletrônica.
Voto útil: Tendem a abandonar candidatos sem chances reais para evitar que o político que mais rejeitam vença.
Pêndulo econômico: Apoiam a continuidade se a economia vai bem, mas votam massivamente pela mudança em tempos de crise.
Influência do debate: Modificam sua intenção de voto com base no desempenho dos candidatos em debates na TV e em campanhas de redes sociais.
Impacto nas Eleições
Como o eleitorado fiel de cada partido costuma ser estável, as campanhas eleitorais modernas — como as analisadas por cientistas políticos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou em estudos da Fundação Getulioma Vargas (FGV) — focam quase toda a sua energia e recursos para conquistar o voto dos independentes, pois são eles que definem quem vence a eleição.
Em maquinas orgânicas consolidadas . Os eleitores independentes decidem a eleição.
Confira a noticia no Portal G1 da Rede Globo .https://g1.globo.com/politica/
E assim caminha a humanidade.
Imagem do Portal G1 da Rede Globo.
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