quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Politica , Natureza e Poder.

   Uma maquina partidária é a capacidade de influencia geopolítica, financeira e política, que um partido possui, não somente em termos de defender seu território político, como também aumentar sua influencia geopolítica, financeira e hierárquica dentro e fora de seu espectro político.

Na área  geopolítica, uma maquina partidária, as políticas territoriais na relação de poder e influencia dentro de seu espectro político, aonde se visa manter seu poder e influencia política dentro de um determinado seguimento. Uma maquina partidária, envolve no seu sentido geopolítico, o gerenciamento e expansão de poder e influencia de um determinado partido em um determinado espectro político.

Na área  hierárquica, uma maquina partidária é uma esfera de poder aonde um determinado partido administra e mantem sua hierarquia e influencia , em conjunto de expansão territorial, na administração governamental , aonde este partido se torna  a maior agremiação política dentro de um determinado espectro político.

Uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia absoluta de um determinado partido dentro do seu espectro político. Com uma maquina partidária, na sua área hierárquica, garante a influencia expansionista de um determinado partido, além das bases do seu espectro político.

No âmbito financeiro, uma maquina partidária, garante á um determinando partido, se sobrepor pelo poder econômico. Mantendo sua influencia geopolítica e hierárquica, uma maquina partidária, representa a concepção total na sua "natureza política", em uma clara manifestação da hierarquia econômica, política e territorial de um determinando partido, dentro e fora de seu espectro político. 

Uma maquina partidária, garante a "natureza política" de um determinado partido, no seu total e absoluto poder e influencia expansionista por meio do seu poder econômico, que se traduz na "natureza política", dentro e fora do seu espectro político, em uma influencia geopolítica, hierárquica e financeira, pelo "natureza política" do poder econômico que uma maquina partidária proporciona á um determinado partido político.

Uma maquina partidária, garante á um determinado político, a plena capacidade de estrutura e poder político, para se adaptar organicamente a qualquer mudança em uma sociedade.

Uma máquina partidária  é uma organização que pratica política de máquina, isto é, que atrai e direciona seus membros primeiramente para o uso destes incentivos". As máquinas políticas surgiram como fenômeno e categoria prática-teórico-analítica nos Estados Unidos, principalmente em grandes centros urbanos.

Câmara dos Deputados é a câmara baixa do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado do Senado Federal, faz parte do Poder Legislativo da União em âmbito federal. A Câmara está localizada na praça dos Três Poderes, na capital federal, e é composta pela Mesa da Câmara dos Deputados do Brasil, pelo Colégio de Líderes e pelas Comissões, que podem ser permanentes, temporárias, especiais ou de inquérito.

O Senado Federal é a câmara alta do Congresso Nacional do Brasil e, ao lado da Câmara dos Deputados, faz parte do Poder Legislativo da União. A atual legislatura é a 57.ª.

Política e poder são conceitos indissociáveis, pois a política é a atividade humana dedicada à disputa, organização e exercício do poder para gerenciar a vida em sociedade. Enquanto o poder representa a capacidade de influenciar ou determinar o comportamento alheio, a política é o canal pelo qual esse poder é institucionalizado, debatido e regulado para mediar os conflitos sociais.

O CONCEITO DE MÁQUINA K)LÍTICA 

Ricardo Borges Gama Neto* 

1 - O Desenvolvimento do Conceito ' 

O conceito de máquina politica surgiu dos primeiros 

estudos sobre a política partidária norte-americana. Inicialmente 

as máquinas eram concebidas como anomalias que interferiam na 

vida pública, e se caracterizavam pela utilização de mecanismos 

considerados pouco lícitos, quando não criminosos, tais como: 

corrupção, violência, suborno, fraude eleitoral, clientelismo, 

etc... Estes estudos partiam do princípio de que "as máquinas 

eram imorais" (Gottfried, 1968: 248). Em contraste com as 

máquinas políticas, estes estudos percebiam os clubes políticos e 

as agremiações partidárias como o lado bom e digno da prática 

política. Desta maneira, enquanto estes últimos faziam a política 

legítima, sustentados na ideia da realização do bem público, as 

máquinas promoviam a política ilegítima, tendo como único 

objetivo a maximização dos ganhos pesssoais de seus líderes. 

Este tipo de entendimento do que era o partido máquina fazia 

com que muitos estudos de política local fossem reduzidos a 

meras denúncias moralistas onde "máquinas honestas eram algo 

não natural" (ibidem). 

