sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Capitalismo.


O capitalismo é um sistema socioeconômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, a busca pelo lucro e a regulação da economia pela lei da oferta e da demanda. Embora tenha surgido na Europa entre os séculos XIV e XV, com a ascensão da burguesia e a crise do feudalismo, ele se espalhou globalmente e se manifesta de diferentes formas dependendo do país. 

Características principais:

Propriedade privada: Indivíduos e empresas possuem os meios de produção, como fábricas, terras e máquinas.

Busca por lucro: A produção é orientada pela geração de lucro, e não necessariamente pela necessidade das pessoas.

Livre concorrência: A disputa entre os produtores regula o mercado e o preço dos produtos.

Economia de mercado: O preço dos produtos é determinado pela lei da oferta e da procura.

Trabalho assalariado: A classe trabalhadora, que não possui os meios de produção, vende sua mão de obra em troca de um salário.

Intervenção estatal: Embora o liberalismo econômico clássico defenda a não intervenção do Estado na economia, o nível de atuação do governo pode variar em diferentes países. 

As três fases do capitalismo:

Capitalismo comercial (séculos XV-XVIII): Também conhecido como mercantilismo, foi a primeira fase do sistema. Baseava-se no comércio e nas Grandes Navegações, com a exploração de matérias-primas e a exportação de produtos industrializados para outros territórios.

Capitalismo industrial (séculos XVIII-XIX): Impulsionado pela Revolução Industrial, promoveu o desenvolvimento de fábricas, o trabalho assalariado e o crescimento das cidades.

Capitalismo financeiro (século XX-presente): Caracterizado pela concentração de capital nas mãos de grandes empresas e bancos. Baseia-se em especulações e investimentos financeiros, além da produção e comercialização de bens. 

Vantagens e desvantagens:

O capitalismo é algo controverso  Entre seus pontos positivos estão o incentivo ao crescimento econômico, à inovação e à criação de empregos. No entanto, também apresenta desvantagens, como: 

Desigualdade social: O capitalismo leva r à concentração de riqueza e à exploração do trabalho.

 O sistema pode passar por  crescimento e recessão, gerando instabilidade.

 A busca por lucro leva  à exploração excessiva de recursos naturais.

 Algumas empresas se tornam  tão poderosas que controlam o mercado e a concorrência. 

A exploração do trabalho no capitalismo é algo central , que a explica por meio da mais-valia. A  riqueza do sistema capitalista   e dos donos do capital, é gerada a partir da apropriação do valor excedente produzido pelos trabalhadores, que recebem um salário inferior ao valor que realmente produzem. 

Força de trabalho como mercadoria: No capitalismo, a força de trabalho do operário é vendida ao capitalista em troca de um salário. A força de trabalho, portanto, torna-se uma mercadoria com seu próprio valor de troca.

Valor de uso e valor de troca: O salário que o trabalhador recebe corresponde ao seu valor de troca, ou seja, o custo necessário para sua subsistência (moradia, alimentação, etc.). No entanto, o valor que ele produz com seu trabalho (valor de uso) é muito maior do que o seu salário.

Tempo de trabalho: A jornada de trabalho é dividida em duas partes:

Trabalho necessário: É o tempo que o trabalhador dedica para produzir o valor equivalente ao seu próprio salário.

Trabalho excedente: É o tempo restante da jornada de trabalho, durante o qual o trabalhador continua a produzir valor, mas sem ser remunerado por ele.

Apropriação do excedente: O capitalista se apropria desse valor excedente, que é a mais-valia, como seu lucro. A mais-valia, que nasce do trabalho não pago, é a base da acumulação de capital. 

Como o capitalismo intensifica a exploração

O sistema capitalista busca constantemente maximizar a mais-valia para aumentar a acumulação de capital. Isso pode ser feito de duas formas: 

Mais-valia absoluta: Aumenta a exploração ao prolongar a jornada de trabalho ou intensificar o ritmo de produção, mantendo o mesmo salário.

