sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Democracia não se constrói pelo racismo estrutural.

 O racismo no Brasil tem sido um grande problema desde a era colonial e escravocrata, imposto pelos colonizadores portugueses. Uma pesquisa publicada em 2011 indica que 63,7% dos brasileiros consideram que a raça interfere na qualidade de vida dos cidadãos. Para a maioria dos 15 mil entrevistados, a diferença entre a vida dos brancos e de não brancos é evidente no trabalho (71%), em questões relacionadas à justiça e à polícia (68,3%) e em relações sociais .[1] O termo apartheid social tem sido utilizado para descrever diversos aspectos da desigualdade econômica, entre outros no Brasil, traçando um paralelo com a separação de brancos e negros na sociedade sul-africana, sob o regime do apartheid.

De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Emprego de 2015, os trabalhadores negros ganharam, em média, 59,2% do rendimento que os brancos ganham, o que também pode ser explicado pela diferença de educação entre esses dois grupos. Além disso, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de negros assassinados no país é 132% maior que o de brancos. Apesar de comporem metade da população brasileira, os negros e pardos elegeram pouco mais do que 24% dos 513 representantes escolhidos nas eleições parlamentares no Brasil em 2018.

Racismo estrutural é a formalização de um conjunto de práticas institucionais, históricas, culturais e interpessoais dentro de uma sociedade que frequentemente coloca um grupo social ou étnico em uma posição melhor para ter sucesso e ao mesmo tempo prejudica outros grupos de modo consistente e constante causando disparidades que se desenvolvem entre os grupos ao longo de um período de tempo. O racismo social também foi chamado de racismo estrutural, porque, segundo Carl E. James, a sociedade é estruturada de maneira a excluir um número substancial de minorias da participação em instituições sociais. Por muito tempo imperceptível, essa forma de racismo tende a ser de tamanha dificuldade de percepção tendo em vista um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas enraizadas em nossa cultura, promovendo direta ou indiretamente, a segregação e preconceito racial.

Caro (a) leitor (a). Conforme eu já lhe disse em outras postagens. Estou muito longe de ser um petista fanático. Contudo, não existe democracia em um país que pratica o racismo estrutural como meritocracia.

Democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal.

Democracia se constrói pela igualdade e respeito entre as pessoas. Uma democracia madura, não se constrói pela prática do racismo estrutural. Uma democracia madura, não se constrói pelo preconceito de marca.

Mesmo não sendo um petista fanático. Jamais votaria em qualquer candidato que incentive o racismo estrutural como uma política de estado. ( independentemente do espectro político ok ?).

Como cidadão e jornalista, jamais daria meu voto a qualquer candidato que queira promover o racismo estrutural, sob o argumento de  proteger a classe média no Brasil. 

Racismo estrutural não é sinônimo de proteção da classe média. Nem no Brasil ou em qualquer país no mundo. Racismo estrutural  não é sinônimo de democracia. Nem no Brasil ou em qualquer país no mundo.

Racimo estrutural é uma política completamente antidemocrática. O Racismo estrutural é algo completamente diferente de conceito mínimos  de democracia. Tanto no Brasil, quanto em qualquer país no mundo.

E assim caminha a humanidade.

Imagem : Site UNALE.


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

O duelo entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex presidente Lula.

 A social-democracia é uma ideologia política que apoia intervenções econômicas e sociais do Estado para promover justiça social dentro de um sistema capitalista, e uma política envolvendo Estado de bem-estar social, sindicatos e regulação econômica, assim promovendo uma distribuição de renda mais igualitária e um compromisso para com a democracia representativa. É uma ideologia política originalmente de centro-esquerda, surgida no fim do século XIX dentre os partidários de Ferdinand Lassalle, que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista deveria ocorrer sem uma revolução, mas sim, em oposição à ortodoxia marxista, por meio de uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário.

O social liberalismo, liberalismo social, novo liberalismo,[1] ou liberalismo moderno] é um desenvolvimento do liberalismo no início do século XX que, tal como outras formas de liberalismo, vê a liberdade individual como um objetivo central. A diferença está no que se define por liberdade. Para o liberalismo clássico, liberdade é a inexistência de compulsão e coação nas relações entre os indivíduos, já para o liberalismo social a falta de oportunidades de emprego, educação, saúde etc. podem ser tão prejudiciais para a liberdade como a compulsão e coação.

O liberalismo social é considerado de centro. Contudo, partidos de centro esquerda, também não rejeitam o liberalismo social.

A política de extrema-direita, também referida como extrema-direita ou extremismo de direita, é a política mais à direita do espectro político de esquerda-direita do que a direita padrão, particularmente em termos de ideologias e tendências anticomunistas, autoritárias, nacionalistas extremas e nativistas.

Historicamente utilizada para descrever as experiências do fascismo e do nazifascismo, hoje a política de extrema-direita inclui o neofascismo, o neonazismo, a Terceira Posição, a direita alternativa, a supremacia branca, o nacionalismo branco e outras ideologias ou organizações que apresentam aspectos de visões ultranacionalistas, chauvinistas, xenófobas, teocráticas, racistas, homofóbicas, transfóbicas, ou reacionárias.

Segundo o instituto Data Folha, o ex presidente Lula (PT) tem 47 %, o presidente Jair Bolsonaro 32 %, Ciro Gomes (PDT) 7%, Simone Tebet (MDB) 2 % Vera (PSTU) 1 %. 

Ainda segundo o instituto Data Folha, o ex presidente Lula (PT) tem 51 % dos votos validos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) 35 %, Ciro Gomes (PDT) 8%, Simone Tebet (MDB) 2%, Vera (PSTU) e Pablo Marçal (PROS) 1% cada.

A polarização se refere a divergências entre correntes políticas opostas. A polarização no que se refere a divergências políticas, pode levar o rompimento de laços familiares. Na polarização, as vozes moderadas perdem seu lugar de fala.

Há julgar pela pesquisa divulgada pelo Instituto Data Folha, prevalece a polarização entre a Social-Democracia e a Extrema Direita. Tal divergência política nos 26 Estados e no Distrito Federal, vai interferir em muitas das relações familiares no Brasil.

A disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex presidente Lula (PT), certamente irá provocar muitas desavenças entre relações no Brasil.

Há de se dizer, e conforme eu sempre digo nas postagens leitor (a), a divergência faz parta de democracia. Durante os 08 semestres em que eu cursei a habilitação em Jornalismo na Comunicação Social nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM), eu convivi com colegas progressistas, liberais e conservadores.

Ainda temos um 07 de setembro pela frente antes do primeiro turno das eleições. Esperemos que o 07 de setembro, não cause ainda mais desavenças nas relações entre as pessoas no Brasil.

Como blogueiro e jornalista, espero que as eleições em outubro, aconteçam de forma democrática e pacíficas. Pois as eleições livres são uma festa da democracia em qualquer país no mundo.

No Brasil não é diferente.

E assim caminha a humanidade.

Imagem: Jornal A Gazeta. 

O devido respeito e igualdade com as pessoas com deficiência.

 A fonoaudióloga suspeita de torturar e ofender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma clínica particular de Duartina, no interior de São Paulo, possui graduação, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), campus de Bauru (SP).

Bianca Rodrigues Lopes Gonçalves, de 33 anos, se formou como fonoaudióloga em 2009, realizou a Prática Profissionalizante em Fluência e Linguagem Infantil entre 2012 e 2013, finalizou o mestrado em Ciências pelo Programa de pós-graduação em 2012 e concluiu o doutorado em 2017.

Em 2022, Bianca completa 13 anos como profissional na área. O CNPJ de sua clínica particular, na qual atuava como fonoaudióloga, foi registrado em 4 de setembro de 2020. O local passou por perícia e está à venda.

Bianca é mãe de uma menina de 2 anos, natural de São Caetano do Sul (SP) e tem uma irmã. Ela completa 34 anos em 6 de outubro. Nas redes sociais da clínica, a fonoaudióloga publica fotos com conteúdo sobre o autismo e a psicologia infantil.

A profissional passou a ser investigada depois que mães de crianças autistas fizeram denúncias de violência à polícia.

Questionada pelo g1, a defesa da fonoaudióloga Bianca Rodrigues apenas disse que colabora com as investigações policiais e se resguarda de outros pronunciamentos por conta de o inquérito policial estar em segredo de Justiça.

A investigação

O g1 noticiou o caso no fim de junho. Na época, mães relataram que não estavam percebendo evoluções no tratamento dos filhos, e uma ex-funcionária da fonoaudióloga contou que as crianças não estavam recebendo atendimento.

“A fonoaudióloga falava com as mães, mas as crianças ficavam na sala comigo. E eu estou cursando psicologia, ainda não tenho esse repertório de fazer o tratamento adequado”, afirmou a ex-funcionária.

Além da falta de atendimento, outras denúncias relacionadas à fonoaudióloga começaram a aparecer. A ex-funcionária, que era contratada como acompanhante terapêutica de um dos meninos atendidos, disse que viu a criança levar um tapa da profissional.

A mulher registrou fotos, áudios e vídeos das crianças durante os atendimentos e as entregou à polícia. Imagens das agressões não foram divulgadas, mas o g1 teve acesso a vídeos enviados pela família das crianças e a prints de aplicativos de conversas da fonoaudióloga

A Polícia Civil informou, na terça-feira (16), que a perícia comprovou a autenticidade das imagens. Agora, o delegado explicou que o próximo passo da investigação é terminar de ouvir os depoimentos das mães que denunciaram as agressões.