A partir da década de 1930, as pesquisas afastaram-se de 

tais pressupostos éticos e passaram a investigar as máquinas 

assumindo uma atitude axiologicamente neutra. No entanto, 

estes trabalhos possuíam uma visão pouco nítida teoricamente da 

máquina enquanto tipo específico de partido político. Um claro 

exemplo destas falhas é a definição dada por Gottfried do que 

seja o partido-máquina. Segundo este autor aquela seria qualquer 

* Professor Departamento de Ciências Sociais da UFRR. 

' Este trabalho sobre o conceito de mAgim^ politica é uma versão modificada ad 

hoc de parte do referencial teórico de minha dissertação de mestrado em Ciência 

Politica defendida em março de 1995 na Universidade Federal de Pernambuco. 

"organização hierárquica cujos membros desempenhassem 

diferentes funções, representassem vários papéis e ocupassem 

vários setores. E tivessem ainda uma liderança que definisse e 

seguisse objetivos e políticas com eficiência e regularidade tais 

que pudessem ser comparadas a um esquema de máquina" 

(ibidem). Estas falhas teóricas faziam com que as análises 

perdessem a especificidade da máquina política enquanto objeto 

de análise, permitindo que qualquer estrutura institucional 

rigidamente hierárquica fosse colocada dentro deste conceito. 

Não obstante estas claras imprecisões conceituais, dois 

trabalhos desta mesma linha de investigação, ou seja, a que 

tentava analisar a máquina política de uma postura neutra, foram 

importantes no aprofundamento e na especificação do conceito. 

O primeiro trabalho foi o de Harpld Gosnell (1968)2, que 

destacou entre outros aspectos o caráter de agregador social da 

máquina política democrática na cidade de Chicago. Em seu 

estudo, este autor demonstra que a cidade era altamente dispersa 

e desorganizada, com alto potencial conflitivo. Isto se devia ao 

fato de que sua área urbana abrigava uma grande 

heterogeneidade étnica, social e religiosa. Somando-se a sua 

diversificada composição social, os efeitos nefastos da grande 

depressão de 1930 que multiplicavam por muito o seu potencial 

conflitivo. Desta maneira, a atuação da máquina reduzindo o 

grau de conflito demonstra o seu lado positivo como organização 

política. No entanto, Gosnell também observa o lado negativo 

daquela maneira de fazer política e advertiu que os "frequentes 

métodos empregados pelo partido-máquina para financiar suas 

várias atividades têm transformado nossa democracia em uma 

plutocracia demagógica" (p. 191). 

O segundo destes trabalhos foi realizado por Robert 

Merton (1964), que, coerente ao seu paradigma de análise 

funcional da sociedade, afirmou que: não obstante a máquina 

política ter suas origens ligadas às histórias particulares e práticas 

sociais ilegítimas, como o roubo, a corrupção e a extorsão, 

aquela ao preencher funções socialmente necessárias para as 

2 A primeira edição deste trabalho é de 1937. 

classes sociais menos favorecidas, como nas áreas de assistência 

social e auxílio jurídico, que de outra maneira dificilmente seriam 

preenchidas em razão da dispersão do poder político na 

sociedade americana, adquire estabilidade funcional. 

No entender de Merton, a força da máquina política está 

em "não considerar o eleitorado como massa amorfa e 

indiferenciada de eleitores. Com uma intuição sociológica aguda, 

a máquina sabe que o eleitor é uma pessoa que mora numa 

determinada vizinhança, com determinados problemas sociais e 

aspirações sociais. As saídas em público são abstratas e remotas; 

os problemas particulares são extremamente concretos e 

imediatos. Não é através de apelos generalizados às grandes 

preocupações públicas que a máquina opera, mas através das 

relações diretas quase feudais, entre os representantes locais da 

máquina e os eleitores da vizinhança. As eleições são ganhas na 

zona eleitoral. 

A máquina une seus elos com homens e mulheres por um 

entrelaçado minucioso de relações pessoais. A política se 

transforma em laços pessoais" (p.67). 

Por fim, um desenvolvimento mais moderno do conceito 

que distingue a máquina das outras organizações partidárias. 

Esta última definição, adverte que não se deve confundir 

máquina política com política de máquina, pois a confusão no 

uso destes diferentes fenómenos faz com que se perca a 

especificidade da máquina enquanto tipo distinto de partido 

político. 