Mais-valia relativa: Aumenta a exploração por meio da introdução de novas tecnologias e métodos de produção que aumentam a produtividade. Isso faz com que a quantidade de valor produzida no tempo de trabalho necessário seja maior, permitindo que o capitalista extraia mais valor excedente em um mesmo período. 

Outros aspectos da exploração capitalista

Além da mais-valia,  à exploração no capitalismo se dá por outros meios.

Alienação: O trabalhador fica alienado do processo produtivo e do produto de seu trabalho. Ele não é dono nem dos meios de produção nem do que produz, o que o desumaniza.

Divisão de classes: O sistema cria uma sociedade dividida entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (os trabalhadores), em uma relação de oposição que perpetua a desigualdade social.

As relações sociais se tornam relações entre mercadorias, e o verdadeiro valor do trabalho humano fica oculto. O foco se desloca para o preço de troca das mercadorias, em vez de para o trabalho que as produziu. 

Assim, a exploração do trabalho  se torna uma característica estrutural e inerente ao funcionamento do capitalismo. 

A social-democracia é uma filosofia política de centro-esquerda que busca conciliar elementos do capitalismo e do socialismo, promovendo um sistema econômico de mercado com forte intervenção do Estado para garantir o bem-estar social. 

Historicamente, ela evoluiu do socialismo democrático, que almejava implementar o socialismo por vias pacíficas, para uma versão moderna que, em geral, não busca mais a superação total do capitalismo, mas sim sua reforma. 

Pilares e evolução

Bem-estar social: Uma das principais bandeiras da social-democracia é o Estado de bem-estar social, que provê serviços públicos universais, como educação e saúde gratuitas.

Reforma do capitalismo: Diferente do socialismo revolucionário, a social-democracia aposta em reformas progressivas dentro do sistema capitalista, por meio da regulação do mercado, impostos progressivos e fortalecimento dos direitos trabalhistas.

Terceira Via: Na década de 1990, a social-democracia passou por uma fase de modernização conhecida como "Terceira Via", que buscou equilibrar eficiência econômica com justiça social, incorporando práticas de livre mercado e parcerias público-privadas.

Desafios atuais: Atualmente, a social-democracia enfrenta desafios como a globalização financeira, a concentração de riqueza, as mudanças demográficas e a necessidade de se adaptar à sociedade tecnológica, ao mesmo tempo em que busca retomar sua relevância frente ao avanço de tendências autoritárias. 

Social-democracia hoje

A social-democracia continua presente no cenário global, embora com desafios e variações: 

Europa: É um modelo histórico em muitos países europeus, sendo a Alemanha um exemplo recente de coalizão governamental entre conservadores e social-democratas em 2025. O modelo europeu enfrenta pressões com a desaceleração econômica e mudanças sociais.

Brasil: O Brasil nunca passou pelo estágio de desenvolvimento que daria base à social-democracia nos moldes europeus. Embora tenha adotado políticas de bem-estar social, sua realidade e estrutura de classes são distintas.

Estados Unidos: A ala mais à esquerda do Partido Democrata americano, como os Socialistas Democráticos da América (DAS), defende medidas inspiradas na social-democracia, como mais regulação econômica e serviços públicos, visando maior igualdade social.

Outros países: Mesmo diante da globalização, a social-democracia ainda se diferencia da direita ao focar em políticas para o trabalhador dentro das limitações institucionais. Há esforços, em 2025, para que vertentes democráticas reforcem valores redistributivos e de solidariedade para enfrentar tendências autoritárias. 

Em resumo, a social-democracia moderna busca a justiça social e a redução das desigualdades, operando dentro de um sistema capitalista regulado pelo Estado. Seu modelo ideal de Estado de bem-estar social, embora enfrentando pressões, continua a ser uma referência global.

Confira o Texto Constitucional do Brasil no Senado Federal                    .https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988

Há desigualdades que uma Social Democracia falha em combater no capitalismo.

Confira a noticia no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).                    .https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44711-em-9-3-dos-municipios-do-pais-o-rendimento-medio-do-trabalho-era-inferior-a-um-salario-minimo

E assim caminha a humanidade 

Imagem ; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 9IBGE).









 



 


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