Após a conclusão do inquérito, ele será encaminhado para o Ministério Público (MP-SP), que deve decidir se oferece denúncia à Justiça.

Denúncias

Três mães conversaram com o g1 sobre as supostas agressões. Uma delas disse que desconfiou da situação quando o filho de 3 anos recusou o toque nos órgãos genitais durante uma consulta pediátrica e, mais tarde, afirmou que a fonoaudióloga tocava nele 

Outra mãe ouvida pela reportagem contou que o filho, de 9 anos, era trancado em salas no consultório. Ela descobriu o ocorrido quando foi chamada à delegacia e viu a foto que mostra as mãos do menino no vidro

Ainda segundo esta mãe, o filho voltava para a casa com as roupas urinadas e, algumas vezes, sem camiseta.

Já uma terceira mãe relatou que o filho de 6 anos levou um tapa na boca por ter mordido a profissional.

Prints

Além das denúncias, o g1 teve acesso a prints de conversas que, supostamente, mostram a fonoaudióloga tentando forjar atendimentos.

"Dá uma disfarçada, sabe, finge que eu tô atendendo" e "eu não vou à tarde para a clínica amiga, inventei para a [nome] que tenho reunião" são algumas das mensagens divulgadas.

Alguns prints também mostram que a profissional teria ofendido pacientes (veja as mensagens abaixo). Segundo as denúncias, as conversas seriam de agosto de 2021. A informação é do Portal G1 da Rede Globo.









Á você que está me lendo eu digo : O autismo é um transtorno no desenvolvimento neurológico da criança que gera alterações na comunicação, dificuldade (ou ausência) de interação social e mudanças no comportamento, sendo geralmente identificado entre os 12 e 24 meses de idade. Segundo as informações da Doutora Sani Santos Ribeiro Médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em 2003, com CRM-RS nº 28364.
Pessoas com autismo podem apresentar algumas características específicas, como manter pouco contato visual, ter dificuldade para falar ou expressar ideias e sentimentos, e ficar desconfortáveis em situações sociais, além de poderem apresentar comportamentos repetitivos, como ficar muito tempo balançando o corpo para frente e para trás, por exemplo. Segundo as informações da Doutora Sani Santos Ribeiro Médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em 2003, com CRM-RS nº 28364.
É importante ressaltar que o autismo não é uma doença, mas sim um modo diferente de se expressar e reagir, que, apesar de não ter cura, não se agrava com o avanço da idade. No entanto, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhores serão a qualidade de vida e a autonomia da pessoa. Segundo as informações da Doutora Sani Santos Ribeiro Médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em 2003, com CRM-RS nº 28364.
A deficiência intelectual é distúrbio do neurodesenvolvimento .Ou seja. A deficiência intelectual é um tipo de transtorno neurológico que afeta a habilidade de interação social, a habilidade de comunicação,  habilidade do raciocínio lógico, entre outras. Além disso, a deficiência intelectual prejudica o aprendizado, a memória e a linguagem da pessoa.
Segundo meus laudos médico, tenho deficiência intelectual. Faço terapia desde a minha infância. A inclusão na sociedade e no trabalho, foi fundamental para o meu desenvolvimento e minha integração social.
Sendo portador de uma deficiência, tenho uma sensibilidade as causas da pessoa com deficiência. Espero que este caso seja devidamente apurado pelas autoridades, e que as devidas responsabilidades sejam devidamente punidas.
As pessoas com deficiência, merecem ser tratadas com igualdade e respeito. Tendo uma deficiência intelectual, segundo os meus laudos médicos, a igualdade, a integração e o respeito dos meus (minhas ) amigos (as), país, tios (tias), primos (as) e irmão (irmãs), foi absolutamente fundamental para minha integração na sociedade.
Igualdade e respeito, que garantiram a minha formação acadêmica na habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, na Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).
Que as autoridades competentes apurem as devidas responsabilidades neste caso. As pessoas com deficiência, merecem igualdade e respeito na nossa sociedade.

E assim caminha a humanidade.

Imagens : Portal G1 da Rede Globo. 













O Estado de Direito e Código Penal no Brasil.

 O homem apontado como chefe do tráfico de drogas do Complexo do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi preso nesta quarta-feira (17) pela PM enquanto assistia ao jogo do Fluminense contra o Fortaleza, no Maracanã.

Marco Aurelio dos Santos Rocha, o Foka, estava com um uniforme com o próprio apelido estampado quando foi preso. A ação envolveu policiais do 39º BPM (Belford Roxo) e do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe).

Contra Foka, havia dois mandados de prisão em aberto por tráfico. Ainda segundo a Polícia Militar, Foca é responsável por diversos homicídios em Belford Roxo. A informação é do Portal G1 da Rede Globo.










Á você que está me lendo eu digo: A legislação é o conjunto de leis acerca de determinada matéria. A legislação á ciência das leis que determina o império jurídico em uma determinada sociedade. A legislação e a totalidade das leis em um Estado ou de determinado ramo do direito.
A lei é um preceito emanado de uma autoridade soberana. A lei é um preceito dos poderes executivo, legislativo e judiciário no Brasil. A lei é uma ciência que determina as regras e as normas de vida dentro de uma sociedade. A lei é uma relação constante e necessária entre os fenômenos ou entre as causas e os efeitos em uma sociedade. A lei é um preceito e uma norma do direito moral. Isso segundo as informações do meu livro sobre a Constituição Federal do Brasil, do autor Guilherme Pena de Moraes.
Estado de Direito é uma situação jurídica ou um sistema institucional, no qual cada um e todos estão submetidos ao império do direito. O Estado de Direito é ligado ao respeito as normas jurídicas e aos direitos fundamentais.
O Estado de Direito é uma instituição jurídica no qual até mesmo os mandatários políticos estão submetidos ao império das leis que estarão vigorando no país. Segundo as informações do meu livro sobre a Constituição Federal, do autor Guilherme Pena de Moraes.
O Brasil já possui suas leis no combate a criminalidade. A Constituição Federal e o Estado de Direito, já garantem as pelas prerrogativas de segurança pública no Brasil.
Se o Brasil soubesse aplicar suas leis já existentes, não teria existido Operação Lava Jato, e sem Operação Lava Jato, não teríamos tido a radicalização da classe média nas eleições em 2018.
Se o Brasil soubesse aplicar suas leis já existentes, não teria existido Operação Lava Jato, e sem Operação Lava Jato, não teríamos tido a radicalização da classe média nas eleições em 2018.
Veja bem leitor (a). Conforme eu já abordei sobre este tema. Não tenho formação em Direito. Também não tenho formação em Direito Penal. Tao pouco tenho formação em Direito Constitucional.
Longe disso leitor (a). A minha única formação acadêmica, é a habilitação em Jornalismo, na Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).
Mas, entretanto, como um cidadão brasileiro, que acompanha os noticiários na imprensa, vejo que o Brasil já tem seu império das leis para combater a criminalidade.
Como um cidadão brasileiro, não me parece o caso do Brasil endurecer as leis do seu código penal. Ao que me parece, o Brasil pode combater a criminalidade, quando o país consegue valer as leis já existentes no seu Estado de Direito.
Veja bem leitor (a). Conforme eu também sempre digo ao abordar este tema. Não faço qualquer criticas as leis mais especificas que temos no Brasil.
Conforme eu sempre digo ao abordar este tema. Não quero aqui fazer qualquer crítica a lei Maria da Penha, a lei que criminaliza o racismo e tão pouco a lei que criminaliza a homofobia ok ?. Eu tenho plena consciência da necessidade destas leis mais especificas no Brasil ok ?
Contudo, como um cidadão brasileiro, vejo que se o Brasil aplicasse as sua leis no combate a criminalidade, o país não teria Operação Lava Jato. O lava jatismo não teria existido no Brasil, caso o país fosse mais eficiente em aplicar suas leis já existentes no seu Estado de Direito.
A codificação nada mais é que a junção de diversas leis que tratam de um mesmo assunto. Logo, um código é o conjunto sistemático de normas jurídicas escritas que se referem a determinado ramo do Direito, como é o caso do Código Penal, Código Civil, Código Tributário etc. Mas não pense que é somente isso! A existência de um código vai muito além de uma mera organização das leis, ela traz segurança e estabilidade a todos nós, cidadãos.
O Código Penal Brasileiro, mesmo sendo da década de 1940, garante as devidas leis no combate aos crimes de colarinho branco, por exemplo. O Código Penal Brasileiro, já prevê as devidas penalidades, no combate a criminalidade no Brasil.
O crime de tráfico de drogas está devidamente previsto no código penal brasileiro, que descreve várias condutas que caracterizam este ilícito proibindo qualquer tipo de venda, compra, armazenamento, entrega ou fornecimento, mesmo que gratuito de drogas sem plena autorização judicial ou em desconformidade com a legislação vigente no país. 
A pena prevista para o crime de tráfico de drogas é de 05 a 15 ano de reclusão somado a pagamento de multa vo valor de R$ 500 a 1.500. Segundo o meu livro sobre o código penal brasileiro.
Ou seja. O código penal brasileiro, já tipifica como crime, o uso de drogas sem autorização judicial. Se o Brasil fizesse valer seu código penal e o seu estado de direito, não teria existido Operação Lava Jato no país. E tão pouco teríamos tido a radicalização da classe média em 2018.
O Brasil precisa começar a fazer valer as leis já existentes, tanto no seu código penal, quanto no seu estado de direito. O Brasil daria um enorme passo no combate a criminalidade, caso fizesse valer suas leis já existentes.