De acordo com Wolfinger (1972), " política de máquina é 

manipulação de certos incentivos à participação político

partidária: favoritismo nas decisões políticas baseadas em 

critérios pessoais e manipulação das leis. Uma máquina política é 

uma organização que pratica política de máquina, isto é, que 

atrai e direciona seus membros primeiramente para o uso destes 

incentivos" (p.374). 

A distinção executada por este autor possui duas utilidades 

básicas: primeiro, abre espaço para a análise sobre quais 

modalidades de incentivos a participação política distingue a 

máquina de outros tipos de organização partidária, e segundo, 

demonstra que outros tipos de partidos políticos como os 

partidos de massas, segundo a classificação de Maurice 

Duverger, podem muitas vezes, para se consolidar 

institucionalmente, utilizarem técnicas de patronagem e 

clientelismo.3 

1.1. A Caracterização da Máquina Política e os Incentivos à 

Participação. 

Existem duas unanimidades entre os diversos autores sobre 

as características da máquina política: a primeira é a reduzida 

importância que este tipo de organização partidária fornece aos 

princípios éticos e ideológicos em face dos mecanismos de 

patronagem e clientelismo político, o segundo é a importância 

das recompensas e incentivos materiais para o funcionamento 

destas (Diniz, 1982; Lowi, 1964; Weber, 1982; Gosnell, 1968 e 

Wolfinger, 1972). 

As recompensas de que se utiliza a máquina para sua 

estabilidade e funcionamento incluem atos de filantropia 

(distribuição de alimentos, roupas e diversos materiais de auxílio 

direto como cimento, tijolos e máquinas de costuras, etc...), 

distribuição de empregos e cargos públicos, alterações na 

legislação, isenção fiscal, favorecimento em contratos e 

concessão de serviços públicos, tráfico de influência e diferentes 

outros privilégios, que são na sua maioria ilegais. 

Gosnell (1968) observa que da mesma maneira que 

manipula a legislação e favorece seus membros e simpatizantes, a 

máquina pode utilizar-se destes mecanismos para punir 

empresários, ou indivíduos que apenas não queiram colaborar 

3 Diniz (1982), citando Tanow, destaca que "o Partido Comunista Italiano 

envolveu-se num trabalho de organização e mobilização do campesinato do sul do 

país, através de um processo pelo qual os laços clientelistas foram não só 

mantidos, como reforçados. O clientelismo dos notáveis transformou-se num 

sistema de patronagem baseado numa maciça distribuição de favores e proteção, 

através de uma ação combinada envolvendo o governo e a máquina partidária. Em 

outros termos, partidos ideológicos podem comportar-se como máquinas ao nivel 

local" (p.35). 

com a mesma. Desta forma, "alguns homens de negócio são 

muito mais vulneráveis do que outros (...)"; são aqueles que para 

atuar necessitam dos favores ", (...) que tem de ser dados pela 

máquina e as condições estipuladas pelos chefes é que 

consolidam o seu poder" (p. 40). 

O mesmo autor demonstra as ligações que se 

estabaleceram entre a máquina política democrata e a liderança 

do submundo da cidade. Esta união aparentemente esdrúxula, se 

observarmos a tradição liberal-protestante da sociedade 

americana,€ra bastante racional. Isto porque existia uma 

afinidade eletiva entre a máquina e os gangers da cidade, ocorria 

que ambos para sobreviver tinham que violar constantemente a 

lei, por causa disto é que "os políticos e os reis do jogo de azar 

uniam seus interesses na perpetuação da máquina política. Em 

Chicago, numerosos membros dos comités dos diretórios 

municipais do Partido Democrata tinham sido proprietários de 

casa de jogos de azar" (p. 43). 

Como já ressaltamos anteriormente, as organizações 

partidárias utilizam-se de estratégias de alocações de recursos 

escassos da sociedade, durante o processo de competição 

política, no objetivo de manter ou ampliar sua base eleitoral Para 

aprofundar o entendimento acerca dos tipos de incentivos 

específicos à participação política utilizada pela máquina em suas 

atividades, Wolfinger (1972) dividiu os benefícios em quatro 

categorias ideal-tipo que são classificadas ao longo de duas 

dimensões: tangíveis/intangíveis e rotineiros/substantivos. 

