Os funcionários do Banco do Brasil em João Pessoa paralisaram o atendimento em agências nesta sexta-feira (14), em protesto contra o anúncio da direção do banco que prevê o fechamento de agências e a demissão voluntária. A paralisação começou às 8h e segue até as 12h, em todas as agências de João Pessoa. Além disso, um ato também acontece em frente a Praça 1817.
Uma reunião foi realizada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba e os funcionários do Banco do Brasil, na noite desta quinta-feira (14), de forma virtual, para discutir como aconteceria a paralisação.
De acordo com o sindicato dos bancários da Paraíba, existe a possibilidade do fechamento de pelo menos três agências. Em João Pessoa, a agência Parque Solon de Lucena, localizada no bairro de Tambiá, e a agência do Jardim Cidade Universitária serão fechadas. Em Campina Grande, a agência Jardim Paulistano, na Avenida Assis Chateaubriand deixará de funcionar.
De acordo com dados do Banco do Brasil na Paraíba, atualmente apenas 67 agências funcionam no estado, juntamente com 36 postos de atendimentos (PAAs). Esse número reduzido é fruto de outra reestruturação efetivada em 2018 quando agências foram fechadas. Só em João Pessoa foram quatro agências que tiveram suas atividades encerradas, a exemplo do Espaço Cultural Shopping Sul, Mag Shopping e Cabo Branco, como também no Partage Shopping em Campina Grande. Outras 11 foram transformadas em postos de atendimento, as agências da Rua Treze de Maio do Centro Administrativo Municipal, além das agências dos municípios de Aroeiras, Barra de Santa Rosa, Caiçara, Ingá, Jacaraú, Lagoa de Dentro, Salgado de São Félix, Tacima e Umbuzeiro. A informação é do Portal G1 da Rede Globo, na manhã desta sexta feira (15).
Á você que está me lendo eu digo ; A constituição federal assegura que é legitimo ao trabalhador o direito de com a suspensão coletiva temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação de serviços, quando o empregador ou a entidade patronal, correspondentes tiverem sido pré-avisadas 72 horas, nas atividades essenciais e 48 horas nas demais.
Sim leitor (a). Greve não é coisa de vagabundo, como muitos políticos querem que acreditemos. Direitos que nós temos hoje nos tempos contemporâneos, como aposentadoria, férias, décimo terceiro, limite de jornada de trabalho, descanso aos finais de semana, piso de remuneração, proibição de trabalho infantil e licença maternidade, não foram coisas que vieram do céus.
Ao contrário leitor (a). Esses direitos fundamentais foram conquistados com suor e sangue dos nossos antepassados, através de diálogos e debates, demandas grevistas e reinvindicações, paralisações e greves, isso não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.
Os políticos e donos do capital, querem nos fazer acreditar que foram eles que generosamente nos asseguraram esses direitos. Mas não é bem assim.
As condições dos trabalhadores na Inglaterra nos século XIX na Inglaterra, eram extremamente degradantes, em condições análogas a escravidão. O pais berço da revolução industrial, tinham seus operários nas fabricas expostos a fome e a todos os tipos de doenças altamente infecciosas, que entravam em terreno fértil e em cidades recém construídas, graças ao grande numero de trabalhadores, que vinham do campo para as grandes cidades buscando melhorar de vida.
Essas cidades eram totalmente desprovidas do mínimo saneamento básico, com esgoto a céu aberto, e as mulheres e crianças dividindo seus ambientes com ratos e esgoto a céu aberto.
Nessas condições totalmente degradantes, as mulheres operarias e suas famílias, dormiam nessas condições em quartos muito precários nas vilas operarias das fabricas em que trabalhavam. E essas condições precárias de subsistência, garantiam suas dependências econômicas do baronato da alta sociedade naquele tempo.
Homens e mulheres dormiam nessas condições sub humanas após uma jornada desumana da 16 horas de trabalho nas fabricas, em condições muito precárias que levavam homens e mulheres a doenças infecciosas e problemas físicos. Homens e mulheres na faixa dos 30 anos de idade por exemplo, se tornavam inaptos para o trabalho graças aos problemas causados pelas precárias condições de trabalho.
As condições somente mudaram graças a capacidade intelectuais dos homes e mulheres em organizar os primeiros movimentos sindicais para que houvesse mais justiça nas condições de trabalho. Portanto leitor (a). Greve não é coisa de vagabundo. Greve á algo de quem leu os livros de história. Como os livros de história que li, na biblioteca das FMU ( Faculdades Metropolitanas Unidas), quando eu estudava Jornalismo.
E assim caminha a humanidade.
Imagem : Portal G1 da Rede Globo.
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