E assim caminha a humanidade. 

Imagem: Portal G1 da Rede Globo. 





quarta-feira, 17 de agosto de 2022

O eleitorado brasileiro neste momento.

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral com 12 pontos porcentuais de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo a rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 17. Segundo o levantamento, o petista tem 45% das intenções de voto, ante 33% do chefe do Executivo.

Ciro Gomes (PDT) aparece novamente em terceiro lugar, com 6% da preferência. Simone Tebet (MDB) tem 3%. Vera Lúcia (PSTU), Felipe D'Ávila (Novo), Eymael (DC), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (União) e Leonardo Péricles (UP) não pontuaram. 6% dos ouvidos afirmaram que não irão votar e outros 6% não sabem ou não responderam.

Ambos os líderes das pesquisas oscilaram um ponto para cima em relação à rodada de duas semanas atrás, ambos dentro da margem de erro. O petista oscilou de 44% para 45%, enquanto o presidente oscilou dos 32% para 33%. Num possível segundo turno entre os líderes da pesquisa, Lula manteve os 51% da pesquisa anterior e Bolsonaro oscilou um ponto para cima e tem 38%.

A pesquisa quis saber sobre possíveis impactos eleitorais por parte do Auxílio Brasil e da redução do preço dos combustíveis nas intenções de voto. Lula cresceu cinco pontos porcentuais e agora tem 57% dos votos entre quem recebe o Auxílio Brasil; Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo e agora tem 27%.

Apenas 24% dos entrevistados disseram que as chances em votar em Bolsonaro crescem com o aumento do Auxílio Brasil; 31% dos ouvidos dizem o mesmo sobre a redução do ICMS. 62% dizem que as medidas econômicas do governo são para ajudar a reeleição do atual presidente e 33% acreditam que são medidas destinadas a ajudar as pessoas.

A vantagem do presidente em relação ao petista entre os evangélicos segue em crescimento. Há duas semanas, Bolsonaro tinha 48% da preferência desse público e Lula, 29%. Na atual pesquisa, a vantagem é de 52% ante 28%.

Bolsonaro oscilou 14 pontos para cima em relação a duas semanas atrás no Sul do País e agora lidera as pesquisas na região. O chefe do Executivo subiu dos 32% para os 46% em agosto. Lula, por sua vez, perdeu sete pontos e caiu dos 41% para os 34%. É a única região em que o atual presidente tem vantagem sobre o petista. A maior vantagem é no Nordeste (61% ante 21%).

De acordo com o levantamento, Bolsonaro oscilou dois pontos para cima entre as mulheres e agora tem 30% do voto do eleitorado. A campanha do presidente investe em ações para o público para reduzir a desvantagem em relação a Lula. Neste levantamento, o ex-presidente permaneceu com os mesmos 46% em comparação com a pesquisa anterior.

De acordo com o levantamento, o petista vence em todas as faixas etárias e entre os sexos masculino e feminino. Bolsonaro vence entre quem tem ensino superior (41% a 33%) e está tecnicamente empatado entre quem ganha mais de 5 salários mínimos (38% a 34%).

Entre os entrevistados, 65% afirmaram que sua opção de voto é definitiva, enquanto 33% disseram que ainda podem mudar de ideia.

A pesquisa Genial/Quaest consultou dois mil eleitores presencialmente entre os dias 11 e 14 de agosto. A margem de erro prevista é de dois pontos, para mais ou para menos. O registro do levantamento na Justiça Eleitoral é BR-01167/2022. A informação é do Jornal Estado de São Paulo.








Á você que está me lendo eu digo : Á você que está me lendo eu digo : Redemocratização é o processo de restauração da democracia do estado de direito em países que passaram por governos ditatoriais . A redemocratização pode acontecer de maneira gradual, aonde o poder restaura os direitos civis ou abrupta, como é em geral o caso quando isso acontece através da revoluções humanas.
Em 1937, Getúlio Vargas dissolve o Congresso e outorga uma nova Constituição a nação . A nova constituição proibe partidos políticos e acaba com as eleições presidenciais.
Além disso, a nova constituição mantém a polícia política e a censura prévia em jornais e espetáculos. Este período no Brasil foi conhecido como Estado Novo. 
Por isso, é considerado, que neste momento, houve uma interrupção democrática na história republicana no Brasil.
Em 1945, Getúlio Vargas sofre um golpe militar apoiado pela UDN ( União Democrática Nacional).  Em 1945, acontece a primeira redemocratização no Brasil, pois com a extinção de Getúlio Vargas, o presidente do Supremo Tribunal Federal José Linhares, assume a Presidência de República.
José Linhares garantiu a realização das eleições presidenciais no Brasil, havendo também as eleições parlamentares, aonde diversos  partidos políticos, inclusive o partido comunista, puderam concorrer livremente. 
O vencedor da eleição presidencial em 1945, foi o General Eurico Gaspar Dutra, do PSD ( Partido Social Democrático ).
Em 1964, os militares, apoiados por parte da sociedade brasileira, destituíram o presidente João Goulart, em nome da segurança nacional.
O governo militar, durou entre 1964 a 1985, alternando- se na Presidência de República, sempre em eleições indiretas . Em 1967, os militares estabeleceram uma nova constituição. 
Nesta nova constituição, os militares suprimiram o voto direto ao executivo, instituindo a censura prévia aos meios de comunicação e restringiam o direito de associação.
Com o fim do " milagre econômico" promovido pelos governos militares da década de 1970, a população brasileira passou a mostrar sinais de descontentamento com o governo militar. Durante os governos militares, era cada vez mais impossível, esconder as práticas de tortura de desaparecimento das pessoas críticas ao regime.
Uma parte dos militares  percebiam que seus dias de governo estavam contados e com medo de revolta nacional, propuseram uma "abertura lenta, gradual e segura". Desta forma, os direitos civis seriam devolvidos á população paulatinamente. De acordo com as informações da historiadora e professora  Juliana Bezerra, Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha, no site toda matéria.
Na política, a polarização se refere a divergências de pensamentos entre ideologias políticas. A polarização política pela divergências de ideias, pode acontecer em grupos específicos e também em uma sociedade como um todo.
Desde a redemocratização do Brasil, os eleitores brasileiros, sempre se dividiram em dois grupos. Sim leitor (a). Desde a primeira eleição presidencial no Brasil em 1989, os eleitores brasileiros, se dividem entre os que votam do centro para a direita e os eleitores que votam do centro para a esquerda.
Esta divisão política entre estes dois grupos de eleitores no Brasil, foi a marca dos oito anos de governo do ex presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), assim como também foi a marca dos oito anos do governo do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A política genocida adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia do novo corona vírus, tem feito o atual mandatário perder parte dos votos, que teve do centro para a direita nas eleições em 2018.
Neste momento, o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem avançado neste eleitorado do centro para a direita, evitando temas polêmicos, que são tão, caros ao seu  eleitorado, que vai do centro para a esquerda.

E assim caminha a humanidade.

Imagem : Jornal A Gazeta. 


terça-feira, 16 de agosto de 2022

Uma necessária e devida ponderação.

 O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do poder judiciário brasileiro. Acumula tanto competências típicas de uma suprema corte, ou seja, um tribunal de última instância, como as de um tribunal constitucional, isto é, aquele que julga questões de constitucionalidade independentemente de litígios concretos. Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a suas provisões. De suas decisões não cabe recurso a nenhum outro tribunal.

Uma república federal (ou república federativa) é um Estado que estruturalmente é simultaneamente uma federação e uma república.Uma federação é um estado composto por determinado número de regiões com governo próprio (chamados de "estados") e unidas sob um governo federal. Numa federação que ao contrário do que acontece num estado unitário, o direito de autogoverno de cada região autónoma está consignado constitucionalmente e não pode ser revogado por uma decisão unilateral do governo central. O uso do termo "república" talvez seja inconsistente mas, no mínimo, indica um Estado em que o chefe de estado não é um monarca.

Em uma república federal, há uma divisão de poderes entre o governo federal e o governo das subdivisões individuais. Embora cada república federal administre esta divisão de poderes de maneira diferente, questões comuns relacionadas à segurança e defesa e política monetária são geralmente tratadas em nível federal, enquanto questões como manutenção de infra-estrutura e política educacional são geralmente tratadas em nível regional ou local.

As clausulas pétreas, são prerrogativas constitucionais que não podem ser modificadas, nem mesmo por uma PEC ( Proposta de Emenda a Constituição). As quatro clausulas pétreas da Constituição Federal do Brasil são: 01 ) A Republica Federativa no Brasil. 02 ) O voto direto, secreto, universal e periódico. 03) A Separação entre os Poderes da República. 04) Os direitos e as garantias individuais. De acordo com o autor Guilherme Pena de Moraes, no meu livro sobre a Constituição Federal.

Caro (a) leitor (a). Conforme eu já lhe mostrei em dados, o Brasil já vem em cenário de crise econômica desde 2014. A crise econômica no Brasil, foi terrivelmente agravada pela pandemia da Covid 19. Mas, entretanto, o Brasil já vinha em recessão econômica desde 2014.

Muitos querem culpar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, pelo agravamento da crise econômica no Brasil. Muitas pessoas no Brasil, afirmam que os Ministros do Supremo Tribunal Federal, são os responsáveis pelo agravamento da crise econômica, por terem impedido que os brasileiros se imunizassem pelo contágio a Covid 19.

Caro (a) leitor (a). Dou-lhe todo o direito de descordar. Contudo, é injusto culpar os juízes da suprema corte, pelo agravamento da crise econômica no Brasil.