Na primeira categoria estão os chamados incentivos 

tangíveis/rotineiros, são os benefícios materiais. As organizações 

partidárias que fundamentam suas estratégias de ação baseadas 

neste tipo de incentivo controlam rigidamente o acesso dos 

indivíduos a este. Os benefícios materiais são concedidos pelas 

lideranças do partido como uma recompensa, um prémio por 

serviços prestados à organização. Esta modalidade de incentivos 

sustenta atividade política através da patronagem e do 

clientelismo, é por este fato que as máquinas políticas 

encontram-se nesta categoria de benefícios. 

Diniz (1982) ressalta ainda que tais incentivos podem ser 

'.'classificados em exclusivos ou individuais. Exclusivos, na 

medida em que disponíveis apenas para os membros da 

organização, que nessa qualidade, adquirem o direito de acesso a 

bens ou serviços por ela fornecidos ou prestados. Individuais, 

quando concedidos uma base pessoal como recompensa a 

contribuições

 individuais

 à

 organização.

 Prebendas, 

emolumentos, salários, distribuição de empregos, cargos ou 

contratos seriam exemplos típicos" (p. 29). - Na segunda categoria, estão os denominados incentivos 

tangíveis/substantivos, são os benefícios coletivos. Estas 

recompensas surgem como resultado de políticas de 

favorecimento geral, no qual inexiste um grupo ou parcela 

determinada da população que sé beneficie. Estes incentivos não 

estimulam normalmente a ação da máquina política, quase 

sempre os benefícios coletivos são irrelevantes para este tipo de 

partido. 

Na terceira categoria, estão os chamados incentivos 

rotineiros/intangíveis, são os benefícios solidários. Estes nascem 

do sentimento de solidariedade existente entre os diversos 

indivíduos que compõem uma organização partidária. As 

recompensas ocorrem tanto no nível individual, prémios, 

honrarias, deferências pessoais, quanto no coletivo, do prestígio 

de pertencer à mstituiçãe. Os benefícios solidários podem ser 

desfrutados pelos membros de qualquer partido político, no 

entanto, no caso específico da máquina estes são no fundo, um 

resultado do sistema de incentivos materiais que produzem 

interações mais frequentes e estáveis entre seus membros. 

Por fim, temos a categoria dos incentivos 

intangíveis/substantivos, são os benefícios gerados pela 

ideologia. Este tipo de recompensa decorre do sentimento de 

identificação dos membros de uma agremiação partidária com 

determinados princípios ideológicos e da satisfação que os 

indivíduos sentem por participar de uma causa que lhes é 

percebida como justa. 

1.2. Máquina Política, Representação e Institucionalização 

Consideramos a máquina política como um tipo bastante 

peculiar de organização partidária, em • contraposição aos 

partidos

 ideológico-programáticos,

 cuja

 estrutura

 e 

funcionamento sustenta-se na sua capacidade de adquirir 

recursos monetários, materiais e de serviço que são trocados por 

votos. O caráter de instituição assistencialista da máquina 

enquanto partido político não é episódico, mas constante, desta 

maneira a sobrevivência daquela depende basicamente da 

mediação que consegue estabelecer entre os seus eleitores e os 

órgãos públicos. 

A política clientelista da máquina fundamenta-se em 

demandas tópicas de caráter restrito e individual, demandas que 

giram sobre objetos de decisão específicos, cuja resolução não 

ameaça a estrutura do poder estabelecido, ou seja, a política da 

máquina dificilmente sai do âmbito da arena distributiva4. Os 

objetivos dessas políticas são claros; servem de instrumento de 

controle social procurando reduzir as tensões entre a população 

e a ente política. 

Segundo Diniz (1982) " (...) as máquinas produzem e 

consolidam relações que se baseiam em fortes elementos de 

desigualdade e assimetria de poder. Nos vínculos que 

estabelecem com clientelas de diferentes tipos está presente este 

componente de desigualdade, cujo traço essencial consiste no 

monopólio de posições que são vitais para os clientes, 

principalmente quanto ao acesso aos meios de produção, 

principais mercados e centros de poder" (p. 43). 