Tivesse o presidente Jair Bolsonaro (PL). tido o devido bom senso no enfretamento a pandemia, os ministros não teriam intervido  no governo federal.

Ao contrário que prega o presidente Jair Bolsonaro (PL), o isolamento social, não é responsável pela inflação no Brasil. 

"O lockdown não tem culpa nenhuma. Era o melhor do mau negócio. Se não fosse isso, a situação seria muito pior. O isolamento social feito de forma adequada evita que a economia fique paralisada por muitos meses", afirma o economista André Braz, coordenador do IPC (Índice de Preços do Consumidor) do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), no Portal UOL.

"A economia não existe sem pessoas, não é um fenômeno da natureza. Pelo contrário, ela é o resultado da vida em sociedade. Em outros termos, os indivíduos precisam estar vivos, é condição para o funcionamento da economia. Como seria possível fazê-la funcionar frente a um vírus letal e, então, sem vacina para todos ou cura?", questiona a historiadora e economista Ana Paula Salviatti no Portal UOL.

"A economia vai mal exatamente por um discurso do governo. Houve muito ruído em comunicação. Isso não foi bom para o país e fez com que a vacinação atrasasse. Esse atraso está na conta do país: aumento da inflação e crescimento da dívida pública", afirma o professor do FGV Ibre.afirma o economista André Braz, coordenador do IPC (Índice de Preços do Consumidor) do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), no Portal UOL.

Ou seja: com a atual crise, Bolsonaro agora culpa uma medida que foi pouco usada no Brasil em todo o seu alcance e que, se tivesse sido bem utilizada, poderia ajudar na retomada econômica. Segundo o Portal UOL.

Ou seja leitor (a). Os Ministros do Supremo Tribunal Federal, não são os responsáveis pelo agravamento da crise econômica no Brasil. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal, garantiram os mínimos cumprimentos a regras da Organização Mundial de Saúde, no gerenciamento da pandemia da Covid 19 no Brasil.

Ou seja. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal, não são o bode expiatório em relação ao agravamento da crise econômica no Brasil. Houvesse o devido bom sendo por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL), os magistrados da Suprema Corte, não teriam feito tal intervenção.

Pois cabe ressaltar leitor (a). Quem arca com os doentes pela  Covid 19, são justamente os estados e municípios, e não o governo federal. Ou seja. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal, garantiram os mínimos cuidados á saúde coletiva no Brasil.

E assim caminha a humanidade.

Imagem : Site Poder 360. 






segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Social Democracia x Extrema Direita : A tônica em 2022.

 Pesquisa do Instituto FSB para presidente da República encomendada pelo banco BTG Pactual, divulgada há pouco aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto, seguido pelo atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), com 34%. A diferença, de 11 pontos porcentuais (pp), marca a retomada do fôlego de Lula nos levantamentos, após a pesquisa da semana passada apontar a menor diferença até então entre os dois, de 7 pp, na série história iniciada em março deste ano.

Com relação à pesquisa anterior, de 8 de agosto, Lula subiu 4 pp, pois tinha 41%. No mesmo período de uma semanas, Bolsonaro permaneceu em 34%. A alta na diferença entre os dois ocorre na semana quando começou o pagamento do novo Auxílio Brasil, de R$ 600, uma das bandeiras de campanha do atual chefe do Executivo, mas em que foram divulgadas cartas da sociedade civil pela democracia no País, uma resposta ao endurecimento do discurso de Bolsonaro contra o sistema de votação e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ciro Gomes (PDT) teve 8%, 1 pp a mais do que os 7% da pesquisa da semana passada, e Simone Tebet (MDB) registrou 2%, 1 pp a menos do que na mostra anterior. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 1%, outros 2% não souberam ou não responderam e 5% declaram não votar em nenhum dos candidatos

Na simulação de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 53% a 38%, ante 51% a 39% na pesquisa de 8 de agosto. Nessa simulação, Lula cresceu 2 pp e Bolsonaro cresceu 1 pp. Lula venceria Ciro por 50% a 29% e Simone por 54% a 26%. Ciro bateria Bolsonaro por 47% a 39% em eventual segundo turno entre Bolsonaro e Simone haveria empate técnico: 42% a 40% para o atual presidente.

Avaliação do governo

Na pesquisa, o governo Bolsonaro foi considerado ruim ou péssimo por 44% dos entrevistados, ótimo ou bom por 33%, desempenhos iguais aos da anterior, e regular por 21% (22% na pesquisa passada) A forma de governar de Bolsonaro é desaprovada por 55%, ante 54% na anterior, e aprovada por 38% (40% na passada).

A pesquisa foi feita entre sexta-feira, 12, e domingo, 14, com 2 mil eleitores, intervalo de confiança de 95%, margem de erro de 2 pp e está registrada no TSE sob o número BR-00603/2022. A informação é do Jornal Estado de São Paulo.







Á você que está me lendo eu digo : A social-democracia é uma ideologia política que apoia intervenções econômicas e sociais do Estado para promover justiça social dentro de um sistema capitalista, e uma política envolvendo Estado de bem-estar social, sindicatos e regulação econômica, assim promovendo uma distribuição de renda mais igualitária e um compromisso para com a democracia representativa. É uma ideologia política originalmente de centro-esquerda, surgida no fim do século XIX dentre os partidários de Ferdinand Lassalle, que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista deveria ocorrer sem uma revolução, mas sim, em oposição à ortodoxia marxista, por meio de uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário.
O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução. A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de ideologia política, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação económica ou do determinismo económico-socioindustrial.
O social liberalismo, liberalismo social, novo liberalismo,[1] ou liberalismo moderno é um desenvolvimento do liberalismo no início do século XX que, tal como outras formas de liberalismo, vê a liberdade individual como um objetivo central. A diferença está no que se define por liberdade. Para o liberalismo clássico, liberdade é a inexistência de compulsão e coação nas relações entre os indivíduos, já para o liberalismo social a falta de oportunidades de emprego, educação, saúde etc. podem ser tão prejudiciais para a liberdade como a compulsão e coação
A política de extrema-direita, também referida como extrema-direita ou extremismo de direita, é a política mais à direita do espectro político de esquerda-direita do que a direita padrão, particularmente em termos de ideologias e tendências anticomunistas, autoritárias, nacionalistas extremas e nativistas.
Historicamente utilizada para descrever as experiências do fascismo e do nazifascismo, hoje a política de extrema-direita inclui o neofascismo, o neonazismo, a Terceira Posição, a direita alternativa, a supremacia branca, o nacionalismo branco e outras ideologias ou organizações que apresentam aspectos de visões ultranacionalistas, chauvinistas, xenófobas, teocráticas, racistas, homofóbicas, transfóbicas, ou reacionárias.
A Operação Lava Jato, fortaleceu a extrema direita no Brasil. A atuação da Operação Lava Jato, criou uma polarização raivosa entre a Social Democracia e a Extrema Direita nos 26 Estados e no Distrito Federal.
O fortalecimento da extrema direita, se reflete na disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A polarização entre a Social Democracia e a Extrema Direita, será a tônica das eleições presidenciais neste ano. 
Aguardemos os próximos capítulos.

E assim caminha a humanidade.

Imagem : Jornal Estado de São Paulo. 






domingo, 14 de agosto de 2022

A necessária separação entre Igreja e Estado.

 A fé ultrapassou a pregação do altar para pautar discurso político na campanha eleitoral pelo Planalto – palácio “consagrado a demônios” antes da posse de Jair Bolsonaro (PL), segundo a primeira-dama Michelle. Manifestações da mulher do presidente e de aliados puseram em alerta analistas e políticos para os riscos da intolerância religiosa, enquanto o núcleo de campanha de reeleição de Bolsonaro tenta minimizar o impacto dos episódios.

Em um culto no domingo passado, Michelle afirmou que o Planalto “hoje, é consagrado ao senhor Jesus”. Dois dias depois, em uma rede social, compartilhou um vídeo que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no ano passado, em um ritual do candomblé, o que foi associado às “trevas”. “Isso pode, né? Eu falar de Deus, não”, escreveu.

Pela Constituição, Michelle pode falar de Deus, assim como os adeptos de quaisquer crenças têm o direito de professá-las. A própria primeira-dama já sofreu preconceito, quando, após aprovação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal, no ano passado, orou em línguas – uma expressão da fé pentecostal – e foi alvo de comentários pejorativos.

As declarações recentes, no entanto, indicam o uso de um equipamento da administração pública – no caso, o Planalto – com objetivos privados e eleitorais, o que, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, fere o Estado laico. Para o cientista político Vinicius do Valle, diretor do Observatório Evangélico, Michelle pôs a relação entre política e religião em um patamar inédito no Brasil.

“Em matéria de religião, ritualística é tudo”, afirmou Valle. “Ela (Michelle) faz um discurso com uma prosódia, um vocabulário, toda a performance de um pentecostal conduzindo o culto”, disse. Neste sábado, 13, a primeira-dama foi destaque em evento religioso no Rio. “O Estado é laico, mas eu sou cristã. Nós vamos, sim, trazer a presença do Senhor Jesus para o governo”, declarou Michelle ao participar da Marcha para Jesus ao lado de Bolsonaro.

Já o vídeo compartilhado por Michelle, segundo Valle, é uma tentativa de estimular eleitoralmente uma batalha espiritual. Nessa cruzada, ela não esteve só. Aliado do presidente, o deputado Pastor Marco Feliciano (PL-SP), que também replicou a gravação, escreveu que votar em Lula é fazer pacto com o maligno. Procurados, parlamentar e primeira-dama não responderam à reportagem.

Oscilante entre criticar Bolsonaro e buscar o apoio do presidente na corrida pelo Senado – uma iniciativa já frustrada –, a deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB-SP) afirmou discordar dos posicionamentos de Michelle. “Tenho preocupação com o tom que a nossa primeira-dama está dando (à religião na campanha)”, disse ela, que é professora licenciada da USP, lecionou a disciplina Direito Penal e Religião e, mesmo em meio a embates com o presidente, disse poder votar em Bolsonaro neste ano.

Aliados, por sua vez, chancelaram o desempenho da primeira-dama, nos púlpitos e nas redes. O senador Guaracy Silveira (Avante-TO), líder da Igreja do Evangelho Quadrangular, afirmou que a liberdade a qualquer culto é garantida constitucionalmente, mas, sobre a declaração de Michelle em relação ao Planalto, disse que “todo obscurantismo não pode ser levado ao palácio”. “O palácio tem de ser abençoado por Deus, para que os líderes abençoados por Deus possam abençoar a Nação brasileira.”

Entidades religiosas querem retratação. O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-brasileiras (Idafro), em relação ao vídeo compartilhado, avalia cobrar responsabilização do caso, cuja competência de investigação é do Ministério Público. “Do ponto de vista jurídico, é inaceitável”, disse Hédio Silva Júnior, doutor em Direito e coordenador executivo do Idafro.

Para integrantes do QG de campanha de Bolsonaro, Michelle teria apenas manifestado sua fé. Segundo eles, pesquisas qualitativas mostraram a primeira-dama popular entre as mulheres – segmento no qual o presidente enfrenta dificuldades. Ela atua ainda entre o público evangélico, no qual Bolsonaro tem avançado. De acordo com aliados do presidente, a intenção não é travar batalhas religiosas.

Conselheiro de Lula na comunicação com religiosos, o pastor Paulo Marcelo Schallenberger afirmou temer violência. “A preocupação é virar uma nova intolerância, que vai além da política, e que tragédias como a de Foz do Iguaçu entrem no campo da religião”, disse, ao se referir ao homicídio do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista José Guaranho.

O pastor discute com a campanha petista uma reação “urgente” ao avanço de Bolsonaro. Entre as propostas estão a realização de um culto pentecostal em São Paulo e uma live na qual Lula exporia ações em favor da liberdade religiosa.

As mulheres, hoje, são a maioria no eleitorado, e os evangélicos, cerca de 30% da população. Em Minas Gerais, o presidente reverteu, em um mês, empate técnico com Lula entre evangélicos e, segundo pesquisa Genial/Quaest, está 18 pontos porcentuais à frente.

A cientista política Silvana Krause, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), disse que a questão religiosa é decisiva. “Os neopentecostais têm sido muito mobilizados. Isso fica claro com Michelle Bolsonaro resgatando o bem e o mal, a terra prometida.” A informação é do Jornal Estado de São Paulo.










Á você que está me lendo eu digo : A Política é a geopolítica adotada pelos países visando administrar seus respectivos territórios. A Política é a ciência, enquanto direito, adotada pelos países para assuntos externos ( política externa) e assuntos internos (política interna). Nos países democráticos, os cidadãos elegíveis participam da política na criação , elaboração e no desenvolvimento das leis. Nos países democráticos, os cidadãos elegíveis, são participantes ativos na política, seja através do voto, do pensamento crítico e de sua militância política, por meio do sufrágio universal.
O Estado é uma instancia com poder soberano para comandar uma nação dentro de uma area territorial delimitada. O Estado é constituído de poder, povo, território, governo e leis.
O Estado se define pelo monopólio do uso da força dentro de determinados limites territoriais. O Estado e somente o Estado tem o poder de fiscalizar, cobrar, taxar e punir seus (suas) cidadãos (ãs).
Além de ser um prestador de serviços, o Estado é uma entidade política que exerce o poder soberano dentro  determinando território. O poder soberano do Estado é aceito com legitimidade pelas pessoas em um regime democrático e as pessoas se submetem ao Estado, dentro das instituições democráticas no império das leis.
Na era moderna, o Estado é constituído por instituições democráticas permanentes que organizam o funcionamento da sociedade. Os poderes executivo, legislativo e judiciário dividem entre si estas funções.
O poder executivo cumpre o papel de gerir os serviços públicos nas áreas da saúde, educação e executar as leis vigentes no país. O poder legislativo tem o poder de formular as leis e alterar algumas clausulas da Constituição, com exceção as clausulas constitucionais que não podem ser revogadas.
O poder judiciário cumpre o papel de supervisionar e julgar a aplicação das leis. A igreja é um templo religioso com a pregação dos ensinamentos da teologia cristã. A Igreja é um conjunto de fieis que se unem pela mesma crença teológica e que celebram a mesma religião.
A Igreja é um local aonde os fieis representam a mesma comunidade seguindo a mesma doutrina religiosa dentro de um conceito teológico.
A Constituição Brasileira circunscreve que o Brasil é um estado laico. A Constituição Federal no Brasil, afirma que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liberdades. Segundo as informações do meu livro sobre a Constituição Federal, do autor Guilherme Pena de Moraes.
Em uma democracia, é saudável que haja uma separação entre Igreja e Estado. Historicamente, a mistura entre Igreja e Estado jamais foi saudável em nenhum pais no mundo.
Independentemente da sua corrente política, um governante deve respeitar o estado laico, que é uma prerrogativa da Constituição Federal do Brasil.
A mistura entre Igreja e Estado, abre espaço para governantes populistas, que fazem discursos demagógicos pregando doutrinas teológicas. ( E isso independentemente da corrente política ok ?).
Em uma democracia, Igreja e Estado não podem ser misturados. A Constituição Federal de 1988, promulga o Estado Laico no Brasil.
A Constituição Brasileira circunscreve que o Brasil é um estado laico. A Constituição Federal no Brasil, afirma que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liberdades.
O estado laico, é o símbolo da democracia em qualquer país. Uma democracia madura, sabe perfeitamente respeitar a diversidade em uma sociedade constituída. Contudo, o Brasil ainda insiste em ser um país não civilizado na pluralidade.
A Constituição Brasileira circunscreve que o Brasil é um estado laico. A Constituição Federal no Brasil, afirma que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liberdades. Segundo as informações do meu livro sobre a Constituição Federal, do autor Guilherme Pena de Moraes.
Em uma democracia, é saudável que haja uma separação entre Igreja e Estado. Historicamente, a mistura entre Igreja e Estado jamais foi saudável em nenhum pais no mundo.
Independentemente da sua corrente política, um governante deve respeitar o estado laico, que é uma prerrogativa da Constituição Federal do Brasil.
Em um país verdadeiramente democrático. O Estado deve ser Laico.

E assim caminha a humanidade.

Imagem : Jornal Estado de São Paulo. 








sábado, 13 de agosto de 2022

O bipartidarismo nos Estados Unidos.

 Estados Unidos da América (EUA; em inglês: United States of America - USA; pronunciado: , ou simplesmente Estados Unidos ou América, são uma república constitucional federal composta por 50 estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte, formada por 48 estados e o Distrito de Colúmbia, o distrito federal da capital. Banhado pelos oceanos Pacífico e Atlântico, faz fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios no Caribe e no Oceano Pacífico. Com 9,37 milhões de km² de área e uma população de mais de 330 milhões de habitantes, o país é o quarto maior em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em população. Os Estados Unidos são uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. Sua geografia e sistemas climáticos também são extremamente diversificados, com desertos, planícies, florestas e montanhas que abrigam uma grande variedade de espécies.

Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), os Estados Unidos tem a maior economia do mundo. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) , os Estados Unidos tem um Produto Interno Bruto de U$$ 22,998 trilhões em 2022.

Segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), os Estados Unidos tem um PIB (PPC) de U$$ 22,998 trilhões em 2022, atrás apenas da China, que tinha um PIB (PPC) de 22,206 trilhões .

Os Estados Unidos são a federação ainda existente mais antiga do mundo. O país é uma república constitucional e uma democracia representativa, "em que a regra da maioria é temperada por direitos das minorias protegidos por lei". O governo é regulado por um sistema de separação de poderes definido pela Constituição, que serve como documento legal supremo do país.

A política dos Estados Unidos opera com dois grandes partidos políticos. Desde a eleição geral de 1856, os principais partidos são o Partido Democrata, fundado em 1824, e o Partido Republicano, fundado em 1854.

Dentro da cultura política americana, a posição ideológica do Partido Republicano é considerada de centro-direita ou conservador e a do Partido Democrata é considerada de centro-esquerda ou liberal.

Mesmo sendo uma federação, os Estados Unidos tendem a ser um país ainda mais polarizado que o Brasil. Ainda mais em se tratando de dois grandes partidos, que possuem duas grandes maquinas partidárias.

Seja em governos republicanos ou democratas, os Estados Unidos são um país extremamente polarizado entre duas gigantescas maquinas partidárias. O cenário político nos Estados Unidos, tendem á ser mais polarizado que o cenário político no Brasil.

A investigação sobre o ex presidente Donald Trump, tende a polarizar ainda mais o cenário político norte americano. A investigação sobre o ex presidente Donald Trump, tende a antecipar o debate presidencial em 2024.

E assim caminha a humanidade 

Confira nos links a seguir, a história e as maquinas partidárias dos partidos Republicano e Democrata .

https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrata_(Estados_Unidos)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Republicano_(Estados_Unidos)

Imagem : Site Brasil Escola > Portal UOL.


Fontes: Reportagens Jornal Nacional e do Globo News e  Reportagens da TV Cultura e do canal CNN.





sexta-feira, 12 de agosto de 2022

A defesa da democracia no Brasil.

 Ainda não é dia, mas já não é noite, e já se sente uma dessas aragens benfazejas boas para limpar as cabeças do pesadelo que nos aflige por quatro intermináveis anos. Falta pouco, e a agonia disso que aí está pode levar tempo até seu desenlace final com elementos catastróficos ou sem eles. O retorno ao regime do AI-5 não é mais uma hipótese plausível e a sociedade demonstrou à saciedade sua rejeição ao fascismo e enfrenta seu destino pela via democrática do processo eleitoral. Nesse terreno inóspito ao bolsonarismo, ancorado no Centrão, é que ele joga sua última cartada com a derrama de dinheiro entre os mais pobres que ora se inicia visando capturar seus votos, iniciativa de resultados imprevisíveis.

Essa hipótese, contudo, está bem longe de ser confiável, como evidente no levante da consciência democrática na defesa que se alastrou entre a inteligência e ponderáveis setores das elites econômicas dos valores e instituições que conformam o Estado democrático de direito, nos vigorosos manifestos lidos em 11 de agosto na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o dos juristas e dos empresários da FIESP , a que dezenas de outras, de vários estados da federação se acrescentaram replicando o inteiro teor do texto dado a público nesse simbólico dia de agosto subscrito por mais de 900 mil pessoas e inúmeras entidades, entre as quais as mais representativas do capital e do trabalho e de movimentos sociais.

No caso, é de especial relevância o fato de que tal manifestação optou por estabelecer uma linha de nítida convergência com as manifestações de 1977 em oposição ao regime ditatorial da época, tanto no texto, como no lugar em que ambas vieram a público. Nesse sentido, bem mais do que um protesto tópico contra os descaminhos do atual governo e sua índole autocrática a poderosa manifestação dos dias de hoje se endereça à intenção de levar a cabo a democratização inconclusa da sociedade brasileira.

Este 11 de agosto descortina uma nova oportunidade para a democracia que não pode ser perdida por equívocos na condução da política, quando se deixou se apartarem as dimensões da questão social com as da democracia política. Nos atos de hoje na faculdade de Direito de São Paulo e em tantas outras sedes de manifestação igual, a amplitude das forças políticas, culturais e de movimentos sociais é a melhor indicação de que se encontrou o melhor caminho para deixarmos para trás a história de horrores que é a da nossa modernização autoritária. /sociólogo, PUC-Rio. O texto está no Jornal Estado de São Paulo.











Á você que está me lendo eu digo : O bolsonarismo é um fenômeno político de extrema-direita que eclodiu no Brasil com a ascensão da popularidade de Jair Bolsonaro, especialmente durante sua campanha na eleição presidencial no Brasil em 2018, que o elegeu presidente. A crise do petismo durante o governo Dilma Rousseff, (PT), precipitada e acelerada pela crise político-econômica de 2014, fortaleceu a ideologia bolsonarista e a nova direita brasileira, que se inserem no contexto da ascensão do populismo da Nova Direita em nível internacional.
O bolsonarismo permanece como a ideologia predominante do governo Bolsonaro e é associado à retórica de defesa da família, do patriotismo, do conservadorismo, do autoritarismo, de elementos neofascistas, do anticomunismo, do negacionismo científico, do porte de armas, da rejeição aos direitos humanos, da defesa do racismo estrutural na sociedade, da defesa do racismo por parte das autoridades policiais, da defesa da tortura como método de interrogatório policial, da defesa da homofobia, da defesa da transfobia   e da aversão à esquerda política, bem como pelo culto à figura de Bolsonaro, frequentemente chamado de "mito". O escritor Olavo de Carvalho é frequentemente citado como tendo sido o guru da ideologia bolsonarista.
O bolsonarismo não é reconhecido como uma ideologia por apoiadores – chamados pejorativamente por bolsominions – nem pelo presidente Jair Bolsonaro, que define seu governo como "livre de amarras ideológicas".
Presidente da República é o chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil. O regime constitucional brasileiro optou pelo presidencialismo. O presidente da República escolhe livremente seus auxiliares diretos, os ministros de Estado, sem interferência do parlamento, que no caso brasileiro, é o Congresso Nacional. De acordo com a revista estadunidense Newsweek, o ocupante do cargo é considerado a pessoa mais poderosa da América Latina, devido à posição de potência regional do Brasil.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), é sim uma ameaça a democracia. Visando agradar sua base ultra conservadora, o atual mandatário impôs a necropolítica aos demais brasileiros que não se encaixam na sua base eleitoral.
Necropolítica é um conceito filosófico que faz referência ao uso do poder social e político para decretar como algumas pessoas podem viver e como outras devem morrer; ou seja, na distribuição desigual da oportunidade de viver e morrer no sistema capitalista atual.
A necropolítica é frequentemente relacionada ao "biopoder", conceito criado pelo filósofo Michel Foucault para referir-se ao uso do poder social e político para controlar e disciplinar a vida das pessoas.
Na visão do filosofo camaronês  Achille Mbembe, a necropolítica é mais do que o direito de matar (droit de glaive), mas também o direito de um govrenante expor outras pessoas (incluindo os próprios cidadãos de um país) à morte. Sua visão da necropolítica também inclui o direito de impor a morte civil ou social, o direito de escravizar outrem, e outras formas de violência política.
Para agradar sua base ultra conservadora, o presidente Jair Bolsonaro (PL), tem decretado a necropolítica a todos os demais brasileiros que não se encontram no seu campo eleitoral.
Na condução da pandemia do novo corona vírus,  a necropolítica do presidente Jair Bolsonaro (PL), tirou a vida de 681 mil brasileiros. Não fosse os Ministros do Supremo Tribunal Federal, o Brasil teria milhões de mortos pela Covid 19.
Na sua necropolítica presidencial, o presidente Jair Bolsonaro (PL), jamais demostrou mínima compaixão pelos brasileiros mortos pela Covid 19.
E agora, na sua necropolítica presidencial, o presidente Jair Bolsonaro (PL), quer desestabilizar a democracia para agradar seus apoiadores mais radicais. 
A manifestação de ontem, foi um basta ao arroubos autoritários do presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação pela democracia, foi um basta aos atentados do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra os pilares da democracia no Brasil.
Não cabe ao Presidente da República, qualquer tentativa de impor retrocessos democráticos no Brasil. As manifestações pela democracia, deixaram isto bem claro.

E assim caminha a humanidade. 

Imagem : Jornal Estado de São Paulo. 



quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O necessário discernimento no Brasil.

 A ditadura militar brasileira foi o regime instaurado no Brasil em 1 de abril de 1964 e que durou até 15 de março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. De caráter autoritário e nacionalista, a ditadura teve início com o golpe militar que derrubou o governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito. O regime acabou quando José Sarney assumiu a presidência, o que deu início ao período conhecido como Nova República (ou Sexta República).

Apesar das promessas iniciais de uma intervenção breve, a ditadura militar durou 21 anos. Além disso, a ditadura foi se intensificando por meio da publicação de diversos Atos Institucionais, culminando com o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) de 1968, que vigorou por dez anos. A Constituição de 1946 foi substituída pela Constituição de 1967 e, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional foi dissolvido, liberdades civis foram suprimidas e foi criado um código de processo penal militar que permitia que o Exército brasileiro e a Polícia Militar pudessem prender e encarcerar pessoas consideradas suspeitas, além de impossibilitar qualquer revisão judicial.

O Ato Institucional Número Cinco (AI-5) foi o quinto de dezessete grandes decretos emitidos pela ditadura militar nos anos que se seguiram ao golpe de estado de 1964 no Brasil. Os atos institucionais foram a maior forma de legislação durante o regime militar, dado que, em nome do "Comando Supremo da Revolução" (liderança do regime), derrubaram até a Constituição da Nação, e foram aplicadas sem a possibilidade de revisão judicial.

O AI-5, o mais duro de todos os Atos Institucionais, foi emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968.[3] Isso resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado. De acordo com reportagens do Jornal Nacional da Rede Globo e do Jornal da Cultura na TV Cultura.

Caro (a) leitor (a). Hoje, peço lhe desculpas, mas vou voltar novamente a este tema. Assim como você, eu também fico indignado com a corrupção.

O patrimonialismo é um conceito desenvolvido por Max Weber que se refere à característica de um Estado sem distinções entre os limites do público e os limites do privado. Foi comum em praticamente todos os absolutismos.

O monarca gastava as rendas pessoais e as rendas obtidas pelo governo de forma indistinta, ora para assuntos que interessassem apenas a seu uso pessoal (compra de roupas, por exemplo), ora para assuntos de governo (como a construção de uma estrada). Como o termo sugere, o Estado acaba se tornando um patrimônio de seu governante.

O Brasil é um país com um forte traço patrimonialista na sua administração pública. O Brasil é um pais patrimonialista sem quaisquer distinções entre os limites do público e o privado na sua administração pública.

Em uma democracia madura, existe espaço para a divergência. Durante 08 semestres, entre Agosto de 2012 á Dezembro de 2016, eu cursei a habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

Durante os 08 semestres no qual eu cursei a habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, eu aprendi que existe lugar para todos em democracias maduras. Durante os 08 semestres, no qual eu cursei a habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, eu tive colegas que eram progressistas, liberais e conservadores.

Aliás, durante os 08 semestres em que eu cursei a habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, eu tive um ótimo relacionamento com uma colega, completamente antagônica a mim no campo político.

Esta minha colega conservadora, me ensinou a maior lição de todas, sobre o que significa uma democracia madura. Esta minha colega conservadora, sabendo da minha deficiência, sempre me tratou com camaradagem e respeito. 

Ao me tratar com camaradagem e respeito, esta minha colega conservadora, me ensinou uma valiosa lição sobre democracias maduras. 

A lição desta minha colega conservadora, ao me tratar com camaradagem e respeito, foi um ensinamento tão importante quanto os meus estudos intelectuais e científicos, que eu tive durante os 08 semestres da habilitação em Jornalismo na Comunicação Social durante minha graduação.

Ou seja leitor (a). Há lugar para todos em uma democracia madura. Caro (a) leitor (a). Eu trabalho a 11 anos e quatro meses na Loja Riachuelo do Shopping Ibirapuera. Assim como você leitor (a), eu também sou um contribuinte.

E como contribuinte, assim como você, eu também fico extremamente indignado com a moralidade suprapartidária na administração pública no Brasil.

Na defesa da moralidade na administração pública, eu também sou tão conservador quanto você leitor (a). Contudo, durante os 08 semestres da habilitação em Jornalismo na Comunicação Social, em meus estudos científicos, eu aprendi, que o moralismo cego, é o maior inimigo do pensamento critico.

Mesmo em um país patrimonialista como o Brasil, não é somente a honestidade que conta em qualquer governante no país (independentemente do espectro político ok ?). 

A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo  governante é autoritário e anti democrático. A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo governante, conspira contra a democracia no país. (indecentemente do espectro político ok ?).

A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo governante, é favor da tortura em interrogatórios polícias. A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo governante, é machista e misógino. ( independentemente do espectro político ok ?).

A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo governante, é contra qualquer conceitos dos direitos humanos. A honestidade de um governante no Brasil, não tem valor algum, quando este mesmo governante, é a favor de uma ditadura no país. ( independentemente do espectro político ok ?).

Assim como você leitor (a), eu também sou um contribuinte no Brasil. Eu também acho que o dinheiro deve ser fruto unicamente do nosso trabalho. 

O parco dinheiro que tenho no Banco, é unicamente fruto dos meus 11 e 04 meses de trabalho, na Loja Riachuelo do Shopping Ibirapuera. Contudo, como jornalista por formação, eu aprendi, que mesmo em um país patrimonialista  como o Brasil, que eu não devo avaliar somente a honestidade de um governante na hora de fazer minha escolha.

E assim caminha a humanidade. 

Imagem : Site UNALE.




quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Meu apoio ao feminismo.

 No Irã, a virgindade antes do casamento é considerada importante para muitas meninas e suas famílias — um valor profundamente enraizado no conservadorismo cultural.

Às vezes, homens exigem um certificado de virgindade — uma prática que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera contra os direitos humanos. Mas no ano passado, mais e mais pessoas fizeram campanha contra isso.

"Você me enganou para me casar com você porque você não é virgem. Ninguém se casaria com você se soubesse a verdade."

Foi o que o marido de Maryam lhe disse depois que eles fizeram sexo pela primeira vez.

Ela tentou assegurar-lhe que, embora não tivesse sangrado, nunca havia tido relações sexuais antes.

Mas ele não acreditou nela e pediu-lhe para fazer um certificado de virgindade.

Não se trata de algo incomum no Irã. Após o noivado, muitas mulheres vão ao médico e fazem um teste que comprova que nunca fizeram sexo.

O teste de virgindade não tem mérito científico, de acordo com a OMS.

O certificado de Maryam afirmava que seu tipo de hímen era "elástico". Isso significa que ela poderia não sangrar após o sexo com penetração.

"Isso feriu meu orgulho. Não fiz nada de errado, mas meu marido continuou me insultando", disse ela. "Eu não aguentava mais, então tomei uns comprimidos e tentei me matar."

Ela foi levada para um hospital a tempo e sobreviveu.

"Nunca vou esquecer aqueles dias sombrios. Perdi 20kg durante esse tempo."

Aumento de pedidos para acabar com a prática

A história de Maryam é a realidade de muitas mulheres no Irã. Ser virgem antes do casamento ainda é crucial para muitas meninas e suas famílias. É um valor profundamente enraizado no conservadorismo cultural.

Mas recentemente, as coisas começaram a mudar. Mulheres e homens em todo o país têm feito campanha para acabar com os testes de virgindade.

Em novembro, uma petição online recebeu quase 25 mil assinaturas em um único mês. Essa foi a primeira vez que o teste de virgindade foi criticado abertamente por tantas pessoas no Irã.

"É uma violação de privacidade e é humilhante", diz Neda.

Quando ela era uma estudante de 17 anos em Teerã, ela perdeu a virgindade com o namorado. 

"Entrei em pânico. Fiquei apavorada com o que aconteceria se minha família descobrisse."

Então, Neda decidiu reparar seu hímen. Tecnicamente, esse procedimento não é ilegal — mas tem implicações sociais perigosas, portanto, nenhum hospital concorda em realizá-lo.

Diante disso, Neda encontrou uma clínica particular que faria isso em segredo — a um preço alto. "Gastei todas as minhas economias. Vendi meu laptop, meu celular e minhas joias de ouro", diz ela.

Ela teve que assinar um documento para assumir total responsabilidade caso algo desse errado.

Uma parteira então fez o procedimento, que demorou cerca de 40 minutos.

Mas Neda precisaria de muitas semanas para se recuperar.

"Eu estava com muita dor. Não conseguia mexer as pernas", lembra ela.

Ela escondeu tudo de seus pais.

"Eu me senti muito sozinha. Mas acho que o medo de eles descobrirem me ajudou a tolerar a dor."

No final, a provação que Neda suportou foi em vão.

Um ano depois, ela conheceu alguém que queria se casar com ela. Mas quando eles faziam sexo, ela não sangrava. O procedimento falhou.

"Meu namorado me acusou de tentar enganá-lo para se casar. Ele disse que eu era uma mentirosa e terminou comigo."

Pressão da família

Apesar da OMS denunciar o teste de virgindade como antiético e sem mérito científico, a prática ainda é realizada em vários países, incluindo Indonésia, Iraque e Turquia.

A Organização Médica Iraniana sustenta que eles só realizam testes de virgindade em circunstâncias específicas — como processos judiciais e acusações de estupro.

No entanto, a maioria dos pedidos de certificação de virgindade ainda vem de casais que planejam se casar. Por isso, recorrem a clínicas particulares — muitas vezes acompanhadas de suas mães.

No local, um ginecologista ou enfermeira parteira faz um teste e emite um certificado, incluindo o nome completo da mulher, o nome de seu pai, o número de seu RG e, às vezes, sua foto. Esse documento descreve o status de seu hímen e inclui a declaração: "Esta menina parece ser virgem".

Nas famílias mais conservadoras, o documento é assinado por duas testemunhas — normalmente as mães.

A médica Fariba emite certificados há anos. Ela admite se tratar de uma prática humilhante, mas acredita que está ajudando muitas mulheres.

"Elas estão sob tanta pressão de suas famílias. Às vezes, minto verbalmente para o casal. Se eles dormiram juntos e querem se casar, eu digo na frente de suas famílias que a mulher é virgem."

Muitos homens dizem que casar com uma mulher virgem ainda é essencial.

"Se uma garota perde a virgindade antes do casamento, ela não pode ser confiável. Ela pode deixar o marido por outro homem", diz Ali, um eletricista de 34 anos de Shiraz.

Ele diz que fez sexo com 10 garotas. "Não resisti", diz.

Ali reconhece que há uma dupla moral na sociedade iraniana, mas diz que não vê razão para romper com a tradição.

"As normas sociais aceitam que os homens têm mais liberdade do que as mulheres."

A opinião de Ali é compartilhada por muitas pessoas, especialmente nas áreas mais rurais e conservadoras do Irã.

Apesar das crescentes manifestações contra o teste de virgindade, muitos acreditam que, considerando que essa prática está profundamente enraizada na cultura iraniana, uma proibição total dela pelo governo e por legisladores é improvável em um futuro próximo.

Esperança

Quatro anos depois de tentar tirar a própria vida e viver com um marido abusivo, Maryam finalmente conseguiu se divorciar na justiça. Ela ficou solteira há apenas algumas semanas.

"Vai ser muito difícil confiar em um homem novamente", diz ela. "Não consigo me imaginar casando em um futuro próximo."

Junto com dezenas de milhares de outras mulheres, ela também assinou uma das crescentes petições online para acabar com a emissão de certificados de virgindade.

Embora acredite que nada vai mudar em breve, talvez nem mesmo durante sua vida, ela espera que um dia as mulheres terão mais igualdade em seu país.

"Tenho certeza que isso vai acontecer um dia. Espero que no futuro nenhuma garota tenha que passar pelo que eu passei."

Todos os nomes foram alterados para proteger suas identidades. A informação é do site BBC News.





Á você que está me lendo eu digo : Hoje , vou voltar a falar sobre o feminismo, mais especificamente sobre seus mitos e verdades. Durante as aulas de atividades complementares no meu curso de Jornalismo na FIAM, foi exibido um documentário a sobre o tema. 

Segundo afirmou o documentário da TV Cultura, o feminismo é um conjunto de movimentos políticos, sociais, ideologias e filosofias que têm como objetivo comum: direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses. Segundo o documentário exibido durante as aulas do meu curso de Comunicação Social nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

De acordo com Maggie Humm e Rebecca Walker, a história do feminismo pode ser dividida em três fases A primeira teria ocorrido no século XIX e início do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970 e a terceira na década de 1990 até a atualidade. A teoria feminista surgiu destes movimentos femininos] e se manifesta em diversas disciplinas como a geografia feminista, a história feminista e a crítica literária feminista. Segundo o documentário.

O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação, segundo dizia o documentário ,exibido nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAAM FAAM).

Durante grande parte de sua história, a maioria dos movimentos e teorias feministas tiveram líderes que eram principalmente mulheres brancas de classe média, da Europa Ocidental e da América do Norte. No entanto, desde pelo menos o discurso de Sojourner Truth, feito em 1851, às feministas dos Estados Unidos, mulheres de outras etnias e origens sociais propuseram formas alternativas de feminismo. Esta tendência foi acelerada na década de 1960, com o movimento pelos direitos civis que surgiu nos Estados Unidos e o colapso do colonialismo europeu na África, no Caribe e em partes da América Latina e do Sudeste Asiático. Desde então as mulheres nas antigas colônias europeias e nos países em desenvolvimento propuseram feminismos "pós-coloniais" - nas quais algumas postulantes, como Chandra Talpade Mohanty, criticam o feminismo tradicional ocidental como sendo etnocêntrico. Feministas negras, como Angela Davis e Alice Walker, compartilham este ponto de vista, segundo relata o documentário.

Desde a década de 1980, as feministas argumentaram que o movimento deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia, ao classismo e à colonização. No fim da década e início da década seguinte as feministas ditas pós-modernas argumentaram que os papéis sociais dos gêneros seriam construídos socialmente, e que seria impossível generalizar as experiências das mulheres por todas as suas culturas e histórias, segundo dizia o documentário.

De acordo com o documentário, as três fases do feminismo lutavam contra os conceitos patriarcais do "ter" e "possuir" em relação as mulheres. As três fases do feminismo lutavam pela reafirmação da mulher como uma pessoa de desejos e vontades, e não com um "objeto de posse". segundo o documentário.

A primeira fase do feminismo se refere a um período extenso de atividade feminista ocorrido durante o século XIX e início do século XX no Reino Unido e nos Estados Unidos, que tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por seus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focar principalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágio por parte das mulheres. Ainda assim, feministas como Voltairine de Cleyre e Margaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivos e econômicos das mulheres nesta época, segundo relatava o documentário.

No Reino Unido, as suffragettes e, talvez de maneira ainda mais eficiente, as sufragistas, fizeram campanha pelo sufrágio feminino. Em 1918, o Representation of the People Act foi aprovado, concedendo o direito ao voto às mulheres acima de 30 anos de idade que possuíssem uma ou mais casas. Em 1928, este direito foi estendido à todas as mulheres acima de vinte e um anos de idade. Nos Estados Unidos, líderes deste movimento incluíram Lucretia Mott, Lucy Stone, Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony, que haviam todas lutado pela abolição da escravidão antes de defender o direito das mulheres ao voto; todas eram influenciadas profundamente pelo pensamento quaker. A primeira onda do feminismo, nos Estados Unidos, envolveu uma ampla variedade de mulheres; algumas, como Frances Willard, pertenciam a grupos cristãos, como a Woman's Christian Temperance Union; outras, como Matilda Joslyn Gage, eram mais radicais e se expressavam dentro da National Woman Suffrage Association, ou de maneira independente. Considera-se que a primeira onda do feminismo nos Estados Unidos como tenha terminado com a aprovação da Décima Nona Emenda à Constituição dos Estados Unidos, em 1919, que concedeu às mulheres o direito ao voto em todos os estados, segundo reportagem do documentário.

A primeira fase do feminismo lutava pela afirmação da mulher como uma pessoa independente, com desejos e vontades próprias, e não como um objeto de posse. Segundo o documentário. 

A fase do feminismo, ao contrário da segunda, preocupou-se muito pouco com a questão do aborto; no geral, eram contrárias ao conceito. Embora nunca tenha se casado, Anthony publicou seus pontos de vista sobre o casamento, sustentando que uma mulher deveria ter o direito de recusar-se a fazer sexo com seu marido; a mulher americana não tinha, até então, qualquer recurso legal contra o estupro por seu próprio marido. Primordial, em sua opinião, era conceder a mulher o direito ao seu próprio corpo, que ela via como um elemento essencial na prevenção de gravidezes indesejadas, através do uso de abstinência como método contraceptivo. Escreveu sobre o assunto em seu jornal, The Revolution, em 1869, argumentando que, em vez de meramente tentar aprovar uma lei contra o aborto, sua causa principal deveria também ser abordada. A simples aprovação de uma lei antiaborto seria "apenas cortar o topo da erva daninha, enquanto sua raiz permanece”, segundo relato documentário.

Já na segunda fase do feminimso,em alguns países europeus, as mulheres ainda não tinham alguns direitos importantes. As feministas nesses países continuaram a lutar pelo direito de voto. Na Suíça, as mulheres ganharam o direito de votar em eleições federais apenas em 1971[39] e no cantão de Appenzell Interior as mulheres obtiveram o direito de votar em questões locais só em 1991, quando o cantão foi forçado a fazê-lo pelo Supremo Tribunal Federal da Suíça. Em Liechtenstein, as mulheres conquistaram o direito de votar em 1984, depois de um referendo, segundo relatava o documentário.

As feministas continuaram a campanha para a reforma das leis de família que davam aos maridos controle sobre suas esposas. As leis em relação a isso foram abolidas no século XX no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas em muitos países da Europa continental as mulheres casadas ainda tinham poucos direitos. Por exemplo, na França as mulheres casadas receberam o direito de trabalhar sem a permissão de seu marido apenas em 1965. As feministas também trabalharam para abolir a "isenção conjugal" nas leis de estupro, que impediam o julgamento dos maridos que estupravam suas próprias esposas. As tentativas anteriores das feministas da primeira onda, como Voltairine de Cleyre, Victoria Woodhull e Elizabeth Clarke Wolstenholme Elmy, para criminalizar a violação conjugal no final do século XIX não tiveram sucesso, sendo que isto foi apenas alcançado um século mais tarde na maioria dos países ocidentais, mas ainda não foi conquistado em muitas outras partes do mundo, segundo relato do documentário .

As feministas da segunda fase do feminismo, veem as desigualdades culturais e políticas das mulheres como intrinsecamente ligadas e incentivam as mulheres a entender os aspectos de suas vidas pessoais como profundamente politizados e como o reflexo de estruturas de poder sexistas. A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "o pessoal é político", que se tornou sinônimo da segunda fase,segundo relata do documentário..

E  a terceira fase do feminismo, começou no início da década de 1990, como uma resposta às supostas falhas da segunda onda e também como uma retaliação a iniciativas e movimentos criados por esta. O feminismo da terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definições essencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demais nas experiências das mulheres brancas de classe média alta,segundo relata o documentário .

Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central à maior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira onda frequentemente enfatizam a "micropolítica" e desafiam os paradigmas da segunda onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve sua origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda, como Gloria Anzaldua, bell hooks, Cherrie Moraga, Audre Lorde, Maxine Hong Kingston e diversas outras feministas negras, procuraram negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de subjetividades relacionadas à raça,  segundo dizia o documentário .

A terceira fase do feminismo também apresenta debates internos. O chamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga Carol Gillian, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente a diferença, segundo relatava o documentário .

Talvez tenhamos alguns mitos e verdades sobre o que realmente é o feminismo. Eu estive na Suíça e na Itália em 2013 e pude questionar suíços e italianos que falavam português sobre o que é o feminismo.

Todos os suíços e italianos me disseram que o feminismo é um movimento político que luta pela igualdade de gêneros por meio do empoderamento feminino. Já no Brasil, alguns me responderam que o feminismo é feito por mulheres mal amadas que estão em guerra com os homens.

A ideia de que as mulheres do feminismo estão em guerra com os homens é uma grande bobagem. Durante o meu curso de Comunicação Social  na FIAM, eu conheci mulheres adeptas do feminismo que tem namorado e filhos. O feminismo não está em guerra contra os homens, mas sim contra o fato da mulher ser um objeto de posse.

A ideia de que as feministas são mal amadas, é simplesmente um conceito machista do patriarcado que ainda vivemos aqui no Brasil. As mulheres adeptas do feminismo têm os mesmos desejos que qualquer mulher no mundo. Sim leitor (a): As mulheres adeptas do feminismo também querem ter família, filhos e um labrador, por exemplo. O que as mulheres adeptas do feminismo simplesmente não querem é ter se tornar o objeto de posse de alguém. O que convenhamos, é completamente diferente do conceito de que essas mulheres quererem entrar em guerra contra os homens.

Ao longo da história o feminismo sempre lutou contra os conceitos do "ter" e "possuir" em relação as mulheres. A luta do feminismo sempre foi contra o conceito de que a mulher é um objeto de posse, não necessariamente contra os homens. Por exemplo, muitas feministas que eu conheci, tem filhos (a) e namorado, por exemplo. Portanto, isso já rechaça completamente o conceito machista de que as mulheres adeptas do feminismo estão em guerra com os homens.

Como cidadão e jornalista leitor (a), eu apoio o movimento feminista. E como jornalista e cidadão eu digo. Ainda bem que existe o movimento feminista.

E assim caminha a humanidade.

Imagens : Site BBC News..