O controle dos cargos públicos, conjuntamente com a 

concentração de poder destes, toma o chefe político da máquina 

o fiel depositário dos recursos do Estado necessários à resolução 

das demandas que devam possuir seus eleitores. Contudo, estas 

4 Refèrimo-nos neste instaste a classificação de politicas públicas desenvolvida por 

Lowi (1964): distributivas, regulatórias e redistributivas. A arena distributiva é 

aquela onde é grande a desagregação ao nível das decisões, podendo até chegar a 

serem individualizadas, sendo mais ou menos isoladas uma das outras. Uma 

característica distintiva deste tipo de arena é o de procurar evitar o confronto 

direito entre os diversos atores através da não identificação dos ganhadores e 

perdedores. Segundo Lowi, "patronagem é o melhor significado que poderíamos 

encontrar como sinónimo para distributivo (...) (p. 690). 

somente podem ser solucionadas se forem fragmentadas, ou seja, 

às quais a realização se reduz ao ganho imediato que é retribuído 

com o apoio durante os pleitos eleitorais. O controle dos 

organismos governamentais permite aos líderes da máquina 

estabelecer com seus eleitores relações diretas e permanentes de 

troca de benefícios e favores recíprocos. 

A representação política promovida pelo partido-máquina 

sustenta-se no estabelecimento de relações de cunho paternalista 

entre os representantes e os representados, entre os políticos e os 

eleitores. Os vínculos impessoais que deveriam existir entre os 

grupos de interesse e os órgãos públicos, que deveria objetivàr a 

canalização dos recursos necessários à satisfação das demandas 

sociais da população, são substituídos pela mediação pessoal da 

política. As relações instrumentais que deveriam existir no 

interior da racionalidade burocrática são eliminadas em favor de 

uma teia de influência pessoal. A medição das demandas da 

população através do uso clientelista do aparelho estatal, 

fundamenta toda a capacidade de sustentação e desenvolvimento 

da máquina política. As relações clientelistas privatizam as ações 

públicas e patrimonializam os serviços, desta forma, se constrói 

uma rede de dependência pessoal, lealdade e obrigação dos 

eleitores com seus representantes, reforça-se o status quo e se 

reduz o grau de institucionalização do sistema partidário. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

DINIZ, Eli. Voto e Máquina Política: Patronagem e 

Clientelismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Paz e 

Terra, 1982. 

GOSNELL, Harold F. Machine Politcs: Chicago Model. 

Chicago, The University of Chicago Press, 1968. 

GOTTFRIED, Alex. Politicai

 Machines. International 

Encyclopedia of The Social Sciense. London, Colher 

Macmillan Publishers, 1968. 

LOWI, Theodore. American Business, Public Polici, Case 

Studies and Politicai Theory. World Politcs, XVI (July, 

1964). 

.

 Introduction. ImGOSNELL, Harold F. 

Machine Politcs:

 Chicago Model. Chicago, The 

University of Chicago Press, 1968. 

MERTON, Robert. Teoria Social e Estrutura Social. Belo 

Horizonte,

 UFMG/Faculdade de Ciências Económicas, 

1964. 

WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro, 

Zahar Editores, 1982, 5a edição. 

WOLFINGER, Raymond. Why Politicai Machines Have not 

Withèred Away

 and Other Revisionist Thouhts. 

The Journal ofPohtics, vol. 34, 1972. O artigo do autor Ricardo Borges Gama Neto* 

A relação entre política, natureza e poder envolve a forma como os seres humanos organizam a convivência, disputam o controle dos recursos e se posicionam diante do meio ambiente e de sua própria essência. Esses três conceitos formam a base da Filosofia Política e da sociologia.A Natureza Humana e a Origem do PoderVisão Conflituosa: Filósofos como Thomas Hobbes e Nicolau Maquiavel viam a natureza humana de forma negativa ou realista, argumentando que o poder e o Estado forte são necessários para manter a ordem e evitar a violência mútua.Visão Social e Natural: Aristóteles afirmou que o ser humano é "por natureza um animal político", o que significa que a vida em comunidade e a política são inerentes ao desenvolvimento humano.Controle e Dominação: O poder político surge como a capacidade de influenciar decisões, gerenciar conflitos e organizar a sociedade por meio de regras ou força legítima.A Política e o Meio Ambiente (Ecologia Política)Fim da Dualidade: Pensadores modernos, como Bruno Latour em Políticas da Natureza, criticam a separação entre "sociedade" e "natureza", mostrando que os recursos naturais, o clima e os animais fazem parte de uma rede coletiva de decisões

E seguem os bastidores do poder.

Confira o Editorial do Jornal Estado de São Paulo..https://www.estadao.com.br/opiniao/omissao-eleitoreira-do-senado/

E assim caminha a humanidades. Imagem do Jornal Estado de São Paulo.




 

E assim caminha a humanidade.

